Depois de muuuuita espera eis que The Strokes, a bandinha que vive no coração entre 9 a cada 10 adolescentes dessa geração, confirma que o disco novo está finalmente pronto!
E antes que você pense que isso é apenas mais um boato, vale dizer que quem soltou a notinha foi o próprio Julian Casablancas, frontman, em seu twitter oficial:
“(O álbum) ainda não vai sair pelos próximos meses – mixagem, etc. Mas finalmente terminados de gravá-lo ontem.”
A banda, que teve Is This It, seu debut, eleito como o melhor da última década, está afastada dos holofotes desde o lançamento do incrível First Impressions Of Earth de 2006. Trancafiados no estúdio desde fevereiro, em junho desse ano eles ensaiaram uma “volta” e fizeram um show secreto em Londres, Inglaterra. Pra relembrar, a gente vê You Only Live Once abaixo:
Paloma Faith é uma cantora britânica cujo som pode transitar facilmente pela mesma categoria daquele feito por Duffy, Miss Li ou Amy Winehouse (especialmente no primeiro disco). Se suas gravações podem ser comparadas dessa forma, a artista, por outro lado, possui uma excentricidade muito peculiar e assume uma postura bem diferente de suas talentosas parceiras no palco, transformando seus shows em pequenos espetáculos surreais e bem humorados.
Inspirada por nomes como Etta James, Ella Fitzgerald e Billie Holliday, ela lançou seu primeiro CD, “Do you want the truth or something beautiful?” no ano passado. Ok, a semelhança com as divas citadas não é lá muito grande – o disquinho possui uma sonoridade retrô somente discreta – pop, mas com uma pitadinha jazz e um pouquinho de black music – que é bastante agradável e contagiante, como comprovado nas faixas “Romance Is Dead” ou no mais recente single, “Upside Down”.
Apesar de não trazer nada novo ou exclusivamente seu nesse aspecto, Faith compõe suas próprias canções e, como citado, possui um exagero característico e quase teatral em suas performances, ligado a sua paixão pelo universo burlesco dos cabarés de outrora. Muitas vezes, o visual da cantora parece pertencer a uma pin-up ou a alguma atriz do cinema clássico. Toda essa teatralidade tem divertido a maioria dos seus fãs, mas arrancado críticas da mídia britânica, que classifica suas brincadeiras como “desnecessárias” e “artificiais demais”. Pra tirar uma conclusão, veja abaixo uma de suas performances ao vivo, cantando a faixa “Broken Doll”, no ICA, em Londres.
Paloma, além de se divertir encarnando personagens no palco, já realizou algumas participações em séries de tevê e o mais recente projeto onde atua ainda irá estrear por aqui: ela interpretou Sally no longa “O Fantástico Mundo do Sr. Parnassus”, filme que conta com um elenco cheio de nomes de peso, como Johnny Depp, Jude Law e Heath Ledger - este, em seu último trabalho nas telonas. Se depender da cantora, por sinal (que já se declarou fã de Tim Burton e David Lynch) dá pra apostar que essa não será sua última empreitada no mundo cinematográfico.
Porém, sua prioridade no momento é mesmo a música: já foram lançados quatro singles de seu debut, entre eles a excelente, “Stone Cold Sober” e “New York”, faixa em que declara que seu parceiro a trocou não por outra pessoa, mas pela vida em uma das maiores cidades do mundo. Aprovando ou não, é impossível ficar alheio as cenas e passagens criadas por Paloma Faith. O Miolaoteam adora e indica!
Todas as segundas vou sugerir algo que costumo ouvir bastante e que também está fazendo bastante ‘barulho’ no mundo da música! Nessa segunda que não sabe se vai ser de sol ou de chuva (São Paulo está assim hoje, haha!) falarei um pouco do THE XX.
Quarteto que formou-se em 2005, em Londres, e que só em 2009 com o lançamento do primeiro álbum e apontados pelo NME começaram a ser notados.
O XX escapa um pouco dos estilos que temos na música, exploram um lado enigmático e minimalista, com bastante enfase nos timbres de guitarras e algumas características do post-punk e do new wave com dois vocais, o feminino Romy Madley Croft (que também é a guitarrista) e o masculino de Oliver Sim (Baixo).
As vozes entram em perfeita harmonia com a diferente sonoridade das canções e com a incrível bateria eletrônica que completa a atmosfera da banda. Destaque para as canções “Crystalized”, “Islands”, “Heart Skipped a Beat” e “Infinity”. De falta de originalidade esse quarteto britânico não pode ser acusado! Recomendo.