Drew Barrymore mostrou no filme “Whip It”, sua estréia na direção, que sabe injetar “ar fresco” a uma história que não possui grandes novidades. Baseada no livro “Derby Girl”, de Shauna Cross, a produção soa tão despretensiosa que é difícil não se divertir demais ao assisti-la.
“Garota Fantástica” (tradução que o título ganhou por aqui, e que entraria fácil pra lista de “Piores títulos de filmes traduzidos nos últimos tempos”) acompanha Bliss Cavendar (a fofa Ellen Page), uma menina que mora no interior do Texas e se sente bastante desanimada quanto às perspectivas do local e os desejos que sua mãe possui para sua vida. Enquanto a mulher almeja que a filha seja campeã de concursos estaduais de miss, a protagonista deseja escapar daquele pequeno lugarejo e de sua realidade opressora. Ela encontra uma forma de reivindicar sua liberdade ao entrar para um time feminino de roller derby, esporte um tanto agressivo e praticado sobre patins.
O frenesi adolescente e a energia vibrante dessa fase de transição na vida de Bliss são muito bem conduzidos, alternando entre sequências ágeis de comédia e ação e outras mais ternas, onde a moça prova de seus dissabores e descobertas. Todas elas são embaladas por canções distintas, que parecem retratar a confusão de sentimentos vividos pela personagem principal: se no livro ela se declara fã de indie-rock, o filme explora outros gêneros e apresenta gravações de rock, folk, R&B e afins entre seus destaques. Essas faixas, que não fariam tanto sentido quando juntas em outro contexto, funcionam tão bem na telona que a gente corre pra procurar o disquinho após a exibição.






















