MIOLÃO • Selton Mello
 

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Top 5: Clipes dirigidos por diretores de cinema

Madonna-Vogue

O flerte entre cinema e videoclipe sempre existiu.

Já comentamos aqui de atores que toparam participar de vídeos, clipes que usaram técnicas de cinema em suas imagens, filmetes que se inspiraram em filmes e até sobre filmes que absorveram a linguagem videoclipitica em suas estruturas.

O que nunca comentamos a fundo é que vez ou outra alguns dos grandes realizadores de cinema contemporâneos já comandaram alguns clipes bem interessantes. Alguns deles, inclusive, emergiram desse cenário e só chegaram a tela grande anos mais tarde.

O Top 5 de hoje vai mostrar isso. Preparados?

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O Palhaço

Estava aqui pensando no quanto deve ter sido difícil bolar uma sinopse convincente e honesta para O Palhaço. Escrever em poucas linhas a respeito do que se trata a produção é uma tarefa complexa. Não que o mote do filme seja complicado (ele não é). A história, na verdade, é bastante simples. Complicado mesmo é tentar objetivar sensações que transbordam subjetividade.

Contando a história de uma trupe circense que viaja pelo interior de Minas Gerais, o segundo longa dirigido por Selton Mello, que também assina o roteiro, consegue, em 90 minutos, arrancar risos e lágrimas do espectador ao retratar situações bucólicas e “exóticas”. Esmiuçando com destreza a vida na estrada e o mundo do circo, Selton, que além de comandar o filme também o estrela, compõe um retrato em constante movimento de figuras estranhas e palhaços tristes.

Seu personagem, protagonista do longa, é um oximoro ambulante: “obrigado” a fazer graça junto de seu pai (Paulo José) durante os espetáculos, ele vive uma vida regada de melancolia. Sem ter tempo de pensar sobre seu estado de espírito – além de palhaço ele administra o circo -, e sem saber ao certo se deseja passar sua vida como palhaço, ele vai, progressivamente, se entregando a um estado de inércia e tristeza. O curioso é que, mesmo profundamente triste, ele continua sendo, aos olhos dos outros, engraçado. Compondo seu palhaço com uma notável sensibilidade, Selton Mello dispensa muletas e investe em uma caracterização sóbria. O que o transforma num quase-autista é seu olhar parado, sua fala acelerada – que nos momentos de ansiedade parece quase cantada – e sua postura sempre displicente. É como se as frustrações acumuladas ao longo da vida estivessem presentes nos mínimos detalhes. A escolha de Selton por usar, quando mostra o personagem, planos estáticos, amplificam a sensação de inadequação do personagem ao passo que constrói planos elegantes.

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3 Momentos: Drica Moraes

Adriana Moraes Rego Reis, ou simplesmente Drica Moraes, é uma das maiores – e melhores – atrizes de sua geração. Seu rosto é facilmente lembrado por personagens cômicas, mas a moça possui talentos que vão além da comédia, como o público e a crítica puderam perceber quando ela interpretou Vânia, na mini-série Queridos Amigos.

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2010: O Ano das Sequências Desnecessárias

Não sou Nostradamus, muito menos profeta, mas baseando-me em algumas notas divulgadas na imprensa, prevejo que 2010 será o ano de ramakes e continuações sem propósito.

Você duvida? Vamos aos fatos.

Atendo-me apenas as sequências, fiquei perplexo com a notícia que Atividade Paranormal 2 sairia do papel.

O filme original, que foi um sucesso de público inesperado, custou apenas US$ 11 mil e somou ao todo mais de US$ 150 milhões nas bilheterias, é do tipo de filme que não necessitava de continuação.

A surpresa foi ainda maior quando confirmaram que Kevin Greutert, diretor de Jogos Mortais 6, iria comandar o projeto. Mesmo sem sequer ter um argumento definido, Atividade Paranormal 2 já tem data de estréia nos cinemas americanos: 22/10/2010. Essa pressa toda só confirma uma coisa: eles querem mais dinheiro.

Mas se esse for o único propósito, ao que tudo indica a briga pelas bilheterias vai ser bem acirrada. Atividade Paranormal 2 vai enfrentar o sétimo filme da série Jogos Mortais, lançado tradicionalmente no Halloween norte-americano.

Levando em conta todo o sucesso comercial do primeiro Atividade Paranormal, podemos dizer que a continuação tem a seu favor o fato de que além de estar “fresco” na memória do público ele tem hype e fôlego para iniciar uma nova franquia.

Na contramão, Jogos Mortais já apresenta sinais de desgaste em sua fórmula. Esse desgaste pôde ser sentido nas bilheterias que caem a cada filme. No entanto, esse ano a situação promete mudar. David Hackl, diretor que comandou o quinto filme da série e que agora reassume o controle, anunciou que fará uso de tecnologia 3D. Só por esse fato o longa já sai na frente no quesito expectativa. Aliás, só por esse fato mesmo. Porque ninguém aguenta mais as reviravoltas mirabolantes e pretensiosas do roteiro, que já viraram marcam da série e que, convenhamos, não deveria nem ter seu segundo volume.

E se você pensa que a maldição das sequências cabe exclusivamente a blockbusters de sucesso internacional, você está redondamente enganado.

Tropa de Elite 2 pode ser encarado com nosso representante nessa categoria. O filme, que tem estreia prevista para 13 de agosto, só vai começar a ser filmado semana que vem, dia 25/01, mas o burburinho a seu redor vem crescendo a cada dia. Hoje, por exemplo, a produção do longa liberou em seu blog oficial um vídeo mostrando parte do treinamento do idolatrado Capitão Nascimento (o sempre bom Wagner Moura) e sua tropa:

Além de Wagner Moura retomar o papel que o consagrou ao grande público,  José Padilha também volta a cadeira de diretor. O elenco contará ainda com nomes de peso como o de Selton Mello, Seu Jorge e, pasme, o do sambista Dudu Nobre.

A história escrita por Bráulio Mantovani, roteirista do primeiro Tropa de Elite, se passará 15 anos depois do final do primeiro filme e mostrará o crescimento do Bope e das milícias na cidade do Rio de Janeiro.

Ok. Talvez seja muito cedo pra colocar Tropa de Elite 2 “no mesmo saco” de Atividade Paranormal 2 e Jogos Mortais 7, até porque os envolvidos no filme nacional são bemmmm mais talentosos que os gringos.

Mas o ponto principal nisso tudo é aquela velha questão que assola Hollywood desde sempre (e agora também nossa terrinha): será que motivos puramente mercadológicos justificam a produção de um filme? E mais importante que isso; será que o resultado pode ser positivo?

Pessoalmente não espero grandes coisas de nenhuma das produções citadas. A única coisa que anseio é estar errado sobre tudo isso e que, apesar dos pesares, possamos ver bons filmes.

E você, o que pensa disso tudo?

 

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