Em homenagem ao Dia do Livro nós, desmiolados, indicaremos nossas obras preferidas. Vem, gente!
Renato Alves, Kitchen. 
O livro que indico para comemorar a data já ganhou um post no Miolão anteriormente, mas merece ser relembrado sempre: Kitchen, de Banana Yoshimoto é um achado, muito inspirador. Composta por dois contos: “Kitchen” e “Moonlight Shadow”. Ambos trazem, como protagonistas, moças jovens que habitam a capital japonesa e enfrentam situações similares, devido a perda de entes queridos. As duas, cada uma à sua maneira, buscam aquelas coisas da vida que nos fazem criar novo ânimo depois de uma queda brusca. A proposta é bem simples, mas o livro não economiza na sensibilidade e entrega uma obra completa, que você não sabe apontar um único motivo pra justificar o quanto é boa. Ela simplesmente é, por várias e incríveis sutilezas.
Sanny Sassi, Lolita.
Foi o primeiro livro que ganhei da minha mãe. Eu tinha 13 anos na época e achei a estória envolvente, intrigante e peculiar. Confesso que invejei Lolita por tantas sensações diferentes às quais ela fora exposta, com tamanha intensidade, e desejei estar em seu lugar diversas vezes. Tive meu Humbert Humbert, não de forma doentia como no livro, mas com intensidade suficiente para torná-lo uma experiência inesquecível, como este livro é para mim.
Thiago Dantas, Cotoco.
Foi difícil escolher um único livro preferido. Não é que eu leia muito (leio menos do que eu gostaria e bem menos do que eu deveria), mas é que sempre que eu leio me apego demais aos personagens. Foi o que aconteceu com Cotoco, de John van de Ruit. A personagem título é um garoto de 13 anos que se muda para um internato só de meninos em meados de 1990 e sofre pra caralho na mão dos colegas. Tendo como pano de fundo a África do Sul antes do Mandela assumir a presidencia, o livro é narrado em primeira pessoa e tem um clima ensolarado e inocente, como se a turma do filme Os Batutinhas tivesse crescido e ancorado no mais antigo continente. O motivo que me levou a escolha, mais do que qualquer outro, foi o efeito que a historinha de Cotoco conseguiu: eu ri, gargalhei e me emocionei numa época um pouquinho complicada da minha vida. Recomendo demais. Boníssimo!
E você, o que indica pra gente?
















