MIOLÃO • Mark Ronson
 

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Cover: Oh My God, Lily Allen

Hoje, 2 de maio, é aniversário de Lily Allen! Nós, do Miolão, nos rasgamos de amor por ela e claro, não poderiamos deixar a data passar em branco.

Se o repertório da moça é um dos mais revigorantes e bacanudos do pop atual, juntando sonoridades e influências diversas, a gama de artistas que ela curte – ou homenageia – também não fica atrás. De Britney à The Clash, vários já ganharam versões cantadas pela moça. Além disso, Lily possui parcerias muito legais em seu currículo, e uma delas originou o cover que segue abaixo. Continue lendo →

Music Monday: Rox

Uma mania que eu sempre tive é a de montar mixtapes pra ouvir em diferentes momentos. Tenho vários disquinhos espalhados pela casa, alguns deles com seleções que eu só me recordo que momentos embalaram quando eu as ouço, outros, especificadas com nome e data da viagem ou etc. No começo do ano, eu montei uma nova pra uma ida à praia – e na hora de escolher as faixas que a comporiam, coloquei a canção abaixo:

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Sample: Knock’em Out, Lily Allen

Parte do encanto na sonoridade da cantora Lily Allen é aquele ar vintage presente em todo seu repertório, junto a sua indefectível malícia e suas tiradinhas sagazes. Juntando o ska, o reggae, o pop, o hip-hop e o R&B, a moça lançou o primeiro CD, “Alright Still” em 2006. Bom do começo ao fim e produzido por um time que inclui Mark Ronson – por sinal, tão chegado nessa mistura de estilos quanto a própria inglesinha – ele mostra essa sonoridade retrô através de diversos samples, espalhados por toda a tracklist.

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Cover: Stop Me, Daniel Merriweather

Nunca fui muito fã dos Smiths. Nem sei de onde vem essa minha antipatia (que há alguns anos era uma verdadeira aversão), mas desde que me entendo por gente nunca gostei do som dos caras. Então imaginem só minha surpresa ao descobrir que Stop Me, aquele single super maneiro do Mark Ronson com o Daniel Merriweather, era, além de cover, uma regravação de Morrissey e companhia? Meu mundo caiu!

Er… ok, ok. Não foi pra tanto. O máximo que aconteceu foi eu ter um motivo a mais pra dar outra chance a banda oitentista. Mas isso é outra história.

A versão original de Stop Me, lançada em 1987, tem um nome bem mais comprido (Stop Me If You Think You’ve Heard This One Before) e também um clima bem mais soturno – é Smiths, o que esperavam? -. Ouvir o que Mark Ronson fez com os arranjos é ouvir uma prova da genialidade do cara. Temperando o som com pitadas de soul e instrumentos de sopro, Mark prepara o cenário perfeito para a voz do super foda Daniel Merriweather brilhar. Criando um verdadeiro placebo, por um momento a gente até esquece o que a letra triste fala (… an emergency stop/i smelt the last ten seconds of life) e a gente dança.

Se Stop Me com o Daniel ficou melhor do que com os Smiths eu não sei dizer, mas de uma coisa eu tenho certeza: essa é mais uma grande música que nas mãos de grandes artistas resultaram em um grande cover.

Cover: Valerie, Amy Winehouse

Sabe a Amy Winehouse? Não, não. Não tô falando daquela maluca que esquece as letras, cai no palco e cheira todas.

Tô falando da Amy Winehouse cantora. Aquela que lançou um dos discos mais incríveis da última década, que conquistou o respeito de toda classe artística e do público, que apaixonada disse que love is a losing game… Lembrou agora? Eu também.

E é essa Amy, a artista, que aparece em nosso cover de hoje. Interpretando Valerie, o grande hit dos semidesconhecidos Zutons, a cantora demonstra vivacidade ao iluminar a triste letra – que na versão funkeada de Amy de triste não tem nada – com sua potente voz. Winehouse canta como se a música fosse sua, como se a volta da mocinha do título dependensse de sua voz, como se não houvesse amanhã.

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Music Monday: The Like

Era uma vez, nos idos dos anos 2000, algumas garotas aparentemente comuns que resolveram montar uma banda.

Inspiradas por uma estética vintage, rapidamente foram descobertas pela galerinha mais hype e descolada (da época) e sua música, que soava moderninha e, ao mesmo tempo, retrô, foi parar nos MP3s dessa moçadinha. Misteriosamente, com o tempo, elas foram quase que esquecidas até que este ano lançaram o segundo cd.

Se você achou que eu estava falando de The Pipettes, pense de novo. A nossa recomendação de hoje é, apesar das semelhanças, muito diferente da nossa ex-bandinha preferida de garotas-fofas-com-roupas-de-bolinhas.

The Like possui a energia e o frescor adolescente que The Pipettes esqueceram pelo caminho. Comparações a parte, o quarteto tem música no sangue: filhas de produtores e músicos, as garotas nascidas em Los Angeles, Califórnia, já carregam nas costas quase 10 anos de carreira.

Com 3 EPs lançados, o The Like só foi ficar conhecido com a música (So I’ll Sit Here) Waiting, presente na trilha sonora de Aos 13.

Cheias de moral, as mocinhas já saíram em turnê com os caras do King Of Leon, Arctic Monkeys e também com o Phantom Planet. Aliás, foi o vocalista do Phantom Planet, Alex Greenwald, junto com o super hype produtor Mark Ronson, que moldaram o som da banda no segundo disco – o divertido Release Me, lançado há alguns meses.

As características sessentistas ficaram mais evidentes e a música mais consistente. Reparem só no vídeo de Wishing He Was Dead:

… Outra coisa bem legal do vídeo, além da música, fotografia e violência explícita e divertida, é o visual das garotas: confesso que ainda estou na dúvida se a vocalista Elizabeth Z Berg se fantasiou de Twiggy ou se é apenas impressão.

Superficialidades a parte, as garotas californianas do The Like são densas o suficiente para provar que o caminho aberto pelo Blondie – vai dizer que a referência não é gritante? – ainda é frutífero e que boa  música ainda pode ser divertida.

The Like. Gostar é fácil.

Cover: Since U Been Gone, Florence + The Machine

Não dá pra negar que Kelly Clarkson é um achado: fofa e com voz cheia de presença, a moça rompeu completamente o estigma de ex-participante de show de talentos e construiu uma carreira de respeito. “Since U Been Gone”, um dos singles extraídos de seu segundo disco, “Breakaway”, foi um grande sucesso: grudenta e cheia de uma fúria adolescente genérica, é daquelas músicas que não fazem feio nas FM’s. Ok, não é o suficiente pra se tornar marcante, mas isso é outra história…

O fato é que, em nosso Cover do Dia, Florence Welch, ou se preferir, Florence + The Machine dá uma nova cara para a faixa quase sem alterar sua forma: acompanhada de Mark Ronson (ele está em toda parte!?), a cantora apresenta sua releitura numa jam session entre amigos: sai a produção impecável de um hit redondinho e entra a crueza da ruiva, que grita, agita o ambiente e oferece a versão inusitada de uma música que agora já está convenhamos, mais do que saturada.

Vale pela despretensão e porque é sempre bom ver Florence se descabelar em suas ótimas performances. :)

 

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