MIOLÃO • Musicmonday - Part 2
 

All posts tagged musicmonday

Music Monday: Criolo

Teoricamente o Music Monday do Miolão serve para apresentar artistas novos ou pouco conhecidos.

Criolo, o moço que ilustra o post de hoje, foge de ambos os conceitos. O cara, que tá na estrada há duas décadas, ganhou os holofotes da mídia recentemente quando lançou há alguns meses o maravilhoso álbum Nó na Orelha. Colhendo elogios de publicações do naipe da Bravo e da Rolling Stone, Criolo quebrou tabus e conquistou ouvintes como CéU, Tulipa Ruiz, Emicida e Julieta Venegas.

Continue lendo →

Music Monday: The Very Best

Semana passada perguntaram-me o que eu estava a ouvir nos meus fones de ouvido. Quando eu respondi “The Very Best” houve uma réplica do tipo: “Não conheço. É “the very best” mesmo?”. Fiquei um pouco embaraçado. O que eu ouvia era The Very Best, mas será que era the very best mesmo? Eu não sabia. E pra ser sincero ainda não sei… Mas olha, é tudo tão bom que se não for, chega bem perto. Continue lendo →

Music Monday: Luminary Youth

A capa do segundo EP do Luminary Youth, “Weekend Dreams”, não podia ser mais apropriada: a foto, tirada de uma cena de “Encontros e Desencontros”, traz Charlotte, a personagem de Scarlett Johansson, deslumbrada com as luzes de Tóquio. A imagem dialoga com o conteúdo do disquinho, que conduz o ouvinte através de uma viagem meio hipnótica, onírica e cheia de texturas, sons e sensações.

Continue lendo →

Music Monday: Érika Martins

Érika Martins não é a revelação do ano. Na estrada há alguns bons anos, já deu contribuições – e muitas – para o cenário pop/rock brasileiro. Talvez você não lembre da Érika assim, desacompanhada, mas eu explico: ela é a ex-vocalista e ex-guitarrista da banda Penélope, que teve fim em 2004.

Ainda não conhece? Então senta que lá vem história.

A banda Penélope se formou em 1995, na Bahia. Fazendo um rock alternativo, às vezes doce e outras bem ácido, a banda lançou seu primeiro álbum em 1999, intilutado Mi Casa, Su Casa pela Sony Music. Foi com ele que a banda entrou no mercado fonográfico, conquistando alguns fãs cativos. O segundo álbum, Buganvilia, foi lançado em 2001, perto da época que eu conheci a banda. Esse, por exemplo, é um dos poucos CD’s que eu fiz questão de ter e guardo hasta hoy. Em Buganvilia, a banda atingiu a maturidade. O álbum era harmônico e as músicas divertidas. Até mesmo a versão de Ciranda da Bailarina, música do Chico Buarque, ficou sensacional.

Dois anos depois, veio Rock, Meu Amor, lançado pela Som Livre. As músicas seguem um estilo de rock romântico, que encaixou perfeitamente com a proposta da banda. No ano seguinte, em 2004, os integrantes anunciaram o fim de Penélope, o que pouca gente entendeu. A banda, na época, passava por um bom período, com música na novela e boa recepção da crítica.

A voz inconfundível da Érika fez muita falta por aí após o fim da banda. Embora ela tenha se dedicado a inúmeros projetos e trabalhado com parcerias bem bacanas como Érika & os Telecats, faltava alguma coisa – e eu digo como fã. É aquela sensação de falta um disco solo, um filho pra chamar de seu. E, após uma certa espera, ele apareceu.

Érika Martins lançou o primeiro disco solo em 2009, chamado Lento. O título do álbum vem da canção homônima, uma versão da música de Julieta Venegas que, inclusive, gravou a canção junto da Érika. O resultado foi incrível. Aliás, o clipe de Lento é bem a cara do da Érika: um pop-rock colorido, romântico e feminino.

O álbum tem outros pontos excelentes, como Sacarina, a faixa número um, que tem rimas gostosas e  é muito animadinha. Vou Te Esperar lembra as músicas mais românticas da época da Penélope, assim como Música de Amor, que deveria ser a trilha sonora oficial de casais acometidos de paixonite aguda.

Imagem de Amostra do You Tube

Embora a minha pré-adolescência e adolescência tenha sido marcada pela banda Penélope, eu só fui descobrir o álbum recentemente. Aliás, só fui redescobrir a Érika na última semana, no show de abertura que ela fez para a Kate Nash, que eu vou contar em outro dia. E vi o quanto eu perdi. Dois anos em que eu já poderia estar por aqui cantarolando Sacarina enquanto venho pra casa. Agora, o próximo passo é conseguir uma cópia dele por aí - e conto com o santo protetor do salário dos estagiários nessa empreitada.

Lento é um disco incrível, mas que, mesmo dois anos após seu lançamento, pouca gente conhece. Érika é uma artista impecável, com uma carreira madura e uma voz deliciosa de ouvir, tanto ao vivo como em gravações. O álbum mais recente, Curriculum, é a prova disso: é uma coletânea que comemora dez anos de carreira da cantora. E, né, já passou da hora: o rock feminino brasileiro precisa mais de espaço por aí.

Extras: Videoclipe de Sacarina, Myspace da Érika

Music Monday: Carina Round

Há alguns anos, para ser mais exato em 2006, me atrevi a escrever algumas linhas sobre Slow Motion Addict, o último disco de inéditas de Carina Round. Comecei o texto dizendo algo mais ou menos assim:

“Antes de mais nada, quem mané é Carina Round?”

Hoje, cinco anos depois, percebo que eu poderia começar esse texto da mesma maneira.

Embora Miss Round já tenha colaborado com gente grande (ela fez os vocais de Come Pick Me Up, do Ryan Adams, e abriu alguns shows da última turnê dos Smashing Pumpkins), ela nunca chegou a ser muito conhecida. E isso me causa um espanto – e até uma certa revolta -, pois Carina é tão boa que não consigo entender como ela não conseguiu fazer sucesso ainda.

Se você, meu amigo, ainda não a conhece, provavelmente vai achar que estou exagerando. Mas eu tenho certeza que quando você a ouvir cantar vai partilhar, nem que seja um pouquinho, desse sentimento.

Comparada frequentemente a PJ Harvey, o estilo visceral e confessional da moça soa tão sincero que comove, impressiona e diverte. As apresentações ao vivo nunca deixam a desejar. Intensa como poucas, a britânica domina cada centímetro do palco – e ela consegue isso até sussurrando.

O primeiro disco da cantora, First Blood Mystery, foi lançado há cerca de 10 anos. Maduro e um pouco sisudo, ele contava com faixas tão boas que parecia difícil ser superado. Mas ele foi. The Disconnection – a obra-prima de Carina – era um trabalho mais acessível, intenso e seguro. Redondinho, o cd expurgou de uma vez por todas qualquer desconfiança não deixando espaço para a tão falada “síndrome do segundo disco”. Into My Blood, Lacuna e Paris, só para ficar em alguns exemplos, eram tão tão tão incríveis que fariam qualquer crítico cair de joelhos – e qualquer fã de boa música ficar boquiaberto.

Stolen Car, a primeira faixa de Slow Motion Addict, seu terceiro álbum, carrega em sua essência uma aura de “rendição”. É como se Carina desistisse de lutar contra suas vontades e se entregasse. Mais do que isso. Ela entrega logo no primeiro verso (treating my body like a stolen car) o que deseja. Metáfora sólida para vontades comuns.

Conseguindo equilibrar sutileza e agressividade em suas linhas de guitarra, Carina consegue criar melodias memoráveis que casam perfeitamente com suas letras coloridas com sarcasmo, sinceridade, entrega e beleza. O som, que em determinados momentos flerta com o trip-hop (como na belíssima The City e January Hearts), assume nuances complexas e crescentes sem perder a sensibilidade pop. Livre, leve e solta, o repertório da cantora transita entre o folk, o rock e o punk sem nunca parecer refém de um único estilo.

Carina é dona de sua música. Carina é dona de si.

Agora me fala, com sinceridade, é ou não é revoltante ver gente como Carina não ter o reconhecimento merecido?

Music Monday: Mumford & Sons

“Eles fazem sexo com os instrumentos.”

Foi com essa frase que conheci Mumford & Sons, a banda do Music Monday de hoje.

Antes que vocês, seus safadinhos, pensem besteira, Carol, a menina que me disse isso, não queria dizer que eles eram pansexuais ou coisa assim. Ela só queria dizer que a música que eles fazem é tão intensa que só poderia ser comparada as sensações que o sexo provoca.

Continue lendo →

Music Monday: Margo

Cantora uma é Margo que canadense pop canta. Uma canadense é pop canta Margo cantora. Margo canadense pop é uma canta que cantora. Confuso? Ok. Eu traduzo. Margo é uma cantora canadense que canta pop. Sintetizando a equação: Margo é pop. Pop. Pop. Pop.

Ela, que se autodenomina “Style Queen”, tem agitado o mundo da música e da moda com suas performances enérgicas e seu visual oitentista.

Super hype, as referências de Margo transcendem a música: ela pira em David LaChapelle, Salvador Dali e Tim Burton. E toda essa inusitada mistura entre som e imagem são refletidas em sua música. O som da moça transita entre o funk, o dance e o electro com um irresistível sabor pop.

Continue lendo →

 

Features Stats Integration Plugin developed by YD

UA-11237259