
Há um “gênero” bastante específico, tanto no cinema quanto na literatura, que visa contar histórias fantásticas de adolescentes que se desvirtuam em um mundo sedutor de sexo e drogas. Usando uma estrutura confessional onde se destaca pontos que beiram ao clichê para contornar os altos e baixos, esse tipo de romance, na maioria das vezes narrado em primeira pessoa, choca pelo contraste que buscam retratar e também por serem vendidos como “histórias reais”.
Podemos citar, só para ficar em alguns exemplos, obras como Hell Paris 75016, de Lolita Pille ou 100 Escovadas Antes de Ir Para Cama, de Melissa Panarello.
Ilusões Pesadas, de Sacha Sperling, à primeira vista parece só mais um livrinho desse tipo destinado a adolescentes que estão “descobrindo a vida”. No entanto, basta prestar atenção para notar que mesmo as intenções de Sacha sendo as mesmas das autoras citadas – publicar algo semi-biográfico para expurgar angústias e alertas os mais incautos -, o resultado final é bem diferente do alcançado por elas.





















