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Os Discos Mais Esperados de 2012 – Parte 2

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Semana passada a gente disse categoricamente que 2012 seria “O” ano no que se referia a lançamentos de grandes artistas. Debuts aguardados como o de Lana Del Rey e a volta da Rainha do Pop eram alguns dos títulos que encabeçavam nossa listinha. E no final a gente se despediu dizendo que teria mais…

Pois bem, eis que estamos de volta. Dando prosseguimento a lista, apresentamos aqui a segunda parte de Os Discos Mais Aguardados de 2012. Se o pop e a música indie mais introspectiva dominaram a primeira seleção, nessa o rock se faz presente com gente da velha guarda, gente da nova guarda e gente que a gente simplesmente adora.

Vem com a gente e comece a salivar, porque, meus amigos, vem coisa boa por aí!

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3 Momentos: Alicia Keys

Se existe uma cantora que nos últimos anos, parece ter amadurecido de forma cada vez mais notável, essa é Alicia Keys. Em uma década de carreira, a moça passou de promessa da Midtown West para o posto de uma das artistas femininas mais respeitadas da atualidade.

Se no início, Keys parecia uma menina disposta a brincar com todos os ensinamentos que havia aprendido em seus anos de formação em música, agora, continua fazendo exatamente o que deseja, mas com a segurança de uma veterana. Antes, Alicia ensaiava – e ansiava – uma grande carreira que viria a seguir. Hoje, pode ser considerada referência para muitas.

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3 Momentos: Corinne Bailey Rae

Em 2006, uma música hiper doce chamada “Put Your Records On” estourou nas rádios do mundo todo e, por causa dela, todos viriam a conhecer uma das vozes mais adoráveis da soul music moderna: Corinne Bailey Rae, uma garota sorridente e de voz frágil que conquistou as paradas com sua sutileza e um excelente debut.

Corinne consegue ser tudo em suas canções: parece uma menina brincalhona numa canção, torna-se envolvente e sensual em outra e descreve experiências pessoais com uma melancolia tão suave que você só pode sentar e ouvir as pequenas historietas que ela conta. Hoje, a artista, que possui publico cativo, não figura nas paradas com tanta frequência, mas seu talento nunca desaponta: o MIOLÃO elege grandes momentos de sua carreira no 3Momentos da semana!

Herbie Hancock & Corinne Bailey Rae – River

O pianista Herbie Hancock, um dos maiores nomes da história do jazz, lançou em 2007 um álbum tributo à obra de uma cantora igualmente influente no cenário musical: Joni Mitchell, a rainha da folk music. Hancock deu uma roupagem totalmente diferente para as composições da artista e amiga, convidando vários nomes à participarem do disco “River: The Joni Letters”: tem Norah Jones, Leonard Cohen, Tina Turner e claro, Corinne Bailey Rae, que na ocasião, ainda despontava como uma grande revelação do cenário britânico. Ela interpreta a faixa título, “River”, com muita delicadeza e entrega, num dueto gravado nos estúdios Abbey Road durante a promoção do álbum para uma emissora de TV gringa. Veja.

Corinne Bailey Rae & John Mayer & John Legend – Grammy 2007

Corinne foi indicada ao Grammy 2007, em quatro categorias distintas – incluindo Artista Revelação. Mesmo sem levar as estatuetas pra casa, não havia dúvidas de que seu trabalho estava sendo reconhecido mundialmente. A moça foi responsável por um dos melhores momentos da noite: uma apresentação em parceria com o músico John Legend e o arroz de festa dos Grammy Awards – e talentoso – John Mayer. Ela interpretou a faixa de abertura do seu primeiro disco, o hit “Like a Star”, que tocou em diversos filmes e por aqui até em trilha sonora de novela. Detalhe que o trio foi apresentado por Stevie Wonder: quer honra maior? Veja.

Closer – Videoclipe

Depois do sucesso do seu álbum homônimo, a inglesa, super low profile, continuou em turnê, e em seguida, iniciou o processo de preparação de seu segundo álbum. Afastada da mídia, seus fãs pouco souberam a seu respeito, até que notícias da cantora começaram a aparecer – e por um motivo não muito agradável: seu marido, o saxofonista Jason Rae, que fazia parte da banda de apoio da cantora Amy Winehouse, entre outros artistas, faleceu por causa de uma overdose acidental. O processo de criação de seu trabalho foi interrompido, até que resolvesse se reerguer, segundo a própria disse em entrevistas quando o disco estava quase finalizado. No começo desse ano, chegou as lojas “The Sea”, o resultado desse traumático processo. Ao contrário do que se pode pensar, ele não é um disco de luto, ou excessivamente triste: sim, os momentos “de cortar o coração” estão lá, mas em onze faixas, Rae parece buscar, através da música, o consolo para seguir em frente. Aparece suave (ah, vá!), elegante e “homenageando” não somente seu amado, mas também as coisas que nos trazem de volta aos eixos quando algo foge do planejado. Essa semana, caiu na rede sem grande repercussão, o seu delicioso novo clipe, “Closer”, terceiro single do disco. Veja.

Bônus: “I’d Do It All Again”, ao vivo

O Miolão já havia falado dessa performance anteriormente, mas vale relembrar: a música “I’d Do It All Again”, single de estréia do álbum e composta para Jason Rae, foi apresentada oficialmente ao público no programa Later Live With Jools Holland. Seu primeiro live, forte e emocionante, é uma das maiores performances públicas da carreira de Corinne. Ela parece completamente absorta em sentimentos enquanto canta como não guarda arrependimento algum da vida que passou junto ao marido. Tocante demais. Veja.

Relembrando: Motown

Em homenagem ao Dia da Consciência Negra, é importante relembrar o selo que mais impulsionou a música negra em toda sua trajetória até hoje. A Motown, criada em 1959, é um patrimônio da música mundial.

Motown_West Grand Boulevard

Tudo começou com um projeto modesto do empresário, músico e compositor Berry Gordy Jr, que queria apenas um pequeno espaço para criar sua própria gravadora.  Ao comprar a casa nº 2648 na West Grand Boulevard em Detroit, ele não esperava que seu plano iria atingir dimensões tão grandes. Mesmo batizando o lugar de Hitsville U.S.A. – ou “Vila de Hits dos Estados Unidos”, em tradução livre – era difícil acreditar, naquela época, que as coisas podiam dar tão certo.

A Motown Records, gravadora que ele estabeleceu no endereço, chamava-se, no início, “Tamla” e era administrada por Berry, seus pais, irmãos e esposa – mudando posteriormente seu nome para aquele que se tornaria tão conhecido por todos. O produtor lançou, com o passar dos anos e numa época onde a segregação era gigantesca, alguns dos artistas mais influentes na história essencial da música negra americana e a Motown estabeleceu-se também como um “selo” bastante forte: não apenas os cantores e bandas lançados por ele ganhavam prestígio e reconhecimento, mas seu nome era associado a uma nova identidade nas vertentes da black music, cheia de qualidade e bastante consistente.

Os artistas que faziam parte do selo criaram o padrão do “Som da Motown”, com sua música e estética. Depois que a primeira banda produzida pela gravadora foi lançada, a “The Miracles”, a gravadora foi responsável por lançar artistas que estouraram mundialmente, como Stevie Wonder, Marvin Gaye, James Brown, Diana Ross, The Temptations, The Supremes e o Jackson Five, com o ainda inexperiente – mas já talentoso – jovem Michael Jackson.

Confira algumas performances de artistas da Motown: nesses vídeos, está presente um pouco da essência que renovou a música mundial e está marcada na história.

http://www.youtube.com/watch?v=z6xkT7FMyTc – Barret Strong – Money (That’s What I Want)

http://www.youtube.com/watch?v=-nuEY6fQgzk  – The Marvelettes – Please Mr. Postman

http://www.youtube.com/watch?v=ltRwmgYEUr8  - The Temptations – “My Girl”

http://www.youtube.com/watch?v=uznukXk4eEc – The Supremes – “Where did our love go”

http://www.youtube.com/watch?v=MYx3BR2aJA4 – Jackson 5 – “ABC”

http://www.youtube.com/watch?v=jzPA-FrVu3I – Marvin Gaye – “What’s Going On”

O endereço na West Grand Boulevard, é, hoje em dia, um museu aberto para visitações, essencial para os apaixonados pelo rico legado da gravadora. Não é incomum ouvir comentários dizendo que o trabalho de alguns bons artistas da soul music, do blues, jazz e funk contemporâneo relembra os tempos áureos da Motown. É, inquestionávelmente, um selo que influenciou e forneceu a “cartilha” para que muitos artistas posteriores aquela época aprendessem com aqueles que foram visionários em sua arte.

Capa de coletânea lançada esse ano com os maiores sucessos da Motown. Na imagem, alguns dos artistas que foram lançados pelo selo, como Stevie Wonder e The Supremes.

Capa de coletânea lançada esse ano com os maiores sucessos da Motown. Na imagem, alguns dos artistas que foram lançados pelo selo, como Stevie Wonder e The Supremes.

 

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