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Top 5: Musicais Que Revolucionaram O Gênero

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Há quem subestime os musicais e os considere entediantes. Ou mesmo alienantes, já que se tratam de filmes onde as pessoas cantam, dançam e são felizes. Se eles fossem só isso, talvez a razão estivesse mesmo do lado de quem faz pouco caso do gênero. Porém, com o tempo, temáticas políticas e altamente pertinentes à sociedade foram sendo inseridas em longas do tipo, fato que faz com que essa teoria caia por terra.

E mesmo que não fosse assim: como alguém pode desprezar filmes em que os atores são forçados a dar o máximo de si? Porque sim, os musicais exigem atores completos, que sejam capazes de cantar, dançar e ainda construir um persoangem que, mesmo que quase sempre cantando, possua alguma complexidade.

Dessa maneira, a vontade de escrever um Top 5 a respeito de musicais sempre existiu. Porém, dada a abrangência do tema, seria complicado eleger apenas cinco filmes capazes de representar o que foi produzido no gênero até aqui. Assim, começamos a pensar numa maneira de delimitar. Surgiram então ideias como falar a respeito de musicais com pano de fundo histórico e, entre tantas outras, a ideia que resolvemos por em prática: musicais revolucionários.

A palavra “revolucionário” pode se mostrar um tanto quanto subjetiva. Especialmente quando colocada no campo da arte. Porém, gostaríamos de deixar claro que aqui a dita revolução será compreendida como inovação. Seja pelo pioneirismo ao tratar determinado tema, pela estética ou ainda pelo contexto de produção, todos os longas contidos nessa lista, quando foram produzidos, trouxeram frescor para o gênero e acabaram por influenciar produções posteriores.

Preparados para conferir os escolhidos?

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3 Momentos: Julianne Moore

Talento, versatilidade e beleza (acima da média). Acho que esses três adjetivos são a melhor maneira de começar a falar a respeito de Julianne Moore, já que são as três coisas que fizeram com que se destacasse ao longo dos anos. Mesmo em produções meia boca, a ruiva desenvolve tão bem as suas personagens que torna filmes como Identidade Paranormal (Shelter) e Os Esquecidos (The Forgotten), algo possível de assistir.

Dona de uma carreira consistente e bonita (deixando claro: estamos ignorando que Julianne atuou em Evolução e Hannibal), Julie nunca desaponta e demonstra inteligência ao escolher os projetos dos quais participa. Quer alguns exemplos? Da década de 90 para cá, a moça esteve em filmes de Paul Thomas Anderson, Ethan e Joel Coen, Todd Haynes, Stephen Daldry e Gus Van Sant.

As personagens às quais deu vida são as mais variadas possíveis: da atriz pornô Amber Waves (Boogie Nights) à dona de casa Cathy (Far From Heaven), Julianne conseguiu imprimir a todas elas verossimilhança. E o mais importante: conseguiu emocionar e cativar o público, com atuações tão viscerais que quase acreditamos que ela, Julianne, sabe exatamente o que aquelas mulheres estão sentindo, seja em filmes mais artísticos ou em blockbusters, como o supramencionado Os Esquecidos (filme que, aliás, pode ser resumido à atuação dela). Isso faz da moça uma atriz como poucas.

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Top 5: Filmes sobre bruxas e bruxaria

Elvira A Rainha das Trevas

Prepare-se para ter medo!

O Top 5 de hoje aqui do Miolão vai resgatar os filmes que apresentaram as bruxas mais memoráveis do cinema. Ok, ok. Não precisa ter medo. A grande maioria das que aparecem (ou quase aparecem) em nossa listinha são figuras que não botam medo em ninguém. Mesmo assim, por algum motivo ou outro, foram marcantes o suficiente para merecerem seu lugar.

Preparados? É bom que estejam, pois como diria a Bruxa do Pica-Pau, “… e lá vamos nós!”.

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Top 5: Atrizes que cantam

zooeytopo

Não sei quanto a vocês, mas quando alguém me fala que tal cantora decidiu fazer um filme (argh!) eu já fico com preguiça… Mas quando a situação é inversa – quando uma atriz decide cantar -, me interesso de pronto, visto que na maioria das vezes saem coisas, no mínimo, curiosas.

Que fique claro que eu não estou falando de J.Lo., Miley Cyrus, Xuxa ou coisas desse naipe. O objetivo da lista é apontar atrizes que cantam – e que cantam bem, obrigado.  Previno-os também que nesse Top 5 não haverá destaque para Judy Garland, Barbra Streisand ou Marilyn Monroe,  uma vez que suponho que todos sabem o quanto elas foram fantásticas, certo?

Então, dito isso, só me resta perguntar: preparados?

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Morreu na praia: quem deveria ter sido indicado ao Oscar 2011 e não foi

Há pouco mais de um mês, para ser preciso em 25 de janeiro desse ano, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou os indicados ao prêmio mais cobiçado do cinema. Engana-se quem pensa que a tal “corrida do Oscar” só começou neste dia. Muito antes disso, as distribuidoras começaram campanhas para que seus filmes e estrelas ganhassem uma indicação.

A gigante Warner Bros. lançou em dezembro do ano passado o site For Your Consideration que visava aumentar o buzz dos filmes em que eles acreditavam merecerem uma atenção especial. A prática do “for your consideration” é bastante comum na terra do Tio Sam. As revistas especializadas em cinema recebem dúzias de anúncios desse tipo – inclusive, nesse ano, houve uma polêmica das grossas quando Melissa Leo tirou do bolso uma grana para colocar em prática sua campanha (mas isso é outra história). O fato é que os reclames por consideração são uma prática comum, mas, outra vez, vale dizer que as campanhas em torno dos filmes são começadas bem antes. Muito antes.

As produções fazem seus nomes nos grandes festivais, com estreias luxuosas, tapetes vermelhos e muita expectativa. Se um filme for mal no circuito Berlim – Veneza – Cannes – Sundance ele dificilmente terá chance no Globo de Ouro ou no Oscar. Só que às vezes mesmo os filmes com melhor recepção e/ou grandes expectativas acabam ficando de fora da disputa. Querem exemplos? Lá vai!

Clint Eastwood, por Além da Vida.

Pode perguntar para qualquer cinéfilo que ele vai confirmar: em ano que Dirty Harry lança filme, ele é uma aposta certeira (e normalmente segura) para figurar entre os favoritos do Oscar. E, como era de se esperar, o burburinho em torno de Hereafter começou instantaneamente. Lidando com um tema obscuro e atual (vida após a morte) e contando com um elenco de peso (Matt Damon, cada vez mais respeitado e Bryce Dallas Howard, a eterna promessa que não se cumpriu) era meio óbvio que ele fosse apontado como um forte candidato ainda em sua pré-produção. Só que no fim das contas a crítica se dividiu e o tema espiritualizado foi completamente desprezado – aliás, quase que completamente: a única indicação do filme na cerimônia desse ano é a de Melhor Efeitos Visuais.

Christopher Nolan, A Origem.

Nolan é outro que bateu na trave. Mas na trave MESMO. O diretor que conseguiu a façanha de equilibrar num mesmo filme a adoração do público e da crítica foi esquecido (eu diria até desprezado) por aquele que muitos acreditam que é sua obra-prima. E a sua indicação era bem mais certa que a de Eastwood, uma vez que ele era não só um candidato em potencial, mas também um dos favoritos ao prêmio que sobreviveu a crítica. O curioso é que o filme em questão recebeu OITO indicações, incluindo Melhor Filme. Vai entender… acho que pensam que A Origem se dirigiu sozinho, sei lá.

Leonardo DiCaprio, A Origem/Ilha do Medo.

E o que dizer de Leonardo DiCaprio? Entregando duas das melhores interpretações do ano o ator não foi lembrado nem no Globo de Ouro (que normalmente o ama!). Mas tudo bem, a gente não pode nem reclamar… Afinal, os 5 indicados finais mandaram muito bem. Certo?

Robert Duvall, Get Low.

O veterano Robert Duvval é outro que tinha tudo para emplacar sua indicação: é adorado pelos colegas de profissão e colheu algumas das melhores críticas do ano por seu desempenho… Só que, vocês sabem, performance não é a única coisa a ser avaliada, né? O tipo de filme em que o ator está inserido também conta pontos. E como Get Low não tinha chance em nenhuma outra categoria, o cara ficou a ver navios…

Halle Berry, Frankie & Alice.

Foi mais ou menos o que aconteceu com Duvall que ocorreu com Halle Berry: a atriz foi prejudicada pelo filme. A produção de pequeno orçamento foi meio criticada por parecer um filme televisivo e Berry pareceu o único elemento a sair ileso dos comentários negativos. A moça, que via sua carreira decair cada vez mais depois de receber a estatueta dourada por A Última Ceia, enxergou nos papéis títulos de seu último filme a chance que precisava para voltar aos holofotes. Ela acreditava tanto na indicação que segurou a estreia do filme por mais de um ano só para ele poder concorrer ao Oscar de 2011. O erro de Halle foi lançar o filme em um dos anos mais competitivos dos últimos tempos. Pra não dizer que todo esforço foi pelo ralo, a mocinha conseguiu ao menos uma indicaçãozinha ao Globo de Ouro… Já é alguma coisa, certo?

Naomi Watts, Jogos de Poder.

Se o motivo da “desclassificação” de Halle é fácil de ser apontado, o mesmo não ocorre com Naomi. Fair Game tinha tudo para ir bem em todas as categorias: elenco famoso e competente, roteiro atual (bastidores da guerra do Oriente Médio) e uma boa recepção (no Meta Critic tá com 69 pontos). Dá até raiva ver Watts morrendo na praia de novo! Tão competente a atriz…

Hilary Swank, Conviction.

O boom em torno do nome de Hilary foi diminuindo cada vez mais a medida que o buzz das concorrentes crescia. Quando a atriz pareceu ser quase carta fora do baralho, eis que o jogo muda e ela volta a ter chances: a indicação ao prêmio de melhor atriz no Screen Guild Actors foi o suficiente para que voltassem as atenções ao trabalho da moça, mas não o suficiente para manter seu nome entre as 5 finalistas… Acho que, no fim das contas, cansaram do embate Swank x Benning. Hahaha!

Mila Kunis, Cisne Negro.

Saindo um pouco da categoria principal, vamos falar da ausência que deixou todo mundo chocado: Mila Kunis. A garota, que fez fama na TV e participou de produções duvidosas, compôs com maestria a antagonista de Natalie Portman em Cisne Negro. Sexy e vibrante, a performance de Mila preenchia cada cena em que aparecia e sua indicação era certeira – a ponto de fazer com que a veterana Barbara Hershey fosse ofuscada. Então por que nada de Mila no Oscar? Eu explico. Os acadêmicos, muito espertos, emplacaram a indicação de  Hailee Steinfeld, PROTAGONISTA de Bravura Indômita, como coadjuvante – porque só assim uma novata de 14 anos seria indicada em um ano tão competitivo. O resultado disso foi Mila perder a vaga. Ai, ai… duvido que ela tenha outra chance assim.

Andrew Garfield, A Rede Social.

Outra ausência que ninguém entendeu foi Andrew Garfield, quase perfeito na composição de sua personagem em A Rede Social. O ator que é a bola da vez em Hollywood era o favorito para VENCER o prêmio. O novo Homem-Aranha perdeu sua vaga. Culpem John Hawkes por sua indicação por Inverno na Alma.

Outras injustiças além dos citados foram Aaron Eckhart e Ryan Gosling ficarem de fora – respectivamente por Reencontrando a Felicidade e Namorados Para Sempre -: vamos admitir que o desempenho de Nicole Kidman e Michelle Williams não seriam os mesmos sem contrapontos masculinos tão talentosos. E, claro, Wagner Moura ser ignorado na categoria de ator principal não foi nenhuma surpresa… mas o sentimento de que alguma coisa esteve errado foi grande, visto que o ator esteve indefectível em Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro –mas nesse caso, nem vamos falar muito, ele não tinha a mínima chance porque ninguém lá de fora viu o filme…

Não Me Abandone Jamais não ser mencionado em NENHUMA categoria (nem mesmo a de trilha sonora e roteiro adaptado!) foi chocante.

Bom, depois de tanta bola fora antes mesmo da cerimônia acontecer, vamos ver logo mais à noite se eles vão ser, pelo menos, justos com os que foram indicados. ;]

Globo de Ouro 2011: Óbvio e Justo?

Uma prévia pro Oscar. Há anos o Globo de Ouro é vendido assim. Porém, nos últimos tempos, os resultados entre as duas premiações tem divergido tanto que a afirmação aí de cima tem ficado cada vez mais longe da realidade. Mas em 2011 a coisa muda de cenário. Ou regressa a ele. Tudo porque os possíveis indicados a maior premiação do cinema tem chances iguais de vencer o prêmio. Não há nenhuma – ou quase nenhuma – unanimidade. E se querem mesmo saber isso é ótimo.

A festa que rolou ontem na California fez com que toda e qualquer aposta fosse revista. A Rede Social, grande vencedor da noite, confirmou seu favoritismo com nada mais nada menos que 4 prêmios. Esquecendo por um momento toda essa história, vamos tentar responder a pergunta que realmente interessa: foi justo? Meu favorito venceu?

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Música de Comercial: I’m a Fool To Want You, Billie Holiday

Tem coisa mais legal do que campanhas de perfume?

A gente sempre pode esperar grandes produções delas. Ambiciosas, geralmente trazem estrelas de Hollywood no auge de seu esplendor e arriscam até tramas mais elaboradas do que aquelas apresentadas por propagandas comuns.

Chanel Nº5 é, provavelmente, a essência mais aclamada que já existiu. O perfumista Ernest Beaux a criou para ser o aroma oficial da grife de Coco Chanel e, desde então, ela nunca perdeu sua importância – e seu status como símbolo de glamour e elegância. Marilyn Monroe, em vida, declarou que usava gotinhas do perfume para dormir. Ao longo das décadas, Nicole Kidman, Estela Warren e Catherine Deneuve foram garotas propagandas da marca.

No vídeo acima, mais uma estrela se junta a galeria: trata-se de Audrey Tautou, com seu olhar mega expressivo e sua beleza tradicional. O comercial, dirigido por Jean Pierre Jeunet, que já havia trabalhado com a atriz em “O Fabuloso Destino de Amelie Poulain”, inspira-se numa outra parceria anterior dos dois, a película “Eterno Amor”. O vídeo mostra Audrey no papel de uma viajante que encontra o amor dentro do vagão de um trem, mas não muda seu rumo por causa disso. O destino, porém, reserva surpresas muito mais agradáveis do que ela poderia imaginar e favorece a atração e o desejo.

Pontuando esse encontro, uma trilha sonora também de nível: a canção “I’m a Fool To Want You”, da imortal Billie Holiday. Tentando escapar de um relacionamento “errado”, a cantora clama: “I know it’s wrong, it must be wrong/But right or wrong I can’t get along/Without you”. Evidentemente, ela não consegue fugir do amor – bem como acontece com Audrey na propaganda.

Ah, o romance! É mais inspirador do que Chanel Nº5… ;]

 

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