Depois de muita expectativa e mais tempo do que qualquer um gostaria de esperar, Carina Round finalmente lançou Tigermending, seu 4º álbum de estúdio. Conforme falamos num texto a respeito dos discos mais esperados pelo MiolãoTeam em 2012, pouquíssimo se sabia a respeito do que a moça pretendia com o disco. Sabia-se que ela passara um tempo trabalhando com artistas que em pouco ou nada se assemelham a ela e que havia declarado que haveria influências deles em seu novo trabalho. Mas tudo isso era óbvio, já que é impossível passar tempo com um artista que você respeita e não absorver nada dos elementos que ele utiliza. Faltava mesmo era que a moça nos apontasse uma direção para a qual ela pretendia seguir. Sinceramente? Eu acho que mesmo que Carina tivesse dito “esse vai ser um álbum do gênero x”, nós ainda nos assustaríamos diante do produto final. Um susto do tipo bom.
Para a colaborar com o álbum, Round recrutou nomes de peso: Dave Stewart (do Eurythmics), Brian Eno e Billy Corgan. E isso é apenas o começo da miscigenação de influências e sonoridades encontradas em Tigermending. A produção do álbum começou bem no início de 2011, de modo que durante esse tempo pudemos ter contato com algumas de suas faixas por meio de programas de TV (vejam só, Pick Up The Phone tocou em Pretty Little Liars!), em lives ou através de rádios. Em sua maioria, as canções apareceram em versões não finalizadas e algumas se distanciam tanto do que encontramos no disco que parecem ter sido completamente refeitas. O que sei é que, por mais que Carina declare por aí que não gosta das comparações com PJ Harvey, esse disco soa – e muito – como Stories From The City, Stories From The Sea. E um pouco como Metals, da Feist. E isso é uma coisa boa.
























