O nome do grupo que estrela nosso Music Monday de hoje talvez pareça arrogante para alguns, mas a verdade é que Big Deal é uma piada. Uma piada cheia de desilusão e cinismo.
Demorei um bocado para perceber que diferenciava o Big Deal de outras bandas. Numa primeira audição a música de Alice Costelloe e Kacey Underwood me pareceu simpática, mas um tantinho genérica. O som se aproximava de Best Coast, de Jenny and Johnny, de Cults e talvez de algum disco dos Smashing Pumpkins. Mas aí ouvi com mais atenção e percebi que havia uma coisa bastante singular no Big Deal. Havia uma coisa só deles. Aliás, não, não havia. Faltava.
Contando apenas com violões e guitarras difusas e marcantes, Alice e Kacey constroem melodias que parecem flutuar, preenchendo todo o espaço. Espaciais e absurdamente leves, as músicas se beneficiam com a ausência de bateria, característica marcante em quase todas as bandas de rock, e soam difusas e embaraçadas, como se os temas entoados fosse como a poeira que se desprende do chão.
























