MIOLÃO • R&b - Part 2
 

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Miolão Mixtape n.13

Outro dia li no twitter de alguém algo mais ou menos assim: “a melhor parte do Carnaval é o feriado e a pior parte é o Carnaval“. Se você assim como nós está completamente alheio a folia, desfiles e marchinhas, aproveite e baixe nossa nova Mixtape e seja (mais) feliz.

O tema da vez é I Love College: músicas que falam sobre ou que remetem ao universo das salas de aula e arredores. Arrisco dizer que de todas seleções que fizemos essa daí é a que mais engloba gêneros diferentes. Tem pop, rock, indie, R&B e muito muito muito mais. À primeira vista, talvez, isso tudo pareça um pouco bagunçado… Mas se você prestar atenção vai ver que faz até que bastante sentido. A capa, como vocês já devem ter visto, é um take do clipe … Baby One More Time, de Britney Spears, um verdadeiro tributo a chatice e ao tédio que só a escola pode proporcionar. Mas não se enganem, só a capa que é assim… O conteúdo da mixtape vai servir como um antídoto a tudo isso. Hahaha!

Tá, eu sei.  Tô ficando chato, né?  Vou calar a boca. Maaaaaas é sério, baixem. Aposto que até que quem não gostava de escola (faculdade) vai se divertir. ;]

Se liga na tracklist:

01. Britney Spears – … Baby One More Time
02. Tiê – Se Enamora
03. Hello Saferide – Highschool Stalker
04. The White Stripes – We’re Going To Be Friends
05. Lulu Santos – Minha Vida
06. Cazuza – Faz Parte do Meu Show
07. Alicia Keys – Teenage Love Affair
08. Beastie Boys – College Girls Are Easy
09. Asher Roth – I Love College
10. Skye Sweetnam – Billy S.
11. John Mayer – No Such Thing
12. The Pipettes – Judy
13. Black Lips – Bad Kids
14. Legião Urbana – Química
15. Pink Floyd – Another Brick In The Wall (Part 2)
16. Air – Highschool Lover

Baixe agora!

Yeah Right: o retorno de Dionne Bromfield

Apadrinhada pela tia famosa, uma tal de Amy Winehouse, Dionne Bromfield lançou seu primeiro disco com 13 anos de idade. Apesar da pouca idade, a mocinha mostrava desde o princípio expertise e talento de gente grande. Seu debut contou com um repertório recheado de clássicos do soul em releituras espirituosas, divertidas e, às vezes, intensas.

Hoje, 2 anos depois, ela prepara um novo trabalho. O novo single, Yeah Right, parceria com o menino Diggy Simmons, aponta novos caminhos: se no passado a jovem mergulhava de cabeça na soul music dos anos 60, dessa vez a garota mistura influências da disco da década seguinte, os famigerados anos 70 – com uma pitada do R&B que dominou as paradas nos últimos 10 anos. Deliciosamente pop, a faixa é bastante animada e poderia ser incluída facilmente no repertório mais urban de Alicia Keys. Aliás, o rap do garoto Diggy Simons só confirma isso.

O clipe da canção, lançado essa semana, é um show à parte. Dirigido por Emil Nava, ele conta com uma edição acelerada, mostrando Dionne num hotel enquanto os funcionários trabalham… e dançam! Se liga aí nas coreografias:

Resta saber se o novo disco, que ainda não tem título e nem data de lançamento, seguirá a tendência de Yeah Right.

Lançaram! Mas ninguém deu bola…

Tantos discos vazaram no último mês que alguns deles podem ter simplesmente passado por você sem que notasse. O Miolão indica três álbuns que foram lançados/caíram na rede há pouco tempo e que ninguém deu tanta atenção, mas deveriam. Vem com a gente? :]

Yael Naim – She Was a Boy

Em 2007, os canais de música foram invadidos pelo simpático clipe e a cintilante melodia de “New Soul”, carro-chefe do segundo álbum da cantora Yael Naim. A moça, nascida em Paris e criada em Israel, já possuía um trabalho anterior – “In a Man’s Womb”, que a própria já declarou não gostar – mas ganhou projeção verdadeira graças ao sucesso da faixa em questão – otimista, ingênua e com um pianinho característico na introdução -, inserida no disco de mesmo nome.

A questão é que depois disso, ela sumiu. Nos últimos anos, até passou por nosso país, num show de pequena repercussão, mas memorável – e pouco foi ouvido a seu respeito.

O jejum, porém, está oficialmente rompido: o seu terceiro disco, “She was a Boy”, chegou às lojas gringas no último dia 15. O álbum não é um projeto solo: junto ao nome da cantora, está o de David Donatien, musicista indiano e amigo de longa data, que já havia dado uma mãozinha em trabalhos anteriores.

Naim declarou ter misturado todas as influências que mais aprecia em seu recente lançamento. Há arranjos que remetem à música clássica, referências a sonoridade indiana, folk e pop music. O tom do disco ainda é leve, só que mais “pé no chão” do que “New Soul” (o CD): aqui, Yael confronta seus parceiros amorosos, seus próprios sonhos e, apesar da doçura com que faz isso tudo, não aparenta fragilidade alguma. Sua voz está límpida como antes e a moça canta apenas em inglês – uma pena, pois ouvi-la cantando faixas em hebraico, como no antecessor, era muito interessante. Apesar de não entender nada, a forma com que as palavras fluíam era muito linda. haha. :]

Faixas de “She Was a Boy” que a gente destaca? A alegre “Come Home”, “I Try Hard”, “Puppet”, “Man of Another Woman”, com suas vocalizações impecáveis e a faixa título, que fala de uma mulher obstinada e incompreendida pelo seu caráter livre. Quando consideramos a mensagem em questão, a homenagem à Frida Kahlo na capa do álbum faz todo o sentido…

O primeiro single, a também ótima “Go To The River”, ganhou um clipe de mensagem válida e com ar meio flower power. Veja.

Nouvelle Vague – Couleurs Sur Paris

Sempre considerei o som da banda Nouvelle Vague gostoso, mas agradavelzinho (no diminutivo mesmo), e sem grandes atrativos. O grupo francês, especialista em releituras de canções clássicas do rock, punk-rock e algumas farofas da década de 80, coloca seu toque de “bossa-nova moderna” e música latina em quase tudo, soando meio repetitivo várias vezes.

Quando vi a lista de feats que faziam parte de seu novo álbum, contando com nomes que eu adoro (Yelle, Coralie Clement, Camille) fiquei instigado a ouvi-lo por inteiro. Baixei e tive uma grande surpresa ao ver que o álbum superou – e muito – minhas expectativas!

O disco apresenta, além das participações que eu citei, canções com os vocais de Coeur de Pirate, Vanessa Paradis e artistas menos conhecidos, como Olivia Ruiz, Hugh Coltman e a fofa Soko, que nós já apresentamos por aqui. Eles e outros são responsáveis por bons momentos, mais cativantes do que outros diversos da discografia do Nouvelle até então.

Outro destaque em “Couleurs Sur Paris” é o repertório, que coveriza canções menos conhecidas pela grande maioria. Se antes o grupo já regravou sucessos de Billy Idol, Talking Heads, The Police e Blondie, agora revitaliza um repertório quase obscuro saído da década de 80. Quem aí conhece Lio? Ou o grupo Kas Product? Ou Stephan Eicher, por exemplo? Pois é!

“Coeleurs…” é uma delícia de disco, que conta com interpretes talentosos, é bem arranjado e serve como ponte para conhecer muitos nomes interessantes da música de agora e também de outrora. E mais importante: não soa como “música de elevador”, como algumas gravações feitas por artistas que se aventuram a misturar os ritmos com que a Nouvelle Vague também brinca – pretensamente refinadas e um tédio.

Jazmine Sullivan – Love Me Back

Quando apareceu para o público, em meados de 2008, Jazmine Sullivan fez barulho com “Fearless”, seu disco de estréia, e entrou naquela categoria de artistas que salvam R&B radiofônico da banalidade, ao lado de nomes como Alicia Keys, Mary J. Blidge e Chrissette Michelle.

O álbum em questão, um apanhado de canções surgidas durante o fim de um relacionamento, possuem uma boa dose de rancor. Algumas delas foram muito bem nas paradas, como “Bust Your Windows” – que o elenco de Glee chegaria a interpretar em um dos episódios da série. Talentosa, com uma voz sensacional e sentimentos abertos em suas faixas, a moça foi indicada, inclusive, ao Grammy de Best New Artist, que não levou.

Mais de dois anos depois, ela ressurge com “Love Me Black”, que tem previsão de chegar às lojas no próximo dia 30 – mas caiu na rede há dias, sem fazer nenhum barulho.

Mais leve do que seu antecessor, o disco mostra a moça com as mesmas interpretações vigorosas, tratando de assuntos variados sem perder a intensidade de antes. Jazmine reflete agora sobre questões da fama, arrisca doces confissões românticas e quando fala de problemas em relacionamentos, vai direto ao ponto, sem meias palavras, como se quisesse expurgar o que a incomoda de uma vez só.

Ela flerta com a sonoridade anos 80 em “Don’t Make Me Wait”, canta ao lado de Ne-Yo em “U Get On My Nerves”, emociona na linda balada “Good Enough” e entrega um disco que se equipara ao anterior.

3 Momentos: Cee-Lo Green

Cee-Lo Green é mais ou menos como aquela receita que você inventou num sábado à tarde usando tudo que encontrou ao alcance das mãos e que, inexplicavelmente, deu certo.

Mesclando hip-hop com blues, R&B, funk e soul – principalmente soul -, Cee-Lo conseguiu construir uma identidade única, descolada e super interessante.

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Music Monday: Bruno Mars

Sem nenhum álbum lançado, Bruno Mars já conseguiu um feito que muitos artistas almejam: emplacou dois hits no Top10 da parada da Billboard em suas parcerias com Travie McCoy e B.o.B. . Talvez você nunca tenha se atentado, mas provavelmente já ouviu sua voz no refrão da ótima Nothin’ On You, do B.o.B., ou em Billionaire, aquela música do McCoy (vocalista do Gym Class Heroes) que a Claudia Leitte estrag, opa!, gravou em seu novo disco com o título de Famo.$a.

Com sua pouca idade – 25 anos – Bruno Mars já emprestou seu toque de midas como produtor de gente do naipe de Maroon 5, Alexandra Burke, Sugababes e Flo’rida.

Nascido no Hawaii, Bruno (que na realidade se chama Peter Hernandez II) possui um timbre peculiar e vem de uma linhagem de músicos. Em It’s Better If You Don’t Understand, seu primeiro EP, ele revela influências diversas que vão do pop ao soul, do reggae ao rock e do R$B ao hip-hop, de forma harmoniosa e acessível. Mesmo sem possuir nenhuma característica revolucionária ou nova, ouvir o disquinho com seus 13 minutos de música, soa como uma experiência refrescante e amena (algo tão simples, que, de certa forma, tem estado em falta nos últimos tempos).

Na bonita Talking to The Moon, que poderia facilmente estar num disco do Jason Mraz, Mars confessa que conversa com a Lua na esperança de que sua amada, que agora está longe, esteja do outro lado, falando com ele. Menos melancólica que a faixa anterior, Somewhere In Brooklyn,  é construída no teclado e soa bastante juvenil. O refrão, delicioso, tem cara que faria sucesso em alguma comédia-romântica ou grudaria no rádio por meses. The Other Side, primeiro single da carreira de Bruno (os featurings não contam, poxa!), conta com os reforços de Cee Lo Green – uma das metades do Gnarls Barkley – e de B.o.B.. Uma verdadeira pérola, é a melhor música do mini-disco e possui um refrão deliciosamente soul. Se liga só no clipe:

Até o final do ano Mars lançará seu primeiro álbum, ainda sem título definido. O primeiro single do cd será Just The Way You Are, uma música boa o suficiente (mas NADA comparado as do EP) para fazer a gente gravar o nome do rapaz, que, se eu estiver certo, vamos ouvir muito no futuro…

Sabe a Pixie Lott?

Capa do álbum de estréia de Pixie Lott

De tempos em tempos, aparecem novas “sensações” da música que estouram na Europa e chamam a atenção do público. Os olhares, dessa vez, estão virados para Victoria Louise Lott – conhecida como Pixie Lott, cantora de apenas 18 anos nascida no Reino Unido e que está conquistando as paradas, principalmente por lá, com seu primeiro disco, “Turn It Up”, lançado em meados de Setembro.

Ela está sendo “vendida” pela mídia especializada como uma cantora que está na mesma categoria de Joss Stone e Duffy. Devemos dizer, porém, que o trabalho da novata ainda não possui a “consistência” daqueles lançados por essas outras artistas. Não que seja ruim, pois não é: mesmo não trazendo nada de inovador, também não ofende. É simpático e gruda no ouvido. Algumas músicas lembram aquelas do início da carreira de Christina Aguilera, e nas mais lentas, sua voz remete à Kelly Clarkson. É nas mais agitadas, porém, que o disco se torna mais interessante.

Já foram lançados três singles até o momento:

Imagem de Amostra do You Tube

O primeiro, “Mama Do”, que atingiu a #1 posição nas paradas britânicas e em vendas no ITunes UK…

Imagem de Amostra do You Tube

…a contagiante “Boys and Girls” , que também atingiu a primeira posição no Reino Unido e é uma das melhores faixas do CD…

Imagem de Amostra do You Tube

…e a baladinha “Cry Me Out”, que dá cárie de tão doce, mas convence.

Sua música mistura elementos do R&b “jovem” e do pop radiofônico, mas com uma pitadinha “vintage” discreta. Um dos produtores do álbum é Red One, que trabalhou com Lady Gaga em “The Fame”. A cantora, que também já participou de musicais teatrais e especiais de tevê quando adolescente, esteve em turnê com a banda The Saturdays meses atrás, concorreu, entre outros prêmios, ao EMA de “Artista Revelação”, gravou recentemente músicas para o jogo The Sims 3 em simlish – sim, aquela língua bizarra que os personagens do jogo usam pra se comunicar  - e até criou uma camisa da grife Moschino, para fins beneficentes. A sua popularidade só está aumentando, e se você quiser conhecê-la melhor, vale lembrar que a versão nacional do CD já está à venda por aqui e você consegue encontrá-lo na rede pra baixar fácil, fácil. A cantora também está no Twitter: www.twitter.com/pixiesongs.

Pixie Lott

Nem precisa apertar a barriga pra que ela cante! ;)

 

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