Hoje é um dia muito especial para Karla Nunes, nossa mais nova desmiolada, pois é seu aniversário! Então, gente, vamos mandar pensamentos de luz, luz, muita luz porque nesse momento ela deve estar curtindo um show do SandyeJuniorLima (versão solo e masculina -!- de Sandy e Junior). Por causa disso, eu fiquei encarregado do resumo da semana… E ele será um pouquinho diferente.
Separamos abaixo 3 momentos interessantes que foram marcantes nessa última semana e que, na próxima, ninguém mais vai lembrar.
Penélope Cruz, uma das mulheres mais seyxs e desejadas do planeta, casou-se com o ator do momento – o cara venceu melhor ator em Cannes esse ano e é o favorito ao Oscar do ano que vem por Biutiful -, Javier Bardem no início desse mês. A notícia, que foi confirmada na terça por Antonio Rubial, representante da atriz.
A falta de uma data precisa deve-se ao fato de que a cerimônia secreta, que aconteceu nas Bahamas, foi para poucos: apenas família e amigos estiveram presentes.
Infelizmente não pude ir, mas pelo que me disseram foi tudo muito lindo.
O RUIM
Vovó Naiá, a vovó mais queri, opa, esclerosada do Brasil, lançou seu primeiro disco no dia 13/07/2010 aqui em São Paulo. O cd, lançado em parceria com Edy Lopes (who?), chama-se Os Românticos e é recheado de pérolas como o clássico Não Se Vá, de Jane e Herondy.
Com grandes convidados na platéia, como seus netos e a ex-BBB Ana Carolina, Vovó Naiá botou para quebrar com um maravilhoso playbeckão.
Dizem as más línguas que o bar foi interditado e teve sua licença caçada.
E O FEIO
Ver o vídeo do garoto Dilmaboy (pegou a redundância?) foi demais para minha cabeça. Sério, gente, é preocupante. se os pré-adolescentes de hoje curtem ouvir a banda do Toba, opa, Koba (alô família Restart!); os jovens de hoje estão mais interessados em política.
Mas não se engane: nada de pintar a cara ou ir as ruas. Isso é muito anos 90! O jovem de hoje para mostrar que é antenado pega mesmo um hit da Lady GaGa e transforma em hino político.
Paulo Reis, de 27 anos, eu disse VIN-TE-E-SE-TE-A-NOS, pegou Telephone, de GaGa, e fez uma letra muito… curiosa, em homenagem a Dilma Rousseff, candidata a presidência do PT.
E o que eu tenho a dizer sobre isso? Poxa, marketeiros do PT, golpe baixo, hein?! Tá na cara que isso é um viral. Qua qua qua pra nós, que caímos feito patinhos. Quero dizer, até eu tô divulgando essa budega. Coisa feia!
Um produto. Uma marionete. Uma gorda. Uma puta que usa o corpo para se promover. Uma “nada” que deu sorte na vida.Uma imitação sem talento de Madonna. Que faz playback.
Quando levantamos o nome Britney Spears, a probabilidade de ouvirmos afirmações como estas é bem alta. Mas implicâncias a parte, vamos aos fatos.
1º A garota tem mais de 10 anos de carreira. Nunca na história um produto deu tão certo e durou tanto.
2º Uma estrela pop, talvez a maior de sua geração, certamente não foi induzida a raspar sua cabeça ou sofrer humilhações públicas. Ela fez isso porque quis.
3º “I’m Mrs. ‘She’s too big now she’s too thin’!“
4º Sim, ela usou e usa o corpo. Assim como Marilyn Monroe, Beyoncé, Mulher Melancia e Madonna. Esse fator serve para comprovar talento ou a falta dele?
5º Sorte, sem dúvida nenhuma, é um fator decisivo para colocar alguém no topo. Mas por mais sortuda que uma pessoa possa ser, só sorte não faz ninguém permanecer lá no alto por tanto tempo. Ah, não faz.
6º Qualquer nova loira que aparece no cenário pop é rapidamente comparada à Madonna, pioneira nesse mercado. No entanto, se a própria Madonna se rendeu aos encantos de Britney, participando inclusive numa música em que colocou seu nome pela primeira vez após a palavra “feat.” (Me Against The Music), é porque havia ali algo mais do que uma mera cópia. E analisando bem a trajetória de ambas, por mais que em alguns pontos os caminhos coincidam (a rejeição do público na fase Erotica de Madonna pode ser comparada a rejeição que Britney sofreu em sua fase amalucada), há diferenças gritantes entre elas. A principal é que Madonna é uma artista. Britney, um produto.
Sim, eu disse um produto. Um produto projetado milimetricamente para dar certo, para conquistar sua audiência e, mais do que tudo, vender. Um produto que já dura mais de 10 anos e que, tirando uns defeitinhos ou outro, é amado pela maioria do mundo.
Britney nasceu com a ambição de ser uma estrela. Após ter feito audições para integrar o elenco do Clube do Mickey, participar de programas de calouros no melhor estilo Raul Gil de ser, de participar do Clube do Mickey (sim, depois da recusa inicial ela conseguiu encabeçar o elenco) ela finalmente viu sua chance de brilhar aos 16 anos, quando mandou seu material para Jive, que viria a ser sua gravadora.
Enxergaram tanto potencial comercial naquela menina que deram-lhe o produtor musical do momento (Max Martin, que tinha em seu currículo hits como “I Want You Back“, do *N’sync e “Everybody (Backstreets Back)“, dos Backstreet Boys) e um contrato valioso.
Naquela época, o cenário musical era dominado por boysbands. Não havia espaço para cantoras como Britney. Então a própria Britney sugeriu o argumento de seu primeiro clipe, que o tempo provaria ser um “Clássico” neste quesito. Em … Baby One More Time a garota entediada com o colégio dançava de um jeitinho sexy trajando roupas de colegial. Britney era imaculada, pura, sexy, lascíva e virgem. A namorada que todo garoto desejaria. Um espelho para as adolescentes que viam nela a possibilidade de despertar interesse sendo elas mesmas (tapadas, burrinhas e bonitinhas). No mesmo ano do lançamento de seu disco de estréia, Britney estampou a capa e o recheio da revista Rolling Stone, vestindo apenas sutiãs e shorts (very shorts!), causando furor nos puritanos conservadores e hipócritas. O circo estava armado. o barulho que fizeram em torno de coisas tão banais em vez de prejudicar o desempenho do single e do album nas paradas, alavancou suas vendas, fazendo com que Britney tivesse tanto seu album quanto seu single em primeiro lugar na Billboard. Ao todo foram cerca de 29 milhões de cópias vendidas no mundo. O clipe já foi eleito um dos melhores do mundo e trouxe frescor a idéias estagnadas de uma época que ainda buscava identidade e novas direções. A música, um clássico da música pop, foi regrava a exaustão, de bandinhas pop-punks até gente do calibre de Weezer e Travis.
As declarações sobre sua vida sexual nada ativa (humm!), o namoro perfeito com Justin Timberlake e o magnetismo que Britney exercia, despertavam um interesse quase mórbido do público, da crítica e de seus “haters”. Tudo era motivo para se comentar. Em contrapartida, o sucesso comercial foi tão grande que ela finalizou as pressas pouco tempo depois seu segundo disco, “Oops!… I Did It Again“, que foi mais uma vez uma febre no mundo todo.
Um ano depois, Britney chamou a atenção do mundo todo quando se apresentou para o maior público de sua curta carreira: 290 mil pessoas pagaram para assistir sua turnê no Rock’N'Rio 3. A falta de sincronia em suas músicas, os palavrões proferidos com o microfone ligado e o evidente playback fizeram com que Britney estampasse as capas de todos os jornais do mundo. E mesmo com sua credibilidade como “artista” abalada, Spears continuou sob os holofotes. A garota dava aos jornais e revistas tudo o que eles queriam. Ela vendia sexo (mesmo dizendo ser virgem), vendia música (descartável, enjoada e datada como só), vendia revistas e vendia sua vida.
Um exemplo interessante sobre como sua equipe sabia exatamente o que fazer, foi a sua apresentação de “(I Can’t Get No) Satisfaction/Oops!… I Did It Again“, no VMA de 2000. Vestindo um terninho comportado, Britney se despiu no palco, numa apresentação explosiva. Por baixo do terno havia um top e uma calça cor de pele (que aliás, até hoje há quem diga que as roupas eram transparentes). Ao mesmo tempo em que chocava, Britney posava como vítima. Enquanto a atacavam por ser tão “sexual”, Britney declarava aos quatro cantos que não sabia que ia gerar tantos comentários, que não quis ofender ninguém, que ela era apenas uma garota dançando, tentando alegrar o mundo.