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Os Discos Mais Esperados de 2012 – Parte 2

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Semana passada a gente disse categoricamente que 2012 seria “O” ano no que se referia a lançamentos de grandes artistas. Debuts aguardados como o de Lana Del Rey e a volta da Rainha do Pop eram alguns dos títulos que encabeçavam nossa listinha. E no final a gente se despediu dizendo que teria mais…

Pois bem, eis que estamos de volta. Dando prosseguimento a lista, apresentamos aqui a segunda parte de Os Discos Mais Aguardados de 2012. Se o pop e a música indie mais introspectiva dominaram a primeira seleção, nessa o rock se faz presente com gente da velha guarda, gente da nova guarda e gente que a gente simplesmente adora.

Vem com a gente e comece a salivar, porque, meus amigos, vem coisa boa por aí!

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3 Momentos: Mika

Existe aquela história de que música pop é descartável. Que não pode ser levada a sério. Que é passageira. Que não dura mais do que um verão.

Discordo.

Lembro de quando conheci o Mika, lá em 2006. Viciei de imediato. Era fácil demais gostar dele. O cara sabia cantar, não tinha vergonha de ser ele mesmo e – o melhor de tudo – fazia música boa. Grace Kelly, seu primeiro e sensacional single (a gente não conta Relax, Take It Easy, conta?),era bem humorado e divertido – sem ser nenhum pouco banal. A canção, que funcionava como uma resposta as recusas das gravadoras que impunham que ele fizesse coisas “mais comerciais” para conseguir um contrato, era uma crítica fresca, irônica, simples que mostrava que ele seria (e faria) o que quisesse.

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Sample: Stars Are Blind, Paris Hilton

Podem rir: eu sei que soa meio ridículo escrever qualquer coisa que tenha Paris Hilton como tema. Mas se tem uma coisa que não é nada rídicula é Paris, o álbum de estréia da loirinha.

Produzido por gente do naipe de Greg Wells (responsável por discos de Mika e Katy Perry) e Kara DioGuardi (Britney Spears e Christina Aguilera), o debut de Paris Hilton foi mal recebido pelo público não pelo fato de ser ruim, mas sim por parecer um capricho sem propósito de uma menininha mimada que acordou e decidiu ser cantora. No entanto, quem se deu ao trabalho de ouvir o breve disquinho (ele tem pouco mais de 40 minutos!), percebeu que havia nele algo refrescante e deliciosamente pop. Continue lendo →

Cover: Lasso, Coeur de Pirate

Tem gente por aí contando os dias para o ano acabar. E tem gente contando os dias para o Planeta Terra Festival, que vai rolar no próximo dia 19 em São Paulo. Tendo um line-up de responsa com gente do calibre de Smashing Pumpkins, Hot Chip, Relespública e Mika, o evento promete ser o melhor do ano. E no que depender da vontade dos franceses do Phoenix o concerto vai ser mesmo inesquecível. O show dos caras, que será o último da bem sucedida turnê, promete ser um dos pontos altos da noite.

Pra gente entrar no clima, o cover de hoje é de Lasso, último single lançado para divulgar a delicinha Wolfgang Amadeus Phoenix, de 2009. Nos vocais, temos a canadense – e super fofa – Béatrice Martin a.k.a. Coeur de Pirate.

A tatuada mocinha, que tem traços infantis e uma voz pra lá de doce, canta com o mesmo encanto do Phoenix, conseguindo a façanha de manter a aura genuína da canção mesmo com sua interpretação mais… humm… delicada.

Fala sério, não dá vontade de ouvir over and over and over again?

Melhor que isso só a original… Falando nisso, quem quiser ouvir Lasso e outras do Phoenix ao vivo e não puder ir ao show do Phoenix, vale dizer que o Terra vai transmitir o show ao vivo (assim como todos os outros do Festival) em HD pela internet… Só não vê quem não quiser. ;]

Kick-Ass

Se você, assim como eu, não tem saco para ver um ogro verde fazendo humor Zorra Total ou ver um filminho numa sala repleta de adolescentes que gritam toda vez que um cara aparece sem camisa (sem falar em vampiros que brilham mais que a Vera Verão), não se preocupe: como diria Michael Jackson, you’re not alone!

Um dos filmes mais divertidos e inusitados da safra de 2010 estreou nos cinemas há cerca de 2 semanas e agradou em cheio quem se arriscou em assistir. Digo “arriscou” porque ir ver um filme com divulgação quase nula, de um diretor quase desconhecido (Matthew Vaughn, de Stardust – O Mistério da Estrela) e sem nenhum grande nome no elenco (ok, o filme conta com Nicolas Cage. Mas será que alguém realmente acha isso atrativo?) é quase sempre um negócio arriscado. Mas é um risco que ultimamente tem valido muito a pena.
Baseado na HQ homônima de Mark Miller, Kick-Ass conta com uma premissa bastante simples: um garoto compra uma fantasia de super-herói e sai por aí pra chutar uns traseiros dos criminosos da cidade. Paralelo a isso, um tal de Big Daddy treina sua filha, Hit-Girl, uma menina de, sei lá, 8 anos de idade, para ser a maior exterminadora de malfeitores do planeta.

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Videografia: Jonas Akerlund

Jonas Akerlund

Mesmo sem saber, você com certeza já viu pelo menos algum videoclipe dirigido pelo sueco Jonas Akerlund. O cara, que iniciou sua carreira na década de 80, já trabalhou com artistas muito influentes. Quer exemplos? U2, Metallica, Roxette, Prodigy (Smack My Bitch Up) , Moby (Porcelain), Christina Aguilera (Beautiful), Blink 182 (I Miss You) e muitos outros.  

Seus trabalhos são ágeis, contemporâneos e marcantes, e Akerlund não limita-se apenas a videoclipes: também faz curtas e longas metragens, por vezes bastante polêmicos, como o curta “Try” (2000), baseado no clipe de “Try, Try, Try” dos Smashing Pumpkins – dirigido pelo próprio – e que fala sobre o cotidiano de usuários de drogas. O filmete, que pode ser assistido em duas partes no You Tube, é definido pelos freqüentadores do site IMDB, que possui um dos maiores fóruns de cinéfilos que existem como “extremamente perturbador”.

Jonas abordaria tema semelhante no primeiro filme de sua carreira, “Spun”, com Brittany Murphy e Jason Schwartzman. Depois, se jogaria de cabeça no universo surreal  (e frequente em muitos de seus trabalhos) de “Cavaleiros do Apocalipse” (“Horsemen” no original), estrelado por Dennis Quaid, que fala sobre um assassinato e algumas coincidências bizarras em relação ao ocorrido.  

Akerlund no set de "Paparazzi", de Lady Gaga, e acompanhado de Madonna no VMA 98.

Akerlund no set de "Paparazzi", de Lady Gaga, e acompanhado de Madonna no VMA 98.

Outra polêmica no currículo de Akerlund é o recente clipe da música “Pussy”, da banda alemã “Rammstein” – que já havia trabalhado com o sueco. O video foi censurado devido à cenas de sexo explícito e banido da maior parte dos sites na Internet, mas pode ser assistido nas versões “XXX” do Youtube. (!) Os integrantes do grupo disseram em entrevista que o diretor captaria a essência da sugestiva canção e faria um videoclipe à altura.

Não é só a banda Rammstein que rendeu-se ao trabalho do sueco: a cantora Madonna é outra artista que conta com a colaboração frequente de Jonas. É dele os videoclipes de “Celebration”, “Music”,  a versão não censurada de American Life, Ray of Light – que ganhou o VMA de melhor videoclipe em 1998 e o Grammy de Melhor Vídeo (Single) no mesmo ano – além de ter dirigido as filmagens oficiais da Confessions Tour e o documentário “I’m Going To Tell You a Secret”.

Mena Suvari em cena de "Spun" e cena do clipe "Pussy", da banda Rammstein.

Mena Suvari em cena de "Spun" e cena do clipe "Pussy", da banda Rammstein.

Jonas também tem dirigido videoclipes para artistas mais recentes, como Mika (o divertido e colorido “We Are Golden”), David Guetta (When Love Takes Over), James Blunt (Same Mistake), P!nk (Sober), Robbie Williams (Sexed Up), Anouk (Good God) e o ótimo “Paparazzi”, de Lady Gaga, que venceu nas categorias de “Melhor Direção de Arte” e “Melhores Efeitos Especiais” no último VMA.

Entre seus novos trabalhos, está o clipe de “Fresh Out The Oven”, de Jennifer Lopez – que ainda será lançado. Abaixo, um vídeo com amostras do que Akerlund já lançou:

Imagem de Amostra do You Tube

Covers que valem a pena conhecer! (Parte 1)

Alguns cantores ou bandas, por vezes, se arriscam a fazer regravações de músicas de artistas diferentes, e os resultados são os mais variados e inusitados possíveis. Confira abaixo algumas versões feitas por artistas da música que merecem ser ouvidas, por serem boas, agradáveis, ou mesmo curiosas.

The Maccabees: Boom Boom Pow (The Black Eyed Peas) maccabees_press_shot376

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=0hA-6Y-K8V0
The Maccabees desconstroem o pancadão do Black Eyed Peas, numa versão rocker e com um ar um pouco nerd. Não dá pra levar a sério quando você os garotos cantando versos como “i’m so 3008, you’re so 2000 and late”. Despretenciosa, parece uma brincadeira, muito bem executada por sinal.

Yael Naim: Toxic (Britney Spears)

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Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=j5pP55u9s10
Toxic virou uma canção de ninar sensual e um pouco angustiante sob a voz de Yael Naim. Incrível como a forma que a música é cantada dá um significado totalmente diferente a letra da música, que, convenhamos, é bastante rasa. Até os “Britney haters” vão gostar dessa versão!

The Bird and the Bee: Don’t Stop The Music (Rihanna)

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Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=1tgLHLFxLBY
A dupla “The Bird and The Bee” fez o hit cheio de energia de Rihanna virar uma baladinha intimista e delicada. / ps. Aí, se vocês gostarem da versão, espero que se empolguem e resolvam escutar os dois CD’s da banda, que são ótimos. :)

Jack Johnson: Holiday (Madonna)

jackjohnson2

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=isL73Icg94o
O feriado de Jack Johnson remete à praia, água de coco e sossego. “Dançar pra celebrar o feriado? Deixa isso pra Madonna”, deve ter pensado Jack. Um reggaezinho simpático e cativante.

Mika: Poker face (Lady GaGa)

Mika2

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=xMrPNuxob_I
Mika dá um ar um pouco “Broadway” para a música de Lady Gaga. Particularmente, achei bastante parecida com as versões da música feitas pela própria cantora no piano. Os trejeitos de interpretação de Mika, irritantes pra alguns, são sempre um show à parte.

Joe Cocker: With A Little Help From My Friends (Beatles)

Joe-Cocker

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=-Ob59hsRaFU
Joe Cocker transforma o hino à amizade dos Beatles em uma música lenta e dramática, com um coro forte no refrão e levada completamente diferente da original. Thiago, do MIOLAOTEAM, ainda frisa “que é impossível não se lembrar da abertura de “Anos Incríveis” ao ouví-la”.

Aretha Franklin: Touch My Body (Mariah Carey)

ARETHA_FRANKLIN

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=YVawmqtn818
Esse vídeo é ótimo, começando pela animação da platéia, que fica um pouco incrédula ao ver Aretha cantar uma música tão… er… voluptuosa. (?) De qualquer forma, a versão ficou muito divertida e Aretha Franklin é Aretha Franklin, dispensa comentários. Muito corpo pra tocar, por sinal.        #brinks

Jeff Buckley: Hallelujah (Leonard Cohen)

jeff_buckley

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=AratTMGrHaQ
Essa música, gravada nos anos 80, é frequentemene regravada por muitos. Entre aqueles que já interpretaram a canção, estão Rufus Wainwright e a cantora Alexandra Burkle, que ganhou projeção esse ano com uma versão dela. “Hallelujah”, porém, não é uma música facilmente interpretada por qualquer um. A versão de Jeff Buckley é dolorida como muitas de suas canções e o cantor “acerta o tom” perfeitamente. Não é pra qualquer um.

Kate Nash: Fluorescent Adolescent (Arctic Monkeys)

kate nash

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=mvN0O7jkbQI
Adoro a capacidade que Kate Nash tem de dar sua cara para as covers que canta – e ela adora regravações – como fez com Irreplaceable, de Beyoncé. Fluorescente Adolescent, do Arctic Monkeys, virou mais uma brincadeira da cantora, com suas estripulias vocais e sua peculiar energia.

Pomplamoose: Single Ladies (Beyoncé)

pomplamoose

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=oIr8-f2OWhs
Falando em Beyoncé, esse cover é provavelmente o melhor feito pro hit que fez todo mundo dançar esse ano. Quase impossível não gostar logo de cara. A dupla transformou uma das melodias mais irresistíveis do ano em outra bastante diferente e suave; isso não significa, porém, que não dê vontade de cantar junto, estalar os dedos ou ao menos mexer o pé seguindo o ritmo! É viciante.

 

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