MIOLÃO • Livros - Part 2
 

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#VemAí: “Comer, Rezar, Amar”, com Julia Roberts

Em 2006, um livro foi lançado no exterior e, nos anos seguintes, tornou-se um dos títulos mais vendidos da década. Escrito pela jornalista Elizabeth Gilbert, “Comer, Rezar, Amar” é composto por um apanhado de memórias pessoais da autora, que, depois de passar por um divórcio traumático, começou a rever suas prioridades e viajou para locais diferentes buscando as coisas de que sentia falta na vida.

Alguns articulam que “Comer Rezar Amar” é apenas mais um best seller comum , mas todos aqueles que leram o livro – inclusive eu, mesmo não tendo chegado até o fim por pura falta de tempo – foram conquistados pelo humor leve, pela amabilidade e o tom despretensioso com que Elizabeth conduz a narrativa sobre sua “jornada”. É o tipo de obra que você pode não esperar muito, mas continua lendo porque é agradável e envolvente como uma conversa casual com alguém, ou como ouvir uma pessoa te contando algumas situações do cotidiano com observações honestas sobre sentimentos, impressões e coisas da vida.  

Mas esse não é o caso! O fato é que, além do sucesso de vendas e de render uma paródia  - o livro “Beber Jogar F@%der”, de Andrew Gottlieb – ele também não demorou pra chamar a atenção dos grandes estúdios, que sabem muito bem que uma obra literária pode render algo bom (ou ao menos bastante dinheiro) quando levada para as telonas.

A Columbia Pictures, então, comprou os direitos de adaptação da história de Gilbert em meados de 2008 e o resto foi acontecendo. Para a transposição às telas de um livro de peso, nada mais justo que um nome importante para viver a protagonista: Julia Roberts, que anteriormente já havia declarado ser fã da trama, foi a escolhida para interpretar Elizabeth nos cinemas. Lembra de umas notícias que caíram na rede há um tempo, dizendo que a atriz estava causando tumulto em templos indianos devido às filmagens de um novo longa-metragem? Esse era o filme em questão.

Depois de mais de um ano e meio de filmagens e pequenas confusões como essa, o primeiro trailer oficial do filme caiu na rede. Nele, dá pra ver um pouquinho das locações do projeto – que incluem Itália e Índia, entre outros lugares - e outros nomes que estão no elenco, como Javier Bardem, (muito mais amável do que em “Onde os Fracos Não Tem Vez”) James Franco e Viola Davis.

Será que o filme vai ser simpático e cativante como a obra original? Ele estreará em 13 de agosto nos Estados Unidos, mas não tem data de lançamento prevista para o Brasil, ainda. Enquanto ele não chega por aqui, dá tempo de ler a “autobiografia” que o originou.

Vale lembrar que o diretor do filme é Ryan Murphy, que anteriormente fez o ótimo “Correndo Com Tesouras” – por sinal, outro caso de livro adaptado para o cinema – e também é um dos produtores de Glee, que o Miolaoteam adora.

Veja o trailer de “Comer, Rezar, Amar” abaixo:

Vem Aí: Whip It, com Ellen Page e Drew Barrymore

Drew Barrymore é uma das atrizes mais conhecidas da atualidade, mas, no ano passado, ela se arriscou como diretora em “Whip It”, filme baseado num livro da escritora Shauna Cross. A película, lançada em outubro no exterior, tem sua estréia nacional adiada constantemente. Espera-se que ele chegue por aqui em 14 de Maio – provavelmente, com o título de… er… “Garota Fantástica” – pois é!

“Whip It” narra a trajetória de Bliss Cavendar,  garota que não se encaixa no ambiente em que vive e sente-se frustrada com as pessoas de seu convívio: contrariando as ambições de sua mãe, que tem sérios planos de que ela participe de concursos de beleza, a personagem prefere envolver-se com o mundo do “roller derby”, a modalidade de patinação retratada no filme – e das competições do gênero, que lhe mostram novas perspectivas e a chance de finalmente descobrir mais sobre o que deseja para sua própria vida e seu futuro. Uma curiosidade: o título original da produção faz referência a uma das manobras do esporte.

A atriz que vive Bliss Cavendar nas telonas é Ellen Page – a mesma de “Juno” e MeninaMá.com, e o elenco ainda conta com  Jimmy Fallon, a atriz e cantora Juliette Lewis, Marcia Gay Harden e a própria Drew Barrymore, diretora do longa. Shauna Cross, a autora da trama, diz que a adaptação feita para o cinema superou suas próprias expectativas e que a história retratada é universal, assim como os característicos “ritos de passagem” que existem na vida. A trilha sonora do filme, que traz nomes como Ramones, The Strokes, The Raveonettes e Jens Lekman, além da banda de Rodrigo Amarante e Fabrizio Moretti, Little Joy , traz também Ladytron, Kaiser Chiefs, MGMT, The White Stripes, Peaches e até “Domingo no Parque”, clássico da música nacional interpretado por Gilberto Gil e os Mutantes. Pena que alguns dos grupos citados aqui não estão na tracklist da trilha sonora, apesar de tocarem em algum momento do longa-metragem.

O livro que originou o filme, “Derby Girl”, já está à venda no Brasil, pela editora Galera Record.

Abaixo, você vê o trailer do filme:

Imagem de Amostra do You Tube

Amor em Minúscula, Francesc Miralles

Você é do tipo que acredita que, depois do réveillon, um mundo de possibilidades se abre instantaneamente, pelas mais variadas razões ou é daqueles que crêem que tudo aquilo de “novo ano, vida nova” é balela e as coisas prosseguem exatamente da mesma forma? Seja qual for seu ponto de vista, o livro “Amor em Minúscula”, do espanhol Francesc Miralles vai te proporcionar momentos de diversão: o romance pode ser considerado, excepcionalmente, uma indicação pós-réveillon por motivos que você entenderá nos próximos parágrafos, mas é também um livro simpático para quem procura uma literatura contemporânea, acessível e descompromissada para animar suas férias.

A premissa da trama é muito simples: Samuel é um professor universitário de passado amargo e desiludido com a vida que leva. Em pleno réveillon, ele pensa que o ano que se inicia será igual ao que acaba de terminar. Nosso herói está num ponto da vida em que não acredita mais em surpresas e acontecimentos que podem mudar seu cotidiano. Ao despertar no primeiro dia do novo ano, porém, recebe a visita de um gato que “bate” à sua porta: ao permitir que o pequeno animal entre em seu mundo, acaba deparando-se com novas possibilidades em sua vida.

Ok, pela “sinopse” pode parecer que o livro tenha um “Q” de “Marley & Eu”, mas não: a história não é focada no filhote, embora seu surgimento tenha papel decisivo nas ações que irão se desenrolar. Ele é apenas a razão pelo qual Samuel irá confrontar uma combinação bizarra de elementos e acontecimentos, constituída de um amor do passado – no caso, representado pela idealizada Gabriela, objeto de afeição do professor – teorias da conspiração (?), desconhecidos excêntricos e coincidências (ou não?) surpreendentes. Com uma certa relutância, o personagem permite arriscar-se mais e vê que essa é a atitude que faltava para mudar o cotidiano maçante que levava.

O livro, mesmo não o sendo, parece uma sátira aos best sellers lançados nos últimos anos, que falam sobre tramas secretas que podem mudar o rumo da humanidade e também aos livros de auto ajuda que pregam mudanças de vida drásticas baseadas em atitudes quase banais. “Amor em Minúscula” é bastante nonsense em alguns momentos, e isso não é um problema: se não fosse pelas “esquisitices” da trama, é bem verdade, tudo seria redondinho e previsível demais. O livro, apesar de cativante, quase escorrega em alguns momentos e poderia acabar tornando-se um dos títulos do qual “escarnece”.

Francesc Miralles, porém, sabe conduzir a história de forma interessante e descompromissada. O autor, além disso, utiliza o fato de que seu personagem principal leciona em uma universidade e possui uma grande bagagem cultural para preencher as páginas do romance com dados sobre acontecimentos históricos, história da arte e afins. Em alguns momentos, “Amor em Minúscula” parece tão cheio de citações e referências que se torna quase irritante, mas é perdoável. O escritor mostra para o público que entende dos assuntos que aborda sem parecer que deseja, com isso, apenas exibir gratuitamente sua suposta “erudição”. É como se ele apresentasse diversos temas que podem ser aprofundados e assimilados pelos leitores mais ainda depois que a leitura seja totalmente concluída, como um complemento para o que foi mostrado – comose fossem  peças do universo daqueles personagens que foram apresentados.

O escritor, nascido na Catalunia, é jornalista e editor formado em filologia alemã (oi?). Já escreveu diversos livros em gêneros variados, do romance policial até histórias infantis – alguns deles, premiados principalmente em países de língua espanhola. “Amor em Minúscula” é um dos trunfos do “currículo” de Francesc, tendo sido traduzido para cinco línguas, incluindo o português, desde sua primeira edição, em 2006. É uma das suas obras de maior repercussão e o MIOLAOTEAM recomenda para esse comecinho de 2010.

Francesc Miralles

#Alice no País das Maravilhas: de Carroll a Burton

Cartazes - Alice

Finalmente saiu o trailer definitivo da adaptação de Tim Burton para o clássico infantil criado por Lewis Carroll, “Alice no País das Maravilhas”. Nele, podemos ver mais imagens daquele que promete ser um dos melhores filmes do ano que ainda nem começou.

Imagem de Amostra do You Tube

“Alice no País das Maravilhas” mostrará o universo que todos conhecemos, mas num contexto um pouco diferente: no filme, a personagem estará um pouco mais crescida, e voltará ao país das maravilhas anos depois e quase acidentalmente, depois de fugir de uma festa de gala. Lá, terá que enfrentar a conhecida Rainha de Copas. Durante essa viagem, o espectador identificará elementos e personagens da série escrita por Carroll.

Quem já leu os dois volumes, “Alice no País das Maravilhas” e “Alice no País dos Espelhos” – também encontrado por aqui como “Alice na Casa dos Espelhos” ou “Alice Através do Espelho” – sabe: os livros, apesar de dedicados às crianças, trazem elementos perturbadores e não são tão inocentes quanto parecem. Lewis Carroll, escritor, matemático, poeta e fotógrafo amador, escreveu os livros para homenagear a filha de um amigo, Henry Lidell. Alice Lidell foi a inspiração para a personagem que se tornaria um marco da literatura mundial. Lewis contou a história à garota e as suas duas irmãs num passeio de barco pelo rio Tâmisa, em 1862. Alguns estudos sobre a vida do autor dizem que ele nutria uma admiração quase anormal pela garota, e que chegou a propor casamento à mesma enquanto ela ainda era muito jovem – pedido negado pelos seus pais. Se sua obsessão pela jovem era exagerada, nunca saberemos muito bem. Ela, embora nada saudável, gerou uma das obras mais influentes da literatura.

Lewis - Tim

Tim Burton pode ter sido a escolha ideal para contar a história “viajada” e um pouco psicodélica de Alice para um lugar cheio de tipos estranhos e situações surreais. A concretização do projeto surge como um alívio para os fãs, que estão vendo agora os resultados de uma produção que demorou para ser concretizada. Antes de Burton assumir o projeto, no final de 2007, houve diversos boatos sobre a transição da obra literária para o cinema. Um jogo inspirado no universo de Lewis C., chamado “American McGee Alice”, foi cotado para ganhar uma versão cinematográfica, dirigida por Marcus Nispel (diretor do remake de 2003 de “O Massacre da Serra Elétrica”) e com Sarah Michelle Gellar no papel da protagonista (??), financiada pelo Universal Studios. A história do game, de certa forma tem pontos em comum com a adaptação que veremos nas telonas, mas é um pouco mais… bizarra, se é que isso é possível: lançado em 1999, ele narrava o retorno de Alice ao país das maravilhas, agora comandado pelos poderes das trevas, depois de ter passado anos internada num manicômio. (oi?) E dá-lhe banhos de sangue! A idéia, apesar de descaracterizar completamente a trama, parecia interessante – mas nunca se concretizou.

Tim, então, iniciou em parceria com a Walt Disney Pictures a produção do filme. Com o tempo, foram surgindo notícias sobre o elenco – entre os primeiros contratados, Johnny Depp, amigo do diretor, como “O Chapeleiro Louco” e Helena Bonham Carter como a Rainha de Copas. Hoje, sabemos que o cast contará ainda com Anne Hathaway, Alan Rickman e outros diversos nomes de peso. Alice, porém, será interpretada pela quase desconhecida Mia Wasikowska, que já participou de especiais da HBO. O filme que usa o método de captação de imagens em 3D para criar os personagens vistos na tela, também será exibido em salas de projeção tridimensional.

Alices: Alice Lidell, a verdade; Mia Wasikowska como Alice na adaptação de Tim Burton; a versão gótica da personagem em "American McGee Alice" e a famosa versão animada de 1951.

Alices: Alice Lidell, a inspiração de Carroll; Mia Wasikowska como Alice na adaptação de Tim Burton; a versão gótica da personagem em "American McGee Alice" e a famosa versão animada de 1951.

Esse ano, Burton disse no Comic-Com, evento sobre HQs que aconteceu em San Diego (EUA), que todas as adaptações realizadas até hoje não fizeram jus aos diversos elementos que a história original possui. A mais famosa feita até hoje é o longa-metragem animado da Disney, lançado em 1951 e que alterou, e muito, a obra original. Outras adaptações lançadas e muito pouco conhecidas datam de 1985: dirigidas por Harry Harris e estrelando Natalie Gregory, os filmes da primeira e segunda parte da saga de Alice – lançados para TV – fizeram moderado sucesso na época do seu lançamento, mas não conseguiram criar impacto no decorrer dos anos. Burton tem a chance de fazer a adaptação definitiva desse mundo de fantasias. Pelo que parece, ele não irá decepcionar.

O projeto será o primeiro de dois realizados por Burton em parceria com os estúdios Disney: o próximo, Frankenweenie, tem estréia prevista para 2011.  E partir de agora, poderemos presenciar um “revival” de Alice por toda parte, talvez motivado pela adaptação cinematográfica. Um exemplo disso é a série de TV “Alice”, dirigida por Nick Willing, que foi exibida nos dias 6 e 7 desse mês nos EUA pelo canal Syfy, que adicionou toques contemporâneos ao universo da personagem.

Capa da edição especial do DVD lançado lá fora, com a adaptação de "Alice" de 1985 e o cartaz de divulgação da série "Alice", do canal Syfy.

Capa da edição especial do DVD lançado lá fora, com a adaptação de "Alice" de 1985 e o cartaz de divulgação da série "Alice", do canal Syfy.

Olha só o trailer da série:

 Imagem de Amostra do You Tube

Ah, só pra lembrar: o filme de Tim tem estréia prevista para 5 de Março de 2010!

#O Mágico de Oz – 70 Anos

Cena do filme "O Mágico de Oz"

Em 2009, a adaptação para os cinemas do conto fantasioso de Lyman Frank Baum completa 70 anos desde seu lançamento. O filme, lançado em 1939, tornou-se um marco do cinema por diversos fatores. Foi uma das primeiras produções a usar o recurso de technicolor (para deixar as cenas coloridas), alçou Judy Garland – que já era popular na época – ao status de verdadeira estrela de Hollywood, apresentou canções originais que o mundo cantaria até os dias de hoje, e foi uma das primeiras adaptações de obras literárias que puderam ser vistas nas telas dos cinemas.

É difícil fazer um post sobre os 70 anos da película sem comentar sobre as diversas variações da história que surgiram no decorrer do tempo. Até mesmo o próprio livro, lançado pelo escritor nascido em Chittenango, NY, ganharia mais treze (!) continuações, criadas pelo próprio. Frank Baum, que era fascinado por literatura e teatro desde a infância, lançou diversos livros infantis e adultos, mas entregou ao mundo sua obra definitiva – “O Mágico de Oz” – somente em 1900. A história de Dorothy, garota que é levada à uma terra desconhecida por um furacão repentino e procura, com a ajuda de um espantalho, um leão e um homem de lata por um mago poderoso que pode mandá-la de volta pra casa foi um grande sucesso de vendas na época, tendo sido posteriormente adaptada para os palcos da Broadway, permanecendo em cartaz por nove anos.

Incrivelmente, o aniversário da versão cinematográfica foi comemorado de forma discreta em alguns lugares do mundo. A cidade de Wamego, no Kansas, realizou diversos eventos em comemoração à data, além de manter há anos o “museu” de “O Mágico de Oz”, que possui no acervo mais de 25 mil (!!) peças relacionadas ao filme, incluindo um figurino original usado por Judy Garland nas filmagens do mesmo. No resto do globo, os setenta anos do lançamento foram celebrados sem muito alarde – os grandes estúdios e redes de lojas não deixaram de prestar suas homenagens e, de quebra, talvez lucrar um pouco com isso…

A Warner Bros. , em companhia da “Swarovski” convidou diversos designers/estilistas famosos para fazerem releituras bem glamourosas do famoso sapatinho de rubi que a protagonista usa para realizar seus desejos (curiosidade: no livro, eles não são rubi, são prateados!) A exposição “The Wizard of Oz Ruby Slipper Collection” – que mostrará as criações de nomes como Manolo Blahnik, Jimmy Cho e até Gwen Stefani e sua grife L.A.M.B – esteve na Mercedez Benz Fashion Week no mês de Setembro,  e, itinerante, estará em outras grandes cidades, como Miami, durante a Miami Art Week esse mês. Os sapatos serão leiloados daqui alguns meses, com o fim do evento.

Os sapatinhos originais usados por Judy no filme e uma das releituras que compõem a mostra itinerante.

Os sapatinhos originais usados por Judy no filme e uma das releituras que compõem a mostra itinerante.

Os estúdios lançaram também, em diversos países – incluindo Brasil – uma edição especial do filme em DVD, com 4 discos cheios de extras. Ok, o preço é salgado: em média, R$149.00 pelo Box completo. Lá, você pode encontrar materiais nunca antes vistos pelos fãs, produzidos na época do lançamento e também agora.

Capa da versão nacional do box de "O Mágico de Oz".

Capa da versão nacional do box de "O Mágico de Oz".

Antes do ano terminar, o Miolão também gostaria de prestar sua homenagem a obra e convidar os leitores à conhecer – ou relembrar – esse clássico que recebeu dois Oscars  (melhor trilha sonora e melhor música) , foi eleito pelo American Film Institute como o décimo melhor filme de todos os tempos e está guardado de forma carinhosa nas mentes de gerações que vivenciaram uma época diferente da nossa e agora, continua conquistando novos fãs apaixonados pelo reino de Oz e por uma história tão simples e ao mesmo tempo tão encantadora e marcante.

Pra finalizar, vamos relembrar uma das canções mais clássicas de todos os tempos e que está na trilha sonora do filme? Aposto que vocês sabem qual é…

Imagem de Amostra do You Tube

Clarice Lispector

Clarice Lispector

“Com todo perdão da palavra, eu sou um mistério para mim.”

Clarice Lispector.

Dizem que é difícil definir alguém com palavras. Mais do que difícil: é perigoso. E a missão se torna ainda mais arriscada quando esse alguém é Clarice Lispector.

Tida por muitos como a maior escritora brasileira de todos os tempos (o curioso é que ela nasceu na Ucrânia e veio pra cá ainda neném), Clarice Lispector foi uma mulher à frente de seu tempo. Corajosa, dona de um espírito único e vívido, Clarice conseguiu imprimir em seus livros sua personalidade como poucos foram capazes. Dona de um estilo singular, ela não teve medo de se mostrar. Suas linhas mais pareciam uma extensão de si. Toda palavra, toda vírgula, todo ponto, iam de encontro aos questionamentos mais íntimos e sinceros que todos passam ao menos uma vez na vida, mas que a maioria não sabe como exprimir.

A descrição do cotidiano e de toda sua banalidade ganhava contornos únicos em suas mãos. Ela não descrevia apenas cenas concretas. Ela conseguia colocar no papel sensações e sentimentos que aconteciam por dentro. Ir a feira, passear pelo jardim, se arrumar para o esposo, andar de ônibus, ler uma notícia chocante no jornal. Talvez o mais impressionante em sua obra é a sensação de que qualquer coisa possa ser o estopim para uma revolução. Uma revolução interna e devastadora que só a solidão poderia construir.

Essa introspecção e esse domínio da linguagem (há quem diga que Clarice consegue escrever poesia em prosa), fizeram com que seu acervo fosse descoberto e redescoberto pelas gerações posteriores a sua. Mesmo após 32 anos de sua morte, os questionamentos e certezas que ela colocava no papel ainda fazem sentido. E foi essa intensidade toda que fez com que Clarice, mesmo após tanto tempo, continuasse relevante não só no que se refere a literatura, mas também ao que se refere à vida.

Leia aqui Uma Galinha, conto presente no belíssimo Laços de Família, da Editora Rocco.

É, Clarice se foi há exatos 32 anos. E ler seus textos só traz saudade. Porque como diria a própria…

Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda.”

Clarice Lispector.

10/12/1920 – 09/12/1977

#DeveLer: A Hora da Estrela, O Primeiro Beijo, Laços de Família e A Paixão Segundo G.H. ;)

Priscila Prade – EQS – “Eu Queria Ser”

Se você fosse uma pessoa famosa, quem gostaria de ser?

A fotógrafa Priscila Prade reúne no livro “EQS: Eu Queria Ser” – coletânea de trabalhos realizados por ela – fotos de pessoas famosas caracterizadas de uma forma diferente do normal: elas encarnaram personagens fictícios e outras celebridades de diversos ramos das artes que gostariam de ser, por pelo menos um dia. Segundo a artista, a intenção de captá-los dessa forma remete à aquela vontade que as crianças tem de se tornarem determinadas pessoas ao crescerem.

Algumas das fotos já foram vistas em publicações, como na extinta Revista MTV, por exemplo. As caracterizações são divertidas, inusitadas, algumas um tanto bizarras e outras despertam uma pontinha de vergonha alheia, apesar da produção de bom gosto. Isso acontece porque é difícil associar, por exemplo, Junior Lima ao mito Jimmy Hendrix. (!)

O livro será lançado no dia 14 de Dezembro pela editora Master Books, mas várias fotos que o compõem já estão rodando pela rede. Confira:

Eliana - Marylin Manson

Eliana, caracterizada como o Marilyn Manson. Não olhe nos olhos dela fixamente por mais de três segundos… #brinks

Junior Lima - Jimmy Hendrix

Em algum cemitério de Seattle, Jimmy Hendrix dá uma reviradinha no túmulo…

(Luiza Possi - Alex DeLarge)

Diferente do leite com aditivos do filme Laranja Mecânica, o que deve ter misturado no de Luiza “DeLarge” Possi?

Sandy - Mulher Gato

Sandy mostrando que cresceu e agora é mulher gato.

ps. Alguém mais acha que ela tá parecendo a Alicia Silverstone nessa foto?

Nasi - Wolverine

E esse Wolverine? Faria todas aquelas acrobacias mostradas em seu filme? (Na foto, Nasi, ex-Ira!)

Marcelo D2 - George Clinton

Marcelo D2 como O Chapeleiro Louco George Clinton, músico e engajado político dos anos 70.

 

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