MIOLÃO • Regina Spektor - Part 2
 

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Cover: On The Radio, Wade Johnston

Essa semana, foi confirmado que a cantora Regina Spektor irá se apresentar em nosso país em outubro durante o festival SWU Music & Arts Festival, em Itu. Por essa razão, o Miolaoteam resolve homenagear a moça trazendo, no “Cover do Dia” de hoje, uma simpática versão de “On The Radio” – faixa do álbum “Begin To Hope” e uma de suas mais cativantes criações.

A reflexão agridoce sobre a perenidade da vida narrada pela russinha ganha ares menos dramáticos com o cantor Wade Johnston nos vocais. O moço é líder do trio Wade Johnston and the Navigators (vale ouvir!), mas antes de formar a banda já colocava vídeos em que aparecia interpretando suas músicas favoritas no Youtube. Esse é um deles: com um ukelele e um ar propositalmente desajeitado, Johnston transforma “On The Radio” numa faixa à la Jason Mraz que não supera a original, mas soa tão brincalhona e despretensiosa que é dificil não se contagiar. :)

Confira abaixo, até 03:24:

As cenas e os temas (Parte 1)

É incrível como a música certa pode ressaltar a cena de um filme, e igualmente bom quando uma canção ganha um significado mais amplo ou novo quando inserida num contexto marcante. O Miolaoteam apresenta nesse post a primeira parte de uma lista de “uniões” perfeitas das telonas – imagens e músicas que envolvem, conhecidas ou não, que merecem ser conferidas. Veja só e opine: além das citadas, que outras cenas não poderiam ficar de fora?

ps. Gostariamos de ter colocado os links com os respectivos trechos para que você pudesse ver, mas nem todas as cenas foram encontradas disponíveis na Internet.

The Blower’s Daughter (Damien Rice) – Closer

Aqueles que foram assistir a “Closer – Perto Demais” no cinema se surpreenderam logo nos créditos iniciais. A cena de abertura, que mostra o encontro de Alice/Jane (Natalie Portman) e Daniel (Jude Law) permanece no imaginário de muitas pessoas devido à uma canção belíssima, de um cantor não muito conhecido até então: a inserção de “The Blower’s Daughter” na trilha sonora do filme apresentou Damien Rice ao público e caiu como uma luva em uma das tramas românticas (ou quase?) mais realistas dos últimos anos. A música fala sobre uma paixão avassaladora, angustiante até o final, quando, depois de alguns segundos em que a canção parece ter acabado, o cantor sussura: “…till I find somebody else…”. Comentário sarcástico, que de certa forma permeia toda a trama e os envolvimentos mostrados em “Closer”. Ouça.

Cat People (Putting Out Fire) – (David Bowie) – Bastárdos Inglórios

Sendo ou não fã de Bowie ou de Tarantino, é impossível não se arrepiar com essa cena, em que Shosanna, personagem de Melanie Laurent, veste-se para executar um plano definitivo em sua vida, que envolve seu cinema, vingança… e aquilo que sugere o nome da canção. Mais uma perfeita junção de música + imagens, freqüente nos trabalhos de Quentin: sua filmografia por si só geraria uma ótima lista de momentos antológicos. Ouça.

Hero (Regina Spektor) – (500) Dias Com Ela

(500) Dias com Ela é um filme sensacional, com uma trilha sonora à altura – foi torturante escolher apenas um momento e uma canção para ser representada nessa lista. Hero, da russa Regina Spektor torna ainda mais triste um dos diversos devaneios de Tom – o carismático Joseph Gordon-Levitt – que fantasia sobre como seria a realidade perfeita para o seu romance com Summer, vivida por Zooey Deschanel. É quase irônico ver os seus desejos indo por água abaixo enquanto Regina canta “I’m the hero of the story, don’t need to be saved”. Tom aprende que  “no one’s got it all”, como sugere a letra. O aperto no peito, pra quem está assistindo, é inevitável. Ouça.

Just Like Honey (The Jesus and Mary Chain) – Encontros e Desencontros

Sofia Coppola é outra diretora cuja música parece essencial no desenvolvimento de suas histórias. Depois de “As Virgens Suicidas”, ela lançou seu segundo filme, “Encontros e Desencontros”, sobre um ator de Hollywood decadente e a esposa de um fotógrafo que se encontram por acaso em Tóquio e percebem que algo novo está nascendo conforme vão se conhecendo melhor. A cena final do longa, embalada por uma das mais famosas canções de The Jesus and Mary Chain é tocante. A sensação é que você está lá, também envolvido por um abraço, pela saudade que os dois personagens já sentem um pelo outro… e pela beleza aterradora do Japão.  Ouça.

Both Sides Now (Joni Mitchell) – Simplesmente Amor

Essa música de Joni Mitchell, originalmente inserida no seu álbum “Clouds”, de 1969, aparece em nova roupagem na trilha sonora do filme “Simplesmente Amor”, embalando uma das melhores cenas que envolvem a personagem de Emma Thompson, uma mulher de meia-idade que descobre estar sendo traída pelo marido.  Na canção, Joni, fala sobre a importância de olhar para o lado bom e ruim das coisas, e é impossível não relacionar o discurso da cantora ao da dona de casa, que acaba de descobrir que seu relacionamento não é mais estável como parecia ser. Comparar a gravação original com essa versão, da própria Mitchell é um destaque por si só. Anos depois, a música parece ainda mais poderosa com os vocais carregados de experiência da americana. E viva Emma, que nos brinda com uma das cenas mais intensas do filme. Ouça.

Anyone Else But You (The Moldy Peaches) – Juno

Ellen Page, a atriz que interpreta Juno no filme escrito por Diablo Cody, foi quem sugeriu a inserção de canções do grupo The Moldy Peaches na história da adolescente espirituosa que engravida de seu namorado nerd. A própria canção tem um espírito jovem: é uma música simples – basicamente violão e voz – em que Kimya Dawson e Adam Green refletem sobre a relação torta e cheia de descobertas que estão vivendo. “We sure are cute for two ugly people. I don’t see what anyone can see in anyone else but you”, cantam. O dueto toca em alguns momentos importantes do filme, inclusive em uma cena que, quase no improviso, Ellen Page e Michael Cera interpretam a música que o Miolaoteam cita agora. Ouça.

Come Pick Me Up (Ryan Adams) – Elizabethtown

Na maleta de viagens de Claire Colburn, personagem de Kirsten Dunst em Elizabethtown, um dos discos do cantor Ryan Adams é presença constante, como aparece em algumas cenas do filme. Aqui, uma das músicas do cara serve como trilha para o começo do romance de Claire e Drew (Orlando Bloom), numa cena saborosíssima: é encantador ver os dois personagens, envolvidos por contextos tão diferentes, descobrindo as peculiaridades de suas personalidades aos poucos, conforme a agitação de um novo amor vai surgindo. “Come Pick Me Up” fala sobre sobre a empolgação típica do começo de um relacionamento e do desejo de escapar com alguém especial. Singelo. Ouça.

Joshua & Regina: parceria de GIGANTES!

No último dia 21, Joshua Bell, um dos mais conceituados violinistas do mundo recebeu convidados especiais no Lincoln Center em Nova York para o espetáculo “Live in Lincoln Center – Joshua Bell with Friends”, que foi transmitido ao vivo no exterior pela rede de TV PBS.

Entre as diversas participações da noite, estava a cantora russa Regina Spektor, que cantou a sua música “Left Hand Song” acompanhada pelos arranjos precisos do anfitrião. Os artistas já haviam realizado a gravação da faixa para o disco “At Home With Friends” de Joshua, lançado no ano passado.

Imagem de Amostra do You Tube

Regina Spektor, mostra que domina a cena com seu piano e sua dramaticidade – mesmo com uma platéia aparentemente fria, como dá pra constatar no vídeo. E Joshua Bell, que já tocou no Brasil e traz na bagagem diversos prêmios como o Grammy e um Avery Fisher (prêmio dado à artistas que oferecem uma grande contribuição pra música clássica), mostra que não é considerado uma referência no cenário musical por acaso.

Covers que valem a pena conhecer! (Parte 2)

Lady GaGa: Viva La Vida (Coldplay)

Lady+GaGa+The+Fame+Monster

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=t2aE-mnNZJ4
As versões que Lady Gaga faz de algumas músicas são inconfundíveis, assim como essa. É até bacana, mas tirou totalmente o ar “épico” e a empolgação crescente da gravação original. Adoro a cantora, mas lá pela metade, a versão de Gaga já começa a enjoar.

Fiona Apple: Across The Universe (Beatles)

Fiona Apple.

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=8gLWTtlMwo4&feature=fvw
Um daqueles casos em que a regravação é melhor do que a versão original. A dos Beatles é ótima, mas a tristeza envolvente que Fiona Apple emprestou a esse cover é de arrepiar.

Nelly Furtado: Sozinho (Caetano Veloso)

Nelly Furtado

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=oSgTC6WXv7w
Nunca gostei muito de nenhuma das versões dessa música, mas o sotaque lusitado de Nelly Furtado deixou-a, no mínimo, um pouco mais cativante.

The Killers: Girls Just Wanna Have Fun (Cyndi Lauper)

The Killers

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=-RrRSPjLvWI
Inspirados pela dance music em seu último álbum, pode ser que os garotos do The Killers tenham se empolgado o suficiente pra fazer um cover do clássico de Cyndi Lauper. Brandon sempre se solta nas dancinhas!

St Vincent – These Days (Nico)

St. Vincent

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=1vxQs84FMWQ
A voz de St. Vincent soa frágil e indefesa nessa versão da música composta e gravada por Jackson Browne e posteriormente pela ex-vocalista do Velvet Underground, Nico. A letra da música é linda, um lamento. E cada pessoa que a interpretou mostra nuances completamente diferentes – ora a canção soa mais otimista, algumas vezes totalmente desesperançosa. Annie Clark, a.k.a St Vincent, por sinal, é uma ótima cantora, que pode vir a se tornar mais conhecida por uma música sua inserida na trilha sonora de “Lua Nova”. Conheçam a banda, mas não precisam ir ver o filme no cinema, tá?

One Republic: Mercy (Duffy)

One Republic

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=fD8sLsvn9qQ
A banda, que ficou famosa ao gravar “Apologize” com Timbaland, regrava a música da cantora Duffy, que ficou impregnada na cabeça de muita gente no ano passado. Boa para aqueles que simpatizam com a canção, mas detestam os agudinhos da artista. Até eu que gosto, admito: de vez em quando é difícil ouví-la por períodos prolongados sem querer dar um soco no rádio. (?)

Johnny Cash: Hurt (Nine Inch Nails)

Johnny Cash

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=o22eIJDtKho
Johnny Cash se apropriou da música, com sua voz de mágoa e naturalmente melancólica. Outra no mesmo nível da versão original.

Florence And The Machine: Halo (Beyoncé)

florence-and-the-machine

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=0_ohj99qeBA
Depois do susto que levei com a cara da Florence Welch , a.k.a. Florence + The Machine na foto do vídeo, me atentei a versão curiosa de Halo que ela fez. Gosto da artista, mas não posso dizer que essa versão seria hit no meu mp3. (?) O resultado é estranho.

Ida Maria: Sweet About Me (Gabriella Cilmi)

Ida Maria

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=aBITg73bYw8
Sabe a música do comercial do Rexona, com a mocinha de cabeça pra baixo? Ganhou uma versão menos “arrumadinha” da roqueira Ida Maria. Ficou ótima!

Corinne Bailey Rae: Sexyback (Justin Timberlake)

Corinne Bailey Rae

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=v5P9lZC4stE
Corinne Bailey Rae consegue, de certa forma, tirar todo o “assanhamento” (?) da música de Justin Timberlake.

Regina Spektor: Love Profusion (Madonna)

Regina Spektor

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=64mdCi95ySs
Ignore a má qualidade de gravação: Regina Spektor transformou um dos singles do álbum “American Life” em uma de suas músicas impecáveis tocadas no piano.

Elvis Costello: Beautiful (Christina Aguilera)

Elvis Costello

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=Gkd4rq0hRyY
Versão de “Beautiful”, música escrita por Linda Perry e interpretada por Elvis Costello que certamente marcou para os fãs da série House M.D!

(500) Days Of Summer

(500) Dias Com Ela

Descrever este filme em duas linhas parece uma tarefa bem simples à primeira vista.

(500) Dias Com Ela conta como Tom Hansen se apaixona por Summer. E também sobre como ela não se apaixona por ele.

Logo de início somos apresentados a Tom, um garoto que cresceu assistindo filmes de amor, tendo certeza que um dia viveria uma história tão linda quanto as que via no cinema. Do outro lado da tela, conhecemos Summer. Uma garota filha de pais separados que só ama de verdade duas coisas na vida: seu longo e lindo cabelo negro e a facilidade que o corta sem sentir absolutamente nada.

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