MIOLÃO • Pop - Part 2
 

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Cher Lloyd – Sticks + Stones

Cher Lloyd, a inglesinha cheia de banca que participou do The X-Factor no ano passado – e acabou ficando em quarto lugar -, lançou na última segunda-feira Stick + Stones, seu primeiro álbum.

Produzido por nomes como Shellback (Ke$ha e Britney Spears), RedOne (Lady GaGa) e Toby Gad (Alicia Keys, Fergie e Pixie Lott), o disco não é, nem de longe, o que se poderia esperar de uma ex-participante de um show de talentos. Se bem que a própria figura de Cher Lloyd não é o esteriótipo padrão dos candidatos desse tipo de programa.

Ao invés de mostrar para todo mundo “sua grande voz” (e ela tem mesmo uma grande voz) em baladas tempestuosas, Cher optou por seguir um caminho mais… “fácil”. Investindo pesado em músicas com bases sintetizadas, com bastante coragem e pulso a mocinha não esconde a idade que tem (18!) e nem do que ela gosta. E o que ela gosta, meus amigos, é de fazer rimas, brincar de gangsta-rapper e falar sobre os anseios adolescentes em letras bastante bobas e superficiais.

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Top 5: Feelin’ Good

Essa é a primeira vez que o MiolãoTeam faz um Top 5 contando com versões da mesma canção.  Acho que a música em questão, por si só, serve como explicação para isso. Mas, caso não seja suficiente, lá vai: Feelin’ Good é tão boa que se eu cantar, não vou conseguir estragar. Todas as versões que já ouvi, de variados artistas, de vários gêneros musicais, são bonitas e têm algo de especial. Por isso, quando o tema foi sugerido pelo Hugo Avelar, não pensamos duas vezes antes de colocar a idéia do moço em prática.

Composta por Anthony Newley e Leslie Bricusse, Feelin’ Good foi escrita para o musical da Broadway The Roar Of The Greasepaint – The Smell Of The Crowd, onde era interpretada por Cy Grant. Porém, música se tornou conhecida na voz (e que voz!) de Nina Simone, sendo gravada pela cantora no mesmo ano que o musical foi levado aos palcos pela primeira vez.

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Sample: Harder, Better, Faster, Stronger, Daft Punk

Quando os franceses do Daft Punk lançaram o disco Discovery, em 2001, eles modificaram a cara da música contemporânea. Do pop ao rock, do mainstream ao underground, ninguém saiu ileso dos efeitos do disquinho.

O electro com embalagem plástica e brilhante era perfeitinho e corrosivo. Totalmente sintético, os vocais robotizados e os instrumentos metálicos soavam como sendo de um futuro – um futuro imaginado há décadas atrás.

Lançada como single em 2001, Harder, Better, Faster, Stronger usava imagens de Interstella 5555: The 5tory Of The 5ecret 5tar 5ystem, o “filme” do duo, para ilustrar a letra. O trecho da animação dirigida por Kazuhisa Takenouchi mostrava seres intergalácticos se “transformando” em humanos. A letra, que mais parecia um mantra, repetia exaustivas vezes o seu título. Um clássico instantâneo.

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Sample: Long Way To Go, Gwen Stefani e André 3000

Desde que iniciamos a seção de Sample aqui no Miolão já mostramos que a incorporação de trechos de músicas em outras músicas não se restringe a nenhum gênero em específico: do pop ao rock ou do ska ao trip-hop quase todo mundo sampleia.

A música tema do texto de hoje se distância de todas as outras porque ela não sampleou uma música. Ela sampleou um discurso. Aliás, não foi “um discurso”. Foi “O” discurso. Long Way To Go, a última faixa do maravilhoso Love. Angel. Music. Baby., de primeiro disco solo de Gwen Stefani, de 2004, se apropria do discurso mais famoso de Martin Luther King Jr.: I Have a Dream.

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Music Monday: Rizzle Kicks

Acho que os inglesinhos do Rizzle Kicks poderiam vender suas músicas na farmácia com a indicação de que seu som serve para alegrar o dia. Sério, gente! O som que esses moleques produzem é tão efusivo e divertido que deve funcionar melhor do que muito Prozac.

Dotados de uma energia ímpar, a dupla formada por Jordan “Rizzle” Stevens e Harley “Sylvester” Alexander-Sule, não tem limites: misturando soul, rap, pop, rock, indie, reggae e até funk e mariachi, eles criam bases bastantes exóticas para destilar suas rimas bobas e refrões pegajosos.

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Sample: Toxic, Britney Spears

Toxic, uma das melhores músicas do repertório de Britney Spears, é tão bem feitinha que até quem detesta a moça reconhece seus méritos.

Vencedora do Grammy de Melhor Gravação Dance em 2005, a faixa, produzida pelos então desconhecidos Bloodshy & Avant, foi o segundo single de In The Zone, quarto álbum de estúdio de Spears.

Com uma introdução marcante e um potente refrão, a musiquinha repleta de sintetizadores foi executada a exaustão na época de seu lançamento e se tornou um dos maiores hits de Britney. No clipe, Britney encarnava uma garota que viajava pelo mundo, motivada pela vingança, sob múltiplos disfarces para cometer o crime perfeito: envenenar seu ex-namorado:

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Nicola Roberts – Cinderella’s Eyes

Nicola Roberts tem só 26 anos, mas já pode se aposentar: duvido muito que ela consiga superar – ou mesmo chegar perto – do resultado obtido em Cinderella’s Eyes, seu primeiro disco solo.

A ruiva, que durante os últimos 10 anos emplacou hit atrás de hit (no Reino Unido, sua terra natal) à frente das Girls Aloud, lançou no dia 23 de setembro seu debut. Composto por doze faixas – todas assinadas por ela, com exceção do cover de Everybody’s Got To Learn Sometime -, o álbum reúne características díspares para formar um retrato (bastante) sincero de sua interprete.

Há algo em Cinderella’s Eyes que o deixa mais real. Quando Nicola discorre sobre seus medos e anseia aceitação ou quando pergunta a si mesma se aquele é seu dia de sorte, a gente percebe que todo o (bom) trabalho de produção não ofuscou ou maquiou as intenções de sua dona. O disco é Nicola e Nicola é o disco. Mesmo.

Sem esquecer de suas obrigações mercadológicas (ela é praticamente uma popstar), o álbum carrega consigo um frescor que permite que ele se mantenha vivo durante todo o tempo em que é executado. Até mesmo nos momentos em que ele resolve emular hits fáceis, que beiram o genérico -  como no caso de Say It Out Loud e Gladiator, que poderiam ser cantadas facilmente por Katy Perry – o resultado é bastante satisfatório. A impressão que ele deixa é de que ele se autocompleta: mesmo sendo um álbum pop, ele não depende do pop (e por pop entenda moda) para sobreviver.

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