Entre o público de cinema, há um nicho bastante curioso: jovens de 15 a 25 anos que se julgam espertinhos e “diferentes” da maioria por se interessarem por arte e terem algum hobbies pouco comum. Esse filão costuma cultuar obras que sejam visualmente interessantes e também dizer que tal filme é o melhor do mundo apenas porque o nome de um determinado diretor ou ator está ali (“Oh, eu amo Tim Burton! Os filmes dele são tão estranhos!“).
Esse grupinho tão especial de espectadores sente uma necessidade quase patológica de se verem representados na tela por figuras estranhas e, felizmente, possuem a sorte de terem à sua disposição todos os anos uns dez ou doze títulos formulaicos que preencham os quesitos necessários para serem considerados “seus preferidos”.
Antes que o texto pareça um ataque gratuito aos possíveis fãs de Inquietos, devo deixar claro que não, não é. Essas linhas que você lê agora, nada mais são do que uma tentativa de teorizar as intenções por trás do filme e também entender se há um porquê dele existir.






















