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Top 5: Atrizes que cantam

zooeytopo

Não sei quanto a vocês, mas quando alguém me fala que tal cantora decidiu fazer um filme (argh!) eu já fico com preguiça… Mas quando a situação é inversa – quando uma atriz decide cantar -, me interesso de pronto, visto que na maioria das vezes saem coisas, no mínimo, curiosas.

Que fique claro que eu não estou falando de J.Lo., Miley Cyrus, Xuxa ou coisas desse naipe. O objetivo da lista é apontar atrizes que cantam – e que cantam bem, obrigado.  Previno-os também que nesse Top 5 não haverá destaque para Judy Garland, Barbra Streisand ou Marilyn Monroe,  uma vez que suponho que todos sabem o quanto elas foram fantásticas, certo?

Então, dito isso, só me resta perguntar: preparados?

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Trilha Sonora: “And I am telling you I’m not going” – Jennifer Hudson

Nós do Miolaoteam inauguraremos hoje uma nova sessão no blog, a “Trilha Sonora da Semana”. Baseada em dois especiais que nós fizemos anteriormente (você pode conferir clicando aqui e aqui), ela irá relembrar momentos marcantes do cinema em que a música possui papel tão essencial quanto qualquer outra coisa em cena.

Vamos conhecer aquela que irá abrir a série de posts? Antes, uma pequena introdução…

Falemos do filme em questão: “Dreamgirls”, dirigido por Rob Marshall e lançado em 2006 é a adaptação para os cinemas do espetáculo da Broadway de mesmo nome, que arrebatou público e crítica em meados de 80 e venceu vários Tony Awards – o prêmio mais importante que existe para os musicais de teatro. Lançado pela Warner Bros em parceria com a DreamWorks, foi dirigido por Bill Condon (roteirista da “versão longa metragem” de outra peça de sucesso, “Chicago”) e conta a história de um talentoso trio de cantoras em busca do reconhecimento na indústria fonográfica – trama claramente inspirada na trajetória real do grupo The Supremes, liderado por Diana Ross, que chegou ao fim devido à brigas entre as integrantes e planos divergentes de empresários da época.

O elenco da adaptação é composto por nomes de peso que transitam entre o cinema e as prateleiras das lojas de discos, como Beyoncé e Jamie Foxx, e também artistas como Anika Rose, Eddie Murphy e alguém que, na época, ainda não era lá muito conhecida pelo grande público: Jennifer Hudson. A moça, uma das finalistas do American Idol gringo, não levou o prêmio máximo do programa, mas se tornaria mais famosa do que muitos que venceram alguma edição do show de talentos. Com “DreamGirls”, Hudson fez sua estréia nas telas e abriu caminho para sua carreira oficial na música. Encarnando Effie, a mais geniosa do grupo, Jennifer roubou a cena o tempo todo e, merecidamente, venceu o Oscar e o Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante. A cena escolhida (abaixo) justifica – e muito – os prêmios que ela ganhou:

A artista interpreta aqui “And I Am Telling You I’m Not Going”, música também entoada no espetáculo teatral. Sua personagem, prestes a perder sua vaga no trio, desconfia que o noivo, Curtis (também empresário das garotas), tenha perdido de vez a confiança que tinha nela e também o amor dos velhos tempos. Desesperada, ela diz que nunca irá abandoná-lo, ainda que ele cometa as maiores loucuras do mundo, e é obrigação dele compreender isso. Jennifer emociona e nos deixa boquiabertos, injetando uma força absurda e muito sentimento à faixa, composta por Tom Eyen. Digna de aplausos!

Ah, e duas curiosidades: na montagem teatral, a canção ganhava vida na voz de uma mulher com nome parecido, Jennifer Hollidays, cantora de relativo sucesso na década de 80 e com talento equivalente ao da contemporânea. Confira uma filmagem da época – mais especificamente a partir de 3:33:

As duas já se apresentaram juntas num show de Hudson no ano passado, um verdadeiro duelo de titãs. Se você assistir o vídeo até o fim, verá que as palavras ditas por um cara da platéia enquanto assiste, hilários e “chocados” “oh my God! Oh my God!” sintetizam bem a reação de quem ouve. Veja aqui.

ps1: A série “Trilha Sonora da Semana” foi idealizada pela Lucy, a nova integrante do Miolaoteam, que já tem postado por aqui mas ainda não se apresentou. Relaxem: nós vamos tirar ela do armário nos próximos dias. No bom sentido. ;)

Globo de Ouro 2010: O Que Esperar?

Há mais ou menos um mês, para ser exato desde a manhã do dia 15/12/2009, cinéfilos do mundo inteiro ficaram em polvorosos com a lista de indicados ao Globo de Ouro 2010.

Tido como o ‘segundo’ principal prêmio do cinema, o Globo de Ouro funciona como um termômetro para o Oscar, potencializando as chances de indicações dos filmes e premiando merecidamente, vez ou outra, grandes películas.

O líder de indicações deste ano e também favorito é Amor Sem Escalas. A nova comédia dramática de Jason Reitman, responsável por hits como Juno e Obrigado Por Fumar, sai na frente com 6 indicações. Logo atrás vem Nine, de Rob Marshall, com 5 indicações.

Confira agora nossos palpites para o prêmio:

Melhor filme drama:


“Amor Sem Escalas”
Bastardos Inglórios
Avatar
“Guerra ao Terror”
Preciosa

Arrebatando tudo que é prêmio nos principais eventos de cinema, Amor Sem Escalas é favorito absoluto. O sucesso de público de Bastardos Inglórios não foi suficiente para colocá-lo no posto de queridinho dos críticos e suas chances são relativamente pequenas. A indicação de Preciosa já pode ser encarada como um prêmio: embora o filme seja incrível, ele não possui o “perfil” dos vencedores e acabou sendo ofuscado pelo já mencionado Amor Sem Escalas. Avatar marca presença mais pela megalomania de seu realizador do que qualquer outra coisa. Já o ótimo Guerra ao Terror corre por fora e pode surpreender, principalmente se der na telha dos votantes premiar um filme com teor político.

Melhor filme comédia/musical:

(500) Dias Com Ela
“Se Beber, Não Case”
“Simplesmente Complicado”
Julie & Julia
“Nine”

Ao que tudo indica Nine, o musical de Rob Marshall, tem grandes chances de sair como vencedor. A superprodução dividiu a crítica, mas o prestígio do diretor que já arrebatou o prêmio por Chicago e seu elenco estrelar colocam Nine à frente da disputa. (500) Dias Com Ela também tem chances, mas é bem mais possível que os votantes se rendam ao charme de Nine. Julie e Julia e Simplesmente Complicado correm por fora e parecem que estão ali apenas para completar o espaço vazio, principalmente esse segundo que, tirando a atuação de Meryl Streep, quase não foi “notado”. Sem dúvidas a grande surpresa da lista é Se Beber, Não Case. A comédia que foi hit no ano passado fecha a lista das indicações sem grandes chances (pena!).

Melhor direção:

Kathryn Bigelow, “Guerra ao Terror”
James Cameron, “Avatar”
Clint Eastwood, “Invictus”
Jason Reitman, “Amor Sem Escalas”
Quentin Tarantino, “Bastardos Inglórios”

Este ano, Clint, tadinho, quase não tem chances. A recepção morna de Invictus nos faz crer que a indicação já é o prêmio. Tarantino corre por fora, Kathryn Bigelow possui altas chances de surpreender e há quem diga que ela é a grande aposta pro Oscar. No entanto, aqui no Globo de Ouro, ela perde espaço para James Cameron pelo grandioso Avatar e Jason Retiman, com o preferido dos críticos Amor Sem Escalas.

Melhor ator em drama:

Jeff Bridges, “Crazy Heart”
George Clooney, “Amor Sem Escalas”
Colin Firth, “A single man”
Morgan Freeman, “Invictus”
Tobey Maguire, “Entre Irmãos”

Nessa categoria é mais fácil dizer quem não leva: Tobey Maguire e Morgan Freeman possuem chances reduzidas, para não dizer inexistentes, uma vez que seus longas não concorrem nas categorias principais e foram pouco lembrados em outras premiações. Colin Firth, o eterno Mr. Darcy, colhe ótimos frutos de A Single Man, mas a disputa fica mesmo entre George Clooney e Jeff Bridges. O primeiro é figurinha carimbada na premiação e tem a seu favor o ótimo hype de Amor Sem Escalas, já o segundo entrega uma das performances mais elogiadas do ano, encarnando um tipo que todo mundo adora: o homem que vence seus próprios problemas e se supera. Nosso palpite vai pra Clooney, mas Bridges (assim como Colin) pode surpreender.

Melhor atriz em drama:

Emily Blunt, “The Young Victoria”
Sandra Bullock, “The Blind Side”
Helen Mirren, “The Last Station”
Carey Mulligan, “Educação”
Gabourey Sidibe, “Preciosa”

Quando a temporada de prêmios começou, a novata Carey Mulligan foi logo apontada como favorita para tudo que era prêmio. Com outras estréias e surpresas, seu favoritismo ficou ameaçado. Também pudera, competindo com veteradas como Helen Mirren e Sandra Bullock fica díficil manter fôlego para vencer. Sandra, aliás, tem grandes chances de faturar o globo: além de estar presente numa produção que arrecadou bons trocados, ela, ao lado de Meryl Streep e Matt Damon, é uma das únicas com dupla indicação: e como ela não tem a mínima chance na categoria de atriz comédia tudo indica que ela seja, enfim, reconhecida por suas habilidades dramáticas. É esperar para ver. Corre por fora a fofa da Emily Blunt e a Gabourey Sidibe por sua maravilhosa Precious.

Melhor ator em comédia/musical:

Matt Damon, “O Desinformante”
Daniel Day-Lewis, “Nine”
Robert Downey Jr., “Sherlock Holmes”
Joseph Gordon-Levitt, “(500) Dias com Ela”
Michael Stuhlbarg, “A Serious Man”

Pode-se dizer que Damon e Robert estão fora da disputa. Daniel Day-Lewis, amado por todos, é o grande favorito. Já Joseph Goron-Levitt, que entregou uma das melhores performances do último ano, possui poucas chances mas permance na disputa. Michal Stuhlbar pode, quem sabe, surpreender e levar o prêmio.

Melhor atriz em comédia/musical:


Sandra Bullock , “A Proposta”
Marion Cotillard, “Nine”
Julia Roberts, “Duplicidade”
Meryl Streep, “Simplesmente Complicado”
Meryl Streep, “Julie e Julia”

Alguém aí duvida que Meryl ganha por Julie e Julia? Soberba no papel da chefe de cozinha Julia Child, Meryl arrebata elogios e sua vitória é quase garantida.  Nessa categoria ela reina absoluta e nenhuma das outras concorrentes podem ser vistas como ameaças.

Melhor ator coadjuvante:


Matt Damon, “Invictus”
Woody Harrelson, “O Mensageiro”
Christopher Plummer, “The Last Station”
Stanley Tucci, “Um Olhar do Paraíso”
Christoph Waltz, “Bastardos Inglórios”

Se o mundo fosse justo, Christoph Waltz venceria tudo e todos. O grande destaque de Bastardos Inglórios construiu um dos grandes vilões dos últimos anos e conseguiu dar seu recado entregando um desempenho impecável. Matt Damon também tem chances: além de ter uma dupla indicação ele é um dos pontos fortes de Invictus. O sempre ótimo Woody Harrelson corre por fora e Christopher Plummer só ganha mesmo se resolverem levar em consideração o “conjunto da obra”. Stanley Tucci fecha a lista sem grande buzz ao redor de seu nome.

Melhor atriz coadjuvante:

Penélope Cruz, “Nine” (2009)
Vera Farmiga, “Amor Sem Escalas” (2009)
Anna Kendrick, “Amor Sem Escalas” (2009)
Mo’Nique , “Preciosa” (2009)
Julianne Moore, “A Single Man” (2009)

Por incrível que pareça, Anna Kendrick, revelada na série Crepúsculo, é a bola da vez. Vera Farmiga, que ganhou notoriedade quando interpretou o interesse romântico de Leonardo DiCaprio em Os Infiltrados, também possui altas chances. Penélope Cruz tem a seu favor um histórico de 3 indicações e nenhuma vitória, o que talvez influencie na decisão dos votantes. Mo’Nique corre por fora e tem chances reais de abocanhar (merecidamente) o prêmio, aliás, essa é uma das únicas categorias em que Preciosa é (quase) favorito. Sem dúvida, uma das categorias em que a disputa está mais acirrada. Ah, e tem Julianne Moore, ótima as usual, mas dessa vez, com chances reduzidas.

Melhor filme estrangeiro:


“Baaria”
Abraços Partidos
“La Nana”
“Um Profeta”
“A Fita Branca”

Abraços Partidos tem tudo para levar. Só o nome Almodovar já é motivo suficiente para seu favoritismo. A Fita Branca, grande vencedor em Cannes ano passado, pode surpreender.

Melhor animação:

“Tá Chovendo Hamburguer”
“Coraline e o Mundo Secreto”
“O Fantástico Sr. Raposo”
“A Princesa e o Sapo”
“Up! – Altas Aventuras”

Se Up! vencer vai provar, mais uma vez, a força da Pixar. A boa recepção d‘O Fantástico Sr. Raposo eleva o filme a um patamar de concorrente direto. Coraline viu suas chances aumentadas quando arrebatou alguns prêmios mundo a fora. Já o magnífico A Princesa e o Sapo segue discreto com sua menção. Se for pra apostar, Up! leva.

Melhor roteiro:

Neill Blomkamp, “Distrito 9″
Mark Boal, “Guerra ao Terror”
Nancy Meyers, “Simplesmente Complicado”
Jason Reitman, “Amor Sem Escalas”
Quentin Tarantino, “Bastardos Inglórios”

A categoria mais cool e subestimada das premiações trás concorrentes de peso. Amor Sem Escalas pode fazer a rapa se Tarantino não estragar a brincadeira. Se o mundo fosse justo, Distrito 9 seria campeão absoluto.

Trilha sonora original:

Michael Giacchino, “Up! – Altas aventuras”
Marvin Hamlisch, “O Desinformante”
James Horner, “Avatar”
Abel Korzeniowski, “A Single Man”
Karen O, Carter Burwell, “Onde Vivem Os Monstros”

Aposto que todo mundo que lê o MIOLÃO tá torcendo pra Karen O vencer, certo?! E se o mundo fosse justo ela venceria mesmo. Talvez, melhor que ela, só Michael Giacchino pela trilha de Up! Altas Aventuras.  Também estamos na expectativa por Karen, mas parece que James Horner é o favorito. Pena!

Canção original:

“Cinema Italiano”, de “Nine
Música e letra de Maury Yeston

“I Want to Come Home”, de “Everybody’s Fine
Música e letra de Paul McCartney

“I Will See You”, de “Avatar
Música de James Horner, Simon Franglen
Letra de James Horner, Simon Franglen, Kuk Harrell

“The Weary Kind”, de “Crazy Heart
Música e letra de Ryan Bingham, T Bone Burnett

“Winter”, de “Entre Irmãos
Música de U2
Letra de Bono

Sinceramente, não sei quem leva. U2 tem o a favor o fato de ser considerada uma das melhores bandas em atividade (embora na vida real nem seja!), Paul McCartney foi um beatle, ponto, Maury Yeston entrega uma canção original e extremamente pop, dentro de um filme musical, Ryan Bingham e T Bone fazem música pra chorar e James Horner quebra tudo com a linda I Will See You. Humm… Torço por Cinema Italiano, mas sinceramente não sei.

O resultado de tanta especulação a gente só confere amanhã, dia 17. Até lá fica a torcida por nossos favoritos e o pensamento paradoxal de que essas premiações são pura bobagem. Bobagem que a gente adora!

 

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