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3 Momentos: Yeah Yeah Yeahs

31/08/2010 às 10:51 em No Som


De todas as bandas que vieram salvar o rock nos idos de 2000 o Yeah Yeah Yeahs talvez seja a que escolheu os caminhos mais interessantes. Fugindo do óbvio e sendo criativos como poucos, eles eram a aposta menos segura de uma legião de críticos que pareciam mais eleger heróis do que criticar de fato os músicos daquela época.

Mesmo que não carregassem o título de “salvadores” – e desde quando o rock precisou ser salvo? -, a banda chamava a atenção de todos por transpirar rock’n'roll e fazer bonito em qualquer área em que atacasse.

Com quase uma década de estrada, separamos 3 Momentos para entender o que o Yeah Yeah Yeahs foi, o que o Yeah Yeah Yeahs é e o que o Yeah Yeah Yeahs pode ser.

O início: Maps, 2004

O trio, oriundo de Nova York, estreou com um EP em 2001 sem fazer muito barulho. Anos depois, em 2003, lançaram um aclamado debut recheado de uma fúria dilacerante alternando momentos de libertinagem, sujeira e… amor.

Maps, terceiro single do disco, caiu no gosto dos alternativinhos de plantão: o belíssimo clipe correu as tv do mundo e foi indicado a prêmios importantes como Melhor Direção de Arte, Melhor Edição e Melhor Fotografia do VMA de 2004.

Tão bonito e onírico quanto o vídeo foi a apresentação da canção pela banda no MTV Movie Awards de 2004:

Imagem de Amostra do You Tube

De tirar o fôlego.

O meio: Gold Lion, 2006


As guitarras continuavam lá. A voz e a presença de Karen O também. Mas alguma coisa tinha mudado. Dividindo opiniões, Show Your Bones, segundo disco da banda, de 2006, trouxe um Yeah Yeah Yeahs renovado. No repertório não havia nenhuma canção furiosa como Pin ou graciosa como Maps, mas o lead-single comprovava que a banda ainda dava conta do recado.

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O vídeo, dirigido por Patrick Daughters, é até hoje um verdadeiro deleite estético e uma unanimidade entre os fãs. Também pudera, há clipe mais legal e refrão mais pegajoso?

O recomeço: Zero, 2009


Quem se atreveu a declarar a morte da banda após o segundo disco engoliu palavra por palavra com o lançamento de Zero, primeiro single de It’s Blitz!

Zero marcou uma nova fase no som da banda. Mais maduros e interessantes do que nunca, o Yeah Yeah Yeahs ousou ao deixar as guitarras - sua marca registrada – de lado e apostar num som repleto de sintetizadores e efeitos.

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Paradoxalmente ao que se poderia supor, o resultado obtido em Zero foi incrível: a música cresce a cada audição e contagia, fazendo com que a gente “reaja” instantaneamente.

Não à toa, foi considerada uma das melhores faixas do ano pelas principais publicações do mundo.

Acompanhar a evolução do Yeah Yeah Yeahs é ao mesmo tempo atrativo e difícil. Difícil porque olhar todas as mudanças de longe, sem se envolver, é tarefas das mais impossíveis. E é atrativo justamente por isso. Que venha o futuro.

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Music Monday: The Heavy

16/08/2010 às 07:30 em No Som

Caro leitor,

Nós, do MIOLÃOTEAM, gostamos de partilhar. Mas às vezes essa tarefa torna-se um pouquinho complicada.

The Heavy. The Heavy. The Heavy.

Humm… Como é difícil começar um texto para falar do The Heavy! Acho que meu principal receio é que você se espante pelo nome e se quer dê uma chance de prová-los.

Porque assim, falando francamente, o nome da banda é tosco, visualmente eles não são nenhum pouco interessantes – não há aqui a excentricidade de uma, sei lá, Lady GaGa ou a elegância e o hype de um Interpol da vida -, e é provável que você nunca tenha ouvido falar deles (na verdade eles já foram citados na Spin e na Rolling Stone, mas mesmo assim estão longe de serem considerados the next best thing). E nessa hora talvez você me pergunte:

“Tá. Se é tudo tão comum assim, por que diabos você me indica isso?”

E a resposta vem tão naturalmente quanto a pergunta: porque a música, que é o mais importante, é extraordinária.

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Intensa e vibrante, How You Like Me Now? é o melhor exemplo do que The Heavy é capaz. Os vocais viscerais que de imediato podem lembrar Gnarls Barkley se desdobram para o soul e evocam vestígios de James Brown, Led Zeppelin e até de Libertines. O interessante aqui é que o que poderia soar esquizofrênico acaba fluindo com naturalidade e os ritmos dialogam tão bem que você nem pensa nisso.

Se definir um gênero é difícil, dizer à que tempo remete a música feita por eles é ainda mais complicado. É como se a banda tivesse vivido em sua própria bolha durante os últimos 40 anos e incorporado referências funk, pop, soul e, mais que tudo, de rock sem se preocupar em soariam efêmeros, antiquados ou super modernos. A única coisa que interessa é o som.

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Nascidos e crescidos na pequena aldeia de Noid, Inglaterra, os meninos do The Heavy lançaram 2 discos: Great Vengeance and Fire Furiosos, de 2007, e espetácular – e obrigatório! – The House That Dirt Built, do ano passado. A discografia embora pequena impõe respeito de imediato. Sabe o que dizem sobre a prova do segundo disco? Eles passaram com louvor.

… No fim das contas, falar de The Heavy nem é assim tão complicado assim. Aliás, acho que se eu tivesse colocado somente o vídeo nesse post eu sequer precisaria falar. Tanto faz. Adjetivos e predicados para bandas como essa nunca são demais.

Sendo sucinto, The Heavy é foda. Simples assim.

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Music Monday: Ariana Delawari

09/08/2010 às 07:32 em No Som

O nome dela é diferente. A capa do disco é linda. E o título do mesmo, Lion Of Panjshir, é quase impronunciável.

Se não bastassem tantos ingredientes interessantes, Ariana Delawari foi “descoberta” e apadrinhada por David Lynch. Sim, sim. Você leu certo. David Lynch, o diretor de Cidade dos Sonhos, Veludo Azul e O Homem Elefante.

Politizada e com um som que diferente e multicultural, Dalawari possui apenas um disco. Lion Of Panjshir, nome do álbum, foi também o pseudônimo de Ahmad Shah Massoud, um dos maiores heróis do Afeganistão, que ficou conhecido ao liderar a resistência contra o exército soviético que, em meados dos anos 90, tentou invadir o país. Panjshir acabou sendo assassinado dois dias antes do fatídico 11 de setembro.

Carregado com uma forte carga política, Lion Of Panjshir é uma ode as influências de Ariana. A maravilhosa San Francisco, que abre o disco, começa com acordes amenos e se transforma numa faixa cheia de guitarras sujas e refrão grudento. O rock é deixado de lado ao decorrer das 11 faixas do disco e é retomado, esquecido, triturado e modificado para funcionar ao lado do folk, do pop e de músicas tipicamente afegãs. LailyJan, cantada no idioma original da cantora, é o maior exemplo disso: intensa e riquíssima, a música é verdadeiro hino que surpreende pela melodia.

A energia de Ariana se faz presente em Be Gone Taliban e se dissipa na melancólica Her Legacy, que chega a lembrar, inclusive, uma lenda chamada Jeff Buckley.

Absurdamente bonito, o disco pode ser difícil de assimilar na primeira audição. Mesmo exigindo um pouco mais de atenção do ouvinte, Lion Of Panjshir é suficientemente bom para que nosso interesse pela artista se torne maior até que o próprio disco.

Se você ficou curioso, assista ao vídeo abaixo, que demonstra com sons e imagens o que essa menina é capaz:

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Ah! E adivinha por quem essa “apresentação” foi dirigida?

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Cover: Should I Stay Or Should I Go, Kylie Minogue

30/07/2010 às 07:13 em No Som

Se tem uma coisa que eu aprecio nessa história de covers, é quando um artista sai de sua zona de conforto e arrisca outros ritmos diferentes do que está acostumado.

Já vimos nesse espaço de covers quando o jazz encontrou o rock moderninho quando Diane Birch cantou Gossip e também vimos quando o rock encontrou o pop com Flaming Lips tocando Madonna.

Hoje a situação é exatamente o oposto: o que temos aqui é um exemplo mais que perfeito de quando o pop encontra o punk.

Kylie Minogue, estrelinha absoluta e diva por maioria dos votos, mostra todo seu potencial vocal ao cantar o clássico dos clássicos do Clash, Should I Stay Or Should I Go, numa versão divertida e, para uma cantora pop, bastante rock’n'roll:

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Alguém discorda que ficou o máximo?

Também pudera a música, que em outros tempos já foi eleita uma das 500 melhores de todos os tempos pela Rolling Stone, tem força o suficiente para “sobreviver” a toda mudança.

E pensar que quando ela foi lançada no Combat Rock, de 1982, só chegou ao #45 na Billboard… Tsc, tsc.

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Music Monday: Bruno Mars

26/07/2010 às 08:47 em No Som

Sem nenhum álbum lançado, Bruno Mars já conseguiu um feito que muitos artistas almejam: emplacou dois hits no Top10 da parada da Billboard em suas parcerias com Travie McCoy e B.o.B. . Talvez você nunca tenha se atentado, mas provavelmente já ouviu sua voz no refrão da ótima Nothin’ On You, do B.o.B., ou em Billionaire, aquela música do McCoy (vocalista do Gym Class Heroes) que a Claudia Leitte estrag, opa!, gravou em seu novo disco com o título de Famo.$a.

Com sua pouca idade – 25 anos – Bruno Mars já emprestou seu toque de midas como produtor de gente do naipe de Maroon 5, Alexandra Burke, Sugababes e Flo’rida.

Nascido no Hawaii, Bruno (que na realidade se chama Peter Hernandez II) possui um timbre peculiar e vem de uma linhagem de músicos. Em It’s Better If You Don’t Understand, seu primeiro EP, ele revela influências diversas que vão do pop ao soul, do reggae ao rock e do R$B ao hip-hop, de forma harmoniosa e acessível. Mesmo sem possuir nenhuma característica revolucionária ou nova, ouvir o disquinho com seus 13 minutos de música, soa como uma experiência refrescante e amena (algo tão simples, que, de certa forma, tem estado em falta nos últimos tempos).

Na bonita Talking to The Moon, que poderia facilmente estar num disco do Jason Mraz, Mars confessa que conversa com a Lua na esperança de que sua amada, que agora está longe, esteja do outro lado, falando com ele. Menos melancólica que a faixa anterior, Somewhere In Brooklyn,  é construída no teclado e soa bastante juvenil. O refrão, delicioso, tem cara que faria sucesso em alguma comédia-romântica ou grudaria no rádio por meses. The Other Side, primeiro single da carreira de Bruno (os featurings não contam, poxa!), conta com os reforços de Cee Lo Green – uma das metades do Gnarls Barkley – e de B.o.B.. Uma verdadeira pérola, é a melhor música do mini-disco e possui um refrão deliciosamente soul. Se liga só no clipe:

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Até o final do ano Mars lançará seu primeiro álbum, ainda sem título definido. O primeiro single do cd será Just The Way You Are, uma música boa o suficiente (mas NADA comparado as do EP) para fazer a gente gravar o nome do rapaz, que, se eu estiver certo, vamos ouvir muito no futuro…

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