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Os filmes mais esperados de 2012 – Parte 2

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Dando continuidade a nossa lista dos filmes mais aguardados de 2012, apresento à vocês a segunda e última parte. Se na abertura de nosso especial priorizamos longas com um alto potêncial de sucesso, aqui focamos nossos esforços em apontar produções que vão brilhar bastante nos próximos meses devido ao buzz gerado pelo Globo de Ouro – que rolou ontem – e ao Oscar.

Ah! Antes que alguém note algumas ausências em ambas seleções, vale dizer que a gente usou como critério eliminatório o fato de já termos falado sobre os filmes em algum “Vem Aí” (adeus, Carnage!) e também a proximidade de estreia – não faria sentido falar de As Aventuras de Tintin – O Segredo do Licorne, Precisamos Falar Sobre o Kevin e, sei lá, Drive, sendo que todos eles estrearão nas próximas semanas.

… Enfim, eis o que restou: atores consagrados, filmes ultra comentados e premissas empolgantes. Bora conferir?

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Cover: One Silver Dollar, The Kills

E aí que esses dias o duo The Kills foi participar do Festival Splendour in the Grass, na Austrália. E o que seria uma viagem de rotina se transformou em um acontecimento (para os fãs): eles aproveitaram o “passeio” para passar em uma rádio local e gravar duas canções acústicas: Satellite e One Silver Dollar.

A primeira, como você já deve saber, foi o primeiro single de Blood Pressures, o último disco do duo. O que você talvez não saiba é que a segunda foi um cover de ninguém menos do que Marilyn Monroe.

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Top 5: Atrizes que cantam

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Não sei quanto a vocês, mas quando alguém me fala que tal cantora decidiu fazer um filme (argh!) eu já fico com preguiça… Mas quando a situação é inversa – quando uma atriz decide cantar -, me interesso de pronto, visto que na maioria das vezes saem coisas, no mínimo, curiosas.

Que fique claro que eu não estou falando de J.Lo., Miley Cyrus, Xuxa ou coisas desse naipe. O objetivo da lista é apontar atrizes que cantam – e que cantam bem, obrigado.  Previno-os também que nesse Top 5 não haverá destaque para Judy Garland, Barbra Streisand ou Marilyn Monroe,  uma vez que suponho que todos sabem o quanto elas foram fantásticas, certo?

Então, dito isso, só me resta perguntar: preparados?

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Gentlemen Prefer Blondes

Responsável por perpetuar no imaginário popular a expressão “os homens preferem as loiras”, a comédia Gentlemen Prefer Blondes, de Howard Hawks, é um daqueles filmes que o tempo se encarregou de transformar em clássico. Longe de ser genial como o maravilhoso Aconteceu Naquela Noite – que ainda hoje soa atual e fresco -, Os Homens Preferem As Loiras não é uma grande produção, mas é digna o suficiente para ser vista. Continue lendo →

Top 5: Clipes inspirados em filmes

Desde que Michael Jackson reinventou a estética do videoclipe com o histórico Thriller, uma homenagem aos filmes de terror, os vínculos da linguagem para com o cinema ficaram mais estreitos.

Os filmetes musicais de poucos minutos que tinham como maior objetivo divulgar os singles dos artistas, atingiram seu ápice nos anos 80 e nas décadas seguintes influenciaram e foram influenciados pelo cinema. E é desse mix de referências que a gente fala agora em nosso Top 5: Clipes inspirados em filmes.

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O lado casual de Marilyn Monroe

O tempo passa e continuam encontrando mais e mais materiais inéditos sobre Marilyn Monroe, mesmo depois de quase meio século após sua morte. Dessa vez, uma série de fotos desconhecidas da artista está ao alcance de todos. Ou talvez não seja bem assim…

A atriz, que faleceu em 1962, tiraria, nove meses antes da sua morte, fotos em companhia de um amigo, o poeta Carl Sandburg, durante uma comum visita ao seu apartamento. Na ocasião, o autor dos cliques, Len Steckler, também estava na casa do escritor e, ao deparar-se com Marilyn numa ocasião tão propícia, não pôde evitar registrar aquele encontro. Os negativos das fotos ficaram engavetados por quarenta e cinco anos, até que, segundo Steckler, foram redescobertos pelo seu filho, e isso fez o fotógrafo pensar que “as atuais gerações mereciam ver esses retratos”.

O motivo de ter dito que talvez as fotos não estejam bem ao alcance de todos é que, apesar da nobre idéia de revelar às pessoas ângulos inéditos da estrela de Hollywood, as fotografias estão sendo vendidas num site oficial e até por telefone, pela empresa de vendas Eagle National Mint, e custam entre 1.999 e 3.999. Uma boa intenção até que bem cara, não?

A série de fotos, que ganhou o título de “The Visit Series”, tem tiragem de apenas 250 fotos para cada retrato que a compõe. Marilyn, pra variar, parece glamourosa até mesmo em momentos mais “relax” e longe do olhar público. Ela não se tornaria a estrela que foi por acaso…

“The Visit Series” se torna a nova peça do gigantesco acervo que compõe o mosaico deixado pela atriz após sua morte. Em meados de Dezembro passado, um vídeo até então inédito da artista em uma reunião de amigos foi encontrado no sótão de uma casa em Nova Jersey. Nele, Marilyn está numa provável reunião de amigos, em outro momento de descontração longe das câmeras. Keya Morgan, um colecionador aficionado por ela comprou o rolo original com a gravação por US$275.000 (!!) dólares e, depois, um fulano não identificado – mas oportunista – que supostamente esteve presente na festa registrada na filmagem, afirmou à imprensa que aquele cigarrinho na mão da atriz é, de fato, aquilo que parece ser. Ui. Claro que o vídeo também caiu na rede. Veja abaixo: 

Marilyn é aquele tipo de mito cujo legado provavelmente nunca deixará de ser revirado de diversas formas. A intenção pode nem sempre parecer lá muito nobre, é verdade, mas é bom saber que, a cada nova descoberta, as diferentes facetas de uma das artistas mais importantes da história vão sendo mostradas ao fãs. E nós, sempre queremos um pouco mais de Norma Jean.

A Importância de Britney Spears Para Cultura Pop – Parte 1

Britney Spears 1999

Um produto. Uma marionete. Uma gorda. Uma puta que usa o corpo para se promover. Uma “nada” que deu sorte na vida.Uma imitação sem talento de Madonna. Que faz playback.

Quando levantamos o nome Britney Spears, a probabilidade de ouvirmos afirmações como estas é bem alta. Mas implicâncias a parte, vamos aos fatos.

1º A garota tem mais de 10 anos de carreira. Nunca na história um produto deu tão certo e durou tanto.

2º Uma estrela pop, talvez a maior de sua geração, certamente não foi induzida a raspar sua cabeça ou sofrer humilhações públicas. Ela fez isso porque quis.

3º “I’m Mrs. ‘She’s too big now she’s too thin’!

4º Sim, ela usou e usa o corpo. Assim como Marilyn Monroe, Beyoncé, Mulher Melancia e Madonna. Esse fator serve para comprovar talento ou a falta dele?

5º Sorte, sem dúvida nenhuma, é um fator decisivo para colocar alguém no topo. Mas por mais sortuda que uma pessoa possa ser, só sorte não faz ninguém permanecer lá no alto por tanto tempo. Ah, não faz.

6º Qualquer nova loira que aparece no cenário pop é rapidamente comparada à Madonna, pioneira nesse mercado. No entanto, se a própria Madonna se rendeu aos encantos de Britney, participando inclusive numa música em que colocou seu nome pela primeira vez após a palavra “feat.” (Me Against The Music), é porque havia ali algo mais do que uma mera cópia. E analisando bem a trajetória de ambas, por mais que em alguns pontos os caminhos coincidam (a rejeição do público na fase Erotica de Madonna pode ser comparada a rejeição que Britney sofreu em sua fase amalucada), há diferenças gritantes entre elas. A principal é que Madonna é uma artista. Britney, um produto.

Sim, eu disse um produto. Um produto projetado milimetricamente para dar certo, para conquistar sua audiência e, mais do que tudo, vender. Um produto que já dura mais de 10 anos e que, tirando uns defeitinhos ou outro, é amado pela maioria do mundo.

Britney nasceu com a ambição de ser uma estrela. Após ter feito audições para integrar o elenco do Clube do Mickey, participar de programas de calouros no melhor estilo Raul Gil de ser, de participar do Clube do Mickey (sim, depois da recusa inicial ela conseguiu encabeçar o elenco) ela finalmente viu sua chance de brilhar aos 16 anos, quando mandou seu material para Jive, que viria a ser sua gravadora.

Enxergaram tanto potencial comercial naquela menina que deram-lhe o produtor musical do momento (Max Martin, que tinha em seu currículo hits como “I Want You Back“, do *N’sync e “Everybody (Backstreets Back)“, dos Backstreet Boys) e um contrato valioso.

Naquela época, o cenário musical era dominado por boysbands. Não havia espaço para cantoras como Britney. Então a própria Britney sugeriu o argumento de seu primeiro clipe, que o tempo provaria ser um “Clássico” neste quesito. Em … Baby One More Time a garota entediada com o colégio dançava de um jeitinho sexy trajando roupas de colegial. Britney era imaculada, pura, sexy, lascíva e virgem. A namorada que todo garoto desejaria. Um espelho para as adolescentes que viam nela a possibilidade de despertar interesse sendo elas mesmas (tapadas, burrinhas e bonitinhas). No mesmo ano do lançamento de seu disco de estréia, Britney estampou a capa e o recheio da revista Rolling Stone, vestindo apenas sutiãs e shorts (very shorts!), causando furor nos puritanos conservadores e hipócritas. O circo estava armado. o barulho que fizeram em torno de coisas tão banais em vez de prejudicar o desempenho do single e do album nas paradas, alavancou suas vendas, fazendo com que Britney tivesse tanto seu album quanto seu single em primeiro lugar na Billboard. Ao todo foram cerca de 29 milhões de cópias vendidas no mundo. O clipe já foi eleito um dos melhores do mundo e trouxe frescor a idéias estagnadas de uma época que ainda buscava identidade e novas direções. A música, um clássico da música pop, foi regrava a exaustão, de bandinhas pop-punks até gente do calibre de Weezer e Travis.

As declarações sobre sua vida sexual nada ativa (humm!), o namoro perfeito com Justin Timberlake e o magnetismo que Britney exercia, despertavam um interesse quase mórbido do público, da crítica e de seus “haters”. Tudo era motivo para se comentar. Em contrapartida, o sucesso comercial foi tão grande que ela finalizou as pressas pouco tempo depois seu segundo disco, “Oops!… I Did It Again“, que foi mais uma vez uma febre no mundo todo.

Um ano depois, Britney chamou a atenção do mundo todo quando se apresentou para o maior público de sua curta carreira: 290 mil pessoas pagaram para assistir sua turnê no Rock’N'Rio 3. A falta de sincronia em suas músicas, os palavrões proferidos com o microfone ligado e o evidente playback fizeram com que Britney estampasse as capas de todos os jornais do mundo. E mesmo com sua credibilidade como “artista” abalada, Spears continuou sob os holofotes. A garota dava aos jornais e revistas tudo o que eles queriam. Ela vendia sexo (mesmo dizendo ser virgem), vendia música (descartável, enjoada e datada como só), vendia revistas e vendia sua vida.

Um exemplo interessante sobre como sua equipe sabia exatamente o que fazer, foi a sua apresentação de “(I Can’t Get No) Satisfaction/Oops!… I Did It Again“, no VMA de 2000. Vestindo um terninho comportado, Britney se despiu no palco, numa apresentação explosiva. Por baixo do terno havia um top e uma calça cor de pele (que aliás, até hoje há quem diga que as roupas eram transparentes). Ao mesmo tempo em que chocava, Britney posava como vítima. Enquanto a atacavam por ser tão “sexual”, Britney declarava aos quatro cantos que não sabia que ia gerar tantos comentários, que não quis ofender ninguém, que ela era apenas uma garota dançando, tentando alegrar o mundo.

Oh, Britney, e assim você conseguiu mais uma vez. 

(continua…)

 

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