MIOLÃO • Norah Jones
 

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Feist – Metals

“Metals (Metais) podem ser encontrados brutos e crus, derretidos no centro da Terra, mas também podem ser altamente refinados e transformados em pequenas jóias”

A frase acima foi dita pela própria Feist em uma entrevista que antecedeu o lançamento de seu novo álbum, Metals. E não consigo ver uma maneira melhor de descrever o novo trabalho da cantora. E tampouco para começar esse texto.

Num tempo em que Last Friday Night, da Katy Perry, extrapola os limites do sucesso e se torna quase um retrato da música pop produzida na atualidade, cujo foco parece ser retratar festas, relacionamentos efêmeros e outras coisas corriqueiras, encontrar uma artista que permaneça fiel a seu legado, mesmo quando poderia ter caído na tentação do sucesso fácil, é algo raro.

Porque sim, Feist poderia ter “se vendido”. Mushaboom, do álbum Let It Die (2004), por exemplo, foi veiculada num comercial da Lacoste e atingiu certo êxito. O mesmo aconteceu com 1234, integrante do ótimo The Reminder, canção essencialmente pop e bastante executada em seu ano de lançamento. Mas, ela escolheu outras direções. Direções mais interessantes, eu diria.

Não estou dizendo que Metals seja um disco obscuro, influenciado por estilos obscuros. Isso seria mentir. É um álbum que se matém fiel às influências dos seus anteriores, como o pop adulto produzido nos anos 80, mas, ao mesmo tempo, entre os trabalhos da cantora é o mais difícil de digerir, já que mesmo se mantendo fiel, ele se diferencia bastante de Let It Die e The Reminder. Principalmente por possuir unidade.

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3 Momentos: Norah Jones

Se hoje em dia Adele consegue vendas astronômicas arriscando um estilo não tão em voga nas paradas, fenômeno semelhante aconteceu em 2002, quando Norah Jones trouxe o jazz pop às paradas com o seu elogiado disco de estréia, “Come Away With Me”. O sucesso do álbum (que foi o mais vendido daquele ano e hoje acumula mais de 23 milhões de cópias), tornou a mocinha de presença tímida conhecida pelo grande público e lhe rendeu vários prêmios (incluindo a espantosa marca de oito Grammys – inclusive a de artista revelação)… Mas o álbum, no entanto, ainda não expunha a sua verdadeira identidade. Ou melhor dizendo, não resumia suas ambições sonoras.

Em suas futuras empreitadas, Norah mostraria que, mais do que ter muito talento, também dispunha da autonomia necessária para fazer o que quisesse em sua carreira. Essa liberdade criativa a fez flertar com outros gêneros (o tom country de seu segundo disco, “Feels Like Home”, a influência blueseira de “The Fall” e o rock de garagem de sua banda paralela, El Madmo), realizar parcerias com artistas tão distintos quanto interessantes (como Ray Charles, Dave Grohl, Q-Tip, Dolly Parton, Peter Malick, entre outros) e até arriscar trabalhos que não correspondem apenas ao mundo da música.

Hoje, sem tanto buzz ao seu redor, Norah prossegue investindo em um projeto melhor que o outro. Abaixo, nós enumeramos 3 Momentos de sua versátil carreira.

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Miolão Mixtape N. 22

Quando a gente é criança, às vezes costuma não gostar muito da noite. Eu, por exemplo, pensava sempre: “ah, agora brincadeiras só no dia seguinte”. Era como se com a chegada dela, toda a possibilidade de se divertir acabasse também.

Conforme os anos passam, você percebe que a noite não é chata como parece ser; quando você é jovem, adulto ou o que for, repara que ela não é o fim da diversão – aliás, até mesmo essa palavra ganha um novo significado: vão embora as brincadeiras e em seu lugar há reuniões com os amigos, a percepção da cidade, e a idéia de que as horas podem se estender muito além do planejado.

Além disso, o que espanta na noite não é mais o escuro, e sim sua imprevisibilidade – sem que isso seja necessariamente ruim.

Reunir em 11 faixas a dualidade que as possibilidades revelam não foi um trabalho fácil. Na seleção, você vai encontrar canções ora animadas, ora naquele tom de fazer fechar os olhos e respirar fundo.   Tentamos captar um tantinho de loucura e euforia e combinar isso a alguns momentos mais intimistas e reflexivos. O objetivo é que o disco sirva como trilha para tudo aquilo que a noite pode oferecer.

Veja a tracklist.

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Miolão Mixtape n.15

 

“Some moments of the day we’re only half awake…”

 

De todas as mixtapes que fizemos essa é a maior. E também a mais bonita. Simples assim. Ao longo das 17 faixas – acredite: parece ser bem menos de tão rápido que passa – a gente sente algo que fica entre o frio, a melancolia e vontade de ser abraçado. E também a vontade de sorrir.

Escolher as canções que compõem esse disquinho não foi tarefa das mais fáceis. De início eram quase 40 faixas. Eu disse quase quarenta. Qua-ren-ta. E aí a gente foi cortando. Cortando. E cortando. Até que sobraram essas músicas que vocês podem ver aí embaixo:

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O que será de Jack e Meg White?


Um dos assuntos mais comentados na web ontem foi o fim dos White Stripes. A banda, que já foi considerada uma das melhores vivas, lançou discos divertidos (De Stijl), classudos e intensos (Elephant), ousados (Icky Thump), fez apresentações memoráveis e lançou verdadeiras pérolas videoclipticas como essa e essa, pegou todo mundo de surpresa com a decisão de por um ponto final no projeto (super bem sucedido). De acordo com a carta publicada no site da gravadora (leia aqui a versão traduzida), Jack e Meg explicaram o rompimento sem de fato esclarecerem as coisas.

Deixando de lado as supostas razões que motivaram o fim, vamos falar sobre o futuro: o que será de Meg e Jack?

O Polivalente Jack White


Todo mundo sabe que Jack White canta, toca, compõe, produz, atua, tricota, se casa no Amazonas e participa de outros 8345327 projetos. Entre seus últimos trabalhos, o cara assinou a produção de algumas faixas de 21, de Adele, e da lenda do country Wanda Jackson. Isso sem contar suas participações em bandas como os Raconteurs, o Dead Weather e, mais recentemente, o Rome.

Rome?

O Rome é aquele tipo de banda que já nasce grande. Idealizada por Daniele Luppi e por Danger Mouse (parceiro de Cee-Lo Green no Gnarls Barkley), o Rome é uma verdadeira ode aos filmes spaghetti western e suas trilhas sonoras. Aliás, alguns dos músicos que participaram da gravação do disco, que está previsto para sair em maio, trabalharam com Ennio Morricone (você deve se lembrar da “mão” do cara em Bastardos Inglórios, do Tarantino), mestre absoluto do gênero. Achou pouco? E se eu contar que, além disso tudo, quem divide os vocais com Jack é uma tal de Norah Jones? Infelizmente ainda não caiu na rede nenhuma música dessa galera.

É. Parece que trabalho não vai faltar para o senhor White…

Mas… e a Meg?

A Encantadora Meg White
Ao contrário de Jack, Meg nunca foi muito conhecida por suas habilidades como musicista. Pra começar, ela se quer sabe tocar bateria. Nas entrevistas concedidas durante o período de atividade dos Stripes, ela sempre se mostrou retraída e tímida.

Sem se arriscar em outros projetos, o máximo de atenção que Meg despertava era quando cantava (muito bem) uma ou outra musiquinha nos discos dos White:

Até onde se sabe, o futuro de Meg, por enquanto, é incerto.

Trilha de Cinema: More Than This, Bill Murray

Quem acessa o Miolão, sabe que eu puxo o saco de Sofia Coppola. Em minha defesa, digo que a moça merece os elogios e tanta babação de ovo: delicada, sua visão sobre o amor, a amizade e a solidão humana é única e revigorante. Ela é capaz de transformar pequenas cenas do cotidiano em grandes eventos, daqueles que merecem os olhares de todos – mas que quase ninguém nota. E já era hora de um filme seu figurar nessa sessão.

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Cover: Cry Cry Cry, Norah Jones

Rolou em ontem, dia 15/11/2010, o tão aguardado show de Norah Jones na Praça da Independência em São Paulo. A cantora, que excursiona pelo país, tocará hoje no Rio de Janeiro no Teatro Oi, Às 21h00.

Em decorrência aos concertos, o cover escolhido para hoje funcionará de 3 jeitos diferentes: como aquecimento para quem vai ao show, como motivo de lamúria para quem perdeu o de Sampa ou não poderá ir no do Rio e também como homenagem a essa mocinha tão tão tão talentosa.

Empunhando uma guitarra elétrica, Norah entoa Cry! Cry! Cry!, de 1955, clássicão do Johnny Cash, e mostra que não é só de piano que ela vive – aliás, ela já tinha exibido sua outra faceta há tempos com The Fall, seu último trabalho de inéditas.

Legal demais, né?

Acho que a mim só me resta desejar um bom show para quem vai… “Bom show”! ;)

 

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