Acabou que a volta dos Strokes era verdade mesmo. O show surpresa em 2010, o lançamento do clipe de Under Cover of Darkness e a divulgação de prévias de todas as faixas do cd confirmou o que os caras já diziam (e que muita gente duvidava): eles voltaram e voltaram mesmo.
O novo videoclipe começar exatamente onde You Only Live Once, de 2006, acabou só mostra que a banda quer continuar de onde parou. É como se eles dissessem que nesse tempo de hiato nada de muito interessante aconteceu no mundo da música e que eles vão reassumir seu lugar na marra, continuando a mesma caminhada.
A questão é: será que nada de interessante aconteceu? Antes de responder um óbvio “Hey, dude, é claaaro que coisas interessantes aconteceram! Fingir que não é burrice!“, bora pensar nas bandas contemporâneas ao Strokes e ver o destino que elas tiveram? Talvez isso ajude a entender o que passou pela cabeça de Julian e companhia ao continuar em terreno seguro, sem arriscar novidades…
The Vines
O revival do garage rock não seria o mesmo sem The Vines. A banda australiana fazia questão de ser meio retardada e debochava quando a imprensa dizia que eles iam salvar o rock ou que eram o novo Nirvana. O entusiasmo do público e da crítica, no entanto, foi ficando cada vez mais morno a ponto de que Melodia, seu último álbum lançado, não recebesse a mínima bola.
A coisa foi tão feia que deixou eles meio traumatizados. Porque só isso explica eles terem gravado um disco inteirinho há cerca de 8 meses e o manterem em segredo até hoje. Se liga aí em Gimme Love, uma das faixas do novo trabalho que ainda não viu a luz do dia:
Menos pura que os outros singles do The Vines, Gimme Love parece ter vindo direto da década de 70. Ainda não se sabe as direções que eles vão apontar, mas se você curtiu e acha que vale a pena esperar, dizem que o disco vai sair finalmente em abril com o nome de Future Primitive. Será?
The Hives
Assim como aconteceu com The Vines, o The Hives viu sua popularidade diminuir junto ao público a cada lançamento. O que é revoltante visto que seus últimos trabalhos foram os melhores de sua carreira. Sem comodismo, a banda trabalhou até com o Pharrel Williams, do N*E*R*D, pra encontrar novas direções. Pena que os únicos que parecem terem percebido isso foram os críticos. Puft!
Ano passado eles lançaram Tarred and Feathered, um ep de covers do qual saiu a música que você ouve aí embaixo:
Depois disso, eles lançaram um single de Natal e sumiram do mapa. Dizem que eles estão em estúdio. Tomara que seja verdade.
The White Stripes
O que aconteceu com essa dupla vocês já estão cansados de saber, né? O fim prematuro de um dos grupos mais legais das últimas décadas fez com que muitos fãs (e eu me incluo nessa) ficassem órfãos. O legado deixado por Meg e Jack incluem 6 álbuns de estúdio que passeiam entre o rock, o blues, o folk, o garage rock e o punk. Reflexo de mentes inquietas que não quiseram se acomodar.
Acima, vemos o sensacional vídeo de Conquest, regravação de Patti Page.
Strokes
E, finalmente, voltamos aos Strokes. Sem a força dos grupos que emergiram junto com eles em meados dos anos 2000, eles são mais ou menos como a resistência, como “o que sobrou”. Eles, que um dia foram iludidos com a promessa de que salvariam o rock (que nunca precisou ser salvo), não caíram na real ainda de que são apenas uma banda de rock que em outros tempos tiveram o ego inflado pela crítica. Que venha o disco. Por mais que eles sejam subestimados, ainda são uma ótima banda de rock.























