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Top 5: Personagens do cinema que marcaram seus interpretes

Daniel Radcliffe em Harry Potter e as Relíquias da Morte

Toda vez que vejo algum programa de entrevista com atores rola aquela pergunta super clichê – quando a pessoa é interprete de um vilão então, vixi!, a questão parece torna-se obrigatória -: “você já foi confundido na rua com seu personagem?”. E aí a gente ouve aquela resposta (tão manjada quanto à pergunta): “ah, sempre acontece. Outro dia fui a um supermercado e uma velhinha disse ‘nome-do-personagem, você não pode ser tão má assim!” e blá blá blá. A coisa toda é tão forçada que são raras as vezes em que a história parece sincera.

Mas, pensando nisso, cheguei a conclusão de que talvez o problema seja eu, por ser desconfiado demais. Quero dizer, quantas vezes não ouvi amigos meus falarem “aquele filme, sabe? Com a Amélie Poulain”? Até eu já me peguei trocando ator por nome de personagem, veja só. Algumas vezes para fazer graça, outras porque o tal personagem era tão forte e emblemático que era meio que inevitável chamá-lo pelo nome ficcional.

Pensando nisso, decidi elaborar uma lista com atores que ficaram marcados por um papel a ponto de a gente substituir o nome deles pelo do próprio personagem ou filme. Que fique claro que não reduzo a carreira deles a um único personagem e que nem os acho ruins (para falar a verdade, todos que compõem a lista são ótimos atores). Bora lá?

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Alice In Wonderland


Pronto. O filme mais aguardado dos últimos meses finalmente chegou ao cinema, depois de muito hype e de muito ser dito a seu respeito. É quase estranho ver o resultado de tanto tempo de produção (e de falatório!) nas telonas – aqui no Brasil com um inexplicável atraso de mais de um mês em comparação com os EUA, onde o filme já circula pelas salas desde o comecinho de março.

O @miolão, que já havia mostrado suas expectativas sobre o projeto com uma série de posts especiais que comentavam sobre uma das adaptações mais pop dos últimos tempos, agora pôde dar seu veredito final.

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#Alice no País das Maravilhas: de Carroll a Burton

Cartazes - Alice

Finalmente saiu o trailer definitivo da adaptação de Tim Burton para o clássico infantil criado por Lewis Carroll, “Alice no País das Maravilhas”. Nele, podemos ver mais imagens daquele que promete ser um dos melhores filmes do ano que ainda nem começou.

Imagem de Amostra do You Tube

“Alice no País das Maravilhas” mostrará o universo que todos conhecemos, mas num contexto um pouco diferente: no filme, a personagem estará um pouco mais crescida, e voltará ao país das maravilhas anos depois e quase acidentalmente, depois de fugir de uma festa de gala. Lá, terá que enfrentar a conhecida Rainha de Copas. Durante essa viagem, o espectador identificará elementos e personagens da série escrita por Carroll.

Quem já leu os dois volumes, “Alice no País das Maravilhas” e “Alice no País dos Espelhos” – também encontrado por aqui como “Alice na Casa dos Espelhos” ou “Alice Através do Espelho” – sabe: os livros, apesar de dedicados às crianças, trazem elementos perturbadores e não são tão inocentes quanto parecem. Lewis Carroll, escritor, matemático, poeta e fotógrafo amador, escreveu os livros para homenagear a filha de um amigo, Henry Lidell. Alice Lidell foi a inspiração para a personagem que se tornaria um marco da literatura mundial. Lewis contou a história à garota e as suas duas irmãs num passeio de barco pelo rio Tâmisa, em 1862. Alguns estudos sobre a vida do autor dizem que ele nutria uma admiração quase anormal pela garota, e que chegou a propor casamento à mesma enquanto ela ainda era muito jovem – pedido negado pelos seus pais. Se sua obsessão pela jovem era exagerada, nunca saberemos muito bem. Ela, embora nada saudável, gerou uma das obras mais influentes da literatura.

Lewis - Tim

Tim Burton pode ter sido a escolha ideal para contar a história “viajada” e um pouco psicodélica de Alice para um lugar cheio de tipos estranhos e situações surreais. A concretização do projeto surge como um alívio para os fãs, que estão vendo agora os resultados de uma produção que demorou para ser concretizada. Antes de Burton assumir o projeto, no final de 2007, houve diversos boatos sobre a transição da obra literária para o cinema. Um jogo inspirado no universo de Lewis C., chamado “American McGee Alice”, foi cotado para ganhar uma versão cinematográfica, dirigida por Marcus Nispel (diretor do remake de 2003 de “O Massacre da Serra Elétrica”) e com Sarah Michelle Gellar no papel da protagonista (??), financiada pelo Universal Studios. A história do game, de certa forma tem pontos em comum com a adaptação que veremos nas telonas, mas é um pouco mais… bizarra, se é que isso é possível: lançado em 1999, ele narrava o retorno de Alice ao país das maravilhas, agora comandado pelos poderes das trevas, depois de ter passado anos internada num manicômio. (oi?) E dá-lhe banhos de sangue! A idéia, apesar de descaracterizar completamente a trama, parecia interessante – mas nunca se concretizou.

Tim, então, iniciou em parceria com a Walt Disney Pictures a produção do filme. Com o tempo, foram surgindo notícias sobre o elenco – entre os primeiros contratados, Johnny Depp, amigo do diretor, como “O Chapeleiro Louco” e Helena Bonham Carter como a Rainha de Copas. Hoje, sabemos que o cast contará ainda com Anne Hathaway, Alan Rickman e outros diversos nomes de peso. Alice, porém, será interpretada pela quase desconhecida Mia Wasikowska, que já participou de especiais da HBO. O filme que usa o método de captação de imagens em 3D para criar os personagens vistos na tela, também será exibido em salas de projeção tridimensional.

Alices: Alice Lidell, a verdade; Mia Wasikowska como Alice na adaptação de Tim Burton; a versão gótica da personagem em "American McGee Alice" e a famosa versão animada de 1951.

Alices: Alice Lidell, a inspiração de Carroll; Mia Wasikowska como Alice na adaptação de Tim Burton; a versão gótica da personagem em "American McGee Alice" e a famosa versão animada de 1951.

Esse ano, Burton disse no Comic-Com, evento sobre HQs que aconteceu em San Diego (EUA), que todas as adaptações realizadas até hoje não fizeram jus aos diversos elementos que a história original possui. A mais famosa feita até hoje é o longa-metragem animado da Disney, lançado em 1951 e que alterou, e muito, a obra original. Outras adaptações lançadas e muito pouco conhecidas datam de 1985: dirigidas por Harry Harris e estrelando Natalie Gregory, os filmes da primeira e segunda parte da saga de Alice – lançados para TV – fizeram moderado sucesso na época do seu lançamento, mas não conseguiram criar impacto no decorrer dos anos. Burton tem a chance de fazer a adaptação definitiva desse mundo de fantasias. Pelo que parece, ele não irá decepcionar.

O projeto será o primeiro de dois realizados por Burton em parceria com os estúdios Disney: o próximo, Frankenweenie, tem estréia prevista para 2011.  E partir de agora, poderemos presenciar um “revival” de Alice por toda parte, talvez motivado pela adaptação cinematográfica. Um exemplo disso é a série de TV “Alice”, dirigida por Nick Willing, que foi exibida nos dias 6 e 7 desse mês nos EUA pelo canal Syfy, que adicionou toques contemporâneos ao universo da personagem.

Capa da edição especial do DVD lançado lá fora, com a adaptação de "Alice" de 1985 e o cartaz de divulgação da série "Alice", do canal Syfy.

Capa da edição especial do DVD lançado lá fora, com a adaptação de "Alice" de 1985 e o cartaz de divulgação da série "Alice", do canal Syfy.

Olha só o trailer da série:

 Imagem de Amostra do You Tube

Ah, só pra lembrar: o filme de Tim tem estréia prevista para 5 de Março de 2010!

De volta às origens?

A Princesa e o Sapo

Fazia tempo que a Disney não investia numa animação 2D de tanto porte – aliás, eles haviam anunciado que a última produção desse estilo seria o “Nem que a Vaca Tussa”, de 2004. Pelo jeito voltaram atrás e, de certa forma, “A Princesa e o Sapo”, novo desenho do estúdio que será lançado no Brasil no dia 11 de Dezembro, resgata um pouco da magia das antigas produções clássicas Disney. Baseada num conto de E.D. Baker, a história se passa na Nova Orleans dos anos 20, e pelo trailer,  tem um clima super “jazzy”. A protagonista, Tiana, é uma jovem que mora no lugar e se depara com um príncipe transformado em sapo, aí…

Confira o trailer do filme abaixo:

As titias também vão adorar uma novidade: o sapo Naveen será dublado na versão nacional por Rodrigo Lombardi, galã global que esteve na última novela das oito, “Caminho das Índias”. O filme é idealizado por John Musker e Ron Clements, mesmos criadores de “Aladdin” e “A Pequena Sereia”, e a trilha sonora é assinada por Randy Newman, de Monstros S.A.

“A Princesa e o Sapo” também traz na trilha, como outros filmes do estúdio, uma música cantada por um nome de peso no universo pop atual. No caso, Ne-Yo (de peso?) e a atriz que empresta a voz a personagem principal, Tiana,  Anika Rose (lembra dela? É uma das três Dreamgirls no filme com Beyoncé e Jennifer Hudson.) Veja o clipe da música “Never Knew I Needed” abaixo:

Ah, e por falar em Disney, vale lembrar:

Novos cartazes de "Alice no País das Maravilhas"

Vazaram novos pôsters de “Alice no País das Maravilhas”, filme produzido pelo estúdio e dirigido por Tim Burton, com estréia prevista para Maio do ano que vêm. Nem sei o que dizer – é um dos filmes que eu mais tô esperando pra ver nos últimos tempos. O universo que Lewis Carroll criou já é interessante por si só e um pouco sombrio; quando juntamos com Tim Burton, então… acho que não tem como dar errado! :)

 

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