MIOLÃO • Oscar - Part 2
 

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Trilha de Cinema: Tiny Dancer, Elton John

Se me pedissem um Top 10 das músicas que mais marcaram cenas do cinema na minha cabeça, Tiny Dancer estaria pelo menos entre as cinco primeiras.

Quase Famosos (Almost Famous, 2000) é um daqueles filmes redondinhos, sabe? Aquele filme sem poréns. Roteiro, direção, atuações, um casamento perfeito. Mas nada se compara à afinação dos caras responsáveis pela escolha dessa trilha sonora. Simon & Garfunkel, David Bowie, The Who, Led Zeppelin… Elton John. Só gente de primeira embalando a história do garoto de 15 anos que banca o jornalista e acaba acompanhando sua banda favorita numa turnê. E quem não gostaria de fazer isso um dia?

Numa época meio apagada do cinema quando falamos em obras do gênero, o filme se destacou tanto que carrega um Oscar de Melhor Roteiro nas costas, além de mais três indicações, incluindo Melhor Atriz Coadjuvante para Kate Hudson. Eu, particularmente, tenho paixão por esse filme. É um dos primeiros na minha listinha de recomendações. Sempre.

A tal cena marcante, que nunca deixa de me arrepiar quando vejo, é bem simples.

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3 Momentos: Anne Hathaway

É difícil não gostar de Anne Hathaway.

A presença da moça é daquelas que, em cena, te fazem quase sempre querer sorrir. Não dá pra saber bem o porque, mas a gente arrisca: pode ser por causa daqueles olhos gigantes e expressivos que ela tem, que parecem transmitir alguma coisa; pode ser porque Anne é uma fofa mesmo quando parece não querer, e tem um charme desajeitado mesmo fora das telas; pode ser pelo seu grande carisma, que faz a gente acreditar em tudo que encena ou, sei lá – simplesmente torcer por ela.

Ou pode ser por tudo isso junto e mais um fator que a gente adora: o fato de que a moça, inclinada a ser “namoradinha de Hollywood”, foge da apatia que o título emana, não se levando a sério demais e possuindo uma carreira que traz diversos bons momentos que merecem destaque.

E é assim que o Miolão inicia sua homenagem a Anne Hathaway em nosso 3 Momentos de hoje.

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Trilha de Cinema: I Need a Hero e Total Eclipse Of The Heart, Bonnie Tyler

Sinto raiva. Pensando bem, sinto é ódio. É, não é outra coisa se não ódio. Ódio! Por que raios um filme como Vida Bandida (Bandits) é tão tão tão subestimado?

Apesar de ter feito um relativo sucesso na época de seu lançamento e contar com algum dos nomes do momento (Bruce Willis acabava de recuperar seu prestígio com O Sexto Sentido e a jovem Cate Blanchett, depois de ser indicada ao Oscar por Elizabeth e fazer boas escolhas, se firmava como uma grande atriz), Vida Bandida ficou esquecido no tempo.

Lançado em 2001, o longa de Barry Levinson (diretor que tem no currículo os bacanas Mera Coincidência, A Revolta dos Brinquedos e Rain Man), era uma comédia absurda que narrava a desventuras de dois bandidos que não tinham nada em comum: enquanto um era um assaltante perigoso (Bruce Willis), o outro era um hipocundriaco nerd (Billy Bob Thornton). Depois de fugirem da prisão, os dois, meio que por acaso, começaram a roubar bancos para descolar um troco. Num desses “assaltos” eles meio que sequestram Kate Wheeler (Cate Blanchett), uma mulher que passa por um momento “difícil”. A identificação dela para com eles e a paixão despertada em ambos resulta no que os psicologos chamam de Síndrome de Estocolmo. A partir do encontro, os três partem para mais assaltos e loucuras num dos filmes mais divertidos que já tive a chance de ver

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Top 5: Filmes sobre bruxas e bruxaria

Elvira A Rainha das Trevas

Prepare-se para ter medo!

O Top 5 de hoje aqui do Miolão vai resgatar os filmes que apresentaram as bruxas mais memoráveis do cinema. Ok, ok. Não precisa ter medo. A grande maioria das que aparecem (ou quase aparecem) em nossa listinha são figuras que não botam medo em ninguém. Mesmo assim, por algum motivo ou outro, foram marcantes o suficiente para merecerem seu lugar.

Preparados? É bom que estejam, pois como diria a Bruxa do Pica-Pau, “… e lá vamos nós!”.

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Trilha de Cinema: You Never Can Tell, Chuck Berry

Foi instantâneo: bastou ser lançado para que Pulp Fiction fosse reconhecido como um clássico.

Sucesso de público e crítica, o segundo longa de Quentin Tarantino é considerado um marco no cinema contemporâneo. Também, pudera: o filme é perfeito. E quando eu digo perfeito, eu quero dizer perfeito mesmo. Simplesmente perfeito. Não há nada fora do lugar em Pulp Fiction. Tudo, absolutamente tudo, parece ter sido pensado e projetado para funcionar. O figurino – que é exaustivamente copiado até hoje em festas a fantasia -, a incrível direção de arte – reparem só o cuidado estético e a gama dos maravilhosos objetos que aparecem em cena -, a incrível trilha sonora – que tem algumas das melhores músicas que já ouvi na vida – e os sensacionais diálogos são só alguns dos destaques que fazem Pulp Fiction ser o que é.

O roteiro, escrito pelo próprio Quentin em parceria com Roger Avary (diretor do super bom Regras da Atração), é uma narrativa não linear que conta três histórias diferentes sobre marginais e assaltantes.

All Good Things

Não se engane: embora a trama de Entre Segredos e Mentiras (All Good Things) faça questão de dizer em seu trailer e cartaz que é inspirada em uma história real, o longa não parece ter nenhum compromisso mais sério com a verdade.

E embora à primeira vista isso pareça um defeito, a escolha e do diretor Andrew Jarecki (nomeado ao Oscar de Melhor Documentário por Na Captura dos Friedmans) em dar um rumo para um caso que não foi solucionado é mais do que acertada.

Inspirado no mais famoso caso de desaparecimento da cidade de Nova York, Entre Segredos e Mentiras começa como um romance ao contar a história de David Marks (Ryan Gosling, de Amor À Toda Prova e Namorados Para Sempre), um milionário que se casa com uma jovem pobre (Kirsten Dunst) contra a vontade de seu pai (Frank Langella, de Frost/Nixon). O que poderia ser uma bela história de amor acaba ganhando contornos de suspense quando a a personagem de Kirsten desaparece sem deixar vestígios. Rapidamente David se torna o principal “suspeito” do caso e tem sua vida revirada pela imprensa e pela polícia.

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3 Momentos: Marion Cotillard

“Uma diva chamada Marion”. Tá aí. Esse poderia ser o título desse texto. E quando eu digo “diva”, eu falo daquele tipo de mulher que com rostos marcantes, força e graça fizeram do cinema seu céu e brilharam, brilharam e brilharam.

A francesa Marion Cotillard, que completou 36 anos ontem, dia 30/09/2011, embora não seja contemporânea das estrelas clássicas de Hollywood, têm em seu gene todas as características que fizeram com que aquelas atrizes recebessem o emblemático título de “diva”. Elegância, carisma, muita, muita, muita, muita beleza e um inquestionável talento. Tá tudo lá. No rosto perfeito, no sorriso simétrico, nos intensos olhos azuis e no corpo (e que corpo!) de Marion. E se vocês acham que eu estou exagerando, peço, humildemente, que reparem com mais atenção nessa mocinha. Ela, que até cinco anos atrás mal era conhecida, vem se consolidando como uma das mais competentes e promissoras atrizes de nosso tempo.

O sucesso de Marion começou quando ela protagonizou Piaf – Um Hino Ao Amor (La Môme), do diretor Oliver Dahan. Na pele da cantora Edith Piaf, Marion esqueceu-se de si. Com uma entrega absoluta, ela performou Piaf da mesma maneira que a artista em questão performava suas músicas: de um jeito visceral, intenso e apaixonado. Apaixonado por sua própria arte. Como bem dissemos em nosso Top 5: Cinebiografias, Marion não apenas interpretou Piaf. Ela se tornou Piaf.

Rapidamente todo mundo quis saber quem era aquela atriz. Rapidamente todo mundo começou a elogiá-la. Rapidamente, como não poderia deixar de ser, todos começaram a amá-la. A consagração de Marion veio no ano seguinte quando ela recebeu o prêmio máximo do cinema por seu desempenho em La Môme. Quando a gente pensa que ela, uma semidesconhecida (apesar de ter co-protagonizado Um Bom Ano, de Ridley Scott e ter participado de Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas, do Tim Burton), desbancou algumas atrizes com uma “torcida” muito maior – ela deixou para trás gente do naipe de Cate Blanchett, Ellen Page, Laura Linney e até mesmo a veterana (e favorita!) Julie Christie! – por um filme falado em francês (nunca é demais lembrar que o Oscar é uma premiação norte-americana feita para promover filmes norte-americanos e/ou falados em inglês), o mérito de Marion se torna muito maior. Fica claro que ela venceu o seu primeiro Oscar pelo talento. E que talento.

O 3 Momentos de hoje vai servir apenas para homenagear ela, que merece toda e qualquer homenagem. Explicar ou justificar os motivos da homenagem não vai ser necessário – ela mesma se encarregou de fazer isso: é só assistir aos filmes listados (ou qualquer outro que conte com a presença da moça) para entender isso.

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