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Divulgada a lista dos Indicados ao Framboesa de Ouro de 2011

Você pode até duvidar, mas o Framboesa de Ouro, aqueeeeela premiação fofa que elege os piores filmes do ano, é tão pretensiosa quanto o Oscar.

Quem não se lembra do discurso de Sandra Bullock, vencedora do prêmio de Pior Atriz do ano passado? A bela saiu distribuindo DVDs do filme Maluca Paixão, pelo qual foi indicada, enquanto brincava que ninguém deveria ter visto o filme. E é bem provável, mas bem provável MESMO, que ela estivesse certa… Organizado por um tal de John Wilson, o Framboesa de Ouro já está em sua 31ª edição. Ao contrário da Academia ou dos jornalistas do Globo de Ouro, para brincar de ser votante nessa premiação é bem simples: é só pagar 35 dólares por ano… Afinal, pra que critério quando o que essa galera quer mesmo é causar?!

Na véspera da divulgação dos indicados ao Oscar, eis que eles soltaram a listinha dele aos indicados a piores do ano. Liderando a bagaça, temos farofento O Último Mestre do Ar e Eclipse, terceiro volume da Saga Crepúsculo, com 9 indicações cada. Sex and The City 2, que a gente já falou por aqui na época do lançamento, segue firme no terceiro com nada menos do que 7 indicações.

Se liga só na lista dos indicados:

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Sex And The City 2

Sempre me simpatizei com Sex and the City, apesar de ser um conhecedor apenas “intermediário” de seu universo: adoro o livro que originou a série, que por sinal vi apenas uma temporada completa e alguns episódios avulsos. Considero tudo bastante divertido, por vezes pertinente e em alguns momentos bem bobo, apenas distração, sem abstração. Adoro as peripécias das quatro garotas (garotas?) de NY, seus momentos mais dramáticos e também suas confissões mais ousadas, que geram reflexões (mesmo que as vezes somente leves) sobre o comportamento moderno de um determinado grupo de pessoas e arrancam risadas sutis.

Ah, gostei do primeiro filme que chegou aos cinemas também. Talvez por não estar atado à série como um fã incondicional estaria, achei que ele equilibrou os diversos elementos que uma comédia romântica mais adulta consistente possui com muito charme. Fiquei feliz de saber que teria uma continuação.

Sex and The City 2, porém, nos faz concluir que os produtores deviam pensar muito melhor antes de terem a idéia de filmar uma sequência para algo que até então estava dando muito certo: a verdade é que o longa, que chegou aos cinemas brasileiros há pouquíssimo tempo transforma o universo do quarteto numa chatice gigantesca. O charme e a competente mistura de drama e comédia foram soterrados num filme longo e muito mais raso do que deveria ser: sai a abstração e fica somente a distração. E das mais comuns.

A história continua dois anos depois dos acontecimentos do primeiro longa: as protagonistas, buscando a solução para novos problemas pessoais e o tédio que toma conta de suas vidas em determinado momento, decidem se unir e partir para Abu Dhabi, procurando respostas e confrontando novas experiências. O filme foca em todos os pontos fracos da trama e “esquece” de aproveitar coisas que poderiam gerar um resultado muito mais satisfatório. É uma série de acontecimentos rápidos que vão se sucedendo… e que no fim das contas parece nada.

Outra dificuldade, pra mim, foi simpatizar com Carrie/Sarah Jessica Parker nessa continuação: a personagem está exageradamente chorona, com voz de criança e parece egoísta e reclamona demais mesmo quando está com a razão. As situações que acontecem com a escritora são – ou deveriam ser – o clímax do filme. Não convencem. Só essa falta de identificação com ela já arranha o desempenho da produção. É difícil se deixar envolver por uma história quando você não acredita no protagonista.

Miranda, dessa vez subestimada no ambiente profissional e dividida entre a família e o trabalho, virou quase uma coadjuvante: aparece rindo em todas as cenas, nem sempre com algo a acrescentar e com as questões de seu dilema principal, relevante, subestimadas. Em algumas cenas parece que resolveram sacanear a personagem até no figurino… Os conflitos de Charlotte – cansada da rotina de mãe dedicada e notando que não é a “Amélia” que imaginava ser – são um pouco melhor desenvolvidos: o público consegue entender o dilema e o desconforto sentido por ela, que são bastante normais, embora ela própria não saiba.

E temos, claro, Samantha, em crise com uma das coisas que chegam em nossas vidas e não dá controlar: a idade. A personagem, fiel a sua essência, rouba a cena em todos os momentos, como sempre, geralmente nas poucas cenas realmente bem sacadas.

De resto, nada que salta aos olhos: a ostentação e o glamour das personagens nunca pareceram tão cansativos e cafonas. O filme é cheio de paisagens deslumbrantes, cenas em câmera lenta do quarteto vestido como um carro alegórico usando os acessórios de maior renome, festas deslumbrantes, que naturalmente chamam a atenção. Mas isso por si só não vale: ficamos com falta de algo mais firme, algo pra segurar todas essas estruturas. Coisa que falta e que já tivemos antes em Sex and the City.

Lógico que é bom saber “o que acontece a seguir” mas existem maneiras mais interessantes de mostrar a evolução das personagens de uma franquia. As moçoilas, que sempre foram consideradas modernas, já não são mais tão jovens e rendem-se à diversas convenções sociais e o o risco de retratá-las nas telonas torna-se duplo, transitando entre o dilema de fugir do tradicionalismo extremo e da sensação de que elas estão tentando se manter presas a uma “eterna” juventude. Dessa vez, foi uma confusão. Teremos um terceiro longa? É esperar pra ver.

Sex and the City 2, Michael Patrick King, 2010.
Sex and The City 2. Com Sarah Jessica Parker, Kim Catrall, Kristin Davis, Cynthia Nixon e Chris Noth.

As novas empreitadas de Penélope Cruz

Penélope Cruz está, com certeza, em um dos melhores momentos de sua carreira. Depois de ser indicada ao Oscar e ao Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante (que por sinal, não levou pra casa) pela sua atuação no deslumbrante “Nine”, de Rob Marshall, a artista espanhola está cotada para trabalhar com o diretor em outra parte de um projeto já conhecido do grande público: a série “Piratas do Caribe”.

O diretor de “Chicago” e “Memórias de Uma Gueixa” assumirá a direção do quarto capítulo da saga dos piratas, que antes estava nas mãos de Gore Verbinski. Com o título provisório de “Pirates of The Caribbean: On Stranger Tides”, o filme tem estréia prevista pra 20 de maio de 2011. Penélope fará uma personagem cuja personalidade confrontará as excentricidades do capitão Jack Sparrow, interpretado por Johnny Depp – que, diferente de Orlando Bloom e Keira Knightley, continua na produção. O roteiro é assinado pelos autores dos anteriores, Ted Elliot e Terry Rossio, e pouco foi revelado sobre ele até o momento: rumores dizem que trará um elemento conhecido de diversas histórias fantasiosas: a busca pela fonte da juventude. É esperar pra ver!

E além de colocar um futuro blockbuster em seu currículo, boatos dizem que Penélope trabalhará com o diretor Lars Von Trier em seu futuro lançamento, “Melancholia”. O filme, que falará sobre um planeta de mesmo nome que está prestes a colidir com a Terra começará a ser filmado esse ano e tem estréia prevista também para 2011. Se a notícia for confirmada, trabalhar com o dinamarquês será uma experiência e tanto pra Penélope, considerando que o diretor é conhecido por levar os envolvidos na produção de seus filmes ao limite – Bjork, que quase caiu nos tapas com o diretor durante as filmagens de “Dançando no Escuro” que o diga!

Até que seus novos projetos estréiem nos cinemas, poderemos vê-la numa participação especial em Sex and The City 2, que estréia mundialmente em Maio e torcer pela atriz na cerimônia do Oscar, que acontece no dia 7 de março. E pra quem ainda não viu, fica a dica: vá ao cinema hoje e assista “Nine” ou “Abraços Partidos”, mais recente parceria da atriz com Almodóvar que ainda está em cartaz em algumas cidades. Ver Penélope Cruz em cena sempre vale a pena!

 

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