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3 Momentos: Kirsten Dunst

25/08/2010 às 02:09 em Telinha & Telão

Kirsten Dunst é uma das mais carismáticas atrizes de sua geração. Depois de ingressar cedo na carreira artística, construiu um histórico de personagens extenso e variado: ela já foi líder de torcida, mulher de super herói, tenista, virgem suicida, emprestou sua voz a desenhos animados, envolveu-se com jogos de tabuleiros fantásticos e muito mais – só pra citar alguns!

Não é uma figura unânime: alguns dizem que trata-se somente de mais uma mocinha água com açucar de Hollywood, mas seu desempenho em filmes cultuados e sua habilidade para adaptar-se a diversos gêneros cinematográficos provam que ela possui um algo a mais, sim.

O nosso 3momentos de hoje é só dela! Confira abaixo alguns pontos de sua carreira que o Miolaoteam adora e recomenda. :)

Claudia – Entrevista Com o Vampiro (1994)

“Interview With the Vampire” é a estréia oficial de Kirsten Dunst nas telonas. Ainda muito jovem, integrou um elenco cheio de nomes de peso, como Tom Cruise, Brad Pitt, Christian Slater e Antonio Banderas. Como se isso já não fosse uma grande responsabilidade, a menina interpretou um papel essencial na adaptação de um romance de Anne Rice, a rainha suprema da literatura ao tratarmos de temas vampirescos – com roteiro escrito pela própria. Aparentemente, não se abalou nem um pouquinho: na pele de Cláudia, uma vampira eternamente presa ao corpo de uma criança, Kirsten construiu perfeitamente a atmosfera de sobriedade e perigo que sua personagem deveria ostentar. Considerada uma revelação, foi indicada ao Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante e ganhou o prêmio de Melhor Atriz Revelação no MTV Movie Awards. Prodígio?

 Claire Colburn – Tudo Acontece em Elizabethtown (2005)

“-I’m impossible to forget, but I’m hard to remember.”

“Elizabethtown”, dirigido por Cameron Crowe (“Quase Famosos”, “Vanilla Sky) é uma tragicomédia fantástica: o filme apresenta personagens adoráveis que cruzam o caminho de Drew, protagonista vivido por Orlando Bloom. O rapaz, um empresário frustrado que confronta sua repentina demissão e a morte do pai retorna a sua cidade natal para participar do funeral. Durante a viagem, conhece a aeromoça Claire Colburn, interpretada pela nossa homenageada: uma moça otimista e com uma visão peculiar e simples sobre diversos aspectos da vida. Kirsten cativa o espectador e encontra o tom perfeito para a personagem: doce, inocentemente sincera e tão adorável que faz a gente acreditar nas “surpresas” que são as outras pessoas. No mínimo, meiga.

Maria Antonieta – Maria Antonieta (2006)

Kirsten é, pelo que parece, bastante querida por Sofia Coppola: a moça já estrelou dois filmes lançados pela diretora. O primeiro deles foi “As Virgens Suicidas”, onde incorporou a melancolia e euforia juvenis que ardiam em Lux Lisbon, uma das cinco irmãs ao qual o título faz referência, garotas oprimidas por pais controladores e pela impossibilidade de vivenciar certas experiências de vida. A atuação de Dunst, bem natural, enriqueceu a ótima produção ainda mais e colheu elogios. Seu potencial, porém, seria mostrado de forma maior na segunda parceria com Coppola, “Marie Antoinette”, lançado em 2006: o filme, que retratava a vida de uma das maiores monarcas da história por uma ótica mais íntima, analisando suas experiências pessoais e deixando o contexto histórico um pouco de lado deu a Kirsten a chance de interpretar uma protagonista em fases diversas, sempre no meio de um turbilhão de emoções e acontecimentos. Um desafio para qualquer artista, e ela surpreendeu: existem diversas outras atrizes melhores do que a loirinha, mas ao vê-la em cena, é difícil imaginar outra interpretando a rainha que comandou a França. Rendeu outra indicação importante em seu currículo: Melhor Atriz no Festival de Cannes de 2007, prêmio que perdeu para Jeon Do-Yeon.

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#VemAí: “Somewhere”, de Sofia Coppola

14/06/2010 às 23:13 em Telinha & Telão

Finalmente as notícias sobre o próximo lançamento de Sofia Coppola – diretora dos sensacionais “Encontros e Desencontros”, “Maria Antonieta” e “As Virgens Suicidas” – começaram a pipocar na net!

O Miolão já comentou sobre o filme num especial sobre a obra da cineasta, e agora temos o seu primeiro trailer oficial, que foi liberado hoje: trazendo Stephen Dorff como protagonista, a produção contará a história de um ator de Hollywood em crise (Bob Harris feelings?), que recebe a visita de sua filha de 11 anos de idade (Elle Fanning, irmã mais nova de Dakota Fanning) e passa a analisar diversos aspectos de sua vida sob uma ótica diferente.

Com trilha sonora da banda Phoenix (liderada por Thomas Mars, namorado de Sofia), o vídeo mostra um pouquinho da mistura que consagrou a filha de Francis Ford Coppola: ótima música, cenas adoráveis e a capacidade de transmitir sensações diversas com belas imagens.

“Somewhere” tem estréia prevista para 22 de dezembro lá fora. Confira o trailer abaixo:

Imagem de Amostra do You Tube

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As cenas e os temas (Parte 1)

11/04/2010 às 23:09 em No Som, Telinha & Telão

É incrível como a música certa pode ressaltar a cena de um filme, e igualmente bom quando uma canção ganha um significado mais amplo ou novo quando inserida num contexto marcante. O Miolaoteam apresenta nesse post a primeira parte de uma lista de “uniões” perfeitas das telonas – imagens e músicas que envolvem, conhecidas ou não, que merecem ser conferidas. Veja só e opine: além das citadas, que outras cenas não poderiam ficar de fora?

ps. Gostariamos de ter colocado os links com os respectivos trechos para que você pudesse ver, mas nem todas as cenas foram encontradas disponíveis na Internet.

The Blower’s Daughter (Damien Rice) – Closer

Aqueles que foram assistir a “Closer – Perto Demais” no cinema se surpreenderam logo nos créditos iniciais. A cena de abertura, que mostra o encontro de Alice/Jane (Natalie Portman) e Daniel (Jude Law) permanece no imaginário de muitas pessoas devido à uma canção belíssima, de um cantor não muito conhecido até então: a inserção de “The Blower’s Daughter” na trilha sonora do filme apresentou Damien Rice ao público e caiu como uma luva em uma das tramas românticas (ou quase?) mais realistas dos últimos anos. A música fala sobre uma paixão avassaladora, angustiante até o final, quando, depois de alguns segundos em que a canção parece ter acabado, o cantor sussura: “…till I find somebody else…”. Comentário sarcástico, que de certa forma permeia toda a trama e os envolvimentos mostrados em “Closer”. Ouça.

Cat People (Putting Out Fire) – (David Bowie) – Bastárdos Inglórios

Sendo ou não fã de Bowie ou de Tarantino, é impossível não se arrepiar com essa cena, em que Shosanna, personagem de Melanie Laurent, veste-se para executar um plano definitivo em sua vida, que envolve seu cinema, vingança… e aquilo que sugere o nome da canção. Mais uma perfeita junção de música + imagens, freqüente nos trabalhos de Quentin: sua filmografia por si só geraria uma ótima lista de momentos antológicos. Ouça.

Hero (Regina Spektor) – (500) Dias Com Ela

(500) Dias com Ela é um filme sensacional, com uma trilha sonora à altura – foi torturante escolher apenas um momento e uma canção para ser representada nessa lista. Hero, da russa Regina Spektor torna ainda mais triste um dos diversos devaneios de Tom – o carismático Joseph Gordon-Levitt – que fantasia sobre como seria a realidade perfeita para o seu romance com Summer, vivida por Zooey Deschanel. É quase irônico ver os seus desejos indo por água abaixo enquanto Regina canta “I’m the hero of the story, don’t need to be saved”. Tom aprende que  “no one’s got it all”, como sugere a letra. O aperto no peito, pra quem está assistindo, é inevitável. Ouça.

Just Like Honey (The Jesus and Mary Chain) – Encontros e Desencontros

Sofia Coppola é outra diretora cuja música parece essencial no desenvolvimento de suas histórias. Depois de “As Virgens Suicidas”, ela lançou seu segundo filme, “Encontros e Desencontros”, sobre um ator de Hollywood decadente e a esposa de um fotógrafo que se encontram por acaso em Tóquio e percebem que algo novo está nascendo conforme vão se conhecendo melhor. A cena final do longa, embalada por uma das mais famosas canções de The Jesus and Mary Chain é tocante. A sensação é que você está lá, também envolvido por um abraço, pela saudade que os dois personagens já sentem um pelo outro… e pela beleza aterradora do Japão.  Ouça.

Both Sides Now (Joni Mitchell) – Simplesmente Amor

Essa música de Joni Mitchell, originalmente inserida no seu álbum “Clouds”, de 1969, aparece em nova roupagem na trilha sonora do filme “Simplesmente Amor”, embalando uma das melhores cenas que envolvem a personagem de Emma Thompson, uma mulher de meia-idade que descobre estar sendo traída pelo marido.  Na canção, Joni, fala sobre a importância de olhar para o lado bom e ruim das coisas, e é impossível não relacionar o discurso da cantora ao da dona de casa, que acaba de descobrir que seu relacionamento não é mais estável como parecia ser. Comparar a gravação original com essa versão, da própria Mitchell é um destaque por si só. Anos depois, a música parece ainda mais poderosa com os vocais carregados de experiência da americana. E viva Emma, que nos brinda com uma das cenas mais intensas do filme. Ouça.

Anyone Else But You (The Moldy Peaches) – Juno

Ellen Page, a atriz que interpreta Juno no filme escrito por Diablo Cody, foi quem sugeriu a inserção de canções do grupo The Moldy Peaches na história da adolescente espirituosa que engravida de seu namorado nerd. A própria canção tem um espírito jovem: é uma música simples – basicamente violão e voz – em que Kimya Dawson e Adam Green refletem sobre a relação torta e cheia de descobertas que estão vivendo. “We sure are cute for two ugly people. I don’t see what anyone can see in anyone else but you”, cantam. O dueto toca em alguns momentos importantes do filme, inclusive em uma cena que, quase no improviso, Ellen Page e Michael Cera interpretam a música que o Miolaoteam cita agora. Ouça.

Come Pick Me Up (Ryan Adams) – Elizabethtown

Na maleta de viagens de Claire Colburn, personagem de Kirsten Dunst em Elizabethtown, um dos discos do cantor Ryan Adams é presença constante, como aparece em algumas cenas do filme. Aqui, uma das músicas do cara serve como trilha para o começo do romance de Claire e Drew (Orlando Bloom), numa cena saborosíssima: é encantador ver os dois personagens, envolvidos por contextos tão diferentes, descobrindo as peculiaridades de suas personalidades aos poucos, conforme a agitação de um novo amor vai surgindo. “Come Pick Me Up” fala sobre sobre a empolgação típica do começo de um relacionamento e do desejo de escapar com alguém especial. Singelo. Ouça.

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Porra, Scarlett!

29/01/2010 às 03:14 em AF!, Telinha & Telão

Com apenas 25 anos, Scarlett Johansson possui um currículo de fazer inveja a muita veterana.

Tendo participado de quase 30 filmes e indicada a 4 Globos de Ouro, a mocinha começou sua carreira aos 10 anos de idade no filme O Anjo da Guarda, de Rob Reiner, e de lá pra cá não parou mais.

Construindo uma carreira sólida em Hollywood, Scarlett já trabalhou com diretores renomados como Sofia Coppola em Encontros e Desencontros, Paul Weitz em Em Boa Companhia, Brian De Palma em A Dália Negra e com Woody Allen no ótimo Match Point, no mediano Scoop – O Grande Furo e no delicioso Vicky Cristina Barcelona.

No entanto, suas escolhas nem sempre foram tão certeiras assim e Malditas Aranhas!, de Ellory Elkayem, tá aí e não me deixa mentir.

No filme, Scarlett vive Ashley Parker, irmã da Xerife Samantha Parker (Kari Wuhrer), a personagem principal. Ao lado de sua irmã e do ex-namorado de sua irmã, Ashley tem que combater um monte de aranhas mutantes que ameaçam devorá-los junto com a cidade inteira. Sim, amigo, você leu certo. Aranhas. Mutantes. Gigantes. E quando a gente pensa que uma atriz como Scarlett se meteu nisso é inevitável pensar…

Porra, Scarlett!

Tá certo que antes disso ela já tinha feito filme ruim (Esqueceram de Mim 3), mas ali ela estava começando a carreira e era praticamente uma criança. No entanto, não há desculpas para Scarlett ter aceitado participar de Malditas Aranhas!, já que um ano antes Scarlett tinha atuado no maravilhoso Mundo Cão – Aprendendo a Viver e já tinha no currículo filmes premiados como O Homem Que Não Estava Lá e O Encantador de Cavalos.

Em teoria, Malditas Aranhas! até que tem seu charme. Exagerado e assumidamente no-sense, o filme é uma homenagem as produções “B” fantásticas dos anos 50, como Tarântula e O Mundo Em Perigo. Mas na prática, a profusão de efeitos especiais e o ritmo da história fizeram do longa um filme “C”.

Pois é, Scarlett, sua carreira tem uma mancha e estamos aqui para lembrá-la disso! Hahaha!

Se você ficou curioso, fique ligado no SBT: Malditas Aranhas! vai passar hoje (29/01/2010) às 14h15min. Pode assistir sem medo, porque ver Scarlett pagando mico é caso raro.

E pra gente não dizer que não falei das flores, mais à noite, por volta das 23h20min, a Globo vai exibir o maravilhoso Match Point. Enjoy!

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#Especial: Sofia Coppola – Parte 2

11/11/2009 às 17:15 em Telinha & Telão

Maria_Antonieta

Maria Antonieta – 2006 / Maria Antonieta é, de fato, um deslumbre. O filme gerou muita polêmica na época de seu lançamento – entre elas o incômodo causado aos franceses, que ficaram inconformados em verem uma personalidade histórica de seu país ser mostrada nas telonas daquela forma. Sofia preferiu abordar a jornada de uma das monarcas mais famosas do mundo pelo viés pessoal, e não histórico. Maria Antonieta é mostrada como uma jovem curiosa sobre o mundo ao redor, mas também confusa e frustrada com a repressão do modo de vida que leva. Kirsten Dunst é novamente a protagonista e parece confortável no papel. Vencedor do Oscar 2006 de Melhor Figurino, MA tem um dos visuais mais fantásticos que já vi num filme de época. Algumas cenas parecem pinturas em movimento. Além de abordar de forma diferente a vida personagem principal, Sofia brinca com o conceito de “filme de época”, misturando detalhes contemporâneos – como a trilha sonora com The Strokes, New Order e The Cure e até mesmo um par de All Star (?) – aos aspectos mais antigos. Detalhe que as locações do filme são as mesmas onde os fatos reais se desenrolaram, como o lindo Palácio de Versailles. O filme é baseado na biografia de Maria Antonieta escrita por Antonia Fraser.

Imagem de Amostra do You Tube

E agora, Sofia?

sofiacoppola

"Quequitem?"

Somewhere – 2010/ Atualmente, Sofia trabalha na pós-produção do filme “Somewhere”, que irá estrear no ano que vem.  O filme será protagonizado por Stephen Dorff e será o quarto da carreira da diretora – entre especiais de TV e curta-metragens. Filmado em Hollywood, contará a história de um astro de cinema que encontra-se numa fase turbulenta de sua carreira. Somado a esse fator, irá se deparar com o aparecimento de uma filha desconhecida, de onze anos de idade, que fará com que ele avalie aspectos de sua vida. O pai de Sofia, Francis Ford, será mais uma vez produtor executivo na nova película. O filme ainda não possui trailer e cartazes de divulgação, mas a sua página no IMDB já está no ar. Confira as novidades:

http://www.imdb.com/title/tt1421051/releaseinfo:

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