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Music Monday: The Heavy

16/08/2010 às 07:30 em No Som

Caro leitor,

Nós, do MIOLÃOTEAM, gostamos de partilhar. Mas às vezes essa tarefa torna-se um pouquinho complicada.

The Heavy. The Heavy. The Heavy.

Humm… Como é difícil começar um texto para falar do The Heavy! Acho que meu principal receio é que você se espante pelo nome e se quer dê uma chance de prová-los.

Porque assim, falando francamente, o nome da banda é tosco, visualmente eles não são nenhum pouco interessantes – não há aqui a excentricidade de uma, sei lá, Lady GaGa ou a elegância e o hype de um Interpol da vida -, e é provável que você nunca tenha ouvido falar deles (na verdade eles já foram citados na Spin e na Rolling Stone, mas mesmo assim estão longe de serem considerados the next best thing). E nessa hora talvez você me pergunte:

“Tá. Se é tudo tão comum assim, por que diabos você me indica isso?”

E a resposta vem tão naturalmente quanto a pergunta: porque a música, que é o mais importante, é extraordinária.

Imagem de Amostra do You Tube

Intensa e vibrante, How You Like Me Now? é o melhor exemplo do que The Heavy é capaz. Os vocais viscerais que de imediato podem lembrar Gnarls Barkley se desdobram para o soul e evocam vestígios de James Brown, Led Zeppelin e até de Libertines. O interessante aqui é que o que poderia soar esquizofrênico acaba fluindo com naturalidade e os ritmos dialogam tão bem que você nem pensa nisso.

Se definir um gênero é difícil, dizer à que tempo remete a música feita por eles é ainda mais complicado. É como se a banda tivesse vivido em sua própria bolha durante os últimos 40 anos e incorporado referências funk, pop, soul e, mais que tudo, de rock sem se preocupar em soariam efêmeros, antiquados ou super modernos. A única coisa que interessa é o som.

Imagem de Amostra do You Tube

Nascidos e crescidos na pequena aldeia de Noid, Inglaterra, os meninos do The Heavy lançaram 2 discos: Great Vengeance and Fire Furiosos, de 2007, e espetácular – e obrigatório! – The House That Dirt Built, do ano passado. A discografia embora pequena impõe respeito de imediato. Sabe o que dizem sobre a prova do segundo disco? Eles passaram com louvor.

… No fim das contas, falar de The Heavy nem é assim tão complicado assim. Aliás, acho que se eu tivesse colocado somente o vídeo nesse post eu sequer precisaria falar. Tanto faz. Adjetivos e predicados para bandas como essa nunca são demais.

Sendo sucinto, The Heavy é foda. Simples assim.

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Music Monday: Bruno Mars

26/07/2010 às 08:47 em No Som

Sem nenhum álbum lançado, Bruno Mars já conseguiu um feito que muitos artistas almejam: emplacou dois hits no Top10 da parada da Billboard em suas parcerias com Travie McCoy e B.o.B. . Talvez você nunca tenha se atentado, mas provavelmente já ouviu sua voz no refrão da ótima Nothin’ On You, do B.o.B., ou em Billionaire, aquela música do McCoy (vocalista do Gym Class Heroes) que a Claudia Leitte estrag, opa!, gravou em seu novo disco com o título de Famo.$a.

Com sua pouca idade – 25 anos – Bruno Mars já emprestou seu toque de midas como produtor de gente do naipe de Maroon 5, Alexandra Burke, Sugababes e Flo’rida.

Nascido no Hawaii, Bruno (que na realidade se chama Peter Hernandez II) possui um timbre peculiar e vem de uma linhagem de músicos. Em It’s Better If You Don’t Understand, seu primeiro EP, ele revela influências diversas que vão do pop ao soul, do reggae ao rock e do R$B ao hip-hop, de forma harmoniosa e acessível. Mesmo sem possuir nenhuma característica revolucionária ou nova, ouvir o disquinho com seus 13 minutos de música, soa como uma experiência refrescante e amena (algo tão simples, que, de certa forma, tem estado em falta nos últimos tempos).

Na bonita Talking to The Moon, que poderia facilmente estar num disco do Jason Mraz, Mars confessa que conversa com a Lua na esperança de que sua amada, que agora está longe, esteja do outro lado, falando com ele. Menos melancólica que a faixa anterior, Somewhere In Brooklyn,  é construída no teclado e soa bastante juvenil. O refrão, delicioso, tem cara que faria sucesso em alguma comédia-romântica ou grudaria no rádio por meses. The Other Side, primeiro single da carreira de Bruno (os featurings não contam, poxa!), conta com os reforços de Cee Lo Green – uma das metades do Gnarls Barkley – e de B.o.B.. Uma verdadeira pérola, é a melhor música do mini-disco e possui um refrão deliciosamente soul. Se liga só no clipe:

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Até o final do ano Mars lançará seu primeiro álbum, ainda sem título definido. O primeiro single do cd será Just The Way You Are, uma música boa o suficiente (mas NADA comparado as do EP) para fazer a gente gravar o nome do rapaz, que, se eu estiver certo, vamos ouvir muito no futuro…

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Music Monday: as memórias ensolaradas de Best Coast

19/07/2010 às 10:20 em No Som

Depois que a Converse All Star lançou uma nova música pra divulgar a marca, “All Summer”, o nome de Bethany Cosentino – um dos artistas que emprestaram sua voz à faixa – tornou-se mais conhecido. O doce vocal da moça, que deu um toque especial ao dueto com Kid Cudi e Rostam Batmanglij, membro do grupo Vampire Weekend, é também integrante da dupla Best Coast – nossa dica no MusicMonday de hoje.

Acompanhada do músico Bobb Bruno, Bethany cria canções inspiradas na “beach music” dos anos 60 e também no rock feminino do início da década de 90, como disse em entrevista para a revista Spin. O duo já possui diversos EP’s gravados e no dia 27 de julho chega às lojas seu primeiro disco oficial, “Crazy For You” – que, claro, já caiu na rede. O álbum, super redondinho, parece mesmo a trilha sonora perfeita pra aqueles dias de preguiça e muito sol, onde nossa única vontade é mesmo cantarolar uma ou outra musiquinha despretensiosa e ficar sem fazer nada.

Bethany também compôs as letras do debut, que soam bobinhas, mas cativantes: seus versinhos inofensivos e românticos falam sobre como odeia dormir sozinha, sobre amores platônicos, recordações de dias de sol, e coisas do tipo. Algumas, como “Boyfriend”, “Our Deal” , “I Want To” e “Goodbye” merecem destaque especial. Detalhe que das treze faixas, somente uma tem mais de três minutos. Tudo bastante juvenil e “efêmero”, como um amor de verão. Mas quem disse que isso significa “ruim”?

Abaixo, você confere o clipe de “When I’m With You”, música que já figurava em um de seus CD’s demo e que entrou na tracklist de “Crazy For You”. Nele, a cantora se apaixona por um personagem bem conhecido ao redor do mundo. Engraçadinho, tem todos os elementos típicos do universo exaltado pela Best Coast. Veja:

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MusicMonday: as confissões intimistas de Sophie Zelmani

12/07/2010 às 12:28 em No Som

Sophie Zelmani é uma injustiçada. A moça não é um talento recente: já está na estrada há um bom tempo, tem vários discos no currículo e… é completamente desconhecida pelo público. Eu próprio só conhecia uma canção sua (a fofa “I’ll Remember You”) até que navegando pela rede me deparei com um de seus discos para baixar, o lindo “The Ocean and Me”, de 2008. O álbum não sai do meu player e me sinto na obrigação de compartilhar um pouco do seu trabalho com vocês – mesmo não o conhecendo profundamente.

Zelmani é sueca, ingressou na carreira artística em 1995, e de lá pra cá, já lançou 8 discos e uma coletânea. (!) Seu maior “sucesso” até hoje é a canção “Always You”, que faz parte da trilha sonora do filme “O Casamento do Meu Melhor Amigo”. A moça está constantemente em turnê pela Europa, realizando shows intimistas e sem nenhum alarde, sendo que merecia um pouco mais de atenção: seu som é um pop adulto discreto e rico sonoramente: Sophie constrói lindos arranjos, possui uma voz suave e sussurrante e compõe letras ternas e apaixonadas. É um pouco folk, levemente jazz, country também… e sempre delicada.

Ela, que já foi comparada à Jewel, Mazzy Star e Norah Jones, está atualmente na estrada promovendo “I’m The Rain”, seu novo disco autoral. Mesmo sem conhecer muito sobre ela, como dito, dá pra perceber que seu trabalho merece uma conferida. Topam conhecer mais de Sophie comigo? :)

Além das faixas citadas, confira essa música da cantora que selecionei pra finalizar o post, a bela “I’ve Got a Suspicion”:

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Music Monday: Tulipa Ruiz

05/07/2010 às 20:31 em No Som

A voz de Tulipa Ruiz é diferente. Diferente de um jeito especial. Tulipa. Tu-li-pa. Com nome de flor e com um timbre tão delicado quanto, Tulipa Ruiz conquista seus ouvintes pela simplicidade.

A simplicidade é reforçada não só pelas letras, mas também pelos arranjos minimalistas adotados em cada música de seu debut, o fofo Efêmera.

Aliás, parece até que à primeira vista simplicidade é a única coisa que pode definir o que Tulipa canta. As letras super sinceras e sem grandes firulas falam sobre sentimentos de uma maneira quase infantil. É impossível não se deixar levar quando ela promete que será “pontual, pontual, pontual” pra não perder o começo de um filme, ou quando ela repete como mantra que “a ordem das árvores não altera o passarinho“.

Já em “Só sei dançar com você”, a última e melhor faixa do álbum, Tulipa não esconde seus medos e suas fragilidades. Ela está ali, viva, pulsante e sincera:

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No fim das contas, a sensação que fica ao ouvir Efêmera, é de que nos pouco mais de 40 minutos de duração do disco, Tulipa esteve presente, do jeito mais singelo possível.

Com o perdão do trocadilho, o que mais se quer no final é que a simplicidade de Tulipa não seja efêmera.

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