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3 Momentos: Norah Jones

Se hoje em dia Adele consegue vendas astronômicas arriscando um estilo não tão em voga nas paradas, fenômeno semelhante aconteceu em 2002, quando Norah Jones trouxe o jazz pop às paradas com o seu elogiado disco de estréia, “Come Away With Me”. O sucesso do álbum (que foi o mais vendido daquele ano e hoje acumula mais de 23 milhões de cópias), tornou a mocinha de presença tímida conhecida pelo grande público e lhe rendeu vários prêmios (incluindo a espantosa marca de oito Grammys – inclusive a de artista revelação)… Mas o álbum, no entanto, ainda não expunha a sua verdadeira identidade. Ou melhor dizendo, não resumia suas ambições sonoras.

Em suas futuras empreitadas, Norah mostraria que, mais do que ter muito talento, também dispunha da autonomia necessária para fazer o que quisesse em sua carreira. Essa liberdade criativa a fez flertar com outros gêneros (o tom country de seu segundo disco, “Feels Like Home”, a influência blueseira de “The Fall” e o rock de garagem de sua banda paralela, El Madmo), realizar parcerias com artistas tão distintos quanto interessantes (como Ray Charles, Dave Grohl, Q-Tip, Dolly Parton, Peter Malick, entre outros) e até arriscar trabalhos que não correspondem apenas ao mundo da música.

Hoje, sem tanto buzz ao seu redor, Norah prossegue investindo em um projeto melhor que o outro. Abaixo, nós enumeramos 3 Momentos de sua versátil carreira.

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Cover: Cry Cry Cry, Norah Jones

Rolou em ontem, dia 15/11/2010, o tão aguardado show de Norah Jones na Praça da Independência em São Paulo. A cantora, que excursiona pelo país, tocará hoje no Rio de Janeiro no Teatro Oi, Às 21h00.

Em decorrência aos concertos, o cover escolhido para hoje funcionará de 3 jeitos diferentes: como aquecimento para quem vai ao show, como motivo de lamúria para quem perdeu o de Sampa ou não poderá ir no do Rio e também como homenagem a essa mocinha tão tão tão talentosa.

Empunhando uma guitarra elétrica, Norah entoa Cry! Cry! Cry!, de 1955, clássicão do Johnny Cash, e mostra que não é só de piano que ela vive – aliás, ela já tinha exibido sua outra faceta há tempos com The Fall, seu último trabalho de inéditas.

Legal demais, né?

Acho que a mim só me resta desejar um bom show para quem vai… “Bom show”! ;)

#Mioladinhas: Norah Jones…e os zumbis?!

#1. Depois de três filmes de sucesso, a franquia Resident Evil vai ganhar uma nova continuação: “Resident Evil: Afterlife” já vinha sendo anunciado há tempos e o seu primeiro trailer oficial foi exibido na feira de quadrinhos e cinema WonderCon, em São Francisco, que contou com a presença do próprio diretor da produção, Paul Anderson e com sua protagonista, Milla Jovovich.
O longa ainda trará no elenco Ali Larter e Wentworth Miller, famoso pela atuação na série Prison Break. A história prossegue do ponto onde o anterior parou e, pelo que podemos ver no vídeo de pouco mais de 2 minutos, soa cada vez menos como Resident Evil: nem sombra do clima existente nos games da série ou nos dois primeiros – e melhores! – filmes da franquia. O terceiro a gente finge que não foi filmado…
Um detalhe: “RE: Afterlife” será também em 3D (mais um!) e a grande surpresa, segundo Anderson, é o uso do mesmo sistema de câmeras utilizado por James Cameron em “Avatar”. A estréia, no exterior, é prevista para o dia 11 de Setembro.

#2. Sem muito alarde, Norah Jones lançou o segundo clipe do seu disco mais recente, “The Fall”, que saiu em novembro passado:  “Young Blood” é uma das deliciosas treze faixas que o compõem e ganhou um vídeo engraçadinho, onde a letra é ilustrada por imagens que te fazem sorrir sem muito esforço. Detalhe pra o pequeno trecho de uma gravação caseira de Norah ainda pequena, que aparece próximo do final do clipe.

Vazou single e tracklist de “Plastic Beach”, novo álbum do Gorillaz!

Caiu na rede a tracklist completa do terceiro álbum de inéditas do Gorillaz, “Plastic Beach”. Com lançamento previsto para 9 de Março nos EUA, o disco, que possuirá 16 faixas, contará com a participação de convidados como o cantor Mos Def, Lou Reed, Snoop Dogg, Gruff Rhys da Super Furry Anymals e dois integrantes do The Clash, Mick Jones e Paul Simonon. Olha só as faixas e capa oficial do disco:

01. “Orchestral Intro” (featuring Sinfonia ViVA)
02. “Welcome To The World Of The Plastic Beach” (feat. Snoop Dogg & Hypnotic Brass Ensemble)
03. “White Flag” (feat. Kano, Bashy & The National Orchestra For Arabic Music)
04. “Rhinestone Eyes”
05. “Stylo” (feat. Bobby Womack & Mos Def)
06. “Superfast Jellyfish” (feat. Gruff Rhys & De La Soul)
07. “Empire Ants” (feat. Little Dragon)
08. “Glitter Freeze” (feat. Mark E Smith)
09. “Some Kind Of Nature” (feat. Lou Reed)
10. “On Melancholy Hill”
11. “Broken”
12. “Sweepstakes” (feat. Mos Def & Hypnotic Brass Ensemble)
13. “Plastic Beach” (feat. Mick Jones & Paul Simonon)
14. “To Binge” (feat. Little Dragon)
15. “Cloud Of Unknowing” (feat. Bobby Womack and Sinfonia ViVA)
16. “Pirate Jet”

O disco recebeu esse título por ter sido gravado quase inteiramente numa pequena ilha localizada no Pacífico – uma “praia de plástico”, cheia de detritos e lixo humano. Segundo um release liberado pela banda, lá é “o ponto mais deserto do planeta.”

A primeira música de trabalho de “Plastic Beach”, “Stylo”, será lançada oficialmente no dia 26 de Janeiro, mas vazou essa semana. O guitarrista do grupo, Murdoch, justificou o ocorrido no Twitter, dizendo que “um daqueles piratas russos fez um buraco à bala em sua ilha”. Quer ver o que saiu de lá? Então, escute a faixa aqui.

UPDATE: aquele esquema, né? Miolão.com facilitando sua vida! Baixe a música AQUI. ;)

Norah Jones – The Fall

Capa do CD "The Fall", quarto da carreira de Norah.

Norah Jones é uma daquelas artistas que me fazem esperar pelos seus CD desde o dia em que anunciam na mídia a data em que eles serão lançados, ou começam a exibir detalhes dos mesmos por aí. No caso de “The Fall”, eles liberaram a capa (linda, por sinal) e o nome das faixa há uns dois meses. Só restava esperar. Junto com a foto de divulgação, foram publicadas notícias  sobre o álbum, que diziam que ele seria um pouco diferente dos anteriores – ela exploraria novas vertentes e incrementaria seu som com algumas outras influências.

Os dois meses já passaram e há dois dias ele foi lançado comercialmente – sem considerar que já havia vazado há pouco mais de uma semana. É importante dizer que, sim, “The Fall” é diferente dos anteriores, mas ao mesmo tempo possui a essência deles. Norah, nesse trabalho , apenas está aderindo características ao seu som que pareciam mais esparsas anteriormente, mas estiveram sempre lá, mesmo que discretamente, em seus discos passados ou em projetos musicais paralelos com os quais ela se envolveu.

Norah Jones escolheu um novo produtor para trabalhar em seu quarto álbum, Jacquire King, que já trabalhou com Kings of Leon e Tom Waits – esse segundo, cantor que a influenciou declaradamente na nova criação. As mudanças não pararam por aí: ela optou por alterar completamente sua banda para a nova empreitada que viria a seguir. Tantas novidades realmente fizeram efeito  e o entrosamento entre eles deve ter sido bastante bom, considerando o resultado final. Tá, sabemos que bons resultados nem sempre são sinais de “boa convivência” (né, irmãos Gallagher?), mas é assim que deve ter sido.

Pra começar, guitarras e baterias estão mais presentes nas suas músicas, e o clima do álbum é  e menos “inofensivo” e ainda mais adulto do que os anteriores. A primeira faixa e também primeiro single, “Chasing Pirates” pode até enganar, mas a próxima, “Even Though” tem mais a cara da nova fase de Norah, assim como “Young Blood”, parceria com o cantor Ryan Adams, que dificilmente se encaixaria bem num de seus álbuns anteriores. “It’s Gonna Be” é outra que cai bem nessa categoria e uma das mais diferentes do CD – gostei dela logo na primeira vez que ouvi.

São gravações em que Norah deixa sua característica “doçura” (?) de lado para mostrar outras nuances. Ela soa mais incisiva em alguns momentos, em outros mais sensual e por vezes melancólica, transitando por diversos estilos, como o country desajeitado de “Tell Yer Mama” ou a faixa “Waiting”, que lembra uma das faixas do disco “New York City”, projeto com gravações de blues realizado em colaboração com o grupo The Peter Malick Group pela cantora em 2003. Ela brinca com o jazz, o rock e com outros estilos com o qual sente-se a vontade nesse momento da carreira para explorar.

(norah jones)

Alguns momentos do disco, porém, são completamente “old Norah”, como a singela “December” ou “Back To Manhattan” ou mesmo a faixa de encerramento, “Man of The Hour”, sobre um amante imperfeito – e ideal. Geralmente, as últimas músicas de seus discos são bastante emotivas, ou demonstram a grade habilidade de Norah como pianista. Essa, por outro lado, parece despretensiosa e bem humorada. Reflexo de mudanças que ela está segura em trazer para seu trabalho.

“The Fall” têm, por vezes, um certo clima de jam session, como se seus componentes estivessem descobrindo novos sons para tocar – talvez com uma “informalidade” não muito grande, é claro. Norah ainda não demonstra tamanho desprendimento com suas canções, mas a liberdade para fazer o que quer torna-a cada vez mais envolvida nessa linha criativa. “The Fall” é um CD charmoso que abraça vários estilos musicais, sem que a artista perca sua essência, como eu havia citado no começo. Nada nesse álbum parece com algo que Norah jamais faria. Não é como se ela tivesse gravado um disco com o Timbaland, por exemplo. (!)

O álbum é, entre os quatro já lançados pela cantora, aquele que possui o ar mais “urbano”. Bons álbuns constroem imagens em nossas cabeças e “The Fall” poderia ser o retrato de um outono na cidade grande – fall, em inglês, pode significar tanto a estação quanto a palavra “queda”, ou, segundo a cantora defendeu em entrevistas, uma fase com mudanças de ritmo, um tempo na vida. Ela, que diz ter passado por uma temporada difícil durante seu processo de criação, parece recuperada e amadurecida, tanto pessoalmente quanto profissionalmente.

Norah Jones: Quando o Pop Deixa de ser Pop

Há alguns anos música pop era sinônimo de música ruim. Também, não era para menos: em uma década em que Backstreet Boys, *N’sync e Shaggy dominavam a indústria e as rádios, ficava meio díficil acreditar que do “popular” pudessem sair coisas interessantes e novas.

Até que um dia a filha de um maestro resolveu se lançar como cantora. O timbre marcante, a elegância presente em sua voz e o carisma absurdamente grande foram motivos mais do que suficientes para estabelecer novos parâmetros para o pop.

A garota era Norah Jones e com apenas 23 anos lançou seu debut, o aclamado “Come Away With Me”. Com o disquinho em clima lo-fi, vendeu mais de 23 milhões de cópias pelo mundo e abocanhou vários Grammys, entre eles o de album do ano e artista revelação. Apesar da pouca idade e de pertencer a mesma geração que Christina Aguilera e Britney Spears, Norah escolheu seguir por rumos distintos. E o resultado foi melhor do que qualquer um poderia prever. Abraçada pelos críticos como uma promessa e querida pelo público como uma popstar, sua história estava só começando.

Dois anos depois, em 2004, Norah retornava ao mercado com o disco “Feels Like Home”. Mesmo em tempos de crise, a jovem pianista emplacou mais hits e seu disquinho foi o segundo album mais vendido daquele ano, com cerca de 8 milhões de cópias.

Apoiada numa nova leva de talentos que incluia nomes como Alicia Keys, Jamie Cullum e John Mayer, Norah ajudou a transformar a cara da música pop dos anos 2000. Até hoje, canções como “Don’t Know Why” ou “Come Away With Me” impressionam por sua sutileza e simplicidade.

Vídeo de “Don’t Know Why”, ao vivo.

De lá pra cá, Norah montou uma banda de rock, gravou com Dave Grohl dos Foo Fighters, protagonizou um filme e retornou finalmente em 2007, com o chatinho “Not Too Late”, que apesar da produção caprichada e de meia dúzia de belas canções, quase não fez barulho mundo a fora. Aí ela já não era pop, era quase cult.

Analisando sua trajetória, o que fica nítido é que a menininha sempre fez o que quis. Seja tocando country, folk ou jazz, Norah exibe um talento que quase hipnotiza.

Seu novo disco, “The Fall”, está previsto para vendas em 17/11/2009. A julgar pelo primeiro single, Norah evoluiu como artista e além de manter as melhores características de sua personalidade, a cantora agora flerta com novas texturas musicais, deixando pra trás a imagem preguiçosa do disquinho anterior. Dá uma olhada no vídeo… no mínimo, você vai sorrir. E se tiver sorte, vai se encantar tanto quanto eu.

 

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