Quando a gente é criança, às vezes costuma não gostar muito da noite. Eu, por exemplo, pensava sempre: “ah, agora brincadeiras só no dia seguinte”. Era como se com a chegada dela, toda a possibilidade de se divertir acabasse também.
Conforme os anos passam, você percebe que a noite não é chata como parece ser; quando você é jovem, adulto ou o que for, repara que ela não é o fim da diversão – aliás, até mesmo essa palavra ganha um novo significado: vão embora as brincadeiras e em seu lugar há reuniões com os amigos, a percepção da cidade, e a idéia de que as horas podem se estender muito além do planejado.
Além disso, o que espanta na noite não é mais o escuro, e sim sua imprevisibilidade – sem que isso seja necessariamente ruim.
Reunir em 11 faixas a dualidade que as possibilidades revelam não foi um trabalho fácil. Na seleção, você vai encontrar canções ora animadas, ora naquele tom de fazer fechar os olhos e respirar fundo. Tentamos captar um tantinho de loucura e euforia e combinar isso a alguns momentos mais intimistas e reflexivos. O objetivo é que o disco sirva como trilha para tudo aquilo que a noite pode oferecer.
Veja a tracklist.



















