Reza a lenda que o trio de produtores Butch Vig, Steve Marker e Duke Erikson, em 1994, estavam num estúdio remixando uma faixa do Nine Inch Nails. Um amigo dos caras adentrou ao recinto e disse: “that sounds like garbage”. A simples frase foi o bastante para que a sonoridade suja, marcada guitarras distorcidas e agudas, se transformasse num outro projeto, batizado como Garbage, em homenagem a frase que o inspirou. Tudo o que faltava era alguém que compartilhasse do mesmo gosto que os caras para assumir os vocais.
Nessa mesma época, uma certa escocesa de cabelos vermelhos estava para lá de infeliz na sua banda, o Angelfish. Ela achava que os demais membros não levavam aquilo à sério. Então, quando Butch e cia entraram em contato, convidando-a para fazer parte do Garbage, Shirley Manson não pensou duas vezes.
E assim teve início uma das maiores bandas dos anos 90. E das mais originais. Porque apesar de ter nascido da costela do Nine Inch Nails, o Garbage não se assemelha em nada a eles, tamanha a peculiaridade de suas letras e melodias. Ao ouvirmos uma música do quarteto, temos a certeza que ela só poderia ter sido escrita, produzida e cantada por eles. Ora soando ferozes, ora melancólicos e, no meio disso, encontrando uma maneira de se mostrar vulneráveis, eles fizeram o suficiente para, mesmo nunca entrando em estúdio para produzir algo novo, sempre serem lembrados, queridos e, acima de tudo, esperados.
E é por tudo isso que o 3 Momentos de hoje é dedicado a eles. Bora conferir?
Dizem por aí que a escola é importante porque ela prepara o jovem para vida. Se isso é verdade ou não, não me cabe julgar… Mas seja lá como for, é totalmente compreensível a ideia de que o colégio pode funcionar como uma “maquete do universo”, afinal, é nesse ambiente que temos contato com pessoas das mais variadas crenças e costumes e também é onde aprendemos algumas coisas que serão realmente muito úteis no “mundo real” – e quando eu digo “algumas coisas”, eu, definitivamente, não estou falando sobre o que os professores escrevem na lousa.
Talvez por esse motivo o cenário escolar vira e mexe serve como pano de fundo para videoclipes. Artistas dos mais variados gêneros costumam ver nesses locais a possibilidade perfeita de contar histórias, difundir romances e ideais e até mesmo fazer denúncias sociais. A gama de assuntos é tão vasta quanto as bandas e cantores que já gravaram seus clipes nesse terreno: de Nirvana à Taylor Swift ou de Chris Brown a Aerosmith, cada um deles, independentemente do ritmo que cantam, retratou a escola e a vida escolar de um jeito bastante interessante.
… E é isso que a gente vê agora em nosso Top 5: Clipes que se passam em escolas.
O novo videoclipe começar exatamente onde You Only Live Once, de 2006, acabou só mostra que a banda quer continuar de onde parou. É como se eles dissessem que nesse tempo de hiato nada de muito interessante aconteceu no mundo da música e que eles vão reassumir seu lugar na marra, continuando a mesma caminhada.
A questão é: será que nada de interessante aconteceu? Antes de responder um óbvio “Hey, dude, é claaaro que coisas interessantes aconteceram! Fingir que não é burrice!“, bora pensar nas bandas contemporâneas ao Strokes e ver o destino que elas tiveram? Talvez isso ajude a entender o que passou pela cabeça de Julian e companhia ao continuar em terreno seguro, sem arriscar novidades…
The Vines
O revival do garage rock não seria o mesmo sem The Vines. A banda australiana fazia questão de ser meio retardada e debochava quando a imprensa dizia que eles iam salvar o rock ou que eram o novo Nirvana. O entusiasmo do público e da crítica, no entanto, foi ficando cada vez mais morno a ponto de que Melodia, seu último álbum lançado, não recebesse a mínima bola.
A coisa foi tão feia que deixou eles meio traumatizados. Porque só isso explica eles terem gravado um disco inteirinho há cerca de 8 meses e o manterem em segredo até hoje. Se liga aí em Gimme Love, uma das faixas do novo trabalho que ainda não viu a luz do dia:
Menos pura que os outros singles do The Vines, Gimme Love parece ter vindo direto da década de 70. Ainda não se sabe as direções que eles vão apontar, mas se você curtiu e acha que vale a pena esperar, dizem que o disco vai sair finalmente em abril com o nome de Future Primitive. Será?
The Hives
Assim como aconteceu com The Vines, o The Hives viu sua popularidade diminuir junto ao público a cada lançamento. O que é revoltante visto que seus últimos trabalhos foram os melhores de sua carreira. Sem comodismo, a banda trabalhou até com o Pharrel Williams, do N*E*R*D, pra encontrar novas direções. Pena que os únicos que parecem terem percebido isso foram os críticos. Puft!
Ano passado eles lançaram Tarred and Feathered, um ep de covers do qual saiu a música que você ouve aí embaixo:
Depois disso, eles lançaram um single de Natal e sumiram do mapa. Dizem que eles estão em estúdio. Tomara que seja verdade.
The White Stripes
O que aconteceu com essa dupla vocês já estão cansados de saber, né? O fim prematuro de um dos grupos mais legais das últimas décadas fez com que muitos fãs (e eu me incluo nessa) ficassem órfãos. O legado deixado por Meg e Jack incluem 6 álbuns de estúdio que passeiam entre o rock, o blues, o folk, o garage rock e o punk. Reflexo de mentes inquietas que não quiseram se acomodar.
Acima, vemos o sensacional vídeo de Conquest, regravação de Patti Page.
Strokes
E, finalmente, voltamos aos Strokes. Sem a força dos grupos que emergiram junto com eles em meados dos anos 2000, eles são mais ou menos como a resistência, como “o que sobrou”. Eles, que um dia foram iludidos com a promessa de que salvariam o rock (que nunca precisou ser salvo), não caíram na real ainda de que são apenas uma banda de rock que em outros tempos tiveram o ego inflado pela crítica. Que venha o disco. Por mais que eles sejam subestimados, ainda são uma ótima banda de rock.
Os anos 90 estão mesmo com tudo! Quem não sente saudade de usar camisa xadrex flanelada no verão, ouvir Nirvana e Ace Of Base e assistir S.O.S. Malibu?
Pois é, galerinha, a melhor década ever definitivamente voltou com todo seu glamour e diversão! Jason Priestley e Luke Perry (o Brandon e o Dylan, de Barrados no Baile) vão trabalhar juntos no filme Goodnight For Justice, um faroeste bem malandro com uma história super original: um homem de bem quer capturar o bandido que matou toda sua família. Brandon, digo, Jason vai dirigir e Luke vai nos premiar com seu talento e carisma na frente da telinha (o filme é feito pra tv).
Uhul! Demais! Graaaande elenco, diretor talentoso e plot singular… O melhor filme de todos os tempos, gente! Escrevam o que tô dizendo.
Rock’n'Roll: mais do que um gênero musical, o rock é um verdadeiro estilo de vida.
No decorrer de quase 6 décadas, o rock conquistou ao redor do mundo milhares de adeptos e influenciou decisões políticas (alô Woodstock!), mexeu com os padrões da moda (alô Sex Pistols! alô Vivienne Westwood!), criou verdadeiros ícones adolescentes (alô Elvis Presley! alô Beatles! alô Mick Jagger!) e foi trilha sonora de verdadeiras revoluções comportamentais e revoltas juvenis.
Mas nem só bons frutos foram gerados: ao longo dos anos, milhares de pessoas quiseram TANTO ser rock’n'roll que acabaram pagando mico. E é isso que a gente vê agora nesse Top5 especial: Mamãe Quero Ser Rock’n'Roll!
5º Chimbinha: o guitar-hero brasileiro.
Quem?
Cledivan Almeida Farias, mais conhecido como Chimbinha, é guitarrista da banda Calypso e esposo de Joelma, a popstar do Pará. Com 14 discos lançados, Chimbinha já vendeu mais de 7 milhões de discos e sua ‘banda’ é uma das mais populares de todos os tempos do Brasil.
Visual Rock’n'Roll!
Ostentando com muito orgulho um topete multicolorido, Chimbinha veste frequentemente camisas estampadas e calças escuras. Muita gente questiona se a temática Hawaii combinada com o topete é o jeitinho que nosso querido Chimbuca encontrou para homenagear Elvis. Será?
Ele tenta…
Com seu visual descolado (sic), Chimbinha nunca se separa de sua guitarra e nos shows se arrisca até a solar, arrancando do público torrentes de excitação a cada riff tirado de seu instrumento.
Mas tudo que consegue é…
Fazer algo que, definitivamente, não é rock’n'roll.
O mais perto que chegou de ser um rock-star:
O vídeo acima é do projeto Estúdio Coca Cola Zero, em que junto com Joelma recriou clássicos do Calypso em parceria com Os Paralamas do Sucesso.
Falando sério agora, ficou ou não ficou bacana? 4º Avril Lavigne: a princesa do punk. Quem?
Avril Lavigne, canadense, 25 anos. Oriunda da MTV, a estrelinha Lavigne ficou famosa no início dos anos 2000 por se apresentar como um antídoto as popices que dominam as rádios naquela época. O que a grande maioria (de adolescentes) não notou foi que Avril era tão – ou mais – pop quanto “as outras”.
Visual Rock’n'Roll!
Enquanto Britney, Aguilera e N’Sync sensualizavam cada vez mais exibindo seus corpos semi-nus nos clipes, Avril parecia não ligar para sua imagem. Vestindo quase sempre babylooks combinadas com “calças de menino”, o visual despojado – ou punk de butique, se preferirem -, foi febre entre as adolescentes. Gravatas e munhequeras fizeram a cabeça da moçadinha…
Ela tenta…
Com um discurso afiado, Avril soltava farpas contra a superficialidade do mundinho pop e se apresentava como porta voz dos que estavam cansados de estrelinhas fabricadas. O curioso é que suas músicas pareciam não servir de trilha para a rebelião proposta: o som que ia do pop romântico (I’m With You) ao rap (My World) era quaaase igual a tudo que ela criticava. Estranho, né?
O mais perto que ela chegou de ser uma rock-star…
Foi gravar a canção Knockin’ on Heaven’s Door de Bob Dylan para um cd de caridade. A bela música ganhou contornos bonitinhos e quaaase nos convenceu que Avril Lavigne era, sei lá, um Neil Young da vida.
Há quem diga que quebrar uma guitarra no clipe de SK8er Boí foi um ato digno de vergonha. O clipe, assim como a música, é um verdadeiro guilty pleasure e retrata com maestria o que deveria ser a inconsequencia juvenil. Quebrar a guitarra no final do vídeo, que deveria ser um ato subverssivo como os praticados pelo The Who ou mesmo Nirvana, acabou sendo, como todos puderam observar no “Produzindo o Clipe“, da MTV, um tiro n’água: Avril não teve força o suficiente pra quebrar a guitarra. Tudo bem, a gente releva. Valeu a tentativa, Avril!
03º Britney Spears: a amante do Rock’n'Roll. Quem?
Britney Spears, ex-Clube do Mickey, ex-virgem, ex-careca-maluca, atual mãe de família e ícone do show business. A mocinha que desde o começo de sua carreira foi tida como a princesa do pop, sempre flertou com o rock’n'roll, tendo inclusive gravado o clássico (I Can’t Get No) Satisfaction, dos Rolling Stones…
Visual rock’n'roll!
Quando o quesito é roupa, Britney erra e erra feio. Em suas tentativas – quase sempre frustradas – de parecer mais rocker, Britney usou e abusou de couro, fivelas e adereços de aço. Ser sutil nunca foi o forte de Britney.
Ela tenta…
Como já disse ali em cima, Spears sempre teve uma queda pelo rock. No entanto, suas tentativas de chegar ao ritmo foram mesmo só tentativas. A versão de Satisfaction ficou tão descaracterizada que os Rolling Stones, se estivessem mortos (?), estariam se revirando no túmulo. Mas mico mesmo foi quando Britney regravou a canção I Love Rock’n'Rollem seu terceiro álbum. A música, imortalizada por Joan Jett, chegou a ser lançada como single em alguns países e rendeu um clipe super sensual. Mas cadê que Britney conseguiu convencer alguém que aquilo era rock?
Isso sem falar no medley deGimme More com Trouble, do Elvis Presley, durante a clássica apresentação no VMA 2007…
O mais perto que ela chegou de ser uma rock-star…
Foi quando despirocou geral, raspou a cabeça e agrediu um paparazzi com um guarda-chuva. A atitude insana faria inveja a Sid Vicious.
2º Sandy e Junior: os irmãos mais rebeldes do oeste! Quem?
Filhos de Xororó e Noely, Sandy e Junior construíram ao longo dos anos uma carreira sólida e bonita. Tudo começou quando gravaram o clássico Maria Chiquinha em 1991. Depois de inúmeros hits como Aniversário do Tatu, Power Rangers” e Imortal, Sandy e Junior resolveram que estava na hora de radicalizar…
O Visual Rock’n'Roll!
Começaram pelo visual. As roupas cheias de franja do início da carreira foram substituídas por peças modernas e bem produzidas. Os cabelos, verdadeiros monumentos de mullets, ganharam cortes modernos que viraram moda em todo o país. Mas aí você me pergunta: rock, cadê?
Eles tentam…
Revolução mesmo veio com o lançamento do clipe de Enrosca: Sandy usou uma peruca curtíssima preta, enquanto Junior, empunhando uma guitarra, mandava um som nervoso! Arghhhhh!
Com uma roupagem totalmente diferente da versão original (do grande pai do Fiuk, Fabio Jr), Enrosca virou um verdadeiro hino rock’n'roll e foi adotado como sinônimo de rebeldia por toda uma geração. – NOT.
O mais perto que ela chegou de serem rock-stars…
Foi quando Sandy disse um palavrão numa entrevista a um programa do Cazé. Detalhe: Sandy já era uma mulher adulta.
1°º Restart: o rock da nova geração. Quem?
Pe Lanza, Pe Lucas, Thomas e Toba, digo, Koba são adolescentes de São Paulo que formaram em 2008 a banda mais colorida do Brasil. Hã?
Inovando como poucos ousaram, o Restart trouxe o rock brasileiro aos holofotes e acabou com a idéia de que roqueiro se veste de presto e é infeliz. Aliás, eles inovaram tanto que criaram um gênero totalmente novo: o happy rock (que nada mais é que vocais adolescentes melosos cantando sobre draminhas felizes do cotidiano do jovem de classe média alienado).
A explosão de cores que o Restart trouxe à tona é tão vexativa que pessoalmente encaro como agressão. Dá pra imaginar como tem gente que acha que tá arrasando ao imitá-los? Francamente, poxa!
Eles tentam…
… E até que tentam bastante. Usam guitarras, baixo, bateria e tem um monte de fã. Mas e o rock, meus amigos, cadê?
O mais perto que eles chegaram em serem rock-stars…
AHHHH! PE LANZA!!! PE LANZA!!! ÉSSE DOIS! CORAÇÃOZINHO! ÓUN! AHHHH!!
Ontem aconteceu a cerimônia do American Music Awards 2009, e claro, não podiamos deixar de comentar algumas apresentações e alguns dos artistas vencedores.
O AMA tem, como toda premiação americana, aquela filhadap*** de gente tosquinha ganhando prêmio, aquelas performances com playback e as caras de ‘Q’ dos artistas que estão na platéia assistindo. Dessa vez teve algumas quedinhas no palco, alguns erros de coreografia, Janet Jackson cantando e desafinado em cima do apoio vocal… Comentaremos somente algumas apresentações, não falaremos de todas porque foram muitas, e algumas super desnecessárias.
A cerimônia iniciou-se com Janet Jackson, (?) que pelo jeito está querendo voltar com tudo, ressurgindo através das cinzas do seu irmão. Muito feio hein!
Logo depois, pulando algumas coisas, Shakira entrou toda linda com seus dançarinos, e fizeram uma ótima apresentação de Give It Up To Me, quase não usou apoio vocal. Muito bom!
E o Black Eyed Peas? Não sei como podem gostar deles ao vivo… quase dormi! Tentaram dar uma animadinha colocando Nirvana na música (?). #fail
Q
Lady GaGa fazendo a malvada no palco cantando Bad Romance, quebrando um cubo de vidro, queimando e tocando Speechless no piano, claro, acompanhada de alguma maluquice extra, que dessa vez foi quebrar garrafas de whisky no piano. Adorei, mas senti que ela queria quebrar as garrafas na cabeça de alguém, logo vocês vão entender porque.
Adorei a apresentação da J. Lo. com o seu novo single ‘Louboutins’, ela estava linda, gostosa, dançando pra caramba, até tomou um tombo, mas foi algo que passou despercebido vai! Tá que a roupa inicial dela me lembrou a da Madonna no vídeo de fundo de Die Another Day da Sticky And Sweet Tour.
Lady GaGa parecia um pouco bravinha durante a cerimônia, e não é que teve realmente um motivo? Ela perdeu o prêmio de revelação para um grupo country chamado Gloriana, que até gravou um vídeo no Youtube, se fingindo de Lady GaGa e pedindo voto para eles, que feio! Veja esse vídeo aqui.
E a Taylor Swift, que ganhou 4 premios. Esses fãs groupies da jovem passam o dia inteiro com o dedo no mouse votando nela. Legal foi o vídeo dela agradecendo os prêmios, com aquela expressão falsa, tentando fingir que não sabia que tinha ganhado. Sinto dizer que senti saudade do Kanye West subindo no palco e roubando o microfone da mão dela – não que eu tenha gostado da atitude dele, mas ontem a Taylor mereceu!
Acho que de todos os prêmios, os mais merecidos foram Melhor Cantora de Soul/R&B para a Beyoncé e Melhor Trilha Sonora para o Twilight Soundtrack. E o Michael, que ganhou 3 prêmios? O de melhor Cantor Pop e de Soul/R&B tudo bem, mas melhor disco para uma coletânea?
Nesse clima de revival também rolou Whitney, que largou as drogas e agora quer voltar a ativa, o Green Day, que lançou um disco que é uma droga, a Alicia Keys, fofa as usual, Kelly Clarkson que parece mais fofa do que antes e o Eminem que… bem, deixa pra lá… Mas não falarei deles. #sorry.
E a (oops!) o Adam Lambert cantando no final da cerimônia? Quis fazer a vadia, sensualizando com as dançarinas no palco, mostrando dedo do meio pra polemizar e beijando na boca um dos dançarinos… O que dizer disso tudo? Não tenho muitos comentários para ele, aliás, até tenho, mas é um assunto pra outro post. Por enquanto só assumo que a música pegajosa é boa e que vou baixar hoje o disquinho dele pra ver se é tão bom quanto o single…
Para finalizar, uma imagem vale mais que mil palavras: