MIOLÃO • Nicole Kidman - Part 2
 

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Top 5: Atrizes que cantam

zooeytopo

Não sei quanto a vocês, mas quando alguém me fala que tal cantora decidiu fazer um filme (argh!) eu já fico com preguiça… Mas quando a situação é inversa – quando uma atriz decide cantar -, me interesso de pronto, visto que na maioria das vezes saem coisas, no mínimo, curiosas.

Que fique claro que eu não estou falando de J.Lo., Miley Cyrus, Xuxa ou coisas desse naipe. O objetivo da lista é apontar atrizes que cantam – e que cantam bem, obrigado.  Previno-os também que nesse Top 5 não haverá destaque para Judy Garland, Barbra Streisand ou Marilyn Monroe,  uma vez que suponho que todos sabem o quanto elas foram fantásticas, certo?

Então, dito isso, só me resta perguntar: preparados?

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Morreu na praia: quem deveria ter sido indicado ao Oscar 2011 e não foi

Há pouco mais de um mês, para ser preciso em 25 de janeiro desse ano, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou os indicados ao prêmio mais cobiçado do cinema. Engana-se quem pensa que a tal “corrida do Oscar” só começou neste dia. Muito antes disso, as distribuidoras começaram campanhas para que seus filmes e estrelas ganhassem uma indicação.

A gigante Warner Bros. lançou em dezembro do ano passado o site For Your Consideration que visava aumentar o buzz dos filmes em que eles acreditavam merecerem uma atenção especial. A prática do “for your consideration” é bastante comum na terra do Tio Sam. As revistas especializadas em cinema recebem dúzias de anúncios desse tipo – inclusive, nesse ano, houve uma polêmica das grossas quando Melissa Leo tirou do bolso uma grana para colocar em prática sua campanha (mas isso é outra história). O fato é que os reclames por consideração são uma prática comum, mas, outra vez, vale dizer que as campanhas em torno dos filmes são começadas bem antes. Muito antes.

As produções fazem seus nomes nos grandes festivais, com estreias luxuosas, tapetes vermelhos e muita expectativa. Se um filme for mal no circuito Berlim – Veneza – Cannes – Sundance ele dificilmente terá chance no Globo de Ouro ou no Oscar. Só que às vezes mesmo os filmes com melhor recepção e/ou grandes expectativas acabam ficando de fora da disputa. Querem exemplos? Lá vai!

Clint Eastwood, por Além da Vida.

Pode perguntar para qualquer cinéfilo que ele vai confirmar: em ano que Dirty Harry lança filme, ele é uma aposta certeira (e normalmente segura) para figurar entre os favoritos do Oscar. E, como era de se esperar, o burburinho em torno de Hereafter começou instantaneamente. Lidando com um tema obscuro e atual (vida após a morte) e contando com um elenco de peso (Matt Damon, cada vez mais respeitado e Bryce Dallas Howard, a eterna promessa que não se cumpriu) era meio óbvio que ele fosse apontado como um forte candidato ainda em sua pré-produção. Só que no fim das contas a crítica se dividiu e o tema espiritualizado foi completamente desprezado – aliás, quase que completamente: a única indicação do filme na cerimônia desse ano é a de Melhor Efeitos Visuais.

Christopher Nolan, A Origem.

Nolan é outro que bateu na trave. Mas na trave MESMO. O diretor que conseguiu a façanha de equilibrar num mesmo filme a adoração do público e da crítica foi esquecido (eu diria até desprezado) por aquele que muitos acreditam que é sua obra-prima. E a sua indicação era bem mais certa que a de Eastwood, uma vez que ele era não só um candidato em potencial, mas também um dos favoritos ao prêmio que sobreviveu a crítica. O curioso é que o filme em questão recebeu OITO indicações, incluindo Melhor Filme. Vai entender… acho que pensam que A Origem se dirigiu sozinho, sei lá.

Leonardo DiCaprio, A Origem/Ilha do Medo.

E o que dizer de Leonardo DiCaprio? Entregando duas das melhores interpretações do ano o ator não foi lembrado nem no Globo de Ouro (que normalmente o ama!). Mas tudo bem, a gente não pode nem reclamar… Afinal, os 5 indicados finais mandaram muito bem. Certo?

Robert Duvall, Get Low.

O veterano Robert Duvval é outro que tinha tudo para emplacar sua indicação: é adorado pelos colegas de profissão e colheu algumas das melhores críticas do ano por seu desempenho… Só que, vocês sabem, performance não é a única coisa a ser avaliada, né? O tipo de filme em que o ator está inserido também conta pontos. E como Get Low não tinha chance em nenhuma outra categoria, o cara ficou a ver navios…

Halle Berry, Frankie & Alice.

Foi mais ou menos o que aconteceu com Duvall que ocorreu com Halle Berry: a atriz foi prejudicada pelo filme. A produção de pequeno orçamento foi meio criticada por parecer um filme televisivo e Berry pareceu o único elemento a sair ileso dos comentários negativos. A moça, que via sua carreira decair cada vez mais depois de receber a estatueta dourada por A Última Ceia, enxergou nos papéis títulos de seu último filme a chance que precisava para voltar aos holofotes. Ela acreditava tanto na indicação que segurou a estreia do filme por mais de um ano só para ele poder concorrer ao Oscar de 2011. O erro de Halle foi lançar o filme em um dos anos mais competitivos dos últimos tempos. Pra não dizer que todo esforço foi pelo ralo, a mocinha conseguiu ao menos uma indicaçãozinha ao Globo de Ouro… Já é alguma coisa, certo?

Naomi Watts, Jogos de Poder.

Se o motivo da “desclassificação” de Halle é fácil de ser apontado, o mesmo não ocorre com Naomi. Fair Game tinha tudo para ir bem em todas as categorias: elenco famoso e competente, roteiro atual (bastidores da guerra do Oriente Médio) e uma boa recepção (no Meta Critic tá com 69 pontos). Dá até raiva ver Watts morrendo na praia de novo! Tão competente a atriz…

Hilary Swank, Conviction.

O boom em torno do nome de Hilary foi diminuindo cada vez mais a medida que o buzz das concorrentes crescia. Quando a atriz pareceu ser quase carta fora do baralho, eis que o jogo muda e ela volta a ter chances: a indicação ao prêmio de melhor atriz no Screen Guild Actors foi o suficiente para que voltassem as atenções ao trabalho da moça, mas não o suficiente para manter seu nome entre as 5 finalistas… Acho que, no fim das contas, cansaram do embate Swank x Benning. Hahaha!

Mila Kunis, Cisne Negro.

Saindo um pouco da categoria principal, vamos falar da ausência que deixou todo mundo chocado: Mila Kunis. A garota, que fez fama na TV e participou de produções duvidosas, compôs com maestria a antagonista de Natalie Portman em Cisne Negro. Sexy e vibrante, a performance de Mila preenchia cada cena em que aparecia e sua indicação era certeira – a ponto de fazer com que a veterana Barbara Hershey fosse ofuscada. Então por que nada de Mila no Oscar? Eu explico. Os acadêmicos, muito espertos, emplacaram a indicação de  Hailee Steinfeld, PROTAGONISTA de Bravura Indômita, como coadjuvante – porque só assim uma novata de 14 anos seria indicada em um ano tão competitivo. O resultado disso foi Mila perder a vaga. Ai, ai… duvido que ela tenha outra chance assim.

Andrew Garfield, A Rede Social.

Outra ausência que ninguém entendeu foi Andrew Garfield, quase perfeito na composição de sua personagem em A Rede Social. O ator que é a bola da vez em Hollywood era o favorito para VENCER o prêmio. O novo Homem-Aranha perdeu sua vaga. Culpem John Hawkes por sua indicação por Inverno na Alma.

Outras injustiças além dos citados foram Aaron Eckhart e Ryan Gosling ficarem de fora – respectivamente por Reencontrando a Felicidade e Namorados Para Sempre -: vamos admitir que o desempenho de Nicole Kidman e Michelle Williams não seriam os mesmos sem contrapontos masculinos tão talentosos. E, claro, Wagner Moura ser ignorado na categoria de ator principal não foi nenhuma surpresa… mas o sentimento de que alguma coisa esteve errado foi grande, visto que o ator esteve indefectível em Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro –mas nesse caso, nem vamos falar muito, ele não tinha a mínima chance porque ninguém lá de fora viu o filme…

Não Me Abandone Jamais não ser mencionado em NENHUMA categoria (nem mesmo a de trilha sonora e roteiro adaptado!) foi chocante.

Bom, depois de tanta bola fora antes mesmo da cerimônia acontecer, vamos ver logo mais à noite se eles vão ser, pelo menos, justos com os que foram indicados. ;]

Globo de Ouro 2011: Óbvio e Justo?

Uma prévia pro Oscar. Há anos o Globo de Ouro é vendido assim. Porém, nos últimos tempos, os resultados entre as duas premiações tem divergido tanto que a afirmação aí de cima tem ficado cada vez mais longe da realidade. Mas em 2011 a coisa muda de cenário. Ou regressa a ele. Tudo porque os possíveis indicados a maior premiação do cinema tem chances iguais de vencer o prêmio. Não há nenhuma – ou quase nenhuma – unanimidade. E se querem mesmo saber isso é ótimo.

A festa que rolou ontem na California fez com que toda e qualquer aposta fosse revista. A Rede Social, grande vencedor da noite, confirmou seu favoritismo com nada mais nada menos que 4 prêmios. Esquecendo por um momento toda essa história, vamos tentar responder a pergunta que realmente interessa: foi justo? Meu favorito venceu?

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Música de Comercial: I’m a Fool To Want You, Billie Holiday

Tem coisa mais legal do que campanhas de perfume?

A gente sempre pode esperar grandes produções delas. Ambiciosas, geralmente trazem estrelas de Hollywood no auge de seu esplendor e arriscam até tramas mais elaboradas do que aquelas apresentadas por propagandas comuns.

Chanel Nº5 é, provavelmente, a essência mais aclamada que já existiu. O perfumista Ernest Beaux a criou para ser o aroma oficial da grife de Coco Chanel e, desde então, ela nunca perdeu sua importância – e seu status como símbolo de glamour e elegância. Marilyn Monroe, em vida, declarou que usava gotinhas do perfume para dormir. Ao longo das décadas, Nicole Kidman, Estela Warren e Catherine Deneuve foram garotas propagandas da marca.

No vídeo acima, mais uma estrela se junta a galeria: trata-se de Audrey Tautou, com seu olhar mega expressivo e sua beleza tradicional. O comercial, dirigido por Jean Pierre Jeunet, que já havia trabalhado com a atriz em “O Fabuloso Destino de Amelie Poulain”, inspira-se numa outra parceria anterior dos dois, a película “Eterno Amor”. O vídeo mostra Audrey no papel de uma viajante que encontra o amor dentro do vagão de um trem, mas não muda seu rumo por causa disso. O destino, porém, reserva surpresas muito mais agradáveis do que ela poderia imaginar e favorece a atração e o desejo.

Pontuando esse encontro, uma trilha sonora também de nível: a canção “I’m a Fool To Want You”, da imortal Billie Holiday. Tentando escapar de um relacionamento “errado”, a cantora clama: “I know it’s wrong, it must be wrong/But right or wrong I can’t get along/Without you”. Evidentemente, ela não consegue fugir do amor – bem como acontece com Audrey na propaganda.

Ah, o romance! É mais inspirador do que Chanel Nº5… ;]

Vem Aí: Rabbit Hole

Dizem que por aí que as produções que chamam mais a atenção dos críticos costumam estrear nos cinemas no fim do ano – salvo é claro algumas exceções (hello, Inception!). Isso ocorre porque os estúdios querem que elas estejam “frescas” na memória dos jornalistas e dos formadores de opinião para que o buzz gere indicações nas principais premiações – especialmente no Oscar.

Esse é o caso de Rabbit Hole, novo drama do diretor John Cameron Mitchell do cult Hedwig – Rock, Amor e Traição e do super cool (e explícito) Shortbus, que tem estreia prevista para o dia  17 de dezembro nos States e 04 de março no Brasil de 2011. Estrelado pelo sempre ótimo Aaron Eckhart (o Duas Caras, de Batman – O Cavaleiro das Trevas) e Nicole Kidman (As Horas) o filme retrata a história de um casal que tenta superar o insuperável: a perda de um filho.

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#Top 5: Filmes com Jornalistas

Em comemoração ao Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, que desde 1993 comemora-se em 03/05, o MIOLÃO elege alguns jornalistas da ficção que mostraram caracteristicas interessantes e colocaram, de alguma maneira, a questão ética em pauta.

5º William Miller (Patrick Fugit) em Quase Famosos


Em plenos anos 70, William Miller (Patrick Fugit de Galera do Mal) ainda está no colégio quando tem a chance de acompanhar sua banda preferida em uma turnê nos Estados Unidos enquanto escreve para a então super conceituada revista Rolling Stone. O emprego dos sonhos quase vira pesadelo quando William se envolve mais do que deveria com a banda e com o universo que a cerca…

Essa pequena pérola dos anos 2000, que em termos é tida como uma autobiografia de Cameron Crowe (Vanilla Sky), fala sobre crescer e mostra que jornalistas são, acima de tudo, humanos.

Feel good movie dos bons!

4º Robert Graysmith (Jake Gyllenhaal) em Zodíaco


Baseado numa história real, o excelente filme de David Fincher (O Curioso Caso de Benjamin Bunton) é um exercício de cinema. Retratando a curiosa história de Robert Graysmith, um jornalista que de repente se vê obcecado pela investigação de alguns assassinados, o filme fala basicamente sobre a obstinação de um homem em encontrar uma resposta para crimes que até hoje não foram solucionados. A co-relação entre o jornalista, que não é levado a sério por sua atuação – ele trabalha como cartunista -, com os policiais (Robert Downey Jr. e Mark Ruffalo) é um dos trunfos do filme. E o final… simplesmente surpreendente.

3º Bitsy Bloom (Kate Winslet) em A Vida de David Gale


A história é a seguinte: um homem (Kevin Spacey) está no corredor da morte. Este homem já foi acusado de estupro e agora espera sua execução depois de ser acusado de matar sua melhor amiga (Laura Linney). Antes de morrer ele concederá uma entrevista para Elizabeth Bloom (Kate Winslet). Tomada por repulsa e por, de alguma forma, um senso de justiça quase cego, ela aceita o desafio de falar com o homem certa que encontrará nele a personificação da maldade humana. Mas a medida que o homem que dá título ao filme conta os fatos, ela percebe que as coisas não são bem assim…

A Vida de David Gale discute temas sociais super atuais e conta com interpretações magníficas. Destaque especial para Kate Winslet, que entrega um desempenho impecável cheia de nuances e subtextos assombrosos. Sua Bitsy entende que seu papel como jornalista é lutar por uma sociedade mais justa, sendo sempre forte, ética, humana e idealista… como todo jornalista deveria ser.

2º Suzanne Stone (Nicole Kidman) em Um Sonho Sem Limite


Se em A Vida de David Gale a jornalista de Kate Winslet é uma jornalista consciente e atuante, em Um Sonho Possível Suzanne Stone (interpretada por Nicole Kidman, que, inclusive, foi indicada ao Globo de Ouro pelo papel) é exatamente o oposto do que todo jornalista deveria ser. Ambiciosa, maliciosa e deliciosamente malvada ela não mede escrúpulos para chegar onde deseja.
Essa fábula do diretor Gus Van Sant é um clássico irretocável e mostra um lado pouco atrativo da profissão. A história, que é contada sobre a ótica da própria Suzanne, diverte e assusta ao mesmo tempo e serve como exemplo perfeito de como NÃO ser. Falta caráter, falta ética, falta respeito e sobra ambição. Cinismo na medida, uma pérola que merece ser vista (ou, se você já viu, revista)!

1º Jedediah Leland (Joseph Cotten) em Cidadão Kane

Tido pela crítica especializada como o melhor filme já feito até hoje, Cidadão Kane tem sua premissa baseada na vida do milionário William Randolph Hearst, que foi um dos precursores da imprensa marrom (aquele tipo de imprensa sensacionalista que não mede esforços para causar). Ou não. No filme, um jovem jornalista investiga o que poderia significar a palavra “rosebud“, escrita por Charles Foster Kane (interpretado pelo diretor do filme Orson Welles) em seu leito de morte. Teoria da conspiração, inovação no jeito de filmar e  10 indicações ao Oscar faz com que esse filme seja de consumo obrigatório. Aliás, é bem interessante dizer que ele foi, inclusive, banido do Brasil… mas isso já é outra história.

Na verdade, não é outra história. É pela liberdade de informação, liberdade de imprensa e liberdade de expressão que o dia de hoje é comemorado.

Por mais retrógrado que pareça, ainda hoje jornalistas sofrem ameaças e alguns até são mortos por conta de seu trabalho. Segundo o radialista Jonathan Irlan Tavares Torres o número de profissionais perseguidos e executados em 2009 foi de 122. Em homenagem a estes profissionais que fazem um trabalho pertinente e por vezes tem suas vidas sacrificadas pela transparência e o desejo de transmitir informações pertinentes, o MIOLÃO deixa aqui este singelo post.

Top 5: Personagens Femininas do Cinema

O cinema não seria o mesmo se não fosse a força característica das mulheres. Ao longo de mais de um século, as mulheres ganharam cada vez mais importância na tela e alguns de seus personagens foram eternizados com grandes performances. Segue nosso Top 5 das melhores delas:

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