MIOLÃO • Robyn - Part 2
 

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VMA 2010: Lady GaGa na Cabeça

Não teve pra ninguém: no VMA 2010 só deu Lady GaGa. A cantora, que já havia ganhado 2 prêmios antes mesmo da premiação começar (melhor coreografia para Bad Romance e melhor colaboração por Telephone, com Beyoncé), faturou ao todo 8 astronautas, incluindo o de vídeo do ano. Que os haters que me perdoem, mas não havia ninguém entre os concorrentes forte o suficiente para bater GaGa com seu ótimo Bad Romance.

Apresentado por Chelsea Handler, a cerimônia foi, como de praxe, chatinha e tediosa. Tirando alguns esquetes engraçados (o que dizer de Lindsay Lohan fazendo piada de “sua situação” e estapeando a apresentadora?) e algumas apresentações extremamente boas (parabéns, Florence + The Machine! parabéns, Drake! parabéns… KANYE WEST?), a noite de ontem serviu mesmo como escada para GaGa mostrar (mais uma vez) sua força e provar que seu sucesso não vai ser passageiro.

Ofuscando tudo e todos, ao receber o último prêmio das mãos do dinossauro do pop Cher, GaGa contou que seu novo disco se chamará Born This Way e em meio a um discurso emocionado cantou um trechinho da faixa título.

Hit?

Pra quem perdeu ou prefiriu ver o debate dos presidenciáveis que rolou na RedeTV, segue abaixo a lista dos vencedores:

MELHOR COLABORAÇÃO
B.o.B e Hayley Williams – “Airplanes”
Beyoncé e Lady Gaga – “Video Phone (Extended Remix)”
Lady Gaga e Beyoncé – “Telephone”
3OH!3 e Kesha – “My First Kiss”
Jay-Z e Alicia Keys – “Empire State of Mind”

MELHOR VÍDEO FEMININO
Lady Gaga – “Bad Romance”
Ke$ha – “Tik Tok”
Katy Perry e Snoop Dogg – “California Gurls”
Beyoncé e Lady Gaga – “Video Phone (Extended Remix)”
Taylor Swift – “Fifteen”

MELHOR VÍDEO MASCULINO
Eminem – “Not Afraid”
Usher e Will.I.Am – “OMG”
B.o.B e Hayley Williams – “Airplanes”
Drake -  “Find Your Love”
Jason Derülo – “In My Head”

MELHOR VÍDEO DE HIP HOP
B.o.B. e Hayley Williams – “Airplanes”
Eminem – “Not Afraid”
Drake, Kanye West, Lil Wayne e Eminem – “Forever”
Jay-Z e Swizz Beats – “On To The Next One”
Kid Cudi, MGMT e Ratatat – “Pursuit Of Happiness”

ARTISTA REVELAÇÃO
Ke$ha – “Tik Tok”
Jason Derulo – “In My Head”
Justin Bieber e Ludacris – “Baby”
Nicki Minaj e Sean Garrett – “Massive Attack”
Broken Bells – “The Ghost Inside”

MELHOR VÍDEO POP
Lady Gaga – “Bad Romance”
Katy Perry e Snoop Dog – “California Gurls”
Ke$ha – “Tik Tok”
Beyoncé e Lady Gaga – “Video Phone (Extended Remix)”
B.o.B e Bruno Mars – “Nothing on You”

MELHOR VÍDEO ROCK
30 Seconds To Mars – “Kings and Queens”
Muse – “Uprising”
Paramore – “Ignorance”
Florence + The Machine – “Dog Days Are Over”
MGMT – “Flash Delirium”

MELHOR VÍDEO DANCE
Lady Gaga – “Bad Romance”
Enrique Iglesias e Pitbull – “I Like It”
Cascada – “Evacuate The Dancefloor”
David Guetta e Akon – “Sexy Chick”
Usher e Will.I.Am – “OMG”

VÍDEO DO ANO
Lady Gaga – “Bad Romance”
Florence + The Machine – “Dog Days Are Over”
30 Seconds To Mars – “Kings and Queens”
Lady Gaga e Beyoncé – “Telephone”
Eminem – “Not Afraid”
B.o.B e Hayley Williams – “Airplanes”

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Lady Gaga – “Bad Romance”
Florence + The Machine – “Dogs Days Are Over”
Eminem – “Not Afraid”
30 Seconds To Mars – “Kings and Queens”
Beyoncé featuring Lady Gaga – “Video Phone (Extended Remix)”

MELHOR COREOGRAFIA
Lady Gaga – “Bad Romance”
Lady Gaga featuring Beyoncé – “Telephone”Beyoncé featuring Lady Gaga
Beyoncé featuring Lady Gaga – “Video Phone (Extended Remix)”
Usher featuring Will.I.Am – “OMG”
Janelle Monáe featuring Big Boi – “Tightrope”

MELHOR CINEMATOGRAFIA
Eminem – “Not Afraid”
Jay-Z e Alicia Keys – “Empire State of Mind”
Lady Gaga – “Bad Romance”
Mumford and Sons – “Little Lion Man”
Florence + The Machine – “Dog Days Are Over”

MELHOR DIREÇÃO
Jay-Z e Alicia Keys – “Empire State of Mind”
Lady Gaga – “Bad Romance”
Eminem – “Not Afraid”
P!nk – “Funhouse”
30 Seconds To Mars – “Kings and Queens”

MELHOR EDIÇÃO
Lady Gaga – “Bad Romance”
Eminem – “Not Afraid”
Rihanna – “Rude Boy”
P!nk – “Funhouse”
Miike Snow – “Animal”

MELHORES EFEITOS ESPECIAIS
Lady Gaga – “Bad Romance”
Eminem – “Not Afraid”
Muse – “Uprising”
Green Day – “21st Century Breakdown”
Dan Black – “Symphonies”

VÍDEO INOVADOR
Dan Black – “Symphonies”
Gorillaz, Bobby Womack e Mos Def – “Stylo”
Coldplay – “Strawberry Swing”
The Black Keys – “Tighten Up”

Apesar do acerto chamado GaGa, a premiação pecou por números musicais pedantes (quem quer ver Linkin Park em 2010, gente?) e a edição brincou com o perigo ao cortar a fofa da Robyn. As não-indicações de Kanye West com Power e de M.I.A. com Born Free também foram sentidas, sem contar no desprezo com o Gorillaz e piriri.

Deixa pra lá, né? No fim do ano a gente faz uma listinha dos clipes que foram os melhores de verdade… hahaha!

Cover: Try sleeping with a broken heart, Robyn

A canção foi lançada em meados de Novembro de 2009 e faz parte do quarto álbum de Alicia Keys, “The Element of Freedom”.

Originalmente, contém o toque do rithym ‘n blues de Miss Keys com seus agudos cheios de potência.

O cover do dia, fica por conta da sueca Robyn, que tempera a música com batidas e teclados característicos de seu electro-pop e sua voz de timbre delicado como o de uma criança.

Enjoy it!

Imagem de Amostra do You Tube

Miolão Mixtape n.2

Prontos para a segunda mixtape do Miolão? Como estavamos “fofos” essa semana o tema escolhido foi FUCK YOU, com músicas pra você mostrar pra todo mundo que não se importa com nada!

Então liga o foda-se e baixe já!

1 – Robyn – Don’t Fucking Tell Me What To Do
2 – Britney Spears – My Prerogative
3 – Cee-Lo Green – Fuck You
4 – Nine Inch Nails – Closer
5 – Gaiola das Popozudas – Agora Virei Puta
6 – Three Days Grace – I Hate Everything About You
7 – Katy Perry – Wish You The Worst
8 – Placebo – Fuck U
9 – Dragonette – My Things
10 – Fiona Apple – A Mistake
11 – Madonna – American Life
12 – Peaches – Fuck The Pain Away

Robyn – Body Talk PT 2

Os recentes lançamentos da cantora Robyn devem estar deixando seus fãs muito felizes, por alguns motivos em especial. Primeiro, a sueca realmente está cumprindo o prometido: lançar seu novo projeto “Body Talk”, composto por três álbuns diferentes, em curtos intervalos. A cantora, andava meio afastada concentrando suas energias no novo trabalho, mas está sempre trazendo alguma novidade em 2010 – mesmo que somente uma apresentação ao vivo em algum programa, o que é excelente. Segundo e indiscutível: suas novas faixas são algumas das peças de dance-pop mais consistentes lançadas esse ano, e não se encaixam somente nessa categoria. Robyn explora ritmos, sonoridades, nuances e tem brincado com a liberdade que possui num selo independente. O terceiro motivo é quase egoísta, mas não deixa de ser bacana para os seus adoradores: seu discos sempre vazam antes da hora, fazendo a alegria do pessoal que não agüenta esperar por faixas fresquinhas.

Nos últimos dias, caiu na rede “Body Talk PT 2”, pouco mais de dois meses depois do lançamento oficial da primeira parte. Na anterior, Robyn encarna uma robô feminina, brincando com conceitos futurísticos: em oito faixas, ela alterna entre canções minimalistas e angustiadas, e outras despretensiosas e contagiantes. Para o sucessor, a moça injetou uma urgência ainda maior à forma como as músicas são conectadas: o disco, que possui a mesma quantidade de faixas do seu “irmão” não é nem “melhor ou pior” que ele: é diferente, apesar de parecido. Uma baita confusão, mas você vai entender! :)

Abrindo o disco, temos “In Your Eyes”; Robyn troca o desabafo frenético que iniciava “Body Talk PT 1” por um discurso mais otimista e barulhento, pregando que “o sol irá brilhar para todos”. É uma daquelas que possuem maior presença na tracklist e cumpre a função de abrir o álbum. “Include Me Out” é uma música de essência doce, quase melosa (“And if your world should fall apart/ I still got room inside my heart) e que possui um rap aceleradinho próximo do final; estranhamente, precisa de um algo mais para empolgar de verdade, que não aparece.

“Hang With Me”, o primeiro single do disco, foi apresentada ao público numa versão acústica no “Body Talk PT 1”. Ganhou nova roupagem, mais agitada, mas não o suficiente pra te fazer dançar loucamente: graciosa, resume um relacionamento que deve permanecer somente na amizade e não algo mais. Em seu clipe oficial, vemos bastidores da lotada agenda de shows da loira. Clipes nesse estilo geralmente são bem enfadonhos, mas o de Robyn, bastante simpático e até alto astral não se encaixa nessa categoria. Veja abaixo:

“Love Kills” é uma faixa que nasceu nos anos 90, vagou pelo tempo e caiu nos dias de hoje.  “We Dance to The Beat”, cheia de quebras, invade sua mente quando você menos espera. Precisa ser ouvida mais de uma vez para que perceba o quanto ela é envolvente e grudenta: enumera uma porção de situações que parecem fazer o ser humano andar em retrocesso, como a falta de evolução de nossas mentes e falhas de comunicação.

Na sequência, vem “Criminal Intent”, a melhor faixa do álbum: Robyn está sendo julgada por agir de forma ofensiva na pista de dança, e defende-se dizendo que “um pouco de sujeira não machuca ninguém”. Sirenes e a voz de um homem num estilo quase “rádio-patrulha” juntam-se ao vocal acelerado da moça e resultam numa faixa perfeitinha e viciante. Podia ser single e ganhar um ótimo clipe, como muitos que a sueca tem em sua videografia.

Se em “Body Talk PT1” Robyn realiza parcerias com Diplo e o duo Royksopp, o destaque aqui é o prometido dueto com o rapper Snoop Dogg, “U Should Know Better”. É um duelo veloz, onde parece que nem ele nem a moça almejam perder. Na letra, ambos contam histórias sobre feitos mirabolantes que mostram o quanto são “durões”, no melhor estilo “histórias de pescador”: desafiam o Vaticano, a CIA, os russos e até o diabo. (?) A notícia da parceria entre a cantora e Dogg foi recebida com receio, mas o resultado provou que ele não era necessário – superou as expectativas.

Robyn opta por uma faixa despida de sons eletrônicos para finalizar o álbum: com um belo arranjo de cordas, a acústica “Indestructible” é um panorama sobre o amor na ótica da cantora: ela confessa sobre os enganos sofridos em relacionamentos passados e diz que está pronta para, agora, amar com todas as forças. Sua voz aparece também mais pura sem os arranjos “carregados” das outras faixas. O disco, que começa muito bem, também tem um final à altura.

No início do texto, quando eu disse que as duas partes lançadas por Robyn até o momento são “parecidas, mas diferentes” quis dizer que elas são semelhantes por se tratarem de gravações da mesma artista – essa, que consegue por sinal estampar em suas gravações uma identidade só sua – mas distintas pela impressão de que trafegam por ares completamente diferentes: cada parte do projeto “Body Talk” lançada até agora parece mesmo diretamente ligada uma a outra, mas sem que sua dona tenha que se repetir por causa disso. Pra mim, “PT 2” não supera o anterior, mas ele é excelente ainda assim. Escute, tire suas conclusões e faça como os fãs: fique ansioso novamente, agora pela terceira parte da tríade.

Cover: Be Mine!, Ellie Goulding & Erik Hassle

Be Mine!, uma das músicas mais legais da Robyn, ganhou uma versão acústica totalmente fofa na voz da sempre fofa – é muita fofura num único post, gente! – de Ellie Goulding e de Erik Hassle:

A original foi lançada em 2005, no disco Robyn. O cover, assim como a gravação de Robyn, é tão refrescante e gostoso que a gente tem a sensação de poder ouvir over and over and over again sem enjoar.

Música boa é outra coisa, né?

As 50 Melhores Músicas do Ano, de acordo com a Amazon

A Amazon é uma das lojas virtuais mais conhecidas no mundo. Seu acervo gigantesco e suas informações precisas sobre datas de novos lançamentos fizeram com que ela, ao longo dos anos, virasse referência.

Pode parecer um pouco cedo, afinal estamos em julho, mas eles compilaram há pouco um ranking com as melhores músicas do ano (até agora).  TOP10 tem Rolling Stones, Robyn, M.I.A., LCD Soundsystem, Little Boots e até Jamie Lidell, que já falamos aqui.

A lista é deliciosa e conta ainda com Janelle Monáe, The Dead Weather, Christina Aguilera, Dan Black, Corinne Bailey Rae, N*E*R*D e uma porrada de coisas legais. Se liga só:

1. Round And Round, Ariel Pink’s Haunted Graffiti
2. Dance Yorself Clean, LCD Soundsystem
3. Dancing On My Own, Robyn
4. XXXO, M.I.A.
5. Truth Sets In, Avi Buffalo
6. Meddle, Little Boots
7. Little White Church, Little Big Town
8. Enough’s Enough, Jamie Lidell
9. Dancing In The Light, The Rolling Stones
10. When I’m With You, Best Coast
11. Tightrope (Feat. Big Boi), Janelle Monáe
12. Elastic Love, Christina Aguilera
13. Texico Bitches, Broken Social Scene
14. Once in a Great While, Nathaniel Rateliff
15. Skippin’ Town, Drums
16. Heard It On The Radio, The Bird And The Bee
17. Believer, Goldfrapp
18. Break Your Heart, Taio Cruz
19. Window Seat, Erykah Badu
20. Heaven Can Wait, Charlotte Gainsbourg
21. Celestica, Crystal Castles
22. Golden State, Delta Spirit
23. Soldier of Love, Sade
24. As We Enter [Explicit], Nas & Damian “Jr. Gong” Marley
25. Catholic Pagans, Surfer Blood
26. Closer, Corinne Bailey Rae
27. Rush Minute, Massive Attack
28. Luv Goon, Pearl Harbor
29. Double Knots, The Living Sisters
30. Hustle And Cuss, The Dead Weather
31. The River, Audra Mae
32. Jail La La (Single), Dum Dum Girls
33. Bloodbuzz Ohio, The National
34. Taxi Cab, Vampire Weekend
35. Gimmie Gimmie Back Your Love, Hunx And His Punx
36. Sometimes I Don’t Need To Believe In Anything, Teenage Fanclub
37. Love Is A Dirty Word, Jason Collett
38. Always Already Gone, The Magnetic Fields
39. Symphonies (Bonus Track Feat Kid Cudi) [Explicit], Dan Black
40. Nothin’ On You [Feat. Bruno Mars], B.o.B
41. Why Does The Wind?, Tracey Thorn
42. Ain’t Leavin’ Without You, Jaheim
43. Little Lion Man, Mumford & Sons
44. The Twistable, Turnable Man Returns, Andrew Bird
45. I Feel Better, Hot Chip
46. Walk Of Shame, The Like
47. One Hand Push Up, Rhymefest
48. O.N.E., Yeasayer
49. Hot-N-Fun, N.E.R.D.
50. Chinatown, Wild Nothing

Caso tenha ficado curioso sobre alguma faixa, no site da loja dá pra ouvir pequenos trechos das canções: Amazon.com.

Robyn – Body Talk PT 1

No começo do ano, a sueca Robyn anunciou que, em parceria de alguns produtores de peso  lançaria três discos de inéditas só em 2010. A cantora, apesar de estar na estrada desde 1995, emplacar um hit ou outro nas paradas de vez em quando e ter sido atração de abertura em alguns shows da Sticky & Sweet de Madonna, não é muito conhecida (uma pena); nem eu próprio sabia que sua trajetória já era tão longa quando ouvi algumas canções do disco anterior, lançado em 2007: dele saiu o hit “With Every Heartbeat”, “Handle Me”, além da hilária e nonsense “Konichiwa Biches”.

Muitos acharam que seria, para ela, uma empreitada arriscada lançar três CDs num espaço tão curto de tempo. Não seria mais simples compactar tudo num disco – pelo menos – duplo? O material gravado é assim tão bom que gerou tantos álbuns assim? O fato é que a primeira amostra da “tríade”, “Body Talk Pt 1”, caiu na rede há um bom tempo, apesar de nem ter chegado às lojas. Com o seu lançamento oficial em poucos dias, vale a pena comentar sobre o primeiro da série que Robyn lançará ao longo do ano. Antes de comentar, vale dizer: se os próximos seguirem o mesmo nível do primeiro, teremos um dos trabalhos mais interessantes lançados por um artista durante o ano.

O CD – que mais parece um EP, com somente oito faixas – é delicioso: as novas canções da artista são muito bem aparadas e consistentes. Robyn mistura pop, electro, dance e até influências dub numa fusão que soa exatamente como suas canções anteriores, mas gravadas com mais cuidado.  E contagiantes, mas não excessivamente comerciais.

A primeira faixa, “Don’t Fucking Tell Me What To Do” é um insistente desabafo contra todas as coisas que oprimem a cantora: o ritmo obsessivo e envolvente prepara o ouvinte para as faixas que vem logo em seguida. “Fembot” – que eu imploro que seja single – já vinha sendo apresentada pela cantora em programas de TV e recebendo homenagens pela Internet. Nessa canção, Robyn encarna uma “robô-feminina” com sua pane de sistema, causada por um coração partido. Na minha opinião, essa é uma das grandes canções pop do ano – viciante, feita pra ser ouvida bem alto.

“Dancing On My Own”, primeiro single oficial do disco é outra pérola:  com um ar levemente retro, é uma música agridoce sobre um amor não correspondido, pra sofrer na pista de dança. (?) Por si só já é ótima, e ainda ganhou um clipe muito bem realizado, que você confere abaixo. Provavelmente você já se sentiu como Robyn no vídeo…

“Cry When You Get Older” tem seu brilho, traz a inocência típica de algumas grandes gravações dance e é bastante pegajosa. “Dancehall Queen”, faixa produzida por Diplo – responsável por inspiradas parcerias com a cantora M.I.A. é um reggaezinho sacolejante e redondinho que cativa, apesar de não ser o melhor momento do disco. “None of Them”, que possui colaboração da dupla Royksopp é uma música minimalista, mas que aparece com uma energia surpreendente em certos momentos, como em seu ótimo refrão.

As duas últimas faixas restantes são um tanto tristonhas e mostram outra veia de Robyn: na acústica Hang With Me, a moça canta sobre um relacionamento acabado e uma amizade que ainda pode dar certo depois do fim (com algumas condições duras de serem seguidas) e na última faixa, Jag Vet En Dejlig Rosa, ela aparece pueril numa curta gravação cantada em seu idioma oficial, que encerra o breve disquinho.

A impressão que fica é que o disco ofereceria outras várias boas canções se não tivesse chegado ao fim. Robyn criou a expectativa para o próximo, lançando essa primeira parte que soa fresca e surpreendente. Que ele seja tão divertido quanto Body Talk Part 1.

 

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