Annie Clark – ou St. Vincent, se você preferir – lança seu novo disco, “Strange Mercy”, só daqui alguns dias; ele, porém, caiu na rede nessa última semana e prova que a cantora está, definitivamente mais ambiciosa, e certa de como deseja soar a cada lançamento. Esqueça o tom agridoce, mas ainda gentil de “Marry Me”, seu debut, ou a relutância de “Actor” em se jogar na obscuridade: em seu terceiro, St. Vincent soa barulhenta, grandiosa e disposta a tornar a atmosfera de conto de fadas que criava em seus álbuns anteriores cada vez mais caótica e incômoda.
Cada um de seus discos traz conceitos fechados e impecavelmente executados, mas com algumas pontinhas soltas que, pelo que nos foi mostrado até agora, sempre são retrabalhadas no próximo compacto. Elas são promessas de mergulhos mais profundos em sensações e experimentos sonoros, aspectos que liberam St. Vincent para construir sua identidade musical como se não buscasse agradar nem soar “simpática” aos ouvidos de todos.


















