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Cover: Science Fiction/Double Feature, Joan Jett And The Blackhearts

Rocky Horror Picture Show e o punk têm muito mais em comum do que se pode imaginar. Por isso, a versão de Joan Jett And The Blackhearts para Science Fiction/Double Feature fecha perfeitamente com toda a proposta do filme.

Primeiramente, você precisa saber que Rocky Horror é um midnight movie. Esse termo, nos anos 50, era utilizado para apontar produções que fugiam dos padrões adequados para a sociedade da época e, por isso, só eram exibidas pela TV americana após a meia-noite. Nos anos 70, o termo passou a ser associado a filmes alternativos, produzidos pelas pessoas que estavam envolvidas com o movimento de contracultura. Em linhas gerais, os midnight movies são marcados pelo trash, devido a seu baixo custo e “má qualidade” (intencional) geral; pela exploração exagerada de determinado aspecto – visando nada mais do que o sensacionalismo -; e também pela ironia e o mau gosto. É como se os produtores de tais longas desejassem mesmo conseguir um produto final pedestre, que parecesse precário.

Aí você pode começar a se perguntar: “e isso fez sucesso?”. Dentro de um nicho específico, sim. E, em partes, isso se deve ao contexto do período: com o assassinato do presidente Kennedy, a falência do movimento hippie e a manutenção das tropas no Vietnã, o consumo de obras niilistas, experimentais, cínicas, que contassem com uma alta carga de humor aumento consideravelmente. E o cinema, tal como outras formas artísticas, foi a válvula de escape perfeita para tudo isso.

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Sample: Rill Rill, Sleigh Bells

Responsável por “Treats”, um dos discos mais festivos e barulhentos do ano passado, o duo Sleigh Bells é interessante por, definitivamente, não se encaixar num gênero musical definido. Os caras transitam do rock ao funk e do R&B ao punk, entre outras fusões, com uma naturalidade que impressiona e uma energia invejável: coloque as gravações da dupla pra tocar bem alto se você procura música que injeta adrenalina de um jeito bem próprio e arrepia todos os pêlos do teu braço.

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Music Monday: The Very Best

Semana passada perguntaram-me o que eu estava a ouvir nos meus fones de ouvido. Quando eu respondi “The Very Best” houve uma réplica do tipo: “Não conheço. É “the very best” mesmo?”. Fiquei um pouco embaraçado. O que eu ouvia era The Very Best, mas será que era the very best mesmo? Eu não sabia. E pra ser sincero ainda não sei… Mas olha, é tudo tão bom que se não for, chega bem perto. Continue lendo →

Miolão Mixtape n.16

Sacana. Meio brusca. Rápida. Direta. Dançante. Assim é nossa nova mixtape. Ela, que talvez incomode bastante seus vizinhos, é barulhenta e irresistível bem como a vida deve ser. Continue lendo →

Duelo: SOMETIMES, Britney Spears x Noisettes

O post de hoje é especial. Primeiro porque ele marca o retorno de uma seção bastante querida pelos leitores e depois porque ele registra minha estreia como redator no “Duelo”.

Para começar com o pé direito, escolhi duas músicas que não poderiam ser mais diferentes: do lado direito do ringue temos a inocente Sometimes da (não tão inocente assim) Britney Spears; e do lado esquerdo temos a interessantíssima Sometimes dos Noisettes.

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Miolão Mixtape n.14

Psiu! Click! Crash! Bang! Boom!

É nesse clima de sons e ruídos que a gente convida vocês a escutarem nossa nova mixtape.

Se vocês derem uma olhada na tracklist, vão notar que as músicas não tem muuuito a ver uma com as outras excetuando um único detalhe: todas elas contém onomatopéias em sua composição. Caótica e meio bagunçada, a mix da vez entrega exatamente o que a capa promete desordem e confusão. Sem medo de ser feliz, a gente transita do pop ao punk e do rock ao rap com músicas impactantes e estrondosas. Se liga só:

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Os Strokes pararam no tempo?

Acabou que a volta dos Strokes era verdade mesmo. O show surpresa em 2010, o lançamento do clipe de Under Cover of Darkness e a divulgação de prévias de todas as faixas do cd confirmou o que os caras já diziam (e que muita gente duvidava): eles voltaram e voltaram mesmo.

O novo videoclipe começar exatamente onde You Only Live Once, de 2006, acabou só mostra que a banda quer continuar de onde parou. É como se eles dissessem que nesse tempo de hiato nada de muito interessante aconteceu no mundo da música e que eles vão reassumir seu lugar na marra, continuando a mesma caminhada.

A questão é: será que nada de interessante aconteceu? Antes de responder um óbvio “Hey, dude, é claaaro que coisas interessantes aconteceram! Fingir que não é burrice!“, bora pensar nas bandas contemporâneas ao Strokes e ver o destino que elas tiveram?  Talvez isso ajude a entender o que passou pela cabeça de Julian e companhia ao continuar em terreno seguro, sem arriscar novidades…

The Vines

O revival do garage rock não seria o mesmo sem The Vines. A banda australiana fazia questão de ser meio retardada e  debochava quando a imprensa dizia que eles iam salvar o rock ou que eram o novo Nirvana. O entusiasmo do público e da crítica, no entanto, foi ficando cada vez mais morno a ponto de que Melodia, seu último álbum lançado, não recebesse a mínima bola.

A coisa foi tão feia que deixou eles meio traumatizados. Porque só isso explica eles terem gravado um disco inteirinho há cerca de 8 meses e o manterem em segredo até hoje. Se liga aí em Gimme Love, uma das faixas do novo trabalho que ainda não viu a luz do dia:

Menos pura que os outros singles do The Vines, Gimme Love parece ter vindo direto da década de 70. Ainda não se sabe as direções que eles vão apontar, mas se você curtiu e acha que vale a pena esperar, dizem que o disco vai sair finalmente em abril com o nome de Future Primitive. Será?

The Hives

Assim como aconteceu com The Vines, o The Hives viu sua popularidade diminuir junto ao público a cada lançamento. O que é revoltante visto que seus últimos trabalhos foram os melhores de sua carreira. Sem comodismo, a banda trabalhou até com o Pharrel Williams, do N*E*R*D, pra encontrar novas direções. Pena que os únicos que parecem terem percebido isso foram os críticos. Puft!

Ano passado eles lançaram Tarred and Feathered, um ep de covers do qual saiu a música que você ouve aí embaixo:

Depois disso, eles lançaram um single de Natal e sumiram do mapa. Dizem que eles estão em estúdio. Tomara que seja verdade.

The White Stripes

O que aconteceu com essa dupla vocês já estão cansados de saber, né? O fim prematuro de um dos grupos mais legais das últimas décadas fez com que muitos fãs (e eu me incluo nessa) ficassem órfãos. O legado deixado por Meg e Jack incluem 6 álbuns de estúdio que passeiam entre o rock, o blues, o folk, o garage rock e o punk. Reflexo de mentes inquietas que não quiseram se acomodar.

Acima, vemos o sensacional vídeo de Conquest, regravação de Patti Page.

Strokes


E, finalmente, voltamos aos Strokes. Sem a força dos grupos que emergiram junto com eles em meados dos anos 2000, eles são mais ou menos como a resistência, como “o que sobrou”. Eles, que um dia foram iludidos com a promessa de que salvariam o rock (que nunca precisou ser salvo), não caíram na real ainda de que são apenas uma banda de rock que em outros tempos tiveram o ego inflado pela crítica. Que venha o disco. Por mais que eles sejam subestimados, ainda são uma ótima banda de rock.

 

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