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Top 5: Musicais Que Revolucionaram O Gênero

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Há quem subestime os musicais e os considere entediantes. Ou mesmo alienantes, já que se tratam de filmes onde as pessoas cantam, dançam e são felizes. Se eles fossem só isso, talvez a razão estivesse mesmo do lado de quem faz pouco caso do gênero. Porém, com o tempo, temáticas políticas e altamente pertinentes à sociedade foram sendo inseridas em longas do tipo, fato que faz com que essa teoria caia por terra.

E mesmo que não fosse assim: como alguém pode desprezar filmes em que os atores são forçados a dar o máximo de si? Porque sim, os musicais exigem atores completos, que sejam capazes de cantar, dançar e ainda construir um persoangem que, mesmo que quase sempre cantando, possua alguma complexidade.

Dessa maneira, a vontade de escrever um Top 5 a respeito de musicais sempre existiu. Porém, dada a abrangência do tema, seria complicado eleger apenas cinco filmes capazes de representar o que foi produzido no gênero até aqui. Assim, começamos a pensar numa maneira de delimitar. Surgiram então ideias como falar a respeito de musicais com pano de fundo histórico e, entre tantas outras, a ideia que resolvemos por em prática: musicais revolucionários.

A palavra “revolucionário” pode se mostrar um tanto quanto subjetiva. Especialmente quando colocada no campo da arte. Porém, gostaríamos de deixar claro que aqui a dita revolução será compreendida como inovação. Seja pelo pioneirismo ao tratar determinado tema, pela estética ou ainda pelo contexto de produção, todos os longas contidos nessa lista, quando foram produzidos, trouxeram frescor para o gênero e acabaram por influenciar produções posteriores.

Preparados para conferir os escolhidos?

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Miolão Mixtape n.20

Pro Dia Nascer Feliz, nossa vigésima mixtape, tem um conceito bem simples – e até autoexplicativo -: músicas que são músicas felizes.

Ao contrário de nosso último disquinho, que era uma bagunça de faixas e gêneros, esse aqui mantém certa coesão e – pasmem! -, certo sentindo. Começando de um jeito bem suave, ele vai ganhando forma aos pouquinhos e ficando mais “animado” a cada faixa. Lá pelo finzinho, a animação vira outra coisa. Meu conselho é: escutem.

Talvez ele faça mesmo seu dia nascer mais feliz.

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O Escafandro e a Borboleta, Jean-Dominique Bauby

Quando você pegar “O Escafandro e a Borboleta” para ler, ignore as opiniões especializadas estampadas na orelha do livro, que classificam-no de uma forma que faz soar como se a obra fosse mais um desses títulos que tratam de superação e amor pela vida da forma mais piegas possível, fáceis de encontrar por aí. O conjunto de relatos do jornalista Jean-Dominique Bauby, porém, emociona de uma forma muito menos óbvia do que poderíamos esperar, mesmo tratando de um tema bastante delicado.

Lançado originalmente em 1997, na França, é a autobiografia do rapaz em questão, ex-editor chefe da revista Elle em seu país natal. O cara tinha o emprego dos sonhos, filhos que amava, a independência e liberdade que muitos almejam e nunca alcançam… seria apenas mais uma história de sucesso pessoal e profissional se não fosse a pedra no meio do caminho. Ela se materializou na forma de um ataque cardíaco quase fulminante que o prendeu no estado de locked-in syndrome, ou síndrome do encarceramento, quando o paciente tem pleno controle mental, mas não exerce nenhum domínio sobre seu corpo, e cuja recuperação total é praticamente impossível. Ele conta, nos mínimos detalhes, como passou a ser seu cotidiano a partir de então.

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Cover: Here Comes The Sun, Nina Simone

Longe da gente querer menosprezar os Beatles, mas o nosso Cover de hoje traz novamente uma música do quarteto repaginada e, em nossa modesta opinião, superando a gravação original, bem como Fiona Apple e sua releitura de “Across The Universe” fizeram.

“Here Comes The Sun”, música do disco “Abbey Road”, é um dos mais agradáveis hits da banda. A faixa, cantada e composta por George Harrison, compara o surgimento do sol ao nascer de novos sentimentos, ao sorriso voltando ao rosto de alguém e a sensação de plena alegria enchendo o peito outra vez. É tão simples e adorável que só pessoas realmente muito azedas não se deixariam envolver por ela. Continue lendo →

Os erros e acertos de Glee (Parte 2)

Como dito anteriormente, nós do Miolão adoramos Glee!

Mas se nós elegemos os momentos que mais adoramos na primeira parte de “Os Erros e Acertos de Glee”, agora vamos puxar a orelha: o programa, que diverte enquanto injeta novo fôlego às produções musicais, tem diversos momentos que a gente prefere fingir que não assistiu – e no caso, ouviu também!

Veja, abaixo, os seus números musicais em que a gente aproveita pra ir beber água, ou aperta forward no DVD.

Depois, conta pra gente: que outro momento você colocaria na lista?

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Trilha Sonora: “All You Need Is Love” – Jim Sturgess & Dana Fuchs

Beatles é, provavelmente, a banda que mais deixou material “reciclável” no universo lindo da música – e dos filmes.

Quando Across the Universe (o filme) foi lançado em 2008, a primeira coisa que pensei foi: GE-NI-AL! E, logo em seguida, pensei: COMO NINGUÉM TEVE ESSA IDEIA ANTES? Os próprios Beatles, em seus tempos áureos, haviam estrelado alguns filmes e um musical. Como demorou tanto tempo para que alguém gastasse muito dinheiro e fizesse uma mega produção com esse tema? Talvez  burocracias autorais. A questão é que, quando Julie Taymor resolve contar uma história usando as letras da banda pop (pop!) mais famosa ever, e faz isso bem feito, temos um filme lindo e a difícil tarefa de escolher somente uma música do repertório espetacular.

A tentação já vem desde a primeira cena, quando um Jude interpretado pelo (lindinho) Jim Sturgess nos recepciona recitando um verso de “Girl”, a voz cheia de sofrimento e é fundido à Dana Fuchs destruindo o vocal na que eu considero a melhor interpretação do filme: “Helter Skelter”. Ela vai voltar depois, em um “bis” e cantando, entre outras, “Don’t Let Me Down”.

Imagem de Amostra do You Tube

Se alguém disser que não ficou com uma vontade imensa de sair dançando e estalando os dedos quando Evan Rachel Wood começa a cantar e pular freneticamente ao som de “It Won’t Be Long” e, logo em seguida, “I’ve Just Seen A Face”, dessa vez com o apaixonado Jim Sturgess que canta, dança e joga boliche tudoaomesmotempo!

Entrando no lado negro do filme as dancinhas super divertidas e cantarolantes vão se esvaindo aos poucos, dando lugar para guitarras pesadas, percussão grave e vocais raivosos. Conforme as canções vão ficando mais tensas, o mesmo vai acontecendo com os personagens e com o cenário. Estamos em 1960, no meio de uma odiosa Guerra do Vietnã, acompanhados por “Come Together” e “I Want You (She’s So Heavy)”, essa última com imagens que dão um significado completamente único e assombroso aos versos de Lennon/McCartney.

As guitarras e a voz gritante de Dana Fuchs voltam ao decorrer do filme – desculpem-me os outros, mas ela é perfeita. “Oh! Darling” vira um dueto – que é, na verdade, um duelo – com acordes distorcidos e fora de compasso. McCoy, uma espécie de Jimi Hendrix de Across The Universe, faz mágica com “While My Guitar Gently Weeps, tocando com tanto sentimento que chega a doer em nós.

De bolachinha-brinde ainda temos o sempre carismático (q?) Sr. Bono Vox! Agraciando todos nós com seu talento para usar óculos escuros, interpreta as psicodélicas “I Am The Walrus” e, já nos créditos finais, “Lucy In The Sky With Diamonds”. Como não sou uma pessoa muito narcisista, abri mão de eleger para esse post a música que leva meu nome, restringindo qualquer comentário pessoal.

Imagem de Amostra do You Tube

A versão mais incrível, tem-se que admitir, é “Let It Be”. No início, cantada à capela por um garoto em meio à guerra e, em seguida, interpretada por todo um coral de igreja, no melhor estilo do blues norte-americano, é de arrepiar qualquer um.

Acontece, minha gente, que eu sou uma pessoa clichê. Sendo assim, não poderia escolher outra música para fechar o post que não fosse “All You Need Is Love”. Provavelmente a canção dos Beatles mais tocada e regravada, um mito dos comerciais com apelo emocional. Mesmo assim é a mais perfeita. O cenário, a performance, a sinceridade. Tudo está na medida certa! Ela é inacreditável, mas ao mesmo tempo tão crível que chegar a dar vontade de ter estado lá, de pé, em frente à sede da Apple Records.

 Imagem de Amostra do You Tube

Across The Universe é o panorama de uma banda e de uma geração e “All You Need Is Love” é a melhor mensagem que poderiam ter deixado pra esse hoje.

Cover: Across The Universe, Fiona Apple

A partir de hoje o MIOLÃO postará covers. O esquema será bem simples: dia sim, dia não vocês verão graaaandes músicas na voz de graaaaandes artistas. Se quiser sugerir algo é só comentar, dar reply do twitter ou mandar um e-mail (contato@miolao.com), ok?

Para começar com o pé direito, temos Fiona Apple cantando Beatles. Gravado em 1998, originalmente para a trilha sonora de Pleasantville – A Vida Em Preto e Branco, esse cover consegue um feito raro: ser tão bom quanto (ou até melhor que) a versão original:

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