Era uma vez, nos idos dos anos 2000, algumas garotas aparentemente comuns que resolveram montar uma banda.
Inspiradas por uma estética vintage, rapidamente foram descobertas pela galerinha mais hype e descolada (da época) e sua música, que soava moderninha e, ao mesmo tempo, retrô, foi parar nos MP3s dessa moçadinha. Misteriosamente, com o tempo, elas foram quase que esquecidas até que este ano lançaram o segundo cd.
Se você achou que eu estava falando de The Pipettes, pense de novo. A nossa recomendação de hoje é, apesar das semelhanças, muito diferente da nossa ex-bandinha preferida de garotas-fofas-com-roupas-de-bolinhas.
The Like possui a energia e o frescor adolescente que The Pipettes esqueceram pelo caminho. Comparações a parte, o quarteto tem música no sangue: filhas de produtores e músicos, as garotas nascidas em Los Angeles, Califórnia, já carregam nas costas quase 10 anos de carreira.
Com 3 EPs lançados, o The Like só foi ficar conhecido com a música (So I’ll Sit Here) Waiting, presente na trilha sonora de Aos 13.
Cheias de moral, as mocinhas já saíram em turnê com os caras do King Of Leon, Arctic Monkeys e também com o Phantom Planet. Aliás, foi o vocalista do Phantom Planet, Alex Greenwald, junto com o super hype produtor Mark Ronson, que moldaram o som da banda no segundo disco – o divertido Release Me, lançado há alguns meses.
As características sessentistas ficaram mais evidentes e a música mais consistente. Reparem só no vídeo de Wishing He Was Dead:
… Outra coisa bem legal do vídeo, além da música, fotografia e violência explícita e divertida, é o visual das garotas: confesso que ainda estou na dúvida se a vocalista Elizabeth Z Berg se fantasiou de Twiggy ou se é apenas impressão.
Superficialidades a parte, as garotas californianas do The Like são densas o suficiente para provar que o caminho aberto pelo Blondie – vai dizer que a referência não é gritante? – ainda é frutífero e que boa música ainda pode ser divertida.
The Like. Gostar é fácil.


















