MIOLÃO • Rock - Part 2
 

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Cover: Venus in Furs, The Kills

Alison Mosshart e Jamie Hotel Hince sempre enfatizaram em entrevistas que o Velvet Underground foi a banda com maior peso e influência no som do The Kills.

Os reverenciando com bastante amor e devoção, a dupla se igualava a nós, fãs e mortais, ao expressar o quanto curtiam o conjunto de Lou Reed: sem poupar elogios, chegaram a dizer que gostariam de soar como eles.

E eles tentaram. Os riffs sujos e displicentes e a frequente alusão ao segundo disco do Velvet Underground permearam os primeiros trabalhos do The Kills. Com o tempo, o som da banda se distanciou mais e mais da música de seus ídolos e foi ganhando corpo e personalidade.

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Music Monday: Big Deal

O nome do grupo que estrela nosso Music Monday de hoje talvez pareça arrogante para alguns, mas a verdade é que Big Deal é uma piada. Uma piada cheia de desilusão e cinismo.

Demorei um bocado para perceber que diferenciava o Big Deal de outras bandas. Numa primeira audição a música de Alice Costelloe e Kacey Underwood me pareceu simpática, mas um tantinho genérica. O som se aproximava de Best Coast, de Jenny and Johnny, de Cults e talvez de algum disco dos Smashing Pumpkins. Mas aí ouvi com mais atenção e percebi que havia uma coisa bastante singular no Big Deal. Havia uma coisa só deles. Aliás, não, não havia. Faltava.

Contando apenas com violões e guitarras difusas e marcantes, Alice e Kacey constroem melodias que parecem flutuar, preenchendo todo o espaço. Espaciais e absurdamente leves, as músicas se beneficiam com a ausência de bateria, característica marcante em quase todas as bandas de rock, e soam difusas e embaraçadas, como se os temas entoados fosse como a poeira que se desprende do chão.

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Sample: 2012, The Gossip

Demorei um bocado para gostar de The Gossip. Tinha para mim que a banda era whatever e que só estava na mídia por causa da imagem de Beth Ditto, a debochada vocalista.

No entanto toda a (má) impressão que eu tinha a respeito do trio se dissipou quando ouvi Music For Men, o maravilhoso disquinho que eles lançaram em 2009. As canções, enérgicas e cheias de vida, tinham linhas de guitarra bastante simples e um brilho meio colorido e metálico que acenava diretamente para a disco music dos anos 70 e o post rock da década seguinte.

2012, a nona faixa do trabalho, era, assim como as outras, uma peça intensa e vibrante. Narrando com um quê de cinismo os efeitos colaterais de uma postura arrogante e impassível, eles proclamavam em alto e bom som que “a tragédia traz infelicidade e que a miséria ama companhia”. Nesse mix de confissão e crítica, Ditto acelerava sua voz para dar vida a alguns versos repetidos: “my heart may never beat again, baby/or have you got the best of me”.

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Music Monday: Rizzle Kicks

Acho que os inglesinhos do Rizzle Kicks poderiam vender suas músicas na farmácia com a indicação de que seu som serve para alegrar o dia. Sério, gente! O som que esses moleques produzem é tão efusivo e divertido que deve funcionar melhor do que muito Prozac.

Dotados de uma energia ímpar, a dupla formada por Jordan “Rizzle” Stevens e Harley “Sylvester” Alexander-Sule, não tem limites: misturando soul, rap, pop, rock, indie, reggae e até funk e mariachi, eles criam bases bastantes exóticas para destilar suas rimas bobas e refrões pegajosos.

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Top 5: Clipes que se passam em escolas

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Dizem por aí que a escola é importante porque ela prepara o jovem para vida. Se isso é verdade ou não, não me cabe julgar… Mas seja lá como for, é totalmente compreensível a ideia de que o colégio pode funcionar como uma “maquete do universo”, afinal, é nesse ambiente que temos contato com pessoas das mais variadas crenças e costumes e também é onde aprendemos algumas coisas que serão realmente muito úteis no “mundo real” – e quando eu digo “algumas coisas”, eu, definitivamente, não estou falando sobre o que os professores escrevem na lousa.

Talvez por esse motivo o cenário escolar vira e mexe serve como pano de fundo para videoclipes. Artistas dos mais variados gêneros costumam ver nesses locais a possibilidade perfeita de contar histórias, difundir romances e ideais e até mesmo fazer denúncias sociais. A gama de assuntos é tão vasta quanto as bandas e cantores que já gravaram seus clipes nesse terreno: de Nirvana à Taylor Swift ou de Chris Brown a Aerosmith, cada um deles, independentemente do ritmo que cantam, retratou a escola e a vida escolar de um jeito bastante interessante.

… E é isso que a gente vê agora em nosso Top 5: Clipes que se passam em escolas.

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Miolão Mixtape n.21

Hoje é dia de festa, bebê!

Há exatos dois anos entrava no ar o primeiro post do Miolão. Lembro como se fosse ontem de toda expectativa que dividi com meus amigos. A ideia de partilhar um bom conteúdo e falar de coisas divertidas era bastante entusiasmante. Aliás, era não. É.

Hoje, depois de 766 posts, 2.402 comentários e cerca de 409.00 acessos, o Miolão continua firme e forte – ultimamente com uma frequência de posts não tão regular, admito (mas não pensem que é por falta de vontade, hein! Acontece que os compromissos da vida real, também conhecidos como trabalho e faculdade, tem consumido por demais o nosso tempo…) – em seu propósito de dividir com vocês coisas legais.

E foi pensando nisso, em partilhar, que surgiu o tema de nossa 21ª Mixtape. Selecionamos o que de melhor apareceu em nosso Music Monday e montamos um disquinho com 19 músicas indefectíveis. A seleção é tão boa que arrisco dizer que dentre todas as mixtapes essa é, disparada, la mejor mejor.

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Sample: Queen Bitch, David Bowie

Até ontem eu, imerso em minha ignorância, não fazia ideia de quem era Eddie Cochran. E provavelmente eu morreria sem saber se não fosse por um detalhe: David Bowie curtiu tanto uma musiquinha do cara que decidiu usá-la como base para Queen Bitch, um de seus maiores clássicos.

Pois é, meus amigos: a faixa a 10 do excelentíssimo Hunky Dory teve seu riff inicial tirado de oooutra música. E uma música, aliás, que em nada tinha a ver com a obra de Bowie.

Enquanto o camaleão do pop descrevia em Queen Bitch o encontro de uma prostituta que usava cetim com um cliente, Eddie Cochran, o dono de Three Steps to Heaven, a música que Bowie “pegou” para fazer sua Queen Bitch, que você ouve aí embaixo, narrava de uma maneira inocente como ficar à três passos do céu (para quem quiser seguir os conselhos, anote:  primeiro encontre uma garota para amar, depois faça com que ela te ame e por fim a beije com vontade).

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