Semana passada, Liz Phair venceu por unanimidade nosso Duelo Musical. Se depender do séquito de fãs que cada um dos nomes de hoje possuem, o embate da vez será monstruoso. (rá!) Duas feras da música pop – que quase já caíram na estrada juntos, em turnê coletiva – apresentam suas faixas homônimas e você decide qual é a melhor delas.
Quem leva a melhor: mamma monster ou the motherfuckin’ monster?
Monster – Lady Gaga
Alguém ainda questiona a influência de Lady Gaga em nossa cultura pop atual? A moça, que surgiu aos olhos do grande público em 2008 como quem não quer nada – mesmo querendo tudo, como ela própria gosta de frisar – pode não ser unanimidade, mas tornou-se um ícone contemporâneo e é responsável por algumas das gravações pop mais deliciosas dos últimos tempos.
“Monster”, faixa de seu EP “The Fame Monster”, é uma gravação de tom “dark de butique”, grudenta até a medula e outra contribuição do produtor RedOne, responsável por “Just Dance” e “Poker Face”. Nessa, Gaga fala de um rapaz com um apetite voraz para o amor e o sexo, um lobo disfarçado. Na cabeça da moça, a impressão de tê-lo conhecido há muito tempo e a sensação de estar sendo tomada inteiramente por sua misteriosa presença.
O discurso não é tão profundo quanto parece: com letra simples, pero charmosa, a faixa é outro convite a pista de dança feito pela loira (loira?). E quando ela chama, a gente não resiste. “Monster” foi promo single em alguns países, mas não tocou nas rádios por aqui. Uma pena! Escute:
Monster – Kanye West
Bem como Gaga, Kanye West divide opiniões. Sua relevância, porém também é inegável: depois de ter protagonizado uma das gafes mais memoráveis dos atuais prêmios de música, o cara provou o gostinho do limbo, voltou ao topo e colore a cena hip-hop com uma bem vinda originalidade, que parece faltar às grandes estrelas do gênero. Graças às suas incontroláveis ambições artísticas e ao seu ego gigantesco, o cara consegue surpreender.
Ele acabou de lançar seu novo disco, o frenético “My Beautiful Dark Twisted Fantasy”, que como o título (e sua trajetória) sugerem, é uma viagem por situações conflitantes. Furioso, solene, dramático, tudo de uma vez só. Kanye apresenta sua “Monster” com a ajuda de vários parceiros especiais: Jay-Z, Rick Ross, Nicki Minaj e até o doce cantor folk Bon Iver.
Num rap épico, de quase 6 minutos, ele assume junto à esses nomes seu caráter megalomaníaco e diz, em tom orgulhoso, ser mesmo um “monstro”, mostrando não estar nem aí para os críticos e fofoqueiros – e que parece encontrar o alimento que mais gosta na energia que recebe dos fãs. Imaginamos que em troca, ele ofereça faixas vibrantes como essa – quase insana, como alguns frisaram sobre o recém lançado álbum. Justo. Destaque para a incrível participação de Minaj. Ouça:





















