Emma Stone não precisou de muito tempo na estrada para chamar a atenção do público e da crítica. Com uma carreira bem curtinha, mas cheia de bons momentos, a ruiva tem se consolidado a cada novo lançamento como a estrela da vez.
Para se ter uma ideia do volume de produções em que ela está envolvida, nos últimos cinco anos Stone apareceu em nada mais, nada menos do que nove filmes. Até o fim de 2012, a atriz ainda vai estrelar mais quatro longas – o que totaliza uma média de dois filmes por ano.
Tendo isso em mente, antes que escolher seus melhores momentos se torne uma tarefa mais complexa do que já é, decidimos homenageá-la hoje.
Normalmente encaro remakes com desconfiança. Sempre me pergunto: “essa história precisava mesmo ser recontada?”. Mesmo assim, na maioria das vezes, os assisto sem ressalvas e evito fazer comparações. Quando soube que fariam um novo filme inspirado em A Hora do Espanto (Fright Night, Tom Holland, 1985) a coisa mudou de figura: eu tinha uma “relação” com aquela história. E não queria que “estragassem algo” que significava tanto.
Lembro quando ainda criança assisti A Hora do Espanto em uma madrugada na Band. A história do garoto que tinha como vizinho um vampiro fez com que eu tivesse pesadelos durante toda aquela noite. E na noite seguinte também. Não que ele fosse verdadeiramente amedrontador. Ele não era. O problema é que eu não era lá muito corajoso.
Anos depois o revi. A tensão e alguns dos sustos resistiram ao tempo, mas o melhor de tudo foi uma outra coisa que tinha passado batido por mim na primeira vez: o humor. Perceber que a comédia contida naquele filminho meio tosco e exagerado dinamizava o texto e movimentava a trama me fez gostar de tudo ainda mais. De certa forma, devo à A Hora do Espanto meu apreço pela obra de Sam Mendes e pelo cinema B em geral.
Antes que eu me perca em divagações e memórias, o fato é que eu estava desconfiado com essa história de remake. Mas só foi eu ver quem estava envolvido na produção para que parte do receio se dissipasse, afinal, um filme com Anton Yelchin (Lembranças de Um Verão), Christopher Mintz-Plasse (o McLovin de Superbad), Toni Collette (O Casamento de Muriel) e Colin Farrel (O Caminho da Liberdade) não poderia ser ruim, poderia? Quando finalmente assisti tive certeza: não, não poderia.
Nos anos 80, o cinema de John Hughes foi responsável por alcançar os adolescentes com o gênero e produzir verdadeiras pérolas como O Clube dos Cinco e Gatinhas e Gatões. Na década seguinte, tivemos o ótimo 10 Coisas Que Eu Odeio Em Você, Teenangers – As Apimentadas e Ela é Demais para representar a safra.
Nos anos 2000 a produção foi meio escassa – me recuso a acreditar que os filmes do Zac Efron se encaixam no cinema adolescente (tá mais para cinema-para-adolescentes-do-sexo-feminino-que-não-sabem-o-que-é-cinema) -, mas graças a um filme em especial manteve a tradição: Superbad – É Hoje, reinou absoluto como o melhor dos últimos anos.
Pra essa nova década já temos nosso novo candidato a favorito: A Mentira (ou Easy A, em seu título original) foi lançado nos EUA no último dia 17 e só chegará em nossos cinemas em 11 de fevereiro do ano que vem.
A ansiedade é muita, pois, ao que parece, todos os ingredientes que fizeram dos filmes citados anteriormente semi-clássicos estarão presentes: um bom elenco (Penn Badgley, Amanda Bynes, Thomas Haden Chruch, Patricia Clarkson, Lisa Kudrow, Malcolm McDowell e Stanley Tucci), uma história divertida e referência a um clássico da literatura (A Letra Escarlate) e uma trilha sonora bacaninha pra lá de bacaninha (Joan Jett, Natasha Bedingfield, Lady GaGa e Sweet Thing) temperam a historieta.
O trailer, engraçadíssimo, nos apresenta Olive (interpretada por Emma Stone, de Zumbilândia), uma garota “invisível” que topa ajudar um amigo fingindo ter feito sexo com ele e espalhando esse boato. A fama de Olive cresce pela escola e ela aproveita isso muito bem até que, como era de se esperar, começam a lhe surgir problemas…
O final a gente pode até imaginar, contudo, pela execução perfeita do trailer, a gente aguarda ansiosamente mesmo assim pra conferir com nossos próprios olhos nos cinemas.
Se você, assim como eu, não tem saco para ver um ogro verde fazendo humor Zorra Total ou ver um filminho numa sala repleta de adolescentes que gritam toda vez que um cara aparece sem camisa (sem falar em vampiros que brilham mais que a Vera Verão), não se preocupe: como diria Michael Jackson, you’re not alone!
Um dos filmes mais divertidos e inusitados da safra de 2010 estreou nos cinemas há cerca de 2 semanas e agradou em cheio quem se arriscou em assistir. Digo “arriscou” porque ir ver um filme com divulgação quase nula, de um diretor quase desconhecido (Matthew Vaughn, de Stardust – O Mistério da Estrela) e sem nenhum grande nome no elenco (ok, o filme conta com Nicolas Cage. Mas será que alguém realmente acha isso atrativo?) é quase sempre um negócio arriscado. Mas é um risco que ultimamente tem valido muito a pena.
Baseado na HQ homônima de Mark Miller, Kick-Ass conta com uma premissa bastante simples: um garoto compra uma fantasia de super-herói e sai por aí pra chutar uns traseiros dos criminosos da cidade. Paralelo a isso, um tal de Big Daddy treina sua filha, Hit-Girl, uma menina de, sei lá, 8 anos de idade, para ser a maior exterminadora de malfeitores do planeta.
Há quem diga que bons atores são aqueles que conseguem interpretar qualquer tipo de personagem, se perdendo dentro deles até que seja impossível lembrar que o que é visto nas peças ou nos filmes se trata de pequenas mentiras. Meryl Streep é o maior exemplo disso: vê-la em papéis tão distintos quanto o da chefe Julia Child, em Julie & Julia; ou na pele da malvada Miranda, em O Diabo Veste Prada são ilustrações perfeitas para este ponto. Mas seria isso uma regra?