Desde que Michael Jackson reinventou a estética do videoclipe com o histórico Thriller, uma homenagem aos filmes de terror, os vínculos da linguagem para com o cinema ficaram mais estreitos.
Os filmetes musicais de poucos minutos que tinham como maior objetivo divulgar os singles dos artistas, atingiram seu ápice nos anos 80 e nas décadas seguintes influenciaram e foram influenciados pelo cinema. E é desse mix de referências que a gente fala agora em nosso Top 5: Clipes inspirados em filmes.
Há um tempo, em um de nossos posts, recebemos uma indicação de cover feito por uma de nossas leitoras, a Elda: uma versão de Bad Romance da Gaguita cantada pela até então desconhecida por mim Caro Emerald. Após esse comentário, algumas outras pessoas nos sugeriram um “MM” com a moçoila, e me senti na obrigação de ir atrás do seu disco. E todas elas estavam certíssimas quando diziam que ele é tudo de bom.
Antes, porém, vamos apresentar a sua dona, para aqueles que também não a conhecem: Caro Emerald nasceu em Amsterdã e, antes de enveredar no mercado fonográfico, já realizava apresentações em sua cidade natal, onde flertava com os ritmos do jazz e do swing. Em 2007, uniu-se aos produtores Jan van Wieringen, Vince Degiorgio e David Schreurs para gravar uma demo oficial e inédita, “Back It Up”, prontamente inserida na setlist de seus shows. A resposta do público a primeira gravação própria da moça foi tão favorável que animou o time a produzir um disco inteiro. Depois de alguns meses, seu debut chegaria às lojas.
Intitulado “Deleted Scenes From The Cutting Room Floor”, ele sintetiza todas as influências favoritas de Emerald – além dos estilos citados anteriormente, uma pitada de tango, ritmos latinos e música pop, também possuindo, como em sua própria definição, “a inspiração na música e trilhas de filmes dos anos 40 e 50”. Charmosíssimo, quebrou um recorde nas paradas holandesas, permanecendo em primeiro lugar por 30 (!) semanas e desbancando nada mais, nada menos do que o recordista anterior – Michael Jackson e o CD mais impactante de sua carreira, “Thriller”.
Em doze faixas, Caro se mantêm fiel as suas raízes retrô, mas brincando com improvisos, samplers e uma sedução ingênua. Nos clipes e performances, mantém uma postura de estrela da Hollywood de outrora, como podemos ver no delicioso “That Man” (abaixo), onde um flerte é tratado como situação de espionagem e mistério.
Vale procurar pelo seu compacto inteiro – tão bom de ouvir que você vai ter vontade de colocar na primeira faixa quando chegar a última e escutar tudo outra vez. Se Caro tinha o intuito de modernizar o universo que tanto aprecia sem descaracterizá-lo, é ouvir e concluir que ela conseguiu, com êxito!
Pra terminar o post, o videoclipe da contagiante e super “trilha sonora de festa com os amigos” “A Night Like This”. Veja:
De vez em quando uns rostinhos que a gente conhece bem da tela grande dão o ar da graça em vídeoclipes. As participações mais que ilustres rendem, na maioria das vezes, clipes interessantes e inusitados. Separamos 5 exemplos que a gente acha que representa bem esse filão.
Se o disco é o mais vendido da história, a faixa-título também não fica atrás quando falamos de sucesso.
“Thriller”, de Michael Jackson, um dos discos mais influentes da década de 80, colocou o nome de Michael Jackson definitivamente na categoria de popstars inesquecíveis. Imaginar alguém que não conhece – nem adora – ao menos uma das faixas que saíram desse disco é tarefa árdua, e mais difícil ainda é apontar quem nunca se deixou levar pela contagiante canção homônima, imitando a dança de zumbi que MJ celebrizou no vídeo que revolucionaria a forma de fazer clipes.
Algumas canções são, realmente, imortais. A década de 80 nos ofereceu diversas gravações memoráveis, feitas por artistas que merecem o mesmo adjetivo. Vibrantes, elas permanecem no imaginário de todos e tem o poder de, mesmo depois de tocadas à exaustão, fazer todo mundo cantar junto e melhorar seu ânimo, mesmo que você já tenha ouvido-a milhões de vezes. Alguns exemplos: quem nunca cantarolou o maroto “loveeer…” do começo de “Don’t Stop Till You Get Enough”, do Michael Jackson? Ou cantou a plenos pulmões o refrão de “Like a Virgin”? Ou pôs um bigode falso, uma calça branca justinha e ficou pulando na cama imitando o Freddie Mercury ao som de “I Want to Break Free”? Ok, essa última é mentira…
Morcegos, ratazanas, baratinha e companhia… está na hora da… Miolão Mixtape n.8 – Especial Halloween!
Aproveitando a sugestão de nossa leitora Dayane Cabral, colocamos no ar hoje a seleção dessa semana. Em teoria, as músicas deveriam causar calafrios e arrepios, mas, na prática, embora a temática das faixas seja mais obscuras, tudo não passa de uma grande brincadeira.
Lenka é uma cantora australiana que lançou seu álbum de estreia – chamado criativamente de Lenka - em 2008. A artista ganhou espaço quando a Old Navy adotou seu primeiro single, The Show, como trilha musical para um comercial bem porcaria dos seus jeans. Impulsionada pelo seu primeiro single, Lenka tornou-se conhecida principalmente em sua terra natal e no Reino Unido, onde seu álbum de estreia alcançou as posições 15 e 58, respectivamente, na parada da Billboard. Embora nos EUA o álbum da cantora não tenha ultrapassado a 142ª posição, Lenka conseguiu o terceiro lugar na categoria Top Heatseekers Albums, dedicada à artistas novos ou em ascenção, em setembro de 2008. Desde então, ela tem rodado o mundo fazendo pequenas apresentações, tendo passado por 21 países em 2009.
Lenka (o álbum) foi produzido por Stuart Brawley – que já trabalhou com mitos como Michael Jackson – e é recheado por um pop leve e um certo toque indie. Comparativamente, sua música se aproxima muito mais do que tem sido produzido recentemente pelo pop britânico do que pelo pop americano – e talvez isso explique as baixas vendas na terra do Tio Sam. A maioria das canções é assinada pela cantora – ou, se não, é feita em sistema de co-produção. São 11 delas, todas com uma marca bastante pessoal, o que resulta em um álbum bastante coerente e homogêneo, a.k.a. todo fofo.
Dois anos depois de The Show, Lenka ainda continua bastante desconhecida: sem nenhum novo lançamento, as vendas do disco caíram vertiginosamente. Seu Twitter, frequentemente atualizado, tem pouco mais de 16 mil followers, o que é ridículo para uma artista internacional. O número de visualizações do clipe deThe Showno YouTube, no entanto, conta outra história: a marca do 1,2 milhão já foi ultrapassada. O que me faz imaginar que, embora muita gente já tenha ouvido e tenha gostado do seu primeiro sucesso, poucos conhecem a artista por trás da música. Lenka lançou, no ano passado, seu segundo clipe, da músicaTrouble is a Friend.
Deliciem-se. : )
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Oi, seus lindo. Esse é meu primeiro post no blog – e eu espero que não seja o último. Meu nome é Isadora, tenho 19 anos e estudo Jornalismo na UFRJ. Já tive um milhão de blogs e deletei quase todos. Hoje, me sobra um blog pessoal que é muito ruim para ser compartilhado com o resto do mundo e dois blogs de cultura pop: um desativado e um em que eu ainda escrevo na frequencia de um post/mês. Show, né? Mas não vou deletar o Miolão, apesar de a mim ter sido concedido o poder de administradora (dangerous).
Curto bastante [quase] tudo o que se refere à cultura pop. No mais, acho que o mundo não soube dar o devido valor ao álbum de estreia de Paris Hilton, acho que Britney era melhor em tempo de peruca rosa e que LiLo nunca esteve tão bem. De resto, espero que vocês descubram com meus outros posts. Isso se não me enxotarem antes.
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