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Music Monday: Rizzle Kicks

Acho que os inglesinhos do Rizzle Kicks poderiam vender suas músicas na farmácia com a indicação de que seu som serve para alegrar o dia. Sério, gente! O som que esses moleques produzem é tão efusivo e divertido que deve funcionar melhor do que muito Prozac.

Dotados de uma energia ímpar, a dupla formada por Jordan “Rizzle” Stevens e Harley “Sylvester” Alexander-Sule, não tem limites: misturando soul, rap, pop, rock, indie, reggae e até funk e mariachi, eles criam bases bastantes exóticas para destilar suas rimas bobas e refrões pegajosos.

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Joss Stone – LP1

Na última semana li um artigo muito interessante de Alexandre Matias a respeito do futuro do álbum. Em linhas gerais, o jornalista defendia que o cd, como conhecemos, ficou obsoleto por causa da revolução que o formato digital causou na forma em que consumimos música. Segundo o autor, o futuro do disco enquanto uma coletânea de canções que se convergem em um certo ponto – seja estético, temático ou sonoro – ficou no passado porque hoje em dia o que movimenta o mercado são canções avulsas. As evidências apresentadas por Alexandre soam bastante convincentes, mas não podem ser tomadas como verdades absolutas por um motivo bastante simples: alguns artistas – como ele mesmo reconhece – ainda focam seus esforços (e pessoalmente acredito que vão continuar focando) em combinar em 12 ou 15 faixas toda uma ideia de conceito para contar histórias. E esse é o caso de LP1, o quinto álbum de estúdio da inglesinha Joss Stone.

Para entender melhor o que o LP1 significa na discografica de Joss, é necessário fazer uma retrospectiva em sua obra.

A cantora, que de certa forma fez com que o mundo prestasse mais atenção no gênero soul, que há era tido como inexpressivo – comercialmente falando -, lançou seu debut há exatos oito anos. The Soul Sessions, como foi intitulado, era um conjunto com 10 belíssimas regravações de clássicos de blues e soul (com exceção da ousada – e deliciosa – versão de Fell in Love With a Girl dos White Stripes). A maturidade e segurança que transparecia em cada uma das faixas fez com que o disco arrancasse elogios e suspiros, consolidando o nome de Joss, que na época tinha 16 anos, como uma das grandes promessas para o futuro.

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Major Lazer produzindo disco novo do No Doubt? Yeees!

Eu sei, eu sei, eu sei que essa história de “disco novo do No Doubt” parece mais lenda urbana do que um fato – já que ela rola por aí desde 2004. No entanto, Tom Dumont, o guitarrista, renovou minha fé quando não só falou como “mostrou” novidades.

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Sample: Stars Are Blind, Paris Hilton

Podem rir: eu sei que soa meio ridículo escrever qualquer coisa que tenha Paris Hilton como tema. Mas se tem uma coisa que não é nada rídicula é Paris, o álbum de estréia da loirinha.

Produzido por gente do naipe de Greg Wells (responsável por discos de Mika e Katy Perry) e Kara DioGuardi (Britney Spears e Christina Aguilera), o debut de Paris Hilton foi mal recebido pelo público não pelo fato de ser ruim, mas sim por parecer um capricho sem propósito de uma menininha mimada que acordou e decidiu ser cantora. No entanto, quem se deu ao trabalho de ouvir o breve disquinho (ele tem pouco mais de 40 minutos!), percebeu que havia nele algo refrescante e deliciosamente pop. Continue lendo →

Music Monday: Bruno Mars

Sem nenhum álbum lançado, Bruno Mars já conseguiu um feito que muitos artistas almejam: emplacou dois hits no Top10 da parada da Billboard em suas parcerias com Travie McCoy e B.o.B. . Talvez você nunca tenha se atentado, mas provavelmente já ouviu sua voz no refrão da ótima Nothin’ On You, do B.o.B., ou em Billionaire, aquela música do McCoy (vocalista do Gym Class Heroes) que a Claudia Leitte estrag, opa!, gravou em seu novo disco com o título de Famo.$a.

Com sua pouca idade – 25 anos – Bruno Mars já emprestou seu toque de midas como produtor de gente do naipe de Maroon 5, Alexandra Burke, Sugababes e Flo’rida.

Nascido no Hawaii, Bruno (que na realidade se chama Peter Hernandez II) possui um timbre peculiar e vem de uma linhagem de músicos. Em It’s Better If You Don’t Understand, seu primeiro EP, ele revela influências diversas que vão do pop ao soul, do reggae ao rock e do R$B ao hip-hop, de forma harmoniosa e acessível. Mesmo sem possuir nenhuma característica revolucionária ou nova, ouvir o disquinho com seus 13 minutos de música, soa como uma experiência refrescante e amena (algo tão simples, que, de certa forma, tem estado em falta nos últimos tempos).

Na bonita Talking to The Moon, que poderia facilmente estar num disco do Jason Mraz, Mars confessa que conversa com a Lua na esperança de que sua amada, que agora está longe, esteja do outro lado, falando com ele. Menos melancólica que a faixa anterior, Somewhere In Brooklyn,  é construída no teclado e soa bastante juvenil. O refrão, delicioso, tem cara que faria sucesso em alguma comédia-romântica ou grudaria no rádio por meses. The Other Side, primeiro single da carreira de Bruno (os featurings não contam, poxa!), conta com os reforços de Cee Lo Green – uma das metades do Gnarls Barkley – e de B.o.B.. Uma verdadeira pérola, é a melhor música do mini-disco e possui um refrão deliciosamente soul. Se liga só no clipe:

Até o final do ano Mars lançará seu primeiro álbum, ainda sem título definido. O primeiro single do cd será Just The Way You Are, uma música boa o suficiente (mas NADA comparado as do EP) para fazer a gente gravar o nome do rapaz, que, se eu estiver certo, vamos ouvir muito no futuro…

 

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