MIOLÃO • Norah Jones - Part 2
 

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Cover: Cry Cry Cry, Norah Jones

Rolou em ontem, dia 15/11/2010, o tão aguardado show de Norah Jones na Praça da Independência em São Paulo. A cantora, que excursiona pelo país, tocará hoje no Rio de Janeiro no Teatro Oi, Às 21h00.

Em decorrência aos concertos, o cover escolhido para hoje funcionará de 3 jeitos diferentes: como aquecimento para quem vai ao show, como motivo de lamúria para quem perdeu o de Sampa ou não poderá ir no do Rio e também como homenagem a essa mocinha tão tão tão talentosa.

Empunhando uma guitarra elétrica, Norah entoa Cry! Cry! Cry!, de 1955, clássicão do Johnny Cash, e mostra que não é só de piano que ela vive – aliás, ela já tinha exibido sua outra faceta há tempos com The Fall, seu último trabalho de inéditas.

Legal demais, né?

Acho que a mim só me resta desejar um bom show para quem vai… “Bom show”! ;)

Cover: The Nearness of You, Norah Jones

Em 2004, Norah Jones surgiu com seu debut, o premiadíssimo “Come Away With Me”. O disco, delicioso, apresentou o talento da moça pro mundo e estabeleceu seu nome como um dos mais sucedidos no cenário das novas cantoras que surgiram na década. Uma estréia promissora, que fez jus à carreira respeitada que a artista construiria com o passar dos anos.

Entre as diversas músicas de “Come…”, existe a linda gravação que encerra o disco, “The Nearness of You”. Ela é na verdade, versão de uma canção da Glenn Miller Orchestra lançada na década de 30. Um grande sucesso na época, já foi revisitada por diversos interpretes, como Etta James, Ella Fitzgerald, Nat King Cole, Sinatra, Billie Holiday… todos, como você vê, com inegável talento.

Fato é que, entre as versões contemporâneas, Norah conseguiu criar uma das melhores, com acompanhamento mínimo. A versão original da música soa como uma faixa que tocaria nos créditos iniciais de um filme da Hollywood de outrora; já a versão de Norah, bem intimista, parece a trilha ideal para uma noite de luar, calmaria e uma boa dose de romance, como sugere a letra, escrita por Hoagy Carmichael e Ned Washington.

Pra deixar seu domingo mais doce… ;)

Miolão Mixtape n.4

Ansiosos para a Mixtape dessa sexta-feira? Dessa vez preparamos uma seleção de músicas para você ouvir na chuva, onde nós despertamos aquele sentimento de calma e tranquilidade. Aproveite essa chuvinha que está caindo em São Paulo e em outros estados também e baixe agora.

1. Bluebell – The Fight In The Cafe
2. Ellie Goulding – Salt Skin
3. Elizabeth & The Catapult – Rainiest Day Of Summer
4. O Teatro Mágico – Cuida De Mim
5. Rachael Yamagata – I Wish You Love
6. Nando Reis – O Meu Posto
7. Damien Rice – Volcano
8. Nina Simone – Here Comes The Sun
9. Norah Jones – Even Though
10. Kings Of Convenience – Mrs. Cold

MusicMonday: as confissões intimistas de Sophie Zelmani

Sophie Zelmani é uma injustiçada. A moça não é um talento recente: já está na estrada há um bom tempo, tem vários discos no currículo e… é completamente desconhecida pelo público. Eu próprio só conhecia uma canção sua (a fofa “I’ll Remember You”) até que navegando pela rede me deparei com um de seus discos para baixar, o lindo “The Ocean and Me”, de 2008. O álbum não sai do meu player e me sinto na obrigação de compartilhar um pouco do seu trabalho com vocês – mesmo não o conhecendo profundamente.

Zelmani é sueca, ingressou na carreira artística em 1995, e de lá pra cá, já lançou 8 discos e uma coletânea. (!) Seu maior “sucesso” até hoje é a canção “Always You”, que faz parte da trilha sonora do filme “O Casamento do Meu Melhor Amigo”. A moça está constantemente em turnê pela Europa, realizando shows intimistas e sem nenhum alarde, sendo que merecia um pouco mais de atenção: seu som é um pop adulto discreto e rico sonoramente: Sophie constrói lindos arranjos, possui uma voz suave e sussurrante e compõe letras ternas e apaixonadas. É um pouco folk, levemente jazz, country também… e sempre delicada.

Ela, que já foi comparada à Jewel, Mazzy Star e Norah Jones, está atualmente na estrada promovendo “I’m The Rain”, seu novo disco autoral. Mesmo sem conhecer muito sobre ela, como dito, dá pra perceber que seu trabalho merece uma conferida. Topam conhecer mais de Sophie comigo? :)

Além das faixas citadas, confira essa música da cantora que selecionei pra finalizar o post, a bela “I’ve Got a Suspicion”:

Imagem de Amostra do You Tube

As cenas e os temas (Parte 2)

O MIOLÃOTEAM apresenta hoje a segunda parte do especial “As cenas e os temas“, em que escolhe momentos do cinema – famosos ou não – onde as junções entre música e imagens não podiam ter sido melhores.

Em breve, a terceira e última parte estará no ar. Aguarde!

Um Beijo Roubado – The Story (Norah Jones)

Sim, as pessoas que disseram que esse é um dos beijos mais memoráveis do cinema recente não estavam erradas: Norah Jones interpreta em “My Blueberry Nights” (de Kar Wai Wong) uma garota comum que decide viajar e deixar tudo para trás depois de uma frustração amorosa. No caminho, ela conhece diversas figuras excêntricas enquanto um pretendente, dono de uma doceria freqüentada pela personagem e vivido por Jude Law morre de saudades da antiga freguesa. Depois de muito tempo distantes, o merecido reencontro, que resulta nessa cena poética e sensível: a canção tocando ao fundo é “The Story”, interpretada pela própria Norah. Seu ritmo lento e sensual apenas acentua como o acontecimento é sincero. Um beijo roubado nunca foi tão envolvente. Veja.

O Diário de Bridget Jones – All By Myself (Jamie O’Nell)

Curtir uma fossa num sábado à noite não é algo muito agradável, mas Reneé Zellweger transforma uma “sessão deprê” regada a cigarros e álcool numa experiência divertidíssima – pelo menos para o espectador. Dublando a canção “All By Myself” (na versão de Jamie O’Neal) a atriz arranca gargalhadas e mostra a cara de Bridget Jones, uma das personagens mais carismáticas das comédias românticas. Ouça.

Southland Tales – All These Things That I’ve Done (The Killers)

Ok. Richard Kelly, o diretor de Donnie Darko, patinou legal em uma de suas empreitadas – esse conto que nunca acerta ao abordar temas como dominação capitalista, fim do mundo e degradação da sociedade. A surpresa vai por conta dessa cena, uma das poucas coisas válidas do filme, que é meio picareta: nela, Justin Timberlake dubla a ótima e apoteótica “All These Things That I’ve Done” dos The Killers em meio à diversas mulheres que celebram pateticamente a suposta grandeza (cega) do sonho americano. Um momento que mesmo bem colocado não salva o filme do marasmo. Assista.

9 – A Salvação – Somewhere Over The Rainbow (Judy Garland)

“9 – A Salvação” foi uma grata surpresa entre as animações lançadas no ano passado. O filme, dirigido por Shane Acker e produzido por Tim Burton conta a história de bonecos de pano que possuem alma e procuram salvar o mundo, que futuro distante, tornou-se caótico e apocalíptico: é tudo o que pode ser dito para não estragar a história. A produção consegue emocionar ao confrontar o espectador com a freqüente idéia da esperança tentando sobreviver num universo onde claramente não existe brecha alguma (ou quase!) para que ela exista. A canção “Somewhere Over The Rainbow”, interpretada por Judy Garland, é executada em uma cena tocante; um momento de aparente tranqüilidade em que os protagonistas parecem próximos – mesmo que por poucos segundos – da tão almejada felicidade que buscam. Aperta o coração e deixa sem palavras.  Ouça.

Tudo Para Ficar com Ele – The Penis Song (Cameron Diaz, Selma Blair e Christina Applegate)

Vulgar? Hilária? Provocante? Independente da sua opinião, é impossível ficar alheio à parodia de “I’m Too Sexy” de Right Said Fred – que por sua vez, é inspirada numa canção de Jimi Hendrix – feita pelo elenco do filme “Tudo Para Ficar com Ele”: a música, um empolgado manifesto sobre a anatomia masculina (?) divide opiniões, mas é, com certeza, marcante para quem assiste, gostando ou não. O Miolaoteam se encaixa no primeiro caso. Assista.

Ellie Parker – Heart of Glass (Blondie)

Naomi Watts interpreta em “Ellie Parker” uma aspirante à atriz cuja vida parece cada vez mais fora dos eixos: tem uma melhor amiga que ignora seus desabafos, um namorado que não dá a mínima para o relacionamento, um empresário que não acredita no seu potencial e não é levada a sério em nenhuma entrevista de emprego. A cena em questão mostra Ellie preparando-se para um teste, onde poderá ganhar o papel de uma prostituta: ela veste o figurino e faz o seu próprio e – impagável – aquecimento, tendo como trilha sonora “Heart of Glass” do Blondie. O filme, que teve repercussão quase nula no circuito comercial é um achado que merece ser visto. Espirituoso, dramático na medida certa e nunca piegas, mostra o quanto Naomi Watts é talentosa – além de mostrar que alguns atores/atrizes são a melhor escolha para determinados papéis. Watts rouba cada cena e é delicioso vê-la atuando: você irá torcer muito pela “azarada” protagonista, pode acreditar. Assista.

p.s.: Vale reforçar que não disponibilizamos os links com os respectivos trechos em todos os casos pois nem todos eles foram encontrados na Internet. Assista os filmes na íntegra, porém: independente das cenas comentadas, eles são ótimos! :)

#Mioladinhas: Norah Jones…e os zumbis?!

#1. Depois de três filmes de sucesso, a franquia Resident Evil vai ganhar uma nova continuação: “Resident Evil: Afterlife” já vinha sendo anunciado há tempos e o seu primeiro trailer oficial foi exibido na feira de quadrinhos e cinema WonderCon, em São Francisco, que contou com a presença do próprio diretor da produção, Paul Anderson e com sua protagonista, Milla Jovovich.
O longa ainda trará no elenco Ali Larter e Wentworth Miller, famoso pela atuação na série Prison Break. A história prossegue do ponto onde o anterior parou e, pelo que podemos ver no vídeo de pouco mais de 2 minutos, soa cada vez menos como Resident Evil: nem sombra do clima existente nos games da série ou nos dois primeiros – e melhores! – filmes da franquia. O terceiro a gente finge que não foi filmado…
Um detalhe: “RE: Afterlife” será também em 3D (mais um!) e a grande surpresa, segundo Anderson, é o uso do mesmo sistema de câmeras utilizado por James Cameron em “Avatar”. A estréia, no exterior, é prevista para o dia 11 de Setembro.

#2. Sem muito alarde, Norah Jones lançou o segundo clipe do seu disco mais recente, “The Fall”, que saiu em novembro passado:  “Young Blood” é uma das deliciosas treze faixas que o compõem e ganhou um vídeo engraçadinho, onde a letra é ilustrada por imagens que te fazem sorrir sem muito esforço. Detalhe pra o pequeno trecho de uma gravação caseira de Norah ainda pequena, que aparece próximo do final do clipe.

O lixo e o luxo do mundo pop por David LaChapelle

O californiano David LaChapelle é um dos mais conceituados fotógrafos da atualidade. Você provavelmente já “esbarrou” em algum clique feito por ele, ou já assistiu algum videoclipe dirigido pelo cara. Suas obras têm deixado uma marca significativa na produção artística atual e tudo indica que seu nome será lembrado por gerações futuras como referência no que faz.

Discípulo de Andy Warhol – um dos maiores representantes da pop art na história e mentor de David no começo da sua carreira – ele ingressou no mundo profissional em meados de 80 e de lá pra cá, trabalhou para diversas revistas de moda e cultura pop, como a Interview, Vogue, a Vanity Fair e a Rolling Stone, realizou inúmeras campanhas publicitárias para canais de TV e mídias impressas e virou um dos fotógrafos favoritos de diversas estrelas do mundo do entretenimento, como Madonna, Britney Spears, Elton John, David Beckham, Eminem, Lady Gaga, Paris Hilton, Leonardo DiCaprio e muitos outros que se encantam pela sua visão surreal, satírica e um pouco “safada” do cotidiano.

Apesar de apresentar um trabalho sagaz e crítico, David não é unânime: muitos consideram seus retratos ofensivos e de mau gosto. Suas obras trazem uma mistura freqüente entre o atraente e o bizarro, como se um dependesse do outro para existir. Alguns consideram suas fotografias meras cenas vazias com desnecessárias exposições de nudez, enquanto outros encontram muitas mensagens nas “entrelinhas”: por trás de toda a aparente diversão e ostentação, existem críticas ao mundo da fama, com seus vícios, vaidades e facetas que são empurradas pra debaixo do tapete.

Como citado, LaChapelle também dirige videoclipes. Quer alguns exemplos? Ele é o responsável por “Dirrty”, da Christina Aguilera, “Natural Blues” do Moby, “It’s My Life”, do No Doubt, “Tears Dry On Their Own”, da Amy Winehouse… e a lista prossegue, inserindo ainda trabalhos com Norah Jones, Robbie Williams, Gwen Stefani e muitos outros no gigante currículo do rapaz.

Quer saber mais? No site oficial dele, você pode conhecer mais sobre seu trabalho. David possui diversos livros publicados, além de flertar com o universo cinematográfico e realizar exposições em diversas partes do mundo. Confira abaixo uma amostra de suas obras – com retratos de David Bowie, Marilyn Manson, Angelina Jolie e Lady Gaga.

 

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