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Music Monday: Soko

Fofa, com uma voz doce e melodiosa, cheia de estilo e francesa. Esse é um retrato superficial da mocinha que começou a cantar em 2006, depois de participar da trilha sonora de um filme em que atuou. Soko, a indie lindinha aí de cima, veio para o Brasil essa semana e fez shows em Recife, Salvador, São Paulo e Porto Alegre. Ela não tem nenhum CD gravado – só um EP, de cinco músicas que ela própria odeia, mas que os fãs adoram.

Not Sokutefoi lançado em 2007 e entre suas faixas está a mais famosa “I’ll Kill Her”. A música conta a história de uma moça apaixonada que poderia ter vivido uma grande história de amor, se o homem em questão não estivesse namorando uma “loira vadia”. E então a pobre garotinha dos primeiros versos vira uma assassina no refrão, jurando matar a “outra”. E assim são as outras canções de Soko: algumas fofinhas e românticas, outras mais raivosas, mas todas extremamente pessoais, como se tivessem sido arrancadas de um diário adolescente e sonhador da garota e magicamente transformadas em confissões que ela sussurra baixinho enquanto canta.

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O sucesso mesmo não está (ainda) na venda de álbuns, mas sim – believe me – nas músicas que correm mundo virtual afora. Myspace, youtube, torrents e demais meios de divulgação séc. XXI fizeram Soko ser conhecida em outros países que não França e EUA, onde vive hoje, em Los Angeles. Prova disso foi a rápida vinda da moça para o Brasil semana passada. Depois de duas apresentações (muito tensas, por sinal) no nordeste verde-amarelo, Soko chega em Porto Alegre, RS, e canta para a platéia “mais quieta desde que chegou no Brasil”. Ela sobe no palco com um chapéu de caubói e de cara começa a recitar suas melodias acompanhadas por acordes tranquilos e graciosos do violão. Ela fala com o público, em sua maioria adolescentes vestidos de um jeito alternativo e com menos de vinte anos. “Eu ia me apresentar para 3.000 pessoas, e eu nunca tinha feito isso antes. Estava tão, tão nervosa. Acontece que eles não sabiam direito o que eu ia tocar. Foram lá esperando ouvir música brasileira, que é animada e deixa todo mundo feliz. E aí minhas canções são mais calmas, pra baixo. Quer dizer, todas elas falam sobre a morte”, explica o triste incidente que havia acontecido nas últimas apresentações. E ela já está rindo, se atrapalhando com a guitarra azul e fazendo graça de si mesma. Soko toca bateria, canta, pede pra banda subir no palco e dá vida a sons IN-CRÍ-VEIS, somente com um violino, um contra-baixo, uma guitarra e sua voz doce. Pede pra plateia participar, fazer o back-vocal, entrar na brincadeira. Os garotos sentados do meu lado e as outras 190 pessoas suspiram e fazem “óuns” a cada minuto. Palmas, muitas palmas depois de cada faixa.

“Soko é uma Zooey Deschannel francesa”.

A apresentação em São Paulo vai ser dia 30 de setembro e quem tiver a oportunidade deve ir! Ela é linda, super simpática, tem uma voz toda amorzinho e, no fim do show, dá vontade de colocar no bolso e levar uma pra casa. Apaixonante.

Cover: Don’t Stop the Music, Jamie Cullum

Eu sou fã de Jamie Cullum desde que ouvi pela primeira vez. A música era também um cover, só que aquela vez do divino Jeff Buckley. Pra quem não conhece o Cullum, ele ficou famoso por ser um adolescente, com a cabeça grande demais pro resto do corpo, que usa all-star e destrói Yamahas – os pianos,ok. Além desse estilo todo, o guri toca piano fodasticamente bem. Coleciona uma lista de maravilhosas canções compostas por ele mesmo e outra de covers que é de dar inveja nos próprios autores. Nessa segunda está o cover de hoje.

“Don’t Stop the Music”, baladinha pop, dançante e provocadora na voz (e no corpo) da diva das pistas de dança, Rihanna, ganha um outro tom quando tocada pelo Jamie. É a faixa “do meio” do último álbum do cabeçudo, o “The Pursuit”. A capa do álbum: um piano – de cauda – no momento da sua explosão. Praticamente um signo pro que o guri vai fazer nas faixas do CD, “explodir” com a música, no melhor sentido da palavra.

Quando a faixa n 6 começa, com uma batida tranquila e um tom de voz entre suspiros e gemidos, você fica com aquela sensação “hm, mas eu já ouvi isso antes”. E aí tem o piano, a voz dele vai ficando mais alta, chega no refrão e tipo “OHMYGOD, eu não acredito que ele fez isso!”. A música é tão cheia de emoção que faz você sentir como se estivesse numa festa, dançando com aquela pessoa e implorando pro DJ não parar de tocar aquela música. Mais uma prova de que o adolescente rebelde sabe o que está fazendo. E os fãs da Rihanna musa que me perdoem, mas ele conseguiu elevar pra outro patamar o que era só mais uma musiquinha dançante e aguda.

Imagem de Amostra do You Tube

Sobre o clipe, vou resguardar comentários. Foda, simples assim.

Jorge Drexler no Brasil

Logo mais à noite, no Via Funchal, aqui em São Paulo, Jorge Drexler vai cantar ao vivo, em apresentação única. Apresentando músicas de Amar La Trama, seu último álbum, o cantor promete surpresas para os fãs mais antigos:

“O show terá uma sonoridade renovada, que acompanha o trabalho feito no novo disco. O repertório terá canções dos trabalhos antigos, só que adaptadas para um formato mais expansivo.”

Depois do show, o músico que ganhou projeção mundial após vencer o Oscar de Melhor Canção Original por Al Otro Lado Del Río, segue para o Rio Grande do Sul para se apresentar no Festival de Inverno de Porto Alegre.

Aos desmiolados gaúchos que ainda não compraram seus ingressos, aí vai uma notícia triste: todas as entradas já foram vendidas. É como dizem… o que é bom dura pouco. E Jorge, no caso, é sempre ótimo. Saca só ele cantando Deseo no show de sua última turnê:

Ah, outra coisa sobre a passagem dele por nossa terrinha: de acordo com Mônica Bergamo, da Folha, Drexler vai gravar seu novo clipe aqui, com a direção de Andrucha Waddington (o talentoso cineasta de Casa de Areia)! A canção escolhida para ser o novo single foi a bonita Que el Soneto nos Tome por Sorpresa.

E se você, caro desmiolado, for em algum dos shows, conta para gente como foi, ok?

Music Monday: Tulipa Ruiz

A voz de Tulipa Ruiz é diferente. Diferente de um jeito especial. Tulipa. Tu-li-pa. Com nome de flor e com um timbre tão delicado quanto, Tulipa Ruiz conquista seus ouvintes pela simplicidade.

A simplicidade é reforçada não só pelas letras, mas também pelos arranjos minimalistas adotados em cada música de seu debut, o fofo Efêmera.

Aliás, parece até que à primeira vista simplicidade é a única coisa que pode definir o que Tulipa canta. As letras super sinceras e sem grandes firulas falam sobre sentimentos de uma maneira quase infantil. É impossível não se deixar levar quando ela promete que será “pontual, pontual, pontual” pra não perder o começo de um filme, ou quando ela repete como mantra que “a ordem das árvores não altera o passarinho“.

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Laura Marling – I Speak Because I Can

Há algum tempo, o Miolão comentou que a cantora Laura Marling lançaria dois álbuns esse ano, e que o primeiro deles sairia em março. O mês de lançamento finalmente chegou e hoje foi lançado oficialmente – apesar de ter caído na rede na semana passada – “I Speak Because I Can”, o segundo disco de sua carreira. Caso você não conheça a cantora, vale contextualizar:

Laura Marling é uma jovem inglesa de vinte anos que ingressou no cenário musical cedo, aos dezesseis. Ela, que já foi uma das componentes da banda folk Noah and the Whale, transita, sonoramente, entre folk, o country e o pop. Seu debut, o sensacional “Alas I Cannot Swim” de 2007, é um disco introspectivo, mas ao mesmo tempo poderoso. Ele, que foi provavelmente um dos melhores discos lançados naquele ano por uma artista feminina, surpreendeu pela maturidade, que não cabe a muitos dos cantores jovens atuais.

É um disco que exige atenção para perceber todas suas minúcias. Tudo é sensacional: a voz bem colocada e carregada de emoção da moça, os arranjos minimalistas e com “viradas” surpreendentes, as composições – as de Laura merecem um parágrafo só pra elas mais à frente – a atmosfera que a jovem consegue criar num enfileirado de canções que, juntas, não passam dos cinqüenta minutos… É um trabalho e tanto, e minha expectativa era alta para o seu novo disco.

Tenho ouvido “I Speak Because I Can” com freqüência nos últimos dias, e creio que por vezes temos que esperar um certo tempo pra construir uma opinião sólida sobre algumas coisas, mas não posso deixar de descrever minha empolgação com o novo trabalho de Laura e minhas primeiras impressões nesses poucos dias de audição.

Ela, que anteriormente era louvada como uma promissora revelação, continua jovem, mas não é mais a garota que um dia foi barrada em uma de suas próprias apresentações, por não ter a idade necessária para freqüentar o pub onde iria cantar. (!) “I Speak Because I Can” transpira amadurecimento.

Se “Alas…” deve ser degustado aos poucos, “I Speak…” não fica atrás. A artista continua transitando não somente por ritmos, mas também por emoções distintas. Suas influências sonoras parecem ainda mais óbvias do que no antecessor, e a verdade com que canta sobre os sentimentos e casos mais variados permanece intocada. Sua voz soa mais firme e suas letras, que já eram incríveis, tornaram-se ainda mais complexas, como dá pra perceber nas belas dez faixas.

Laura, por sinal, além de contar sobre suas experiências pessoais, possui uma forma incrível de narrar pequenas histórias em suas composições, com personagens e situações bastante sólidas, que podiam de fato existir. Tudo é detalhado com muito aprumo, e ela é certeira nas mensagens que procura (ou não) passar. Se a cantora tivesse nascido em outra época e não cantasse, provavelmente seria uma daquelas escritoras ou poetisas inglesas do passado, marcantes na produção literária feminina.

São diversos bons detalhes que tornam o trabalho fascinante. Além disso, “I Speak…” é terno (como em “Made By Maid”, em que Laura conta a história de uma empregada maltratada pelo filho adotivo e “Blackberry Stone”), tenso em momentos como “Alpha Shallows” e no embate travado na letra de “Hope In The Air” e aterrador em faixas como aquela que dá nome ao disco – e a música de trabalho “Devil’s Spoke”, mais country do que nunca. Entre outras, destaco “Goodbye England (Covered In Snow)”, segundo single e minha favorita até o momento – a narrativa de uma paixão conflitante em clima de despedida, com a Inglaterra “coberta de neve” como pano de fundo é tão doce, rica e tocante que por si só merece ser ouvida.

Laura Marling mudou em seu segundo disco, porém, sem perder sua essência – uma das maiores provas de talento que poderia dar. O disco, pra mim, já é um dos mais memoráveis do ano e teremos novo lançamento logo, se aquilo que ela cumpriu for prometido. Então, no segundo semestre, teremos mais um apanhado de boas músicas da inglesinha pra comentar.

#MusicMonday: as brincadeiras cênicas de Paloma Faith

Paloma Faith é uma cantora britânica cujo som pode transitar facilmente pela mesma categoria daquele feito por Duffy, Miss Li ou Amy Winehouse (especialmente no primeiro disco). Se suas gravações podem ser comparadas dessa forma, a artista, por outro lado, possui uma excentricidade muito peculiar e assume uma postura bem diferente de suas talentosas parceiras no palco, transformando seus shows em pequenos espetáculos surreais e bem humorados.

Inspirada por nomes como Etta James, Ella Fitzgerald e Billie Holliday, ela lançou seu primeiro CD, “Do you want the truth or something beautiful?” no ano passado.  Ok, a semelhança com as divas citadas não é lá muito grande – o disquinho possui uma sonoridade retrô somente discreta – pop, mas com uma pitadinha jazz e um pouquinho de black music – que é bastante agradável e contagiante, como comprovado nas faixas “Romance Is Dead” ou no mais recente single, “Upside Down”.

Apesar de não trazer nada novo ou exclusivamente seu nesse aspecto, Faith compõe suas próprias canções e, como citado, possui um exagero característico e quase teatral em suas performances, ligado a sua paixão pelo universo burlesco dos cabarés de outrora. Muitas vezes, o visual da cantora parece pertencer a uma pin-up ou a alguma atriz do cinema clássico. Toda essa teatralidade tem divertido a maioria dos seus fãs, mas arrancado críticas da mídia britânica, que classifica suas brincadeiras como “desnecessárias” e “artificiais demais”. Pra tirar uma conclusão, veja abaixo uma de suas performances ao vivo, cantando a faixa “Broken Doll”, no ICA, em Londres.

Paloma, além de se divertir encarnando personagens no palco, já realizou algumas participações em séries de tevê e o mais recente projeto onde atua ainda irá estrear por aqui: ela interpretou Sally no longa “O Fantástico Mundo do Sr. Parnassus”, filme que conta com um elenco cheio de nomes de peso, como Johnny Depp, Jude Law e Heath Ledger - este, em seu último trabalho nas telonas. Se depender da cantora, por sinal (que já se declarou fã de Tim Burton e David Lynch) dá pra apostar que essa não será sua última empreitada no mundo cinematográfico.

Porém, sua prioridade no momento é mesmo a música: já foram lançados quatro singles de seu debut, entre eles a excelente, “Stone Cold Sober” e “New York”, faixa em que declara que seu parceiro a trocou não por outra pessoa, mas pela vida em uma das maiores cidades do mundo. Aprovando ou não, é impossível ficar alheio as cenas e passagens criadas por Paloma Faith. O Miolaoteam adora e indica!

“Sweet Jardim” de Tiê: a beleza em meio ao caos

Oriunda da cena musical paulista, a cantora Tiê  foi uma das maiores revelações da música nacional no ano passado. A artista, que recebeu esse nome em homenagem à um pássaro canoro – como explica na canção “Passarinho”, presente no seu álbum de estréia, “Sweet Jardim” – esteve envolvida com a produção musical desde sua juventude. Dos primeiros festivais de música do colégio onde estou, em São Paulo, até a produção do disco debut, Tiê se apresentaria em todo o país e também no exterior, sozinha ou muito bem acompanhada: ex integrante da banda de apoio do músico Toquinho, a paulistana já realizou parcerias com Dudu Tsuda, membro da banda Trash Pour 4 e, mais recentemente, com o francês Chris Garneau (que você já conheceu aqui no Miolão) e o brasileiro Thiago Pethit, outro músico  de sucesso no cenário independente.

“Sweet Jardim” foi produzido depois de um processo bastante traumático na vida da cantora: ela permaneceu afastada dos palcos há poucos anos por um certo período, ao descobrir que possuía um tumor – felizmente, benigno – no pulmão. Se existe uma frase famosa que diz que “só quem experimentou o caos pode dar origem à uma estrela bailarina”, ela mostra fazer jus a realidade nesse caso: depois do período de recolhimento, cheia de dúvidas constantes sobre sua saúde e carreira e de uma recuperação de êxito, Tiê passou a trabalhar novamente com o mesmo foco de antes, inspirada pelas recentes experiências, e, claro, pela bagagem gigante que já carregava consigo. E dessa fase, surgiu um dos melhores trabalhos nacionais lançados em 2009.

Lançado de forma quase independente e produzido por Plínio Profeta, “Sweet Jardim” é um disco bastante cativante. Tiê não precisa de grandes produções para contar suas histórias – no caso dela basta a sua voz, um violão, um pianinho e talvez uma ou outra participação especial eventualmente. O foco no som de Tiê está também no tom confessional de suas letras, como se tivessem transformado em canção as correspondências secretas enviadas à alguém ou mesmo o diário de uma jovem, com questionamentos nem sempre fáceis de serem respondidos e sinceros, como se não houvesse ninguém para censurar esses pensamentos.

O disco começa com “Assinado Eu” (acima), a linda e dolorida faixa de abertura – que ganhou um videoclipe charmoso. Nela, Tiê cria coragem para contar a um caso amoroso sobre o peso que sente ocasionado por um relacionamento mal sucedido, dizendo que ainda deseja estar ao seu lado, mesmo que somente como amiga. “Dois”, ironicamente (ou não!) a segunda faixa do álbum, fala sobre a empolgação originada pelo surgimento de um novo amor e da vontade de se abrir completamente a ele. Dependo do seu humor, é impossível não sentir um certo nó na garganta com “Quinto Andar”, onde a cantora lamenta à um estranho sobre alguém que a deixou de lado. “Amor, por que eu te chamo assim, se com certeza você nem lembra de mim?”, ela diz. No caso, o “estranho” da letra é também todos nós, que nos compadecemos com o seu clamor.

Todas as músicas da cantora são autobiográficas e remetem a algo que vivenciou. Em entrevista para a Rolling Stone, Tiê disse que suas influências surgem por motivos diversos, desde o cheiro de charuto do vizinho, até algo que comeu, o filme que viu ou o seu gato de estimação, Jackson. (?) “Passarinho” e “Chá Verde” são duas das faixas onde isso parece mais evidente: a primeira, fala sobre a origem do seu nome e sobre suas ambições de vida, enquanto “Chá Verde” é o retrato mais fiel da fase de tratamento médico, para curar seu tumor – a bebida do título era indicada pelo seu acupunturista, um chinês que esteve envolvido em sua recuperação. A música, apesar de aparentemente triste, é bastante otimista, e fala dos planos que ecoam em sua cabeça e superam a doença e as chateações do momento.

Tiê flerta com outras línguas em algumas faixas do disco, como na atrapalhada lição de como falar outro idioma de “Aula de Francês” (abaixo) e “Stranger But Mine”, onde mostra, numa letra completamente desenvolvida em inglês o interesse por um semi-conhecido e sua vontade de fazê-lo subir para outro patamar. Ainda resta espaço em “Sweet Jardim” para a candura de “Te Valorizo”, para a história de amor quase angustiante e surreal de “A Bailarina e o Astronauta”, que fala de uma atração inevitável ocasionada por um acontecimento trágico, e a fantástica faixa-título, que conta com a participação de Toquinho e passa uma sensação de paz e esperança, ainda assim com uma pitada de tristeza que arrebata o ouvinte. Uma ótima forma de finalizar o charmoso álbum.

O disco fez com que as atenções da mídia se virassem, com justiça, para Tiê, que, entre outros feitos, concorreu ao VMB de Melhor Artista Independente no ano passado. Atualmente, a cantora está grávida de seu primeiro filho com o diretor e produtor Leandro HBL, e depois de um show no Centro Cultural São Paulo, em Dezembro, anunciou que entraria em férias dos palcos por essa razão. Paralelamente, trabalha na produção de novas canções para o seu segundo disco, com previsão de lançamento para ainda esse ano. Caetano Veloso, fã confesso da artista, fez uma lista das “pessoas que tornam São Paulo interessante” e não pôde deixar de inseri-la na mesma. O MIOLAOTEAM concorda, e recomenda o som dessa promissora artista paulista no dia do aniversário da cidade.

 

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