MIOLÃO • Natalie Portman
 

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3 Momentos: Norah Jones

Se hoje em dia Adele consegue vendas astronômicas arriscando um estilo não tão em voga nas paradas, fenômeno semelhante aconteceu em 2002, quando Norah Jones trouxe o jazz pop às paradas com o seu elogiado disco de estréia, “Come Away With Me”. O sucesso do álbum (que foi o mais vendido daquele ano e hoje acumula mais de 23 milhões de cópias), tornou a mocinha de presença tímida conhecida pelo grande público e lhe rendeu vários prêmios (incluindo a espantosa marca de oito Grammys – inclusive a de artista revelação)… Mas o álbum, no entanto, ainda não expunha a sua verdadeira identidade. Ou melhor dizendo, não resumia suas ambições sonoras.

Em suas futuras empreitadas, Norah mostraria que, mais do que ter muito talento, também dispunha da autonomia necessária para fazer o que quisesse em sua carreira. Essa liberdade criativa a fez flertar com outros gêneros (o tom country de seu segundo disco, “Feels Like Home”, a influência blueseira de “The Fall” e o rock de garagem de sua banda paralela, El Madmo), realizar parcerias com artistas tão distintos quanto interessantes (como Ray Charles, Dave Grohl, Q-Tip, Dolly Parton, Peter Malick, entre outros) e até arriscar trabalhos que não correspondem apenas ao mundo da música.

Hoje, sem tanto buzz ao seu redor, Norah prossegue investindo em um projeto melhor que o outro. Abaixo, nós enumeramos 3 Momentos de sua versátil carreira.

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Música de Comercial: Moi Je Joue, Brigitte Bardot

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Não é difícil ver propagandas de perfumes figurando em nossa seção Música de Comercial, mas existe um motivo pra essa adoração por parte do Miolaoteam: o fato é que elas fogem, de forma mais freqüente de um certo padrão existente em comerciais comuns e apresentam, além de um senso cinematográfico apurado, boas doses de classe – reforçadas pela presença de artistas que emprestam sua imagem às marcas ou suas visões para contar uma história e transmitir sensações.

Sofia Coppola é mestre nesse último quesito: a moça quase sempre encontra o tom certo na hora de narrar os dissabores e encantos do cotidiano, mostrando que tanto a tristeza e a alegria mais sinceras derivam, algumas vezes, de coisas realmente simples, de pormenores; não raro, dispensa palavras para mostrar a trajetória dos personagens em suas películas, conseguindo transmitir tudo o que deseja ao evocar o sensorial e as emoções mais íntimas utilizando apenas imagens e uma trilha sonora marcante.

A diretora foi responsável por comerciais da fragrância “Cherie”, da Dior, sendo que o mais recente foi estrelado pela bela Natalie Portman. Mas não é dele que iremos falar hoje…

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Cisne Negro é… plágio?

Já ouviu falar em Perfect Blue?

Darren Aronofsky, diretor de Cisne Negro, já. E ao que tudo indica ele gostou muito, viu? Gostou tanto que comprou os direitos da obra que, coincidentemente, é muito “parecida” com seu supracitado Cisne Negro – que além de eternizar o nome de Natalie Fucking Portman nos anais do cinema foi indicado para o Bafta de Melhor Roteiro Original.

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MTV Movie Awards 2011

Qual a credibilidade de uma premiação de cinema que concede seu prêmio de Melhor Atriz para Kristen Stewart por seu papel em Eclipse e esnoba Natalie Portman por sua performance em Cisne Negro?

Se você respondeu “zero”, meu amigo, junte-se ao clube.

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Thor

Quando fiquei sabendo que Thor ganharia uma adaptação para as telonas minha primeira reação foi: “ah, tá, legal”. Nunca fui fã do herói e, embora eu goste de mitologia, sempre achei a história dele bem mais ou menos. Então, pra mim, essa coisa toda foi bem whatever. Isso até eu saber quem estaria envolvido no projeto. Anthony Fucking Hopkins, Natalie Portman e uma sumida Rene Russo estrelariam a produção. Isso foi o suficiente para que minhas expectativas – que eram nulas – aumentassem para 5 numa escalada de 0 a 10. Mas foram só as primeiras imagens de divulgação vazarem para eu murchar de novo: o visual kitsh tremendamente tosco combinado com um protagonista que parecia não ter carisma fizeram com que eu achasse que o filme seria um lixo. Continue lendo →

Sexta-Feira super fun fun fun: ótimas estréias no cinema

E depois de segunda, terça, quarta e quinta chegamos finalmente a sexta-feira o dia mais fun fun fun da semana!

E vejam vocês que coisa boa: hoje, além de ser sexta, é um dos fins de semana mais movimentados de estreias nos cinemas do ano! Acha que eu tô exagerando? Se liga só na quantidade de coisa interessante que chegou as telas hoje:

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E ontem teve o Oscar… Puft!

Quando acontece algum desastre natural, quando há guerras vãs, acidentes estúpidos ou premiações como a do Oscar de ontem à noite a gente reafirma uma certeza: o mundo é mesmo um lugar injusto.

Vocês já devem saber que O Discurso do Rei levou pra casa os prêmios de Melhor Filme, Direção, Roteiro Original e Ator – e, se assistiu a esse filme e algum dos outros indicados, deve saber também que a única vitória que não foi absurda foi a de Colin Firth. Não entendam mal. O Discurso… nem é um filme ruim. É bonito de ver, tecnicamente bem acabado e trás ótimas atuações… mas é um filme chato. Sem ousadia. Cheio de pretensão de dar lições de superação. Cheio de eco. Todo oco. Embora o elenco saia ileso, é difícil demais admitir que esse filme represente o melhor do ano. Pena.

Parafraseando Geraldo Vandré: ‘para não dizer que não falei das flores’, houve sim lapsos de justiça. Toy Story 3 venceu na categoria de Animação. E mesmo não tendo a canção favorita, Randy Newman levou o prêmio pra casa. Christian Bale e Melissa Leo, excelentes coadjuvantes – e favoritos! – de O Vencedor, levaram para casa cada um seu prêmio, honrando o filme de David O. Russel. A Origem ficou com uma soma de 4 estatuetas: Efeitos Visuais, Fotografia, Mixagem de Som e Edição de Som. Todos prêmios técnicos. Falando nisso, você sabia que Matrix também venceu quatro Oscars (todos técnicos)? É, esse é meu ponto. A Rede Social representou muito bem as categorias em que saiu vitoriosa: Roteiro Adaptado, Trilha Original e Edição. Traduzindo: diálogos dinâmicos, trilha esperta e edição funcional. Uhul!

E, finalmente, Natalie Portman. Aposto grana que vão falar um moooonte de abobrinha sobre a vitória da moça. De coisas que irão de “eu já sabia” até “que previsível”.  Tsc, tsc. A essa galerinha, vamos deixar claro uma coisa: ela realmente foi a melhor. E se todo mundo já sabia que o prêmio ia parar nas mãos dela, é porque Natalie provou merecer desde o princípio. Papel da vida.

… Se formos contar nos dedos o que foi justo e injusto,  dá pra dizer que até que o mundo (do cinema) não é um lugar tão vil assim. Natalie. Toy Story 3. Trent Reznor e Atticus Ross. Christian Bale.

E… O Discurso do Rei. Argh. Retiro o que eu disse. Há injustiça sim. E das grandes. Porque tanto em quantidade quanto em peso, o pior venceu. Não, não dá pra engolir essa.

Se tiver saco, veja aqui a lista completa dos vencedores.

 

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