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Vem Aí: Margaret

Mas que bela surpresa “chegar na internet”, acessar o ótimo Call Me Hollywood e ver que saiu… o trailer de Margaret!

Protagonizado por Anna Sookie-de-True-Blood Paquin, o drama foi filmado em 2005 e engavetado pela Fox Searchlight. Mesmo tendo um elenco de peso, que incluí os nomes de Jean Reno (O Profissional), Allison Janney (10 Coisas Que Eu Odeio Em Você), Mark Ruffalo (Minha Vida Sem Mim), Matthew Broderick (Curtindo a Vida Adoidado) e Matt Damon (Os Agentes do Destino), Margaret foi “escondido” pelo estúdio por ser considerado loooongo demais.

A história dos bastidores, que mais parece ser uma guerra de egos, foi mais ou menos a seguinte: depois de ter encerrado as filmagens, Kenneth Lonergan, o diretor (o mesmo do maravilhoso Conte Comigo) e a montadora Anne McCabe finalizaram o filme – resultando numa obra com mais de três horas de duração. O estúdio ao saber disso se impôs e contratatou a montadora Thelma Schoonmaker as pressas para refazer todo o trabalho e enxugar tudo até que Margaret tivesse apenas 120 minutos. Obstinado em tratar sozinho de seu projeto, o diretor pediu a Fox um pouco mais de tempo para que ele mesmo pudesse cortar uma hora do filme… Mas não conseguiu.Eis que quando tudo parecia perdido, um tal de Martin Scorsese entrou na jogada, assistiu o material e ficou fã da obra e disse que ajudaria o cineasta na edição. E ajudou mesmo. Ainda em processo de pós-produção, depois de S-E-I-S anos de espera, o filme, finalmente ganhou uma data de estréia (30 de setembro nos Estados Unidos), trailer e cartaz.

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Vem Aí: Sympathy for Delicious

Você sabia que Mark Ruffalo já dirigiu um filme?

Sympathy for Delicious
, ainda sem título nacional, marcou a estreia do cara atrás das câmeras. Escrito e estrelado por Christopher Thornton, o longa conta a história de Delicious, um DJ paraplégico que descobre que tem um dom especial: ele pode curar pessoas. Como nem tudo é perfeito, ele infelizmente não pode curar a si próprio, mas mesmo assim ele consegue tirar proveito de sua “habilidade” exigindo favores das pessoas…

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Top 5: Filmes de Família

E aí que de acordo com o IBGE hoje é Dia da Família. Família. Família. Papai, mamãe, titia.

Não sei quanto a vocês, mas quando penso em “família” logo me vem a cabeça aquela imagem perfeita dos comerciais de margarina: o pai saindo para o trabalho, a mãe preparando os filhos para escola – um menino e uma menina! – e todos sorrindo e sorrindo. Mas a lembrança dos filminhos publicitários é logo substituída pela realidade. Aliás, minha família mesmo é um pouco diferente, já que sou filho de mãe solteira. Divagações pessoais à parte, o fato é que o modelo de família mudou tanto nas últimas décadas que esse “padrão-margarina” foi se extinguindo a ponto da gente estranhar quando encontra uma assim.

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Vem Aí: The Kids Are All Right

O enredo:

Filha de um casal de lésbicas decide conhecer o pai biológico logo após ter completado 18 anos. O que ela não sabe é que o pai é um verdadeiro “fanfarrão” e que a rotina de sua vida – e de toda sua família – mudará drasticamente…

O elenco:

Julianne Moore (As Horas) e Annette Bening (Beleza Americana) viverão as mães. Mia Wasikowska (a Alice, de Alice No País das Maravilhas) e Josh Hutcherson (Zathura) serão seus filhos e Mark Ruffalo (A Ilha do Medo) será o pai.

Com um elenco estrelar e um plot promissor, The Kids Are All Right fez bonito quando foi exibido no último Festival de Sundance. Também pudera a comédia com ares dramáticos tem todos os ingredientes que os críticos adoram: bons atores, história pouco convencional e um tema corriqueiro do cinema contemporâneo; famílias e suas desfuncionalidades.

Quem comanda este que promete ser um dos melhores filmes do ano é Lisa Cholodenko, a mesma mulher que realizou Lauren Canyon – Rua das Tentações. O roteiro foi escrito por Stuart Blumberg (do fofo Tenha Fé e de um filme que eu particularmente adoro: Um Show de Vizinha) em parceria com a própria Lisa.

A julgar pelo trailer, o filme tem potencial para ser grande. Assiste aí:

Nos EUA o filme estreou no último dia 07/07/2010. Por aqui ele só chega em 20 de agosto. Até o momento o título nacional não foi definido.

#Top 5: Filmes com Jornalistas

Em comemoração ao Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, que desde 1993 comemora-se em 03/05, o MIOLÃO elege alguns jornalistas da ficção que mostraram caracteristicas interessantes e colocaram, de alguma maneira, a questão ética em pauta.

5º William Miller (Patrick Fugit) em Quase Famosos


Em plenos anos 70, William Miller (Patrick Fugit de Galera do Mal) ainda está no colégio quando tem a chance de acompanhar sua banda preferida em uma turnê nos Estados Unidos enquanto escreve para a então super conceituada revista Rolling Stone. O emprego dos sonhos quase vira pesadelo quando William se envolve mais do que deveria com a banda e com o universo que a cerca…

Essa pequena pérola dos anos 2000, que em termos é tida como uma autobiografia de Cameron Crowe (Vanilla Sky), fala sobre crescer e mostra que jornalistas são, acima de tudo, humanos.

Feel good movie dos bons!

4º Robert Graysmith (Jake Gyllenhaal) em Zodíaco


Baseado numa história real, o excelente filme de David Fincher (O Curioso Caso de Benjamin Bunton) é um exercício de cinema. Retratando a curiosa história de Robert Graysmith, um jornalista que de repente se vê obcecado pela investigação de alguns assassinados, o filme fala basicamente sobre a obstinação de um homem em encontrar uma resposta para crimes que até hoje não foram solucionados. A co-relação entre o jornalista, que não é levado a sério por sua atuação – ele trabalha como cartunista -, com os policiais (Robert Downey Jr. e Mark Ruffalo) é um dos trunfos do filme. E o final… simplesmente surpreendente.

3º Bitsy Bloom (Kate Winslet) em A Vida de David Gale


A história é a seguinte: um homem (Kevin Spacey) está no corredor da morte. Este homem já foi acusado de estupro e agora espera sua execução depois de ser acusado de matar sua melhor amiga (Laura Linney). Antes de morrer ele concederá uma entrevista para Elizabeth Bloom (Kate Winslet). Tomada por repulsa e por, de alguma forma, um senso de justiça quase cego, ela aceita o desafio de falar com o homem certa que encontrará nele a personificação da maldade humana. Mas a medida que o homem que dá título ao filme conta os fatos, ela percebe que as coisas não são bem assim…

A Vida de David Gale discute temas sociais super atuais e conta com interpretações magníficas. Destaque especial para Kate Winslet, que entrega um desempenho impecável cheia de nuances e subtextos assombrosos. Sua Bitsy entende que seu papel como jornalista é lutar por uma sociedade mais justa, sendo sempre forte, ética, humana e idealista… como todo jornalista deveria ser.

2º Suzanne Stone (Nicole Kidman) em Um Sonho Sem Limite


Se em A Vida de David Gale a jornalista de Kate Winslet é uma jornalista consciente e atuante, em Um Sonho Possível Suzanne Stone (interpretada por Nicole Kidman, que, inclusive, foi indicada ao Globo de Ouro pelo papel) é exatamente o oposto do que todo jornalista deveria ser. Ambiciosa, maliciosa e deliciosamente malvada ela não mede escrúpulos para chegar onde deseja.
Essa fábula do diretor Gus Van Sant é um clássico irretocável e mostra um lado pouco atrativo da profissão. A história, que é contada sobre a ótica da própria Suzanne, diverte e assusta ao mesmo tempo e serve como exemplo perfeito de como NÃO ser. Falta caráter, falta ética, falta respeito e sobra ambição. Cinismo na medida, uma pérola que merece ser vista (ou, se você já viu, revista)!

1º Jedediah Leland (Joseph Cotten) em Cidadão Kane

Tido pela crítica especializada como o melhor filme já feito até hoje, Cidadão Kane tem sua premissa baseada na vida do milionário William Randolph Hearst, que foi um dos precursores da imprensa marrom (aquele tipo de imprensa sensacionalista que não mede esforços para causar). Ou não. No filme, um jovem jornalista investiga o que poderia significar a palavra “rosebud“, escrita por Charles Foster Kane (interpretado pelo diretor do filme Orson Welles) em seu leito de morte. Teoria da conspiração, inovação no jeito de filmar e  10 indicações ao Oscar faz com que esse filme seja de consumo obrigatório. Aliás, é bem interessante dizer que ele foi, inclusive, banido do Brasil… mas isso já é outra história.

Na verdade, não é outra história. É pela liberdade de informação, liberdade de imprensa e liberdade de expressão que o dia de hoje é comemorado.

Por mais retrógrado que pareça, ainda hoje jornalistas sofrem ameaças e alguns até são mortos por conta de seu trabalho. Segundo o radialista Jonathan Irlan Tavares Torres o número de profissionais perseguidos e executados em 2009 foi de 122. Em homenagem a estes profissionais que fazem um trabalho pertinente e por vezes tem suas vidas sacrificadas pela transparência e o desejo de transmitir informações pertinentes, o MIOLÃO deixa aqui este singelo post.

Where The Wild Things Are

Onde Vivem Os Montros, o filme, é um dos projetos que mais tive vontade de ver na tela grande ano passado, ficando atrás apenas de Bastardos Inglórios e Foi Apenas Um Sonho. Quando soube que teria que esperar meses até ter a chance de assistir (o filme só estreou no Brasil na última sexta), fiquei meio desapontado, mas a vontade de ver não só continuou lá como foi crescendo com o tempo.

Há cerca de 20 dias passei pela Livraria Cultura e por curiosidade peguei o livro Onde Vivem Os Monstros, de Maurice Sendak, pra ler. Li a história em menos de 2 minutos e fiquei perplexo em como aquele material poderia ter virado filme. Na hora foi impossível conceber como um livro com apenas 9 frases daria um bom longa metragem. Se você não teve a chance de ler, eu explico. No clássico livro de 1963, um menino chamado Max é castigado depois de fazer malcriações e acaba ficando sem jantar. Do seu quarto, o garoto imagina um mundo selvagem, repleto de monstros, onde ele se torna rei.

O que eu não consegui imaginar na hora que li acabou se tornando real enquanto assistia: o livro, de 9 frases, tinha sim virado filme. E mais do que isso: um bom filme.

Nas mãos de Spike Jonze, cultuado diretor de Quero Ser John Malkovich e Adaptação, o argumento de Sendak ganhou contornos explosivos, sensíveis e enigmáticos. Assistir Onde Vivem Os Monstros é quase como entrar em uma Máquina do Tempo e regressar a uma época em que toda emoção era intensa e todo sentimento vivo.

Quando o garoto Max chega a terra dos Monstros e grita “Que comece a selvageria!” ele ordena o início não só da baderna mas também da liberação de seus sentimentos mais profundos. Nos monstros, ele percebe pouco a pouco vestígios de sua personalidade mimada, egocêntrica e instável. Ao mesmo tempo em que ele nota seus defeitos ele não se reconhece nas figuras. Um bom exemplo disso é o ciúme que Carol, o monstro, sente por KW;  obviamente uma reprodução de todo sentimento de Max por sua mãe, da mesma maneira que outras situações refletem exatamente o que ele passa.

Rasteiro e aterrador como só o universo infantil pode ser, Max se vê em situações limites, indo dos risos as lágrimas de uma cena pra outra. A grosso modo, o filme é o que Max vê e, principalmente, sente. Nós somos Max. A câmera trêmula de Jonze aliada à vitalidade do estreante Max Records são admiráveis, assim como a trilha sonora composta por Karen O and the Kids, que impulsiona o filme e impõe ritmo as cenas de ação (que não são poucas), criando uma atmosfera densa e doce durante todo o tempo.
Como se não bastasse, o elenco ainda conta com a sempre ótima Catherine Keener e Mark Ruffalo. No time dos monstros, a dublagem ficou a cargo de gente do mais alto nível, como por James Gandolfini, Forest Whitaker, Catherine O’Hara, Paul Dano, Chris Cooper e Lauren Abrose.

Outro ponto que merece destaque é a questão estética, que salta aos olhos desde a primeira cena. O visual do filme e os monstros são um show a parte: os bonecos que foram trabalhados em computação gráfica transmitem um realismo de emoções completamente crível, despertando antipatia e carinho na mesma medida. Um belo exemplo do uso da tecnologia a favor da arte.

Como o próprio Spike Jonze declarou, o filme é sobre compreender o mundo e as pessoas a nossa volta. Crescer. E essa mensagem fica clara no final, porque assim como Max, a gente cresce um pouquinho quando retorna ao mundo real. Belo filme.

Where The Wild Things Are, Spike Jonze, 2009.

Onde Vivem Os Monstros. Com: Max Records, Catherine Keener, Mark Ruffalo, James Gandolfini, Lauren Ambrose, Michael Berry Jr., Forest Whitaker, Catherine O’Hara, Chris Cooper e Paul Dano.

 

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