É dificil ficar imune ao som da sueca Lykke Li quando você a escuta pela primeira vez. A loira, que despontou mundialmente em 2008 com o lançamento de seu primeiro CD, é dona de canções oníricas, suaves e mega envolventes. O universo que a moça constrói com sua voz e leve excentricidade é adorável e a destaca num apanhado de artistas femininas que surgiram nos últimos anos.
Com mais de 30 anos de história, Nobody Home é um daqueles clássicos que tem o poder de arrepiar a espinha. Lançada originalmente em 1979 no disco The Wall, a canção também serviu como trilha para The Wall, ou se você preferir o-musical-do-Pink-Floyd. Aterradora, a música possui que retrata com maestria o desespero e a solidão como eles realmente são: cruéis e intensos.
Toda essa atmosfera densa acabou causando uma surpresa para quem ouviu a edição especial do Fantasies, último e excelente disco do Metric.
Incluída como bônus, Nobody Home surpreendeu: sem nenhuma similaridade aparente com a genial banda de outrora, o Metric, que sempre soou moderno, entusiasmado e imediatista apareceu mais soturno do que de costume. Completando a surpresa, Emily Haines, a sensacional vocalista, cedeu espaço para que James Shaw, guitarrista e backing vocal, tomasse as rédeas da canção. Acompanhado apenas por um piano, a versão intimista de Shaw fez jus a original.
No vídeo aí de cima eles dizem que essa é uma das músicas preferidas deles. Acho que da gente também, né?
Alguém se lembra da menininha que cantava “1234 tell me that you love me more/sleepless long nights that is what my youth is for/old teenage hopes are alive at your door/left you with nothing but they want some more“?
A menininha era Leslie Feist, integrante da big band canadense Broken Social Scene e nos idos de 2007 já tinha lançado 3 álbums solo.
1234, segundo single de The Reminder, de 2007, conquistou ouvintes ao redor do mundo e fez com que Feist ganhasse uma projeção que quebraria qualquer barreira entre a música pop e o underground. A música figurou os principais charts do mundo, chegando a #8 tanto no Hot 100 da Billboard quanto na parada oficial do Reino Unido e rendeu a Feist duas indicações ao Grammy de 2008: o de melhor performance pop vocal feminina e também o de melhor videoclipe, além de vencer como single do ano no Juno Award, o “Grammy Canadense”.
Talvez pela necessidade que algumas pessoas sentem por rótulos, Feist foi vendida para o grande público como uma versão mais feliz e amena de Cat Power. Quem se dispôs a ouvir com mais atenção suas músicas, pôde perceber que ali havia muito mais que uma menina que cantava canções fofa e em clipes perfeitinhos. Puderam perceber que ali havia uma artista.
Em 2008 Feist lançou o último single de The Reminder; I Feel It All foi tão fofo e singelo quanto a canção que a lançou ao estrelado, mas sabe se lá porque motivo, não fez o mesmo sucesso, apesar de ter feito a cabeça de muitos indiezinhos na época.
De lá pra cá seu nome foi vinculado a algumas performances e participações em trabalhos de outros artistas e voltou aos holofotes quando anunciaram essa semana que World Sick, nova faixa do novo trabalho do celebrado Broken Social Scene (que ainda conta com a presença de Emily Haines, do Metric), que tem data de lançamento prevista em 04 de maio, estaria disponível para download no site oficial da banda.
Como se não bastasse as novidades do Broken Social Scene, hoje, Feist tocou a faixa inédita He Was Free em Vancouver, num evento paralelo as Olimpíadas de Inverno. À primeira vista, o enquadramento do vídeo não é dos melhores, mas tudo parece mínimo quando Feist começa a cantar. Assista abaixo ao vídeo:
É. Feist é muuuuuuito mais que 1234. Se você gostou das músicas aqui citadas, não hesite em ouvir o supramencionado The Reminder e o maravilhoso Let It Die, que o antecede.
Pra inaugurar a coluna #FemaleDay (garotas no vocal yeah) apresentarei a banda de rock alternativo, Metric.
Formada em Nova Iorque, porém mais atuante no Canadá, Metric conta com a querida vocalista Emily Haines, que em paralelo ao Metric já trabalhou na banda Broken Social Scene e também tem discos solo. A banda possui na bagagem 4 álbuns de estúdio e 1 ao vivo. Seu último trabalho, o Fantasies, foi lançado no meio desse ano.
A partir desse último álbum a banda começou a ficar mais conhecida mundialmente, saindo da America do Norte e invadindo países da Europa. Eles já vieram ao Brasil como line-up no Motomix The Rokr Festival, que aconteceu no dia 28 de julho de 2008. E claro, eu estava lá e pude conferir de graça (o festival era aberto e gratuito) um dos melhores shows da minha vida! O Metric não deixou a desejar ao vivo, e mesmo com poucos fãs lá para conferir não se sentiram desanimados e tocaram todos os seus maiores sucessos com grande animação (de quebra ainda ganhei um abraço dela na grade! yay!)
A vocalista participou recentemente no videoclipe da música “Games for Days” do álbum do Julian Plenti (Pseudônimo do projeto solo do Paul Banks, vocalista da banda Interpol) e também participou da música “Knock You Out”, faixa 15 do novo álbum do Dj Tiësto, Kaleidoscope. Outra curiosidade é a música “Help I’m Alive”, que faz parte da trilha sonora do seriado The Vampire Diaries, tocando na abertura dos episódios.
Do novo álbum recomendo “Gimme Symphathy” (que tem um dos clipes mais fofos do ano) e Sick Muse, single mais recente do Metric e está no meu Top 5 de todas as músicas que a banda já lançou.
E para encerrar confira os clipes de “Gimme Symphathy” e também o clipe de “Games for Days” do Julian Plenti, onde Emily Haines participou.