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A Volta do Hole

16/02/2010 às 16:21 em No Som

Parece que os anos 90 voltaram de vez! Depois de Alicia Silverstone, Smashing Pumpkins e Slash anunciarem novos trabalhos -?- chegou a vez de Courtney Love apresentar a nova formação do Hole.

Quando a cantora falou sobre voltar a tocar na banda que a lançou ao estrelato em julho do ano passado ninguém botou muita fé, mas para surpresa de todos os planos finalmente saíram do papel.

Na última sexta-feira Courtney se apresentou com a nova formação da banda – que possui quase todos os integrantes originais, excetuando Eric Erlandson, co- fundador da banda e Melissa Auf de Maur, ex-baixista, que agora alça vôos solos – no programa de Jonathan Ross, na BBC. O curioso é que além de apresentar a “nova” banda, Courtney fez questão de tocar Samantha, uma canção inédita. Assista a baixo:

Imagem de Amostra do You Tube

Só eu que não sabia que Courtney era brasileira? Porque assim, ela não desiste MESMO, né?

Ainda bem! Porque a música, mesmo sendo farofa, é ótima!

UPDATE: Leitores, fui informado por Lipe nos comentários que o Hole voltou, mas Courtney é a única integrante da banda original. Confundi total as bolas e peço desculpas por isso! Na verdade, os planos da banda retornar com os membros originais foi feito ano passado, mas algo aconteceu no meio tempo… O que é uma pena!

Outro ponto que Lipe apontou é que na foto não é a Courtney. Mas essa parte eu já sabia, hahaha!

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#MusicMonday: as misturas sonoras irresistíveis de Esser

08/02/2010 às 18:46 em No Som

A cena musical britânica tem oferecido ao público nos últimos anos revelações que chamam a atenção pela inovação sonora e pela consistência nos trabalhos que são lançados por eles. Hoje, o #MusicMonday traz um artista saído desse meio e que promete colocar muito mais ritmo na sua Segunda-Feira: caso nunca tenha ouvido, agora é o momento de saber que é Esser!

Nascido em Essex, Ben Esser é ex-baterista da banda indie Ladyfuzz e lançou seu primeiro CD solo, “Braveface”, no ano passado. Desde então, colheu elogios da mídia especializada, que o chamou de “Prince contemporâneo” e abriu shows da última turnê da banda Kaiser Chiefs. O rapaz, que, em entrevistas concedidas a publicações inglesas defende as “experimentações na música pop”, gravou um apanhado de canções sofisticadas, acessíveis e contagiantes.

Esser mistura diversos instrumentos de percussão, sopro e cordas e é influenciado por estilos variados, como o funk, o rap e o rock, sempre com um certeiro toque electropop, que lembra, de forma moderada, algo que o Hot Chip faria. Apesar de muito bem produzido, seu disco possui uma energia crua, que, é, possivelmente, oriunda de todas essas vertentes reunidas – um dos fatores que tornam o trabalho do rapaz interessante do jeito que é.

Pra conhecê-lo mais, o Miolaoteam apresenta duas canções de seu disco debut…

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A grudenta “Headlock”…

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…e a sexy e balançante “Satisfied”, uma das melhores faixas de “Braveface”.

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The Whitest Boy Alive

09/12/2009 às 16:04 em No Som

A banda alemã The Whitest Boy Alive é formada pelo vocalista e guitarrista Erlend Ou, que também é integrante do Kings of Convenience, pelo baixista Marcin Oz, pelo baterista Sebastian Maschat e por Daniel Nentwig no teclado e piano.

Imagem de Amostra do You Tube

Eles começaram em Berlim com um projeto de música eletrônica em 2003. Já gravaram dois albuns “Dreams” lançado em 2006 e “Rules” lançado este ano. Suas músicas são uma mistura de ritmos e experimentos. Eles arriscaram na criação, mas acabou dando certo.

A banda vem ao Brasil e seu primeiro show será no dia 11, na cidade do Rio de Janeiro no evento Vale Open Air, Jockey Club. E no dia 13 em São Paulo na casa de shows Studio SP, com abertura do grupo Stop Play Moon. Os shows terão o repertório dos dois álbuns, vale à pena conferir.

Imagem de Amostra do You TubeBerlim, Março/2009

Saiba mais em: http://www.myspace.com/thewhitestboyalive

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#DiscosEssenciais: Alanis Morissette, Jagged Little Pill

09/12/2009 às 00:24 em No Som

Capa de Jagged Little Pill

Em meados dos anos 90 surgia uma artista que iria se tornar um dos maiores nomes da música de todos os tempos. Alanis Morissette ainda era, na ocasião, uma simples cantora de “dance-pop” – promissora, mas nada inovadora. Possuia dois álbuns lançados apenas no Canadá (“Alanis”, de 1991 e “Now Is The Time”, de 1992) que fizeram relativo sucesso por lá. Durante sua adolescência, a cantora e seus pais correram atrás de agentes que estivessem dispostos à dar uma chance a ela, que se apresentava em shows de talento, fazia pontas em séries de TV e utilizava o que ganhava para gravar demos e mostrar seu trabalho, que nem sempre era visto. Foi um mérito grande ter gravado os seus primeiros disquinhos, em parceria com profissionais que conhecera bem nova e que a conduziram por um certo tempo, gerando considerável impacto na jovem artista.

Alanis, por motivos como esses, aprendeu durante todos esses anos de “iniciação” na indústria fonográfica e no mundo artístico, um pouco sobre o universo em que estava entrando. Pôde sentir a intensa pressão dos empresários e o peso de ser uma artista subjugada, por exemplo, mas também a expectativa de poder mostrar seu trabalho para um público que a considerava uma futura revelação. Ao mesmo tempo, enfrentava os “demônios” pessoais típicos de alguém jovem, que ganhavam força devido a essas situações que aconteciam em sua vida.

Ninguém podia, porém, adivinhar o estrondo que seu nome iria gerar dali a poucos anos e que ela faria um dos álbuns femininos mais importantes da história.

Alanis e seu permanente assassino no começo da carreira e em foto da era "JLP".

Alanis e seu permanente assassino no começo da carreira e em foto da era "JLP".

Depois do término do contrato com a MCA Records, que havia lançado seus dois primeiros álbuns, Alanis iria se mudar para Los Angeles, buscando novas colaborações e formas de continuar trabalhando com música. Foi lá que conheceu o produtor Glen Ballard, figura essencial na história artística da cantora e que viria a produzir o disco citado nesse post.

A empatia entre ambos foi imediata: Glen, experiente produtor de discos que já havia trabalhado com artistas conceituados, como Michael Jackson, com o passar do tempo viria a explorar outras vertentes sonoras da cantora e, segundo a própria, iria incentivá-la a expor suas verdadeiras emoções e sentimentos. Ele, sentia-se fascinado pela energia crua e a sinceridade contidas naquela jovem moça. Juntos, comporiam os arranjos que conquistariam as paradas mundiais. Alanis escreveria hinos de libertação própria que fariam pessoas no mundo todo se identificarem com aquela garota astuta e cheia de coisas para dizer.

O processo de gravação foi realizado de forma bastante caseira: mais da metade do CD foi gravada em um estúdio na casa de Glen, e Alanis contou com suportes de peso na banda de apoio, como Flea e Dave Navarro do Red Hot Chilli Peppers. Em 1995, Alanis conseguiria um contrato com a gravadora Maverick, administrada por Madonna, e também com Guy Oseary, empresário da rainha do pop. E assim, ainda nesse ano, o seu “Jagged Little Pill” seria lançado. Com ele, o diário de Alanis estaria finalmente aberto para o mundo todo.

Ele se tornaria o maior êxito de sua carreira inteira. Seu sucesso começou de forma tímida, com a execução de suas faixas em alguns clubes de Los Angeles. Foi questão de tempo para que o primeiro single, “You Ougtha Know” estourasse nas rádios e nos canais de música. A agressividade expressa na letra, onde Alanis bota no devido lugar um ex-namorado que havia trocado-a por outra era uma bela amostra do trabalho confessional oferecido pela cantora ao longo das treze faixas do seu novo disco. O álbum traria ainda outros hits mundiais como “Ironic”, “You Learn”, “Head Over Feet” e “Hand in My Pocket”. Seu trabalho foi comparado ao de grandes cantoras que já eram famosas, como Joni Mitchell, Patti Smith e Carole King. Todas elas, famosas por oferecem canções consistentes e de conteúdo.

Alanis_Miolao

1. Alanis, em ensaio de divulgação de JLP. 2. Foto tirada em um dos shows de sua turnê "The Club Tour" e 3. Capa do JLP Acoustic

“JLP” vendeu 30 milhões de cópias mundialmente e tornou-se o CD mais vendido por uma artista estreante em todos os tempos, e o segundo mais vendido por uma cantora, atrás apenas de Shania Twain. Ela seria indicada à diversos Juno Awards, Grammy Awards e prêmios variados. Público e mídia estavam finalmente rendidos ao talento de Morissette.

Alanis, naquela década, foi uma das maiores representantes de um nicho de cantoras que se destacavam por não serem apenas um rostinho bonito e que gostariam de compartilhar, sem rodeios, seus pontos de vista quanto às relações humanas, o cotidiano atual e diversos temas polêmicos. Sua exposição na mídia impulsionou diversas outras cantoras que possuíam uma vertente semelhante a dela e que também chamariam a atenção – talvez não tanto quanto a própria Alanis, porém.

“Jagged Little Pill” é o retrato de uma jovem passando para a vida adulta. Suas canções são maduras e sagazes. Ouvi-lo é como entrar num turbilhão de emoções que se estende por pouco mais de 57 minutos. É raivoso, bem humorado e melancólico, incisivo e muito real. É o primeiro passo de Alanis para “exorcizar” seus demônios, citados no começo do texto – tarefa  que prossegue até os dias de hoje, a cada novo álbum. Em “JLP”, Alanis chama todos os seus fãs e ouvintes para conhecer as diversas caras que eles possuem, mas também para compartilhar o fascínio que tem pela sua própria posição.

A turnê do disco foi documentada no DVD “Jagged Little Pill Live”, que ganhou o Grammy de “Melhor Vídeo Musical – Longa Metragem” em 1997. Depois de terminada a turnê, Alanis entraria numa fase em que se encontraria enjoada da fama e da gigantesca exposição. Ela procuraria então, se “exilar” na Índia, onde entraria no processo de produção de seu quarto disco, “Supposed Former Infatuation Junkie”, que também seria um sucesso, mas menor do que o álbum anterior.

 “Jagged Little Pill” é ainda hoje cultuado e foi até mesmo relançado pela própria Alanis em versão acústica em 2005, dez anos depois. As novas roupagens, apesar de ótimas, não possuem o encanto e a essência daquelas gravadas há mais de uma década e que ainda hoje, encantam diversas pessoas que as conhecem pela primeira vez ou que sentem prazer em revisitá-las. Sem dúvida, essenciais.

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