MIOLÃO • Sex And The City
 

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Vem Aí: Rabbit Hole

Dizem que por aí que as produções que chamam mais a atenção dos críticos costumam estrear nos cinemas no fim do ano – salvo é claro algumas exceções (hello, Inception!). Isso ocorre porque os estúdios querem que elas estejam “frescas” na memória dos jornalistas e dos formadores de opinião para que o buzz gere indicações nas principais premiações – especialmente no Oscar.

Esse é o caso de Rabbit Hole, novo drama do diretor John Cameron Mitchell do cult Hedwig – Rock, Amor e Traição e do super cool (e explícito) Shortbus, que tem estreia prevista para o dia  17 de dezembro nos States e 04 de março no Brasil de 2011. Estrelado pelo sempre ótimo Aaron Eckhart (o Duas Caras, de Batman – O Cavaleiro das Trevas) e Nicole Kidman (As Horas) o filme retrata a história de um casal que tenta superar o insuperável: a perda de um filho.

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Music Monday: Jem

No Music Monday de hoje vamos falar de um certo alguém que já possui extensa carreira… mas – infelizmente – é pouquíssimo conhecida!

É possível que você já tenha ouvido alguma música da cantora Jem em uma de suas séries de TV favoritas ou num filme que gosta, curtido, mas nem tenha ficado sabendo sobre quem é a voz por trás da faixa.

Me encaixo nessa categoria de pessoas que descobriram o som da artista de forma semelhante à citada anteriormente: conheci sua canção “Come on Closer” em um dos comerciais de divulgação do filme “Closer – Perto Demais” e através dela, encontrei o seu debut, “Finally Woken”, de 2004. Mega adorável, o disco foi meu vício por um bom tempo.

Jem, vinda do País de Gales – mesmo berço de Marina and The Diamonds e Duffy – canta suave (lembrando a excelente Dido, por vezes) lança músicas ensolaradas, otimistas, baladinhas românticas e reflexões confessionais ingênuas: tudo tão simpático que te dá vontade de ouvir mais e mais e ser envolvido por tanta doçura.

Faixas de seu disco de estréia marcaram presença em diversos seriados famosos, como Grey’s Anatomy e Six Feet Under. Dele, saíram, entre outras, “Just a Ride”, “Flying High” e o seu primeiro single oficial, “They” (abaixo). Escute-as: as chances de você conhecer ao menos uma delas são bem grandes!

Em 2008, Jem lançou seu segundo álbum, “Down To Earth”, puxado pela faixa “It’s Amazing”, presente na trilha do primeiro longa de “Sex and The City”. Aquém em relação ao seu antecessor, o CD teve recepção nula por público e crítica, mas oferecia outras boas gravações, como “I Want you To” e “Crazy” – a segunda, inserida em episódio de Gossip Girl.

Além dos discos autorais,  podemos destacar algumas outras coisas na trajetória da galesa: ela é responsável pela co-autoria de uma das mais belas músicas da Madonna, a fofa Nothing Fails, possui uma faixa épica na trilha do fraco Eragon (“Once In Every Lifetime”) e é responsável por uma linda regravação de um clássico de Paul McCartney, “Maybe I’m Amazed”, para a qual emprestou sua marca e que serviu de trilha sonora para um momento tocante na trama de “The OC”.

A moça anda meio sumida e explica, em comunicado publicado em seu site oficial, que no momento planeja dar atenção a uma de suas mais antigas vontades: produzir um filme independente, roteirizado por ela e que começará a ser filmado no próximo mês. Diz ainda que não abandonou o mercado fonográfico, e que podemos esperar novo material seu para o ano que vem.

Enquanto o novo disco não chega, recomendamos a quem não conhece o trabalho da moça que vá atrás e, para quem já conhece, que aproveite nossa dica para resgatar seus CD’s e colaborações… Afinal, Jem é mais do que unicamente trilha sonora para programa de TV. :)

Terminamos o post com o vídeo da levemente latina “I Want you To”, dirigido pela cantora.

Sex And The City 2

Sempre me simpatizei com Sex and the City, apesar de ser um conhecedor apenas “intermediário” de seu universo: adoro o livro que originou a série, que por sinal vi apenas uma temporada completa e alguns episódios avulsos. Considero tudo bastante divertido, por vezes pertinente e em alguns momentos bem bobo, apenas distração, sem abstração. Adoro as peripécias das quatro garotas (garotas?) de NY, seus momentos mais dramáticos e também suas confissões mais ousadas, que geram reflexões (mesmo que as vezes somente leves) sobre o comportamento moderno de um determinado grupo de pessoas e arrancam risadas sutis.

Ah, gostei do primeiro filme que chegou aos cinemas também. Talvez por não estar atado à série como um fã incondicional estaria, achei que ele equilibrou os diversos elementos que uma comédia romântica mais adulta consistente possui com muito charme. Fiquei feliz de saber que teria uma continuação.

Sex and The City 2, porém, nos faz concluir que os produtores deviam pensar muito melhor antes de terem a idéia de filmar uma sequência para algo que até então estava dando muito certo: a verdade é que o longa, que chegou aos cinemas brasileiros há pouquíssimo tempo transforma o universo do quarteto numa chatice gigantesca. O charme e a competente mistura de drama e comédia foram soterrados num filme longo e muito mais raso do que deveria ser: sai a abstração e fica somente a distração. E das mais comuns.

A história continua dois anos depois dos acontecimentos do primeiro longa: as protagonistas, buscando a solução para novos problemas pessoais e o tédio que toma conta de suas vidas em determinado momento, decidem se unir e partir para Abu Dhabi, procurando respostas e confrontando novas experiências. O filme foca em todos os pontos fracos da trama e “esquece” de aproveitar coisas que poderiam gerar um resultado muito mais satisfatório. É uma série de acontecimentos rápidos que vão se sucedendo… e que no fim das contas parece nada.

Outra dificuldade, pra mim, foi simpatizar com Carrie/Sarah Jessica Parker nessa continuação: a personagem está exageradamente chorona, com voz de criança e parece egoísta e reclamona demais mesmo quando está com a razão. As situações que acontecem com a escritora são – ou deveriam ser – o clímax do filme. Não convencem. Só essa falta de identificação com ela já arranha o desempenho da produção. É difícil se deixar envolver por uma história quando você não acredita no protagonista.

Miranda, dessa vez subestimada no ambiente profissional e dividida entre a família e o trabalho, virou quase uma coadjuvante: aparece rindo em todas as cenas, nem sempre com algo a acrescentar e com as questões de seu dilema principal, relevante, subestimadas. Em algumas cenas parece que resolveram sacanear a personagem até no figurino… Os conflitos de Charlotte – cansada da rotina de mãe dedicada e notando que não é a “Amélia” que imaginava ser – são um pouco melhor desenvolvidos: o público consegue entender o dilema e o desconforto sentido por ela, que são bastante normais, embora ela própria não saiba.

E temos, claro, Samantha, em crise com uma das coisas que chegam em nossas vidas e não dá controlar: a idade. A personagem, fiel a sua essência, rouba a cena em todos os momentos, como sempre, geralmente nas poucas cenas realmente bem sacadas.

De resto, nada que salta aos olhos: a ostentação e o glamour das personagens nunca pareceram tão cansativos e cafonas. O filme é cheio de paisagens deslumbrantes, cenas em câmera lenta do quarteto vestido como um carro alegórico usando os acessórios de maior renome, festas deslumbrantes, que naturalmente chamam a atenção. Mas isso por si só não vale: ficamos com falta de algo mais firme, algo pra segurar todas essas estruturas. Coisa que falta e que já tivemos antes em Sex and the City.

Lógico que é bom saber “o que acontece a seguir” mas existem maneiras mais interessantes de mostrar a evolução das personagens de uma franquia. As moçoilas, que sempre foram consideradas modernas, já não são mais tão jovens e rendem-se à diversas convenções sociais e o o risco de retratá-las nas telonas torna-se duplo, transitando entre o dilema de fugir do tradicionalismo extremo e da sensação de que elas estão tentando se manter presas a uma “eterna” juventude. Dessa vez, foi uma confusão. Teremos um terceiro longa? É esperar pra ver.

Sex and the City 2, Michael Patrick King, 2010.
Sex and The City 2. Com Sarah Jessica Parker, Kim Catrall, Kristin Davis, Cynthia Nixon e Chris Noth.

Elas estão de volta – e de novo!

Caiu na rede o primeiro pôster de Sex and the City 2! Nele, a personagem Carrie Bradshaw, vivida por Sarah Jessica Parker na série de TV e no primeiro longa da franquia aparece vestida de branco, em frente à um gigantesco número dois, que anuncia as novas aventuras das quatro eternas solteiras de NY.

Sex and The City 2 - Pôster

Depois do êxito do primeiro filmes nas bilheterias mundiais, surgiram boatos de uma possível sequência – rumores confirmados posteriormente pela própria Sarah Jessica, que comentaria sobre sua pré-produção num programa de tevê americano. A contratação do elenco também gerou notícias freqüentes: demorou um certo tempo para que todo o cast original aceitasse participar da continuação, entre eles Kim Catrall, (que interpreta a hilária Samantha) que durante as filmagens do primeiro filme teve alguns atritos com Sarah Jessica Parker e bateu o pé em relação ao valor de seu cachê.

O fato é que tudo isso foi superado: “Sex and The City 2” teve suas filmagens iniciadas em Setembro e já tem até data de estréia por aqui: previsto para 21 de Maio de 2010, o filme vai mostrar o que acontece com Carrie depois do casamento com Mr. Big, além de contar um pouco mais sobre o início da sua amizade com Charlotte, Miranda e Samantha. No elenco, algumas participações especiais: Penélope Cruz, Liza Minelli  e também..er…Miley Cyrus. (?)

Confira abaixo algumas das fotos oficiais da produção que já foram disponibilizadas na Internet:

Sarah Jessica Parker "madonnizando"com seu figurino nos bastidores das filmagens e Kristin Davis em versão "Barbie Virgem".

Sarah Jessica Parker "madonnizando"com seu figurino nos bastidores das filmagens e Kristin Davis em versão "Barbie Virgem".

O walkman "tijolão" é só um charme a mais pra Kim Catrall, enquanto Cynthia Nixon encarna um protótipo da Velma do Scooby-Doo. (?)

O walkman "tijolão" é só um charme a mais pra Kim Catrall, enquanto Cynthia Nixon encarna um protótipo da Velma do Scooby-Doo. (?)

 

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