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Children’s Hospital

Vaidade. Quando não se vê além de si, fracassa em ver os outros e quando se fracassa nisso, fica o contrário de Bruce Willis em “O Sexto Sentido”. Você não vê pessoas vivas. A questão é: você é muito mais gata que o Bruce Willis.

O que você acaba de ler foi dito no início do quinto episódio da terceira temporada de Children’s Hospital.

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Misfits

Quando me recomendaram Skins pela primeira vez, eu lembro de ter pilhado muito na ideia. Uma série adolescente inglesa me parecia uma excelente ideia (especialmente porque ingleses falam com aquele sotaque DELICIOSO). Na época, já estava passando a segunda geração. Baixei o primeiro espisódio e achei alguma coisa esquisita. Mas, bem, pensei cá com os meus botões, é só o primeiro episódio, vamos dar outra chance. Baixei o segundo, o terceiro… e acabei com a mesma impressão. De que era, sim, uma série adolescente. Mas eu esperava uma coisa compeltamente diferente. Acabei me deparando com uma versão de Malhação regada a doce, ácido e baseado. No lugar de ‘vê aí uma rodada de suco pra galeris!’, eram festas com um cadinho mais de sexo. Achei os personagens construídos em cima de um estereótipo exagerado, forçado. Todos elaborados a partir de rótulos: as lésbicas, o porra-louca, o nerd, a esquisitona, a gostosa misteriosa e o garoto chato (é, esse é o Fred).

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Os erros e acertos de Glee (Parte 1)

Glee não é unanimidade nem entre público, nem entre os artistas da música. Naturalmente, alguns espectadores amam, enquanto outros odeiam; paralelamente, cantores e bandas mostram grande interesse em ter suas músicas inseridas na série, por a apreciam - ou porque no momento está com tudo no momento, vai saber? - enquanto outra parcela se recusa  a ceder os direitos de gravação de suas “crias”.

Essas divergências não são injustificáveis: Glee é entretenimento bacanudo, mas que escorrega algumas vezes – incluindo no quesito musical. Nós, do Miolaoteam, somos super fãs da série e elegemos os melhores e piores momentos do programa ao longo dessas duas temporadas em nossa opinião, começando pela primeira categoria. Quer ver? :)

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Modern Family, We Love You

Eis a série que levou para casa o Emmy de Melhor Comédia de 2010, desbancando o gigante-favorito Glee. Modern Family estreou em novembro de 2009, pela ABC. A série conseguiu, ao final da sua primeira temporada, uma média de 11 milhões de espectadores por episódio, o que a coloca entre os programas com maior audiência nos EUA, ficando apenas atrás de Glee na categoria comédia.

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Sex And The City 2

Sempre me simpatizei com Sex and the City, apesar de ser um conhecedor apenas “intermediário” de seu universo: adoro o livro que originou a série, que por sinal vi apenas uma temporada completa e alguns episódios avulsos. Considero tudo bastante divertido, por vezes pertinente e em alguns momentos bem bobo, apenas distração, sem abstração. Adoro as peripécias das quatro garotas (garotas?) de NY, seus momentos mais dramáticos e também suas confissões mais ousadas, que geram reflexões (mesmo que as vezes somente leves) sobre o comportamento moderno de um determinado grupo de pessoas e arrancam risadas sutis.

Ah, gostei do primeiro filme que chegou aos cinemas também. Talvez por não estar atado à série como um fã incondicional estaria, achei que ele equilibrou os diversos elementos que uma comédia romântica mais adulta consistente possui com muito charme. Fiquei feliz de saber que teria uma continuação.

Sex and The City 2, porém, nos faz concluir que os produtores deviam pensar muito melhor antes de terem a idéia de filmar uma sequência para algo que até então estava dando muito certo: a verdade é que o longa, que chegou aos cinemas brasileiros há pouquíssimo tempo transforma o universo do quarteto numa chatice gigantesca. O charme e a competente mistura de drama e comédia foram soterrados num filme longo e muito mais raso do que deveria ser: sai a abstração e fica somente a distração. E das mais comuns.

A história continua dois anos depois dos acontecimentos do primeiro longa: as protagonistas, buscando a solução para novos problemas pessoais e o tédio que toma conta de suas vidas em determinado momento, decidem se unir e partir para Abu Dhabi, procurando respostas e confrontando novas experiências. O filme foca em todos os pontos fracos da trama e “esquece” de aproveitar coisas que poderiam gerar um resultado muito mais satisfatório. É uma série de acontecimentos rápidos que vão se sucedendo… e que no fim das contas parece nada.

Outra dificuldade, pra mim, foi simpatizar com Carrie/Sarah Jessica Parker nessa continuação: a personagem está exageradamente chorona, com voz de criança e parece egoísta e reclamona demais mesmo quando está com a razão. As situações que acontecem com a escritora são – ou deveriam ser – o clímax do filme. Não convencem. Só essa falta de identificação com ela já arranha o desempenho da produção. É difícil se deixar envolver por uma história quando você não acredita no protagonista.

Miranda, dessa vez subestimada no ambiente profissional e dividida entre a família e o trabalho, virou quase uma coadjuvante: aparece rindo em todas as cenas, nem sempre com algo a acrescentar e com as questões de seu dilema principal, relevante, subestimadas. Em algumas cenas parece que resolveram sacanear a personagem até no figurino… Os conflitos de Charlotte – cansada da rotina de mãe dedicada e notando que não é a “Amélia” que imaginava ser – são um pouco melhor desenvolvidos: o público consegue entender o dilema e o desconforto sentido por ela, que são bastante normais, embora ela própria não saiba.

E temos, claro, Samantha, em crise com uma das coisas que chegam em nossas vidas e não dá controlar: a idade. A personagem, fiel a sua essência, rouba a cena em todos os momentos, como sempre, geralmente nas poucas cenas realmente bem sacadas.

De resto, nada que salta aos olhos: a ostentação e o glamour das personagens nunca pareceram tão cansativos e cafonas. O filme é cheio de paisagens deslumbrantes, cenas em câmera lenta do quarteto vestido como um carro alegórico usando os acessórios de maior renome, festas deslumbrantes, que naturalmente chamam a atenção. Mas isso por si só não vale: ficamos com falta de algo mais firme, algo pra segurar todas essas estruturas. Coisa que falta e que já tivemos antes em Sex and the City.

Lógico que é bom saber “o que acontece a seguir” mas existem maneiras mais interessantes de mostrar a evolução das personagens de uma franquia. As moçoilas, que sempre foram consideradas modernas, já não são mais tão jovens e rendem-se à diversas convenções sociais e o o risco de retratá-las nas telonas torna-se duplo, transitando entre o dilema de fugir do tradicionalismo extremo e da sensação de que elas estão tentando se manter presas a uma “eterna” juventude. Dessa vez, foi uma confusão. Teremos um terceiro longa? É esperar pra ver.

Sex and the City 2, Michael Patrick King, 2010.
Sex and The City 2. Com Sarah Jessica Parker, Kim Catrall, Kristin Davis, Cynthia Nixon e Chris Noth.

#Alice no País das Maravilhas: de Carroll a Burton

Cartazes - Alice

Finalmente saiu o trailer definitivo da adaptação de Tim Burton para o clássico infantil criado por Lewis Carroll, “Alice no País das Maravilhas”. Nele, podemos ver mais imagens daquele que promete ser um dos melhores filmes do ano que ainda nem começou.

Imagem de Amostra do You Tube

“Alice no País das Maravilhas” mostrará o universo que todos conhecemos, mas num contexto um pouco diferente: no filme, a personagem estará um pouco mais crescida, e voltará ao país das maravilhas anos depois e quase acidentalmente, depois de fugir de uma festa de gala. Lá, terá que enfrentar a conhecida Rainha de Copas. Durante essa viagem, o espectador identificará elementos e personagens da série escrita por Carroll.

Quem já leu os dois volumes, “Alice no País das Maravilhas” e “Alice no País dos Espelhos” – também encontrado por aqui como “Alice na Casa dos Espelhos” ou “Alice Através do Espelho” – sabe: os livros, apesar de dedicados às crianças, trazem elementos perturbadores e não são tão inocentes quanto parecem. Lewis Carroll, escritor, matemático, poeta e fotógrafo amador, escreveu os livros para homenagear a filha de um amigo, Henry Lidell. Alice Lidell foi a inspiração para a personagem que se tornaria um marco da literatura mundial. Lewis contou a história à garota e as suas duas irmãs num passeio de barco pelo rio Tâmisa, em 1862. Alguns estudos sobre a vida do autor dizem que ele nutria uma admiração quase anormal pela garota, e que chegou a propor casamento à mesma enquanto ela ainda era muito jovem – pedido negado pelos seus pais. Se sua obsessão pela jovem era exagerada, nunca saberemos muito bem. Ela, embora nada saudável, gerou uma das obras mais influentes da literatura.

Lewis - Tim

Tim Burton pode ter sido a escolha ideal para contar a história “viajada” e um pouco psicodélica de Alice para um lugar cheio de tipos estranhos e situações surreais. A concretização do projeto surge como um alívio para os fãs, que estão vendo agora os resultados de uma produção que demorou para ser concretizada. Antes de Burton assumir o projeto, no final de 2007, houve diversos boatos sobre a transição da obra literária para o cinema. Um jogo inspirado no universo de Lewis C., chamado “American McGee Alice”, foi cotado para ganhar uma versão cinematográfica, dirigida por Marcus Nispel (diretor do remake de 2003 de “O Massacre da Serra Elétrica”) e com Sarah Michelle Gellar no papel da protagonista (??), financiada pelo Universal Studios. A história do game, de certa forma tem pontos em comum com a adaptação que veremos nas telonas, mas é um pouco mais… bizarra, se é que isso é possível: lançado em 1999, ele narrava o retorno de Alice ao país das maravilhas, agora comandado pelos poderes das trevas, depois de ter passado anos internada num manicômio. (oi?) E dá-lhe banhos de sangue! A idéia, apesar de descaracterizar completamente a trama, parecia interessante – mas nunca se concretizou.

Tim, então, iniciou em parceria com a Walt Disney Pictures a produção do filme. Com o tempo, foram surgindo notícias sobre o elenco – entre os primeiros contratados, Johnny Depp, amigo do diretor, como “O Chapeleiro Louco” e Helena Bonham Carter como a Rainha de Copas. Hoje, sabemos que o cast contará ainda com Anne Hathaway, Alan Rickman e outros diversos nomes de peso. Alice, porém, será interpretada pela quase desconhecida Mia Wasikowska, que já participou de especiais da HBO. O filme que usa o método de captação de imagens em 3D para criar os personagens vistos na tela, também será exibido em salas de projeção tridimensional.

Alices: Alice Lidell, a verdade; Mia Wasikowska como Alice na adaptação de Tim Burton; a versão gótica da personagem em "American McGee Alice" e a famosa versão animada de 1951.

Alices: Alice Lidell, a inspiração de Carroll; Mia Wasikowska como Alice na adaptação de Tim Burton; a versão gótica da personagem em "American McGee Alice" e a famosa versão animada de 1951.

Esse ano, Burton disse no Comic-Com, evento sobre HQs que aconteceu em San Diego (EUA), que todas as adaptações realizadas até hoje não fizeram jus aos diversos elementos que a história original possui. A mais famosa feita até hoje é o longa-metragem animado da Disney, lançado em 1951 e que alterou, e muito, a obra original. Outras adaptações lançadas e muito pouco conhecidas datam de 1985: dirigidas por Harry Harris e estrelando Natalie Gregory, os filmes da primeira e segunda parte da saga de Alice – lançados para TV – fizeram moderado sucesso na época do seu lançamento, mas não conseguiram criar impacto no decorrer dos anos. Burton tem a chance de fazer a adaptação definitiva desse mundo de fantasias. Pelo que parece, ele não irá decepcionar.

O projeto será o primeiro de dois realizados por Burton em parceria com os estúdios Disney: o próximo, Frankenweenie, tem estréia prevista para 2011.  E partir de agora, poderemos presenciar um “revival” de Alice por toda parte, talvez motivado pela adaptação cinematográfica. Um exemplo disso é a série de TV “Alice”, dirigida por Nick Willing, que foi exibida nos dias 6 e 7 desse mês nos EUA pelo canal Syfy, que adicionou toques contemporâneos ao universo da personagem.

Capa da edição especial do DVD lançado lá fora, com a adaptação de "Alice" de 1985 e o cartaz de divulgação da série "Alice", do canal Syfy.

Capa da edição especial do DVD lançado lá fora, com a adaptação de "Alice" de 1985 e o cartaz de divulgação da série "Alice", do canal Syfy.

Olha só o trailer da série:

 Imagem de Amostra do You Tube

Ah, só pra lembrar: o filme de Tim tem estréia prevista para 5 de Março de 2010!

Elas estão de volta – e de novo!

Caiu na rede o primeiro pôster de Sex and the City 2! Nele, a personagem Carrie Bradshaw, vivida por Sarah Jessica Parker na série de TV e no primeiro longa da franquia aparece vestida de branco, em frente à um gigantesco número dois, que anuncia as novas aventuras das quatro eternas solteiras de NY.

Sex and The City 2 - Pôster

Depois do êxito do primeiro filmes nas bilheterias mundiais, surgiram boatos de uma possível sequência – rumores confirmados posteriormente pela própria Sarah Jessica, que comentaria sobre sua pré-produção num programa de tevê americano. A contratação do elenco também gerou notícias freqüentes: demorou um certo tempo para que todo o cast original aceitasse participar da continuação, entre eles Kim Catrall, (que interpreta a hilária Samantha) que durante as filmagens do primeiro filme teve alguns atritos com Sarah Jessica Parker e bateu o pé em relação ao valor de seu cachê.

O fato é que tudo isso foi superado: “Sex and The City 2” teve suas filmagens iniciadas em Setembro e já tem até data de estréia por aqui: previsto para 21 de Maio de 2010, o filme vai mostrar o que acontece com Carrie depois do casamento com Mr. Big, além de contar um pouco mais sobre o início da sua amizade com Charlotte, Miranda e Samantha. No elenco, algumas participações especiais: Penélope Cruz, Liza Minelli  e também..er…Miley Cyrus. (?)

Confira abaixo algumas das fotos oficiais da produção que já foram disponibilizadas na Internet:

Sarah Jessica Parker "madonnizando"com seu figurino nos bastidores das filmagens e Kristin Davis em versão "Barbie Virgem".

Sarah Jessica Parker "madonnizando"com seu figurino nos bastidores das filmagens e Kristin Davis em versão "Barbie Virgem".

O walkman "tijolão" é só um charme a mais pra Kim Catrall, enquanto Cynthia Nixon encarna um protótipo da Velma do Scooby-Doo. (?)

O walkman "tijolão" é só um charme a mais pra Kim Catrall, enquanto Cynthia Nixon encarna um protótipo da Velma do Scooby-Doo. (?)

 

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