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Os filmes mais esperados de 2012 – Parte 1

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É, gente, não tem jeito: o ano, definitivamente, começou.

Os ônibus e metrôs já estão lotados, daqui a pouco as férias escolares acabam e a rotina e a peleja diária recomeçarão a todo o vapor. Não sei quanto à vocês, mas só de pensar nessas coisas eu já fico cansada.

Ainda bem que há no meio disso tudo coisas boas, como as risadas, os amigos, os encontros, as músicas e também os filmes! E olha, meus amigos, nesse último quesito o ano promete! Separamos alguns títulos que serão lançados até dezembro e que, de certo, deixarão todos afoitos e animados.

Veja abaixo 11 (excelentes) razões que nos fazem acreditar que este ano será memorável.

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Contagion

Ontem à tarde, antes de entrar na sessão de Contágio, li um tweet que dizia algo mais ou menos assim: “quando o filme acaba, a gente fica paranoico a ponto de não querer tocar em nada”. Quando os créditos subiram e saí do cinema, percebi que isso era verdade: Contágio mexe com a gente, faz com que sintamos medo. Um tipo de medo plausível, verdadeiro. E como bem diz a frase presente no pôster, “nada se espalha como o medo”.

Começando de uma maneira abrupta – repare que não há sequer a inserção de créditos na abertura -, a introdução de Contágio não perde tempo para nos explicar, de uma maneira bastante ilustrativa, a disseminação do desconhecido vírus que serve de mote para o filme: a câmera de Steven Soderbergh, o diretor, passeia livremente por onde as mãos da personagem de Gwyneth Paltrow tocam. Ela, visivelmente suada (mas sem se preocupar, pode ser só um jet-lag) está em um aeroporto voltando de Hong Kong. Ela come. Paga a comida com cartão de crédito. Toca em objetos e pessoas. É muito, muito, muito fácil sentir agonia vendo essas primeiras imagens. Mesmo mostrando algo intangível e invisível, Steven filma de um jeito objetivo. É fácil “ver” o vírus se espalhando.

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3 Momentos: Marion Cotillard

“Uma diva chamada Marion”. Tá aí. Esse poderia ser o título desse texto. E quando eu digo “diva”, eu falo daquele tipo de mulher que com rostos marcantes, força e graça fizeram do cinema seu céu e brilharam, brilharam e brilharam.

A francesa Marion Cotillard, que completou 36 anos ontem, dia 30/09/2011, embora não seja contemporânea das estrelas clássicas de Hollywood, têm em seu gene todas as características que fizeram com que aquelas atrizes recebessem o emblemático título de “diva”. Elegância, carisma, muita, muita, muita, muita beleza e um inquestionável talento. Tá tudo lá. No rosto perfeito, no sorriso simétrico, nos intensos olhos azuis e no corpo (e que corpo!) de Marion. E se vocês acham que eu estou exagerando, peço, humildemente, que reparem com mais atenção nessa mocinha. Ela, que até cinco anos atrás mal era conhecida, vem se consolidando como uma das mais competentes e promissoras atrizes de nosso tempo.

O sucesso de Marion começou quando ela protagonizou Piaf – Um Hino Ao Amor (La Môme), do diretor Oliver Dahan. Na pele da cantora Edith Piaf, Marion esqueceu-se de si. Com uma entrega absoluta, ela performou Piaf da mesma maneira que a artista em questão performava suas músicas: de um jeito visceral, intenso e apaixonado. Apaixonado por sua própria arte. Como bem dissemos em nosso Top 5: Cinebiografias, Marion não apenas interpretou Piaf. Ela se tornou Piaf.

Rapidamente todo mundo quis saber quem era aquela atriz. Rapidamente todo mundo começou a elogiá-la. Rapidamente, como não poderia deixar de ser, todos começaram a amá-la. A consagração de Marion veio no ano seguinte quando ela recebeu o prêmio máximo do cinema por seu desempenho em La Môme. Quando a gente pensa que ela, uma semidesconhecida (apesar de ter co-protagonizado Um Bom Ano, de Ridley Scott e ter participado de Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas, do Tim Burton), desbancou algumas atrizes com uma “torcida” muito maior – ela deixou para trás gente do naipe de Cate Blanchett, Ellen Page, Laura Linney e até mesmo a veterana (e favorita!) Julie Christie! – por um filme falado em francês (nunca é demais lembrar que o Oscar é uma premiação norte-americana feita para promover filmes norte-americanos e/ou falados em inglês), o mérito de Marion se torna muito maior. Fica claro que ela venceu o seu primeiro Oscar pelo talento. E que talento.

O 3 Momentos de hoje vai servir apenas para homenagear ela, que merece toda e qualquer homenagem. Explicar ou justificar os motivos da homenagem não vai ser necessário – ela mesma se encarregou de fazer isso: é só assistir aos filmes listados (ou qualquer outro que conte com a presença da moça) para entender isso.

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3 Momentos: Ellen Page

Não é de hoje que queremos fazer um 3 Momentos em homenagem a Ellen Page. O motivo que nos levou a adiar – e cogitar nunca escrever nada a respeito – foi um só: a dificuldade em apontar (apenas) três momentos relevantes de sua carreira. Canadense, Ellen tem 24 anos de idade, rostinho de 17 e um talento tão grande e gritante que faz inveja a muita veterana.

Ela, que atua desde criancinha em seriados e pequenos filmes, ganhou notoriedade ao interpretar a personagem título de MeninaMá.Com (Hard Candy, 2005) com precisão e complexidade e foi alçada ao posto de uma das melhores interpretes de sua geração pelo fofíssimo Juno (2007) que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz (perdendo para Marion Cotillard, por Piaf – Um Hino ao Amor).

Depois do enorme sucesso de Juno, Page corria o risco de ter seu rosto estigmatizado como o da adolescente atrevida e espertinha que amava punk-rock. Mas esse, definitivamente, não foi o caso.

Escolhendo a dedo seus projetos, a garota demonstrou maturidade e ousadia ao trilhar um caminho pouco comum e nada óbvio. Participando de blockbusters (X-Men: O Confronto Final, A Origem) e filmes menores (Garota Fantástica, Face Oculta) com o mesmo afinco e desenvoltura, Page não se preocupou em “enterrar” a personagem que lhe rendeu fama. Ao contrário, ela evoluiu o suficiente para ser dissociada e reconhecida por seu – imenso – talento. E é isso que a gente vê agora.

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Top 5: Cinebiografias

lavieenrose

Não sei quanto a vocês, mas, como sou curiosa, tenho um apego especial por biografias. E quando decidem transpô-las para o cinema, a curiosidade aumenta exponencialmente graças a uma série de detalhes, como quem será o ator escolhido para o papel principal, qual será o enfoque dado pelo diretor, de qual período da vida será tratado…

Enfim, detalhes que podem construir a minha expectativa em torno do filme, de modo que a espera para que ele seja finalizado se torna quase dolorosa, ou me fazem não ter tanta curiosidade assim de vê-lo.Dessa maneira, a intenção desse top 5 é homenagear aquelas cinebiografias que atenderam e superaram quaisquer expectativas que possam ter sido criadas, fato que é endossado pelas inúmeras indicações a prêmios recebidas por todos os filmes citados nessa lista. Além disso, todos os protagonistas (e alguns coadjuvantes) receberam indicações ao Oscar.

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Top 5: Atrizes que cantam

zooeytopo

Não sei quanto a vocês, mas quando alguém me fala que tal cantora decidiu fazer um filme (argh!) eu já fico com preguiça… Mas quando a situação é inversa – quando uma atriz decide cantar -, me interesso de pronto, visto que na maioria das vezes saem coisas, no mínimo, curiosas.

Que fique claro que eu não estou falando de J.Lo., Miley Cyrus, Xuxa ou coisas desse naipe. O objetivo da lista é apontar atrizes que cantam – e que cantam bem, obrigado.  Previno-os também que nesse Top 5 não haverá destaque para Judy Garland, Barbra Streisand ou Marilyn Monroe,  uma vez que suponho que todos sabem o quanto elas foram fantásticas, certo?

Então, dito isso, só me resta perguntar: preparados?

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Vem Aí: Contagion

Afastada das telonas desde que venceu – merecidamente – o Oscar de Melhor Atriz principal em 2009 por O Leitor, Kate Winslet voltará aos cinemas em grande estilo ano que vem.

A aposta da atriz é o drama Contagion, dirigido pelo mais que competente Steve Soderbergh (que tem no currículo o fortíssimo Traffic, o bom Erin Brockovich e a deliciosa pipoca 11 Homens e Um Segredo). Na trama, escrita por Scott Z. Burns (responsável pelo roteiro de O Últimato Bourne), os efeitos de uma epidemia global gerada por um novo vírus é dissecado e analisado sob a ótica de pessoas de vários continentes. É mais ou menos como se Babel conhecesse Epidemia em uma festa e tivessem um filhinho.

Como se não fosse o suficiente a presença de Kate Fucking Winslet, o longa ainda conta com as participações do ator do momento Matt Damon, da belíssima Marion Cotillard, de Jude Law, Gwyneth Paltrow e também de Laurence “Morpheus” Fishburne.

Mas não se anima muito não, ver Contagion vai demorar e demorar MUITO. Embora as filmagens comecem esse mês em Hong Kong e Chicago, a estreia do longa está prevista só para 21 de outubro do ano que vem nos States – por aqui sabe-se lá quando ele virá.

Mesmo assim, Contagion é, até agora, o filme mais esperado do ano (pelo menos pra mim!).

ps: se alguém não notou vale o avisar: a imagem é meramente ilustrativa e eu fiz no paint, tá? hahaha!

 

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