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Os Discos Mais Esperados de 2012 – Parte 1

jejeje

Faltam exatamente 361 dias para 2012 terminar.

Ele, que pode ser considerado um neném, nasceu há apenas cinco dias e – pelo menos pra mim – ainda não mostrou muito a que veio. Mas há tempo para isso. E se depender da promessa de alguns artistas, 2012 vai ser maravilhoso. Aliás, eu diria que 2012 tem altas chances de ser lembrado como “o ano em que houve uma porrada de lançamentos legais de gente mais legal ainda”.

Acha exagero? Listamos abaixo alguns disquinhos que serão lançados nos próximos meses. Te desafio a dar uma olhada e dizer se a gente tem ou não tem bons motivos para crer que o ano será, musicalmente falando, maravilhoso.

Vai vendo!

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Trilha de Cinema: Vogue, Madonna

Apesar de expor a tirania e mesquinharia do mundo da moda, “O Diabo Veste Prada” é, em todo seu conteúdo, uma verdadeira homenagem a esse universo e a importância que ele possui em nosso cotidiano.

Sucesso de público, a saborosa comédia tem vários elementos que a põem acima da média: ritmo ágil, humor mordaz, ótimas atuações (Meryl Streep e Emily Blunt, impecáveis, Anne Hathaway e Stanley Tucci) e um deslumbramento na forma de contar a história que aqui, é bastante necessário. Tudo transpira uma legítima essência fashion: as grandes cidades para onde a protagonista, Andy, acaba viajando, os desfiles que frequenta, os bastidores desses eventos com suas personas famosas e os figurinos deslumbrantes utilizados pelo elenco – só pra citar alguns pontos.

O tom esfuziante também ganha vida com uma trilha sonora apropriada. U2, Jamiroquai, KT Tunstall, David Morales, entre outros, dividem a tracklist num apanhado de canções pulsantes e muito bem selecionadas. Madonna é outro grande nome que dá as caras, e a película apresenta duas de suas canções. A primeira é “Jump”, de “Confessions On a Dancefloor”, e a segunda, aquela que melhor retrata a ótica ostensiva que o filme possui em certos momentos – e figura em nosso “Trilha de Cinema” de hoje.

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Top 5: Clipes dirigidos por diretores de cinema

Madonna-Vogue

O flerte entre cinema e videoclipe sempre existiu.

Já comentamos aqui de atores que toparam participar de vídeos, clipes que usaram técnicas de cinema em suas imagens, filmetes que se inspiraram em filmes e até sobre filmes que absorveram a linguagem videoclipitica em suas estruturas.

O que nunca comentamos a fundo é que vez ou outra alguns dos grandes realizadores de cinema contemporâneos já comandaram alguns clipes bem interessantes. Alguns deles, inclusive, emergiram desse cenário e só chegaram a tela grande anos mais tarde.

O Top 5 de hoje vai mostrar isso. Preparados?

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Cover: Live To Tell, Tori Amos

Quem acompanha a carreira de Tori Amos sabe que a moça gosta de covers. Tanto que eles se fazem presentes em quase todos os seus shows. Só esse ano, na tour do disco Night Of Hunters já tivemos Tiny Dancer e Daniel, do Elton John; Landslide do Fletwood Mac e o escolhido de hoje, Live To Tell, da Madonna, cantado no dia 29 de outubro, na cidade de Bruxelas.

Essa não foi a primeira incursão de Tori no universo da Rainha do Pop. Os Original Bootlegs, registros da turnê do disco The Beekeeper, contam com uma belíssima versão de Like A Prayer; em outro momento de sua carreira, Amos cantou Like A Virgin e, além disso, cantou a versão madônnica para American Pie, do Don McLean. A própria Live To Tell não foi cantada pela primeira vez em 2011: o flerte de Tori com essa canção remonta de 1996. Porém, escolhemos a versão recente pela atmosfera que permeia a coisa toda.

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3 Momentos: Quentin Tarantino

Diálogos cortantes. Humor negro. Verborragia. Quantidades obscenas de sangue. Violência.

Agora imagine tudo isso num roteiro não-linear, cheio de imaginação, carregado de referências à cultura pop e aos clássicos do cinema. Acrescente a criação de um universo completamente inverossímil para nós, pessoas normais, e pronto: você tem em mãos um filme de Quentin Tarantino. E dos geniais. Daqueles que, da primeira vez, você provavelmente não vai apreender tudo o que está ali. Porque o diretor gosta de deixar pequenas pistas, links para outros filmes dele que, algumas vezes, funcionam até mesmo como explicação de coisas que não ficaram muito claras. Quer ver só?

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Trilha de Cinema: Like a Prayer, Madonna

Se tivéssemos que eleger uma Rainha da Sessão da Tarde, Drew Barrymore seria uma forte candidata ao título. A atriz, que nos últimos tempos dirigiu o ótimo “Whip It” (chamar de “Garota Extraordinária” não dá, né?) e o clipe de Our Deal, do Best Coast, quase sempre encara o mesmo papel da “mocinha desajeitada e romântica” nas telas, e construiu um currículo forte baseado nessa imagem.

Se hoje o estereótipo está um pouco saturado, a moça ainda mostra ter grande carisma e é salva pelo seu currículo, cheio de filmes agradáveis, desses que a gente às vezes assiste na TV durante uma tarde de ócio.

“Nunca Fui Beijada” é um deles. No caso de você nunca ter visto, vale o resuminho: lançado em 1999, traz Drew no papel de Josie Geller, uma repórter que sofreu com a zoeira dos amigos em seus anos de ensino médio e agora, graças a uma reportagem especial, tem a chance de se infiltrar num colégio e viver os dias de escola outra vez. Sucesso de bilheterias (arrecadando mais que o triplo de seu orçamento mundialmente), a película evoca de forma leve a aura dos filmes de colegial dos anos 80 – em grande parte, graças às cenas que trazem flashbacks com as memórias da protagonista.

Aquela que figura em nosso Trilha de Cinema de hoje é uma delas: no momento abaixo, a protagonista se recorda da noite mais traumática de sua vida, aquela do Baile de Formatura.

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Sample: S&M, Rihanna

O que Rihanna tem em comum com The Cure? Se você respondeu nada, pense de novo.

S&M, o segundo e controverso single de Loud, último álbum da cantora, fez sucesso no início do ano e ganhou um remix (dispensável) com Britney Spears. Com uma letra safadinha que exaltava as delícias de brincadeiras mais ousadas, Rihanna causou furor na época do lançamento da canção ao dizer abertamente que “now the pain is my pleasure cause nothing coul measure“.

Mas, como estamos em 2011 e Madonna já tinha feito isso de um jeito mais corajoso há duas décadas, a pseudopolêmica foi logo abafada por outra: por conta do (excelente) videoclipe da música, nossa cantora preferida de Barbados (que está passeando por aqui) foi acusada de plágio por ninguém menos do que David LaChapelle. Segundo o fotógrafo, Riri tinha copiado na cara dura sua composição para um editorial da Vogue. O processo, que pelo que sei ainda está em curso, clama por uma indenização não especificada.

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